sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Vou me arrepender de ter publicado isto, mas pronto.

Começo a escrever o post ainda indecisa se o vá publicar ou não. Independentemente de quem terá razão ou de toda a gente que tenha e não tenha razão, estou farta de ler comentários aos berros. Grita-se muito hoje em dia tanto em assuntos importantes como em menos. Calma. 

Não é muito meu criar uma estrutura de pensamento para aquilo que escreva aqui. Escrevo conforme me sinta no momento ou baseando-me em algo que gostaria de transmitir. Aqui vai.

Quando a Irene nasceu, não a quis mostrar ao mundo. Ou melhor: quis, mas senti que não devia. Tanto o pai como eu estávamos divididos se o devíamos fazer ou não. 

Queria, na mesma, registar o momento. O meu primeiro sorriso depois dela ter nascido, ainda muito pouco recuperada do parto e de tudo o resto. 



Senti que o mundo não tinha que a conhecer e que o meu dever era protegê-la. Que era a minha bebé, a nossa e que ser mãe e internet não tinha nada que ver uma coisa com a outra. Aliás, expô-la na internet pareceu-me que iria profaná-la. E fiquei assustada por assim que publiquei esta fotografia ter surgido uma notícia sobre isso num site.

Mesmo assim não conseguimos evitar. Tanto o pai como eu, depois de termos uma conversa em que falamos sobre quais seriam os perigos práticos de expôr a Irene e não conseguimos concretizar. Cheguei a pensar nisso várias vezes, claro, até escrevi algo aqui sobre isso aqui

Apesar de ter começado a trabalhar no meio há 10 anos e de ter feito rádio em programas de destaque e também televisão, nunca me senti minimamente "conhecida". Talvez por não gostar de "aparecer" ou de não ir a sítios onde as pessoas que me reconheceriam frequentassem, mas não senti. Ter os seguidores que tinha no Facebook (e que, anos depois ainda são os mesmos que aquilo está morto), os que tinha no instagram (que eram alguns mas tão menos que tanta outra gente) apesar de serem tão menos que pessoas que eu considerasse conhecidas. Nunca me levei a sério. Nunca me vi como alguém que fosse popular nem, além da internet, fui tendo esse feedback. A minha vida era fazer rádio, sair e ir para casa. Ou rádio, televisão, casa. 

Engravidar e decidir ser mãe preencheu-me um vazio enorme. A verdade é essa. Desde que engavidei que a Irene e a nossa ligação me inspira e, mesmo antes dela nascer, escrevi um livro sobre ela, sobre a nossa gravidez. Comecei a apaixonar-me por todas as mudanças e expectativas disto da maternidade e comecei a sonhar com a Irene diariamente, connosco. 

Depois de um parto que esteve longe de ser o melhor parto possível e de um início de ligação muito desfasado entre mim e a Irene (eu não estava bem), as coisas começaram a acalmar ou, então, comecei a ter força para enfrentar o que se passava, relativizando, como sempre. Pensando: há de haver mais mães que se sintam tão sozinhas, perdidas, ansiosas e desesperadas como eu, preciso de sentir que somos mais e, provavelmente, elas também.

Uma das coisas em que penso mais é que em todas as evoluções há quem se sinta mais confortável na maneira anterior de viver o mundo e há quem se adapte mais facilmente (e automaticamente, sem pensar tanto, como preferirem) aos tempos actuais. Lembro-me quando usar o nome verdadeiro nas redes sociais ou onde quer que fosse na internet era impensável, mas praticamente toda a gente usa o seu nome verdadeiro (e apelidos!!) no Facebook. Praticamente toda a gente terá fotografias suas nas fotografias de perfil e até já há muitas mais pessoas a sentirem-se confortáveis a fazerem compras online sem medo que nos esvaziem os cartões de crédito. Também já não respondemos ou abrimos mails esquisitos da Nigéria... As coisas têm vindo a mudar. 

E, com a minha ingenuidade, o que me tem servido até hoje para acalmar a minha "mãe leoa" - que chatice, só associo isto a reality shows - em mim é que hoje isto não parece normal porque é "o começo". Da mesma maneira que vender os meus CDs todos por ter tudo em mp3 também me pareceu horrível, mas a verdade é que nunca os iria usar e agora nem tenho leitor. No futuro, da mesma maneira que partilhamos as nossas localizações, os nossos estados de alma, os nosso quartos, a nossa comida, a nossa roupa, os nossos beijos na boca à pessoa com quem estamos, os Natais, os pais, os irmãos, os filhos, os netos farão parte do conjunto de infinitas imagens na internet de todas as pessoas do mundo. Depois, provavelmente, voltaremos a coom éramos antes. Não partilhar nada. Usarmos nomes a fingir e avatares para não darmos informações nenhumas sobre nós. Uns de nós vão rejeitar chips que passem informações sobre o nosso organismo ao médico, outros vão adorar (muito Black Mirror). 

O meu ponto de partida não é errado. É um ponto de partida. É válido, mas falta aqui o que realmente importa: e o direito da criança à privacidade? Tenho vindo a reflectir mais sobre isso, por causa do programa, mas também por todos os berros em comentários aqui e noutros sítios... Eu não sou só "uma mãe" que mostra a criança para umas 100 pessoas (sendo que, às vezes, é até no seio mais próximo que acontecem as desgraças). As pessoas reconhecem-me e à Irene. E temos recebido imenso carinho, imensos sorrisos, até dos filhos dessas pessoas que vêm na Irene uma amiga. 

Como vejo o Mundo actualmente, não imagino ninguém, muito menos mães que me odeiem (que as há pelas minhas opiniões e pelas suas maneiras de verem as coisas) a fazer mal à minha filha. Não sei como poderiam fazê-lo, sequer. As mães fazem isso aos filhos dos outros? No meu mundo as mães não fazem isso. Não fazem mal aos seus filhos nem aos dos outros e não decidem fazer ainda pior a uma miúda por ser filha de uma mãe que tem um blog onde o principal intuito é conversar sobre maternidade e que reflictamos em conjunto sobre as pressões a que estamos sujeitas e a dificuldade da questão, mas também o amor. 

A Irene e o seu direito à privacidade. Afastando-me do lado concreto da questão (os artigos dos códigos) porque lá por estarem em livros não quer dizer que não pensemos sobre eles. É a lei, mas a lei pode ser mudada, ou não. Ou podem estar a ler - como se alguém lesse até aqui - sobre a blogger que vai mudar de opinião e vai deixar de publicar fotografias da filha na internet. Ainda não sei. Estou a escrever, como vos disse, em directo. 

Na adolescência vivi um episódio muito difícil (vivemos todas, bem sei) em que senti o que era a minha privacidade ter sido grandemente violada e a um nível bastante intimidante. Por isso, posso deduzir que provavelmente o meu espectro para avaliar esta questão da privacidade da minha filha não será o "normal". Não me parece minimamente grave ela ter um blog, ou até mesmo um livro ou dois, em que a mãe fale diariamente do que sente por ela, das suas dificuldades e virtudes e em que publique fotografias lindíssimas dela. A mãe que gosta de olhar para ela, de a fotografar e que quer mostrar ao mundo o quanto é bela. A mãe que tem o cuidado - mesmo quando não tinha uma máquina de jeito - porque a ama, que ela não apareça em condições que não a favoreçam. Aparece bonita, feliz ou triste a fingir. Vejo o que tenho feito da minha maternidade pública com a Irene uma enorme declaração de amor diária, um diário que me ajuda a sistematizar pensamentos e sentimentos e também uma fonte de inspiração para muitas mães (parece presunçoso da minha parte, mas tenho de começar a assumi-lo tantas que são as vossas mensagens de carinho). 

Foi por um mau motivo, mas eu sei (ou parece-me) que o "bullying" acompanha pessoas da mesma geração (quem lê este blog são as mães e não as crianças). Daqui a uns anos - se eu continuar a publicar fotografias dela - quando a Irene já não quiser aparecer, não aparece e os colegas dela não saberão quem ela é. A não ser, talvez, pelo nome. Não há muitas Irenes por aí, mas não iria eu escolher um nome normal para a miúda para ninguém saber que ela é minha filha, não é? Ou criar uma espécie de clima de segredo sempre que falasse nela e dissesse a Baby I e mostrasse só uma mão ou um pedaço do pescoço. Não sei. Parece-me tudo demasiado longe de mim e da minha realidade, mesmo respeitando a 100% quem escolha essa opção porque na minha linha de pensamento eu corro o risco da Irene odiar que eu tenha feito isto, mas nunca correria risco se não a expusesse. Nem violava um direito dela. Sei. 

Pondo-me no lugar dela, eu tal como sou e não a leitora anónima como é e que já está a fervilhar), eu ficaria muito feliz se a minha mãe me tivesse feito isto. Tal como fiquei muito feliz com as fotografias que ela tem minhas e com o album da cegonha que ela fez de mim quando eu era bebé. Uma coisa é privada e a outra é pública, bem sei, mas passaram 31 anos desde aquele álbum. O privado e o público terão ganho também outras dimensões. 

Como o que conto aqui. Inibo-me praticamente de forma muito natural a partilhar coisas da minha vida que possam perturbar terceiros. Não venho para aqui lavar roupa suja da minha relação com o pai da Irene, não faço aqui queixinhas de escolas antigas (posso dizer que me enganei na escolha), etc. Aqui partilho o que não me importo que se saiba o que todas nós sabemos que é verdade, caramba: o lado bom e lado mau disto. 

Independentemente do que venha a decidir - ainda estou a pensar e reflectir e até lá continuarei a agir como tenho agido até agora porque se nunca tivesse pensado a sério nisto é que seria grave e já pensei o suficiente para ter chegado à conclusão anterior - este momento já serve para trazer mais food for thought e, nem que seja, para pensar ainda melhor nas parcerias e na publicidade que fazemos no nosso blog usando as nossas filhas. 

E, por acaso, mesmo reflectindo tenho bastante vaidade na forma como temos conduzido o blog nesse aspecto. Temos recusado muitas muitas propostas de marcas com as quais não queremos que nem as as nossas filhas nem nós estejamos associadas. Tirando uma situação (acho que foi só uma e nem as envolveu), não me lembro de nada que me tenha deixado desconfortável, mesmo pensando na Irene. Há dias em que, quando olho para a conta, e vejo o saldo que tenho agora e quantos dias ainda me faltam para o fim do mês, me vem à cabeça os milhares de euros que já perdemos por termos os critérios que temos, mas a frutração passa rapidamente. 

O que vou começar a fazer e também por causa disto é criar uma conta-poupança para a Irene, mesmo que o dinheiro que faço daqui vá praticamente para ela, é mais justo assim. 

E agora espeto uma fotografia, uma daquelas que acho que a Irene irá adorar pela fotografia e também pela declaração pública de afecto. Digo eu, sei lá. Vou pensar.


🎔


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77 comentários:

  1. Joaninha. Diga o que disser, o direito à privacidade, imagem e intimidade da sua filha está a ser violado com a exposição permanente, durante anos, de fotografias e vídeos dela num blog e nas redes sociais. Não só juridicamente (análise dos tais artigos dos códigos), mas de uma perspectiva prática. Não pode, com honestidade intelectual, comparar esta exposição que vocês fazem, às fotografias expostas em molduras numa casa e guardadas em álbuns/discos externos privados, que uma mãe guarda dos seus filhos. Uma coisa é privada, mostra-se a quem se quer, é uma memória familiar conjunta, um tesouro precioso e tão precioso também por ser íntimo. Outra é exposição de uma criança aos olhares de milhares de perfeitos estranhos cujas intenções e personalidades se desconhecem.

    Não está sozinha nesta opção de expor a sua filha aos olhos do mundo, há imensos pais que o fazem diariamente nas redes sociais, embora a exposição a que vocês, "mummy bloggers" e os vossos filhos estão sujeitas, seja infinitamente mais ampla.

    Como dizia abaixo no comentário que fiz ao post da supernanny, eu não reconheceria aquela miúda, Margarida, que apareceu meia hora no programa da SIC, mas reconheceria facilmente a Irene, a Isabel e a Luísa (e a Carlota e a Carminho, a outra Carlota, a Concha, a Caetana, a Matilde, o Tomás, a Maria do Carmo, a Francisca, o Manel, o Martim, a Madalena, o Mateus, o outro Mateus, a Leonor, o Xavier, o Sebastião, a Graça, a Maria Luiza, etc etc etc etc) na rua se os visse, ia observá-los e ao seu comportamento, é humano e inato, porque, afinal, tal como parece às vossas leitoras que vos conhecem e à vossa vida (é esse o objectivo destes blogues, não é?), o mesmo acontece com os vossos filhos. E isso já é uma devassa, além de meio creepy, não é? Eu acho! Odiaria que um estranho qualquer ficasse a observar o meu filho a brincar no parque, que soubesse o nome dele, a idade, do que gosta e não gosta, que conhecesse os nomes dos pais, sem eu me aperceber de nada!! Só esse pensamento me arrepia a espinha, mas pronto, a vida é de cada um e a verdade é que (ainda) é bem tolerada a exposição das crianças na internet.

    E repare, eu da sua filha não sei só o nome e a idade. Conheço as feições, sei que gosta que lhe abanem o rabo para adormecer, sei que tem quase 4 anos e ainda mama, sei que a mãe dela faz psicoterapia e tem problemas de ansiedade e sei até em que escola ela anda por causa de uma fotografia que a Joana publicou! Sei muito mais coisas e eu não sou nenhuma maluquinha dos blogues, passo os olhos na blogosfera mais conhecida/que trata temas que me interessam 1 ou 2 vezes por semana.

    Também há aquela questão dos perigos, mas desde que vi uma blogger dizer que não se incomoda nada que as fotografias dos filhos na praia vão parar a sites de pornografia infantil porque nada de mal lhes acontece de facto, acho que está tudo dito sobre esta escolha da exposição e não falo mais nisso. Eu sei o que sentiria se fotos do meu filho fossem parar a essas mãos nojentas por MINHA CAUSA. Mas, lá está, cada um é como cada qual.

    Resumindo e baralhando, é uma escolha, mas feita é para assumir. Não vale dizer que "ah, mas hoje em dia estamos todos muito mais expostos e toda a gente conhece os nossos filhos" - é verdade que estamos todos muito mais expostos, mas é também verdade que temos crianças sujeitos de direitos e merecedores de protecção ao nosso cuidado e que temos o dever de zelar pela salvaguarda desses direitos. E não, a maioria dos pais - pelo menos os que eu conheço - não publica fotos dos filhos na internet.

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    1. Bravo! É tão isto! E associei esses nomes todos que referiu às caras das crianças, mães, colégios e outros dados pessoais.

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    2. Visto assim é ASSUSTADOR! Falta tanta noção a esses pais!

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    3. Concordo totalmente com este comentário! Também tenho a minha vida coloco ocasionalmente fotos das minhas filhas (sem mostrar a cara) no Facebook para os amigos e familiares e passo cerca de 1h por dia (ao longo do dia, hora de almoço, antes de dormir etc) a "passear" pelo Facebook e pelo instagram e também sei tudo sobre os miúdos dos blogs! Vocês acham que não dão muitas informações mas tudo junto...sei muito sobre vocês e talvez se vos quisesse encontrar provavelmente seria bem facil (parques infantis que já nomeaste que vais regularmente). Se quisesse fazer mal, sei onde trabalhas, podia simplesmente seguir te e descobrir exactamente onde moras etc.
      A Catarina do ties diz publicamente onde os miúdos frequentam a escola! Ali esparrachado!

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    4. Joana e resposta a este primeiro comentário? Gostava de ler!
      Aliás gostava de ler um comentário de todas as mães referidas no comentário ( a Irene (tu!) a Isabel e a Luísa (Joana Paixão Brás) e a Carlota e a Carminho (Fernanda Velez - Blog da Carlota), a outra Carlota, a Concha, a Caetana (Ana Lemos - Cacomae), a Matilde, o Tomás, a Maria do Carmo, a Francisca (Mariana Seara Cardoso - Aos pares), o Manel, o Martim, a Madalena, o Mateus (Sónia Morais Santos - Cocó na Fralda), o outro Mateus (Ana Garcia Martins - A pipoca mais doce), a Leonor, o Xavier, o Sebastião, a Graça (Catarina Ferreira - Ties), a Maria Luiza (Catarina Beato - Dias de uma princesa). Acrescento ainda a Maria, o Duarte e a Madalena (Rita Ferro Alvim - Socorro, sou mãe), a Maria e o Rodrigo (Vanessa Marchante - Eu, tu e os meus sapatos), o Salvador, a Carminho e o Vicente (Filipa Cortez Faria - My happy kids), a Madalena, a Violeta e a Olívia (Joana Soares - Violeta cor-de-rosa) e tantas outras!

      Gostava mesmo muito sinceramente de ler as respostas destas mães a este comentário.

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    5. Verdade, é tão isto. No dia a seguir ao programa disse isso mesmo. Ainda ontem vi o programa e nem me lembro da cara da miuda, o que já não acontece com as bloggers. Uau acabei de me sentir como uma stoker
      Suse Sousa

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    6. É exactamente isto. E mais: como podem sentir-se bem e ver tantos momentos vossos partilhados (ainda que haja uma boa parte da vossa vida que não partilham)? Como podem, numa simples ida ao parque, estarem contentes por tirar 41294 fotografias com a máquina e irem para casa seleccionar as 20 mais giras e pôr aqui no blog? Ao contrário do que pensa, Joana, a maioria das pessoas não faz isto, nem à escala do seu Facebook ou Instagram privado. Tanto eu como os meus amigos pomos fotos de vez em quando (uma por semana ou nem tanto) e normalmente até são de pormenores (uma paisagem que gostámos, algo que comprámos, o que estamos a comer). Não são sequências de imagens de momentos familiares. Esses gosto de os guardar só para mim e para os meus, obrigada.

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    7. Eu não tenho essa percepção de risco, senhoras. A sério. E há mesmo quem goste de fotografia. Eu fotografo tanto a Irene com blog como fotografava sem blog. Um beijinho

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    8. Estou de acordo com todo o conteúdo deste comentário. Eu não diria melhor.
      Se por um lado gostamos de ver e "cuscar" outras vidas e experiências, por outro a exposição que fazem dos vossos filhos é excessiva.
      Gostamos: sim.
      Podemos passar sem estas informações: sim.
      Sobrevivemos sem problema: sim.
      São melhores mães por partilharem: não.
      São melhores mães por fazerem declarações públicas de amor aos filhos: NÂO.

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    9. Não tem a percepção do risco??? Não faça dos outros parvos, claro que tem! Como acha que os pedófilos arranjam imagens para os sites que frequentam? Em casa das pessoas não entram de certeza...

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    10. Porque não publicou a minha resposta Joana? Dizia que sou a comentadora inicial e tenho pena que não tenha aprofundado um pouco mais a sua resposta,”senhoras” à parte. E que adoro fotografar e fotografia,tiro imensas ao meu filho,mas daí a publicá-las para todo o mundo ver vai uma longa e, para mim, instranaponivel, distância.

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    11. Eu adoro o blog e sigo-o atentamente mas sem dúvida que este comentario diz tudo! Sem querer magoar ninguém e cada um é que sabe da sua vida mas há certas coisas que são um bocadinho demais... Temos de ver para além do nosso próprio umbigo! Nunca conseguiria expor os meus filhos desta maneira! Um beijinho

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    12. É por estas e por outras (pelo primeiro comentário nesta thread) que eu tenho a certeza de que fiz a escolha certa quando escolhi não publicar uma foto sequer dos meus filhos. Não há uma foto em que se veja a cara deles. E não é só no blog (que mantenho há 14 anos e que não fiz crescer quando começou esta febre comercial horrorosa que atacou os blogs); não há uma foto deles no instagram, no Facebook. Nada. Nem só visível para amigos, sequer. Quero mandar fotos a família e amigos? Mando por mail. Mando pelo WhatsApp. Não preciso de os expor ao mundo. Não preciso de os pôr em risco para ganhar dinheiro. Não os vendo, não os sujeito a serem controlados seja por quem for, não os envergonho (fotos de miúdos a usar bacios? A sério? Gostávamos que as nossas mães tivessem partilhado isso com o mundo? Não me parece...). O amor é a vaidade que tenho neles são uma coisa da esfera privada. Eles sabem que os amo. Não precisam de ter milhares de pessoas a saberem tudo da vida deles para sentirem o amor que a mãe tem por eles.

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    13. Subscrevo totalmente este comentário a adiciono uma questão: seria aceitável criar um blog em que descreveria (com o mesmo nível de detalhe que é aqui descrito) a vida de um amigo ou familiar? Como se sentiria a pessoa visada? Se a resposta que me parece mais evidente é de que isso não seria aceitável (nem moral nem judicialmente) , então porque é aceitamos fazer isto a um filho?
      Eu gosto do blog e leio com regularidade; parece-me (até mais que outros blogs dentro do estilo) que a maioria das temáticas poderiam ser igualmente abordadas com muito menor nível de pessoalização e com fotografias ilustrativas que não implicassem tamanha exposição destas famílias. Se isso vos roubar audiências então será reflexo de terem eliminado o público mais voyeur, que no fundo seria um benefício colateral.
      Pessoalmente gostava imenso que decidissem no sentido de expor menos as vossas crianças (que apesar de serem lindas não são co-autoras do blog); e falo-ia de imediato no sentido de minimizar o dano, ou pelo menos o risco de ser grandemente mal compreendida quando elas tiverem idade para ler o blog.

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    14. Acho uma piada a estes comentários... todos muito críticos mas sabem de cor e salteado todas as crianças de mais de mil blogs. E não são "maluquinhas dos blogs"? Imaginem se fossem. Creepy mais creepy não há.

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  2. E com este post consegui gostar um bocadinho mais de si.
    No entanto, faz-me impressão o silêncio da outra Joana. Acho que tudo isto lhe tocou no ponto. Mais do que a si! O nível de exposição não é de todo o mesmo entre as duas.

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    1. Concordo! Esta Joana não tem medo de ficar vulnerável e abre o coração!

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    2. A outra Joana tem o dobro das coisas para fazer, não sejam assim! ;)

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    3. A outra Joana já é "elite", já se dá com as restantes bloggers e não pode ficar mal vista. Esta Joana é mais real, fica à margem do "croquete", não tem medo do ridículo e de se expor.

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    4. Também acho que há uma diferença grande entre as Joanas e concordo que a JG é mais real.

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    5. Mas porque é que a outra Joana deveria dizer alguma coisa?

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    6. Porque foi ela que escreveu o post sobre o programa e quando confrontada com os comentários todos não disse uma única palavra!

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    7. Mas se não fossem diferentes para quê quatro mãos a escrever um blog? Mas eu a nível de exposição acho iguais. A Maria Ana tem no instagram da mãe já vai uma publicação muito sensata :
      "Não me sinto bem quando para me elogiarem criticam outras e não me sinto bem quando vejo o mesmo noutros blogs."

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    8. Talvez porque tenha sido ela a fazer um post sobre a super nany e falado na exposição da criança...

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    9. Estamos portanto a falar do programa

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    10. Há de dizer a seu tempo se quiser :) Ao contrário do que poderá parecer, a nossa vida não gira em torno da do blog ;)

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    11. Joana, o problema é que, para o que vos interessa, a vossa vida gira em torno do blog. :)

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  3. Como já várias pessoas disseram no post da nanny, eu sou capaz de me cruzar com as vossas filhas e reconhece-las , tal como os filhos e filhas de tantas outras bloggers. Já me cruzei com as filhas da cacomae e a mãe nem sequer estava, mas reconheci ... se isto é bom ou mau para as crianças ? Pois, não sei, não consigo decidir mas não deveriam as crianças passar anônimas ? Serem só crianças e não as filhas da Joana, da Ana, da Rita ... beijinhos

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  4. Tudo muito certo, mas a partir do momento que recebem dinheiro com a exploração da imagem dos filhos deixa de ser só um diário amoroso para mais tarde eles verem! É pura e simplesmente exploração da imagem de uma pessoa que não pode dizer se quer ou não isto que lhe está a acontecer.

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  5. ♥ Que assim seja sempre!
    Dar o melhor de nós, fazer o que achamos melhor, por nós e pelos nossos...
    Decidas o que decidires, será o melhor!
    Beijinhos!
    5 em Crescendo

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  6. Joana desculpa a sinceridade mas escreves te uma grande treta . Vocês foram atacadas em vários blogs porque não foram coerentes na análise ao tal programa da sic . Que o programa é mau , todos sabemos , mas vocês , virem dizer que a muida vai ser reconhecida na escola e gozada e não se faz e os pais não têm direito , quando vocês fazem a mm coisa mas em bom , é de uma falta de tudo . Apenas isso .

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  7. Já no post que fizeste em tempos comentei, e volto a comentar o mesmo:

    "E tu que tentas tanto respeitar a tua filha nunca pensaste na privacidade dela?! O que será que vai sentir quando tiver tanto da vida e da imagem dela exposta por todo o lado sem que ninguém lhe perguntasse?!
    Possivelmente nem se vai importar mas o meu motivo é esse: respeito pela privacidade do meu filho!"

    Mas lá está, cada um com as suas escolhas. Mas de facto tocaste num ponto interessante: Dado a exposição que fazes da tua filha, será justo comentarem isso sobre o "Super Nanny"?!?!

    E além disso, pensa bem em tudo o que já por aqui contaste. Já vi a tua filha no banho. Contaste do seu alter ego "Tomás" e várias outras coisas da privacidade dela - achas mesmo que ela vai gostar de ver isto na net no futuro?
    E achas mesmo que ela vai conseguir apagar este registo de alguma forma? Achas mesmo que não a vão reconhecer, saber quem ela é e quem sabe rebuscar imagens dessas do banho ou a pedir sandes de cocó?!

    Pensa bem Joana...
    (Este comentário não é para te ofender, mas sou mesmo contra a exposição das crianças na internet... )
    Ana (Palhacinha - lembras-te de mim!??!?!)

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    1. Ana (Palhacinha? Não me lembro! Queeeem? :))

      Nada do que tu disseste que viste (a miuda no banho - como a fotografei - o alter ego e outras coisas) me parecem coisas minimamente embaraçosas ou que a ponham em perigo. Que é um direito dela a privacidade, isso sim, mas nenhuma dessas situações me deixaria minimamente preocupada - tal como não deixou.

      Agora.. Palhacinha??? Quero saber ;)

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    2. Eu acho que perdem a noção da quantidade de informação altamente pessoal que passam para o público. O público facilmente identifica caras, nomes, sítios onde moram, onde os pais trabalham, onde eles estudam, os medos que têm, as atividades que praticam, as birras, as rotinas. Somos bombardeados todos os dias com fotos no banho, no bacio/sanita (qual é a necessidade?! a publicidade a toalhitas sobrepõe-se a tudo o resto?), no parque, a comer, a dormir. As crianças basicamente vivem toda a infância no Big Brother a serem constantemente filmados e fotografados. Há partilha de fotos desde que acordam até que adormecem novamente.
      A minha infância não foi assim, tenho milhares de fotos e vídeos mas são meus, são pessoais e eu não gostaria que milhares de pessoas os tivessem visto. A minha infância foi só MINHA e do meu núcleo!

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    3. Joana,
      Dei apenas exemplos, o que sinto é que se reparares tens imenso sobre a Irene escrito, descrito e fotografado aqui, por isso é que sou a favor da contenção. Mas lá está, é uma opção tua.
      E verdade é que não vale a pena especularmos ou sofrer por antecipação porque ninguém sabe como é que a Irene (e todas as outras crianças) vão reagir. Tão depressa podem não gostar como podem achar a ideia super gira e quem sabe prosseguir com um blog delas pegando no ponto de partida do blog da mãe. (Isto até tinha uma certa piada!)

      Não te iludas é com a ideia de que tudo o que tens no blog vai cair no esquecimento... pode acontecer ou não. E ela pode gostar ou não.
      Eu, pelo sim pelo não continuo a preferir a contenção. Mas o facto de andares a pensar sobre o assunto já me deixa feliz.

      Beijinho
      Ana palhacinha, esta: http://amaeequesabeblog.blogspot.co.uk/2017/03/a-internet-veio-estragar-as-pessoas.html

      Já te lembras?! ;)

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  8. Joana, no meio está a virtude!:)
    Eu equiparo as mães que publicam demasiadas fotografias dos filhos às mães que se gabam que os filhos com 12 meses já faziam o pino...um concurso de vaidades!
    Não sou fundamentalista e ocasionalmente partilho fotografias mas prefiro fazê—lo em grupos privados.
    Concordo que não é por expôr que está mais a jeito de algum psicopata mal intencionado
    ...e sim, os casos de abuso, infelizmente, acontecem no núcleo mais próximo das famílias portanto não é por aí!

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  9. Acho que todas nós mães temos vontade de mostrar ao “mundo” o nosso amor pelos nossos filhos, mostrar como são lindos, como os amamos... Mas acho sinceramente que a melhor forma não será a exposição pública. Tenho uma filha com quase 20 meses, nunca publiquei uma foto dela na internet e não sei se algum dia o irei fazer. Muita gente me pergunta o porquê e respondo sempre que simplesmente gosto de a “guardar” só para mim!
    E claro está que cada um faz o que quer e que gosto de ver as vossas filhas e ler o vosso diário,mas se eu seria capaz de fazer o mesmo? É claro que não!

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    1. Chegamos a um ponto em que só é normal quem partilha. Uma amiga minha a primeira vez que viu a minha filha disse espantada “afinal a miúda é liiiinda, pensei que era um camafeu já que não a mostras no Facebook”. Isto é normal???

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  10. A sério Joana? Acha mesmo que ter fotos no banho escarrapachadas na internet (e uma vez na internet,para sempre na internet) e relatos de como tinha amigos imaginários e personalidades imaginárias na infância não é embaraçoso para uma adolescente? Existir é um embaraço para um adolescente! Enfim...eu juro que nunca conseguirei entender como alguém tão zeloso da sua filha é tão displicente com a intimidade dela.

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  11. Na minha opinião, este texto é revelador de uma enorme hipocrisia...É um "mummy blog", ou seja, só vive das exposições diárias e constantes das vossas filhas e dos seus hábitos e rotinas. Se a Joana Gama está indecisa sobre continuar ou não a postar fotos da Irene, os seus textos acabam. O problema é que as fotografias são sim, reveladoras mas só da imagem, descrever as personalidades, as curiosidades, as vivências, as rotinas, etc das vossas filhas transmite aos outros como elas são na realidade. Isto não vos assusta?

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    1. Pois, a mim não me assusta. Os meus textos não acabariam, sempre tive blogs e escrevi blogs sem ter filhos, não é por aí. Um beijo

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    2. Mas não eram mummy blogs, pois não?

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    3. Mas acabaria o factor €€€! As marcas pagam muito por imagens, a roupa tem de ser mostrada, os sapatos e por aí...

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    4. Um mommy blog não vive só de fotos dos miúdos. Veja-se o caso da Mãe já vai que não mostra fotos explícitas dos filhos e continua a escrever e a ter parcerias publicitárias (acredito que menos).

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    5. Mas a mãe já vai tb já vai publicando fotos, desfocadas mas percetíveis, das crianças. É só ver o Instagram desta semana.

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    6. O blog não acabaria. A mãe já vai não publica fotos das caras dos filhos. E é um mummy blog. Bastante conhecido até.

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    7. Mas é que nem se compare a Mãe já vai, porque não é um blog bom...
      E dá muito bem para ver a cara dos filhos, tanta que a cara da filha mais nova já apareceu numa foto publicada por uma amiga num evento

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  12. Um "Mummy blog" não é diferente de qualquer outro tipo de blog. Expõe-se até onde se quer.
    tenho um blog onde conto muitas coisas, tal como conto às minhas amigas ou a quem me aprouver. Em momento algum no blog é vista a cara do meu filho.
    No entanto, ainda que não concorde com as fotografias de crianças na internet, acho que o caminho é muito mais longo que isso. De que me adianta não mostrar fotos na net e depois dizer onde fica a escola, a natação ou qualquer outra rotina diária que explicite onde estamos ou vamos estar?!
    Qual é a lógica de não se poder colocar fotos mas poder fazer desabafos de birras ou cocó às cores nos grupos de mães.
    A tema é sensível e a linha ténue. Há que aceitar a opinião de cada um. Esta é a minha e não é por isso que aponto o dedo ás meninas deste blog por usarem fotos. elas é que sabem.
    Isto para dizer que sim, é perfeitamente possível ter um blog sem fotos e que o conteúdo deste blog são os textos das Joana's e não as fotos.
    vejo neste texto, um desabafo, um pensamento, mas hipocrisia não.

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  13. “Senhoras”,que bem. Eu sou a comentadora inicial e esperava um bocadinho mais da sua resposta :) tambem adoro fotografia,com curso e tudo e fotografo imenso o meu filho. Daí a prantar foros dele na net para o mundo ver (e não são só as foros,é toooooda a informação associada),vai uma longa,intransponível distância.

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  14. Acho que há duas questões centrais: uma é a profissão de blogger/instagramer e o assumir que isto é um trabalho do qual recebem rendimentos. Nesse caso tem de se assumir que as fronteiras estão pouco definidas sobre o que é vida privada e o que é profissional, e a questão das crianças deveria ser enquadrada como é para os atores ou modelos. Ou seja: será legítimo publicar um foto da Irene ou da Isabel no bacio para receber dinheiro de uma marca de toalhitas? Será legitimo meter as miúdas a comer farinha marca x ou iogurte y para as mães serem pagas por isso? é um negócio familiar? É que parece-me óbvio que isso só acontece porque os miúdos não têm voz, porque ninguém anda a fazer publicidade a produtos para idosos com os avós por exemplo.
    Ligado a isso, o direito à privacidade da criança: qualquer pessoa tem o direito de não ter aparecer nas redes sociais. Alias se bem me lembro, a mãe da JG não gosta de aparecer por razões profissionais. Que direito te um pai/mãe de expor um filho para milhares de desconhecidos o verem crescer? E não falo só de fotos mas também de histórias e episódios da infância. Com 7/8 anos já muitos miúdos têm noção do que são redes socias, será que a Irene quer que os colegas encontrem fotos dela a mamar daqui a uns 4/5anos? Ou a dormir? Ou qualquer foto que seja na verdade.

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    1. E a descrição, pormenorizada, das convulsões?!

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    2. Pois parece que isso são tudo coisas giras de se mostrar, super normais e portanto as criancinhas vão delirar quando perceberem que a mãe as mostrou a meio mundo. Só as birras é que não se podem mostrar (aliás, estas crianças dos blogs são uns amores e não fazem birras como aquela margarida da Tv).
      Pah, eu lembro me de ser criança mas já crescidita e não achar muita piada quando a minha mãe contava alguns comportamentos internos a familiares ou amigos. Mas as crianças dos blogs vão adorar quando perceberem que a mãe partilhou com meio mundo fotos delas no pote ou a mamar com 4 anos.....

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  15. A questão da segurança dos miúdos dos blogs não me parece central. A maioria dos casos de assédio/rapto e afins acontecem devido a pessoas próximas por isso é igual para qualquer criança. Até me parece menos provável serem raptados já que são facilmente reconhecíveis...
    A imagem é outra coisa, cada vez que vejo fotos de crianças com o fato de banho enfiado no rabo #queamor #fofa numa página do instagram ou num blog até me arrepio e penso sempre se ninguém vê (ou ninguém quer saber) que do outro lado do ecran podem estar pessoas a fazer coisas menos próprias com essa foto. Dito isso uma vez li uma reportagem de uma blogger americana que foi contactada pelo FBI porque fotos da filha (entretanto falecida) tinham sido encontradas numa rede de pedofilia. Fotos essas partilhadas por ela, da miúda muito pequenina ainda de fralda, resumindo e concluindo mesmo isso não a impediu de manter um blog aberto com fotos dos outros filhos para mais tarados poderem servir-se à vontade...

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  16. Eu e o meu namorado conversámos muito sobre a pertinência de colocarmos fotos das miúdas no blogue ou não. Não creio que seja perigoso se tivermos os devidos cuidados. E já não podemos comparar estes dias com a nossa infância, vivemos outros tempos em que a exposição pública é encarada com muito mais normalidade e, daqui a 10 anos, se calhar é ainda mais banal.
    Sinceramente já não consigo apontar o dedo tão rapidamente. Cada pai e mãe decidirá o que é melhor para os seus filhos e as suas famílias. Sigo bloggers e Youtubers que expõem bastante os seus filhos e não acho que sejam piores ou melhores pais por isso. É uma opção, uma escolha que fazem pelos filhos entre tantas outras que podem ou não ter um grande impacto nas suas vidas. Não sabemos. Não julgo (desta vez). Lembro-me por exemplo do canal da Flávia Calina, em que ela faz um trabalho tão interessante ao nível da psicologia positiva apesar de mostrar bastante da sua intimidade e dos filhos. E a família vive do canal, marido e mulher, e é graças ao canal que podem viajar tanto, estar com a família e estar os dois presentes, todos os dias, na vida dos miúdos. Não critico, como podia?
    Eu, para já, não consigo publicar fotos da cara das minhas filhas. Mas sinto que é uma coisa muito pessoal, não uma regra que deva ser aplicada a toda a sociedade. Na dúvida sobre a opinião dos miúdos sobre isso prefiro não publicar. Amanhã não sei se a minha opinião vai ser a mesma. Para já é assim que resulta para a minha família.

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  17. A única coisa que me incomoda é as autoras deste blog se insurgirem contra o programa supernanny por causa da exposição da criança sem a sua autorização quando fazem o mesmo no blog, isto é incoerente no mínimo. De resto nao vejo mal em publicar fotos como não vejo mal no programa de TV (Não quer dizer que goste do programa😀, mas não vejo razão para tanta histeria). Continuo a gostar de vos ler mas os posts sobre a supernanny no blog e no FB desiludiram-me bastante!SF.

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  18. Desculpas de mau pagador.

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  19. Penso que é algo com que te deves preocupar a curto/médio prazo. Neste momento não acho que haja motivo de preocupação concreta (além das confabulações dos pedófilos e tal), mas rapidamente (1 ano? 2 anos?) ela vai entrar numa idade em que, de facto, e por ser um blog identificado (com nomes e caras) e sendo um blog aberto, estás mesmo a entrar na privacidade dela (sono, doenças, alimentação, birras, gostos, brincadeiras, etc) e na vossa intimidade enquanto família, Joana, e pior "em direto" (amigos, mães de amigos, pessoal da escola, professores, etc, etc, na minha opinião, chocam-me mais os "conhecidos" que acedem, do que os completos desconhecidos). Não há outra forma de dizer isto (parabéns por levantares a questão a ti mesma).

    E sim, ela pode vir a importar-se, em pouco tempo, com isso, acredita.
    Tu és uma pessoa inteligente, Joana, esta parte não te preocupa, de facto?

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  20. Joana o blog é seu e a filha é sua, quem nao quiser ver fotos é deixar de
    seguir tem boa escolha.

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  21. Joana o blog é seu e a filha é sua, quem nao quiser ver fotos é deixar de
    seguir tem boa escolha.

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  22. Joana segue o teu coração. E não ouças nada que te faz mal. De repente são julgadas mas e as pessoas que já ajudaram com os vossos desabafos? Eu leio sempre e o que sei da irene é que a mãe a ama. Muito. Isso é o mais importante. Obrigada por esse testemunho de amor. Pronto. É isso.

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  23. Para mim haver uma foto minha em criança (sim criança já longe de bebe) a ser amamentada pela minha mãe com essa idade era algo que me deixaria envergonhada....

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    1. Isso é o anónimo. Eu conheço várias mulheres adultas que têm enorme orgulho em fotos precisamente desse género, e sim, nas idades de dois, três e quatro anos.

      Em relação ao tema em si, eu não publico fotos do meu filho, nem deixo publicar, e nem sequer envio videos ou fotos à família em que ele não esteja completamente vestido. Mas isso sou eu; cada qual faz como quer e acha melhor, e confio que alguém que reflecte como a Joana normalmente faz terá motivos válidos para as decisões que toma.

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    2. E agora aparece aqui outra adulta adulta a dizer que a minha mãe teria que se explicar muito bem se pusesse uma foto minha de 4 anos na net a mamar... e podemos passar a tarde nisto já pensou? Não interessa o que nós as 3 pensamos. Interessa o que a Irene possa vir a pensar.

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    3. Não me percebeu. É precisamente isso que eu quero dizer. Não interessa o que nós pensamos. A Irene pode vir a gostar, a odiar, a achar embaraçoso, a ter orgulho, nisso, ou várias coisas diferentes em alturas diferentes da vida dela. Se calhar o me filho vai perguntar-me um dia se eu o achava feio por nunca ter publicado fotos dele quando todos os amigos têm uma pegada digital, mas é a minha decisão, que eu tive de tomar a determinada altura. E sem bola de cristal não podemos saber como eles vão ver as coisas. O comentário a que estou a responder é apenas um ataque mal disfarçado como preocupação com a Irene à posição da Joana quanto à amamentação - e isso é desleal. Talvez eu devesse ter escrito isso longo de início, e fosse assim mais claro.

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    4. Errado. Não tenho qualquer opinião sobre a questão das amamentação da Irene. Cada um sabe das suas mamas. Eu amamentei, mas não me passaria pela cabeça publicar fotos a amamentar e muito menos quando o meu filho fosse da idade da Irene.

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  24. Joana, o teu blog é um sucesso já viste?! Ninguém gosta mas toda a gente sabe tudo de cor! Enfim. Beijinho e força.

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  25. Não vou comentar a decisão de expor os filhos ou não, porque afinal... a mãe é que sabe! Só queria dizer que vou espreitando este blog, e outros, pelos textos. Porque gosto da forma como escrevem, dos temas que abordam, porque muitas vezes até são uteis e tantas vezes me fizeram sentir menos sozinha como mãe imperfeita que sou. Nao deixava de vos ler se não tivessem uma unica foto, se nunca tivesse visto as caras das vossas filhas. É perfeitamente possível ter um mummy blog sem exibir as crianças. Teria menos clicks voyers? Teriam menos comentarios de afagar o ego sobre as vossas crias? Talvez. Provavelmente. Como já referi: a mãe é que sabe...

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  26. Este é um tema difícil.. . Aqui é fazer o achamos melhor e saber distinguir as várias opiniões, porque algumas delas não merecem sequer 5 segundos de análise....
    Enquanto mãe, Não sinto nenhum apelo de expor a minha família. Isto porque sinto que estou a retirar-nos privacidade e estou a expor momentos íntimos que só ao nosso círculo diz respeito. Sinto isso quase como que uma banalização da nossa vida. A exposição dos filhos é sim um pequeno big brother. Se bem que acho que no geral dos blogs já começa a diminuir....
    É a minha opinião, apenas digo : estejam certas do que fazem!

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  27. A questão do aproveitamento que os pedófilos podem fazer destas imagens já deve ter finalmente feito luz na cabeça desta Joana porque já não publica todos os comentários a este respeito...

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  28. (Parte 1)

    Olá Joanas! :)

    (Desculpem comentar em anónimo, não é por vocês mas sim pelas outras pessoas!)

    Como em tudo o que diga respeito à maternidade, infelizmente (na minha opinião), nunca vai haver consenso. Vão sempre existir as fundamentalistas de tudo e de nada, vão sempre haver as defensoras de que uma palmada nunca fez mal a ninguém, vão sempre haver pais que se esforçam por ser melhores todos os dias e pais que a dada altura desistem porque é mais fácil espetá-los em frente à TV ou por-lhes um tablet na mão do que realmente passar tempo com eles (não que isso não seja possível em frente à uma TV ou um tablet, de forma controlada, claro!).

    A parentalidade positiva/consciente é, na minha opinião, uma das ferramentas mais importantes para criar adultos felizes e educados e uma das mais mal interpretadas. Educar com firmeza, impor regras e limites com empatia e respeito. Lamento mas é tão simples (e tão complicado ao mesmo tempo!) quanto isto. E vocês as duas, em conjunto com alguns outros blogs (nem todos os mais conhecidos se incluem aqui), têm vindo a desempenhar um papel fundamental e importantíssimo na divulgação e desmistificação desta corrente. E por isto quero dizer-vos um enorme, gigante OBRIGADA! De coração ❤!

    É com muita pena que constato que ainda estamos tão, mas tão longe de conseguir que todos entendam a importância de uma educação que se guie pela empatia e respeito (enquanto adulta se alguém me diz qualquer coisa aos gritos, torço logo o nariz e digo: "Mas estás a falar com quem? Nestes termos não continuo a conversar, Lamento! Quando estiveres mais calmo(a) falamos."). Em criança passava a vida a levar palmadas da minha mãe e não, não foi isso que me tornou na pessoa que sou hoje..bom mas isto são outros quinhentos.
    O mundo seria um lugar tão melhor (não é por acaso que em todas as situações em que adultos cometem crimes, ou simplesmente são assim ou assado por causa das situações e circunstâncias familiares em que crescerem) se todos os seres humanos fossem educados com empatia e respeito. Está a vista, para toda a gente ver, em filmes, séries, reportagens, na casa do vizinho, na criança que brinca com os nossos filhos no parque, e - espantem-se! - no nosso próprio passado! Melhor ainda, na nossa própria casa. De nada! :)

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  29. (Parte 2)

    Agora, relativamente à exposição das vossas filhas...quando ouvi falar do programa Super Nanny e começei a ler algumas opiniões sobre o assunto, lembrei-me logo de vocês e das outras bloggers e fiquei a pensar nisto.
    Primeiro, relativamente aos perigos associados a expor a imagem delas, se vocês ainda fossem podres de ricas (que tenho a certeza que não são nem vão ficar..se se forem fiar apenas no que diz respeito à publicidade que fazem no blog) não é como se alguém as fosse raptar para pedir um resgate! (Lol)
    O perigo das fotografias das vossas filhas irem parar a sites de pornografia infantil...correm tanto perigo como qualquer outra criança que tenha a sua imagem exposta (seja em blogs, anúncios, novelas, ou qualquer outro "local" público) portanto por aqui não me parece que haja muito a fazer (ou toda a gente em todo o mundo vai deixar de usar crianças para publicidades, anúncios, blogs, páginas de Facebook com perfil e fotografias públicas? Não me parece, pois!)

    Embora não haja diferença entre expor uma criança na TV e num blog, a verdade é que a passar na TV em horário nobre faz com que a imagem chegue a muito mais pessoas do que num blog. Ok, é verdade. Nada a argumentar.

    Agora chegando ao último ponto que queria referir, a escolha de usar a imagem das vossas filhas e as vivências das vossas famílias é vossa, claro!, mas a verdade é que sem isso este blog não existiria. A única solução seria ter um blog onde as autoras são anónimas e não utilizam fotografias, - ok não me parece descabido! - , mas é a imagem associada às pessoas que escrevem que criam a proximidade entre o leitor e as autoras, é através de imagens que nos ligamos e que criamos aquela relação virtual e empatia com as autoras e relacionamos/comparamos as situações delas com as nossas e aprendemos, por isso sem isto é só mais um blog cheio de texto que não cativa, não chama, não aproxima.

    Não me faz confusão nenhuma a exposição de crianças tão pequenas (por amor da Santa, todos fizemos birras, todos nós em dada altura tirámos os nossos pais do sério e comemos macacos do nariz...ou há alguém que tenha sido SEMPRE uma criança exemplar?) e se esta exposição serve para ajudar outras mães a não se sentirem tão sozinhas na maternidade, então acho que o balanço entre o positivo e o negativo está equilibrado, sendo que na minha opinião retiram-se muito mais coisas boas daqui do que más - se bem que aquelas anónimas que só destilam ódio e não contribuem construtivamente podiam desaparecer - e o balanço é muito muito positivo.

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  30. (Parte 3 - e última..sorry isto só me deixa escreve 4096 caracteres loool)

    E malta, aos 2, 3, 4 anos nenhum puto lê blogs e vai fazer bullying a outros putos por terem ouvido os pais dizerem que eles fizeram birra.

    Agora, no caso da miúda de 7 anos, já é uma idade diferente e acho que o grande "problema" deste blog vai ser exactamente esse, quando elas crescerem e já não quiserem/puderem ser expostas (eu diria que ali a partir dos 8-10 anos..tlvz um pouco mais cedo) não vai dar para falar sobre as situações, preocupações que vocês tiverem porque aí já têm em casa pessoas que querem ter uma palavra a dizer e cuja exposição já as irá realmente afectar. (Mais cedo não têm uma palavra a dizer porque não faz realmente diferença - na minha opinião). E como alguém disse num comentário acima, e bem, faz-me mais confusão pessoas que realmente as conhecem e convivem com elas saberem estas coisas do que estranhos.
    Acho que aos poucos e naturalmente, com o crescimento delas vocês vão começar a diminuir o espectro e amplitude das vossas partilhas é isso vai ser normal e vai acontecer naturalmente com o decorrer do tempo. (Ninguém vê bloggers com filhos crescidos a exporem situações recorrentemente e explícitamente certo?) Vocês são pessoas inteligentes e bem formadas e acredito que irão gerir esta evolução da melhor maneira.

    Portanto, acho que é importante reflectir sobre isto, sim, mas calma com as dramatizações! Há demasiado drama por esta internet fora...

    Desculpem o testamento e por lerem até aqui (será? Ahah :p) Obrigada pela vossa partilha e pela vossa coragem em expôr-se assim com o intuito de ajudar outras mães (e ganhar algum dinheiro com isso..why not? - Acho a ideia de criar uma conta para a Irene muito justa! ;) ).

    Gosto muito de vocês, mesmo sem vos conhecer e envio-vos daqui muita energia positiva!

    Beijinhos,

    - I.

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  31. (Parte 3 - e última!)

    E malta, aos 2, 3, 4 anos nenhum puto lê blogs e vai fazer bullying a outros putos por terem ouvido os pais dizerem que eles fizeram birra.

    Agora, no caso da miúda de 7 anos, já é uma idade diferente e acho que o grande "problema" deste blog vai ser exactamente esse, quando elas crescerem e já não quiserem/puderem ser expostas (eu diria que ali a partir dos 8-10 anos..tlvz um pouco mais cedo) não vai dar para falar sobre as situações, preocupações que vocês tiverem porque aí já têm em casa pessoas que querem ter uma palavra a dizer e cuja exposição já as irá realmente afectar. (Mais cedo não têm uma palavra a dizer porque não faz realmente diferença - na minha opinião). E como alguém disse num comentário acima, e bem, faz-me mais confusão pessoas que realmente as conhecem e convivem com elas saberem estas coisas do que estranhos.
    Acho que aos poucos e naturalmente, com o crescimento delas vocês vão começar a diminuir o espectro e amplitude das vossas partilhas é isso vai ser normal e vai acontecer naturalmente com o decorrer do tempo. (Ninguém vê bloggers com filhos crescidos a exporem situações recorrentemente e explícitamente certo?) Vocês são pessoas inteligentes e bem formadas e acredito que irão gerir esta evolução da melhor maneira.

    Portanto, acho que é importante reflectir sobre isto, sim, mas calma com as dramatizações! Há demasiado drama por esta internet fora...

    Desculpem o testamento e por lerem até aqui (será? Ahah :p) Obrigada pela vossa partilha e pela vossa coragem em expôr-se assim com o intuito de ajudar outras mães (e ganhar algum dinheiro com isso..why not? - Acho a ideia de criar uma conta para a Irene muito justa! ;) ).

    Gosto muito de vocês, mesmo sem vos conhecer e envio-vos daqui muita energia positiva!

    Beijinhos,

    - I.

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  32. (E à anónima das 09:02 muito provavelmente a Joana vai deixar de publicar fotografias não por causa de potenciais pedófilos mas para não ter que ouvir comentários extremamente agradáveis e construtivos como o seu.)

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  33. Agrada-me ver que há neste mundo tantas mãe perfeitas que protegem a imagem de seus filhos e não tomam decisões mais ou menos acertadas!

    Uma coisa é opinar (sou livre de concordar ou discordar), outra é criticar as escolhas que cada mãe/pai faz para os seus próprios filhos!

    Se este Blog ganha dinheiro com os próprios filhos, é à custa de quem vem cá "espreitar" os filhos dos outros (não vos parece perverso, vós mães perfeitas que não mostram os filhos, mas adoram ver os dos outros??).
    Parece-me que qualquer fonte de rendimento que "potencialmente" providencie melhores condições educacionais e de vida a uma criança, e que se encontre dentro dos limites da lei e bons costumes é válida (um pai/mãe tem a tutela/curadoria do filho até que este atinge a maioridade, pelo que, as decisões tomadas, até prova em contrário, são em beneficio da criança) tanto mais, por ser uma escolha do pai/mãe para o filho (levante-se a primeira pedra, quem nunca, mesmo que interiormente, desejou que a pessoa que está a opinar sobre a vida dos seus filhos se calasse, porque a MÃE/PAI É QUE SABE!!)...
    "Presunção e Água benta, cada um toma a que quer!"

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  34. Eu não era capaz de expor fotos da minha filha, não (só) por questões de segurança, mas porque acho que não tenho esse direito. Mas isto sou eu. Mas digo já que adoro mummy blogs com fotos bonitas como as vossas. Fotos de crianças meio despidas, a dormir, no penico, a chorar e afins, por favor...!

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