quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O que está errado comigo?

Ui que as haters já estão a esfregar as mãos para responderem 88 respostas a dizer que sou stressada, ansiosa que, por causa do divórcio, não sei o quê e que a Irene não é uma miúda normal porque eu, eu, eu e a culpa é minha. Whatever.

Faço esta pergunta porque tenho finalmente percebido que a percepção que tenho do meu corpo não é justa. É  mesmo muito muito cruel.


Fotografia - The Love Project


Só me lembro de me achar gorda. Muito gorda. Trocava milhares de vezes de calças antes de ir para a escola de manhã, passava o dia a encolher a barriga, às vezes fazia dietas loucas no Verão de não comer durante horas e de fazer desporto durante o máximo de horas que conseguisse...  Cheguei a dormir com um cinto a apertar-me a barriga para me lembrar de a encolher para "fazer abdominais enquanto dormia". Tentei milhares de vezes obrigar-me a vomitar e - ainda bem - nunca consegui. 

E quando, num dia destes, fui ver fotografias minhas dessa altura... estava óptima. Não estava nada gorda. Não só estava bem, como estava muito bem. Era muita boazona, até. Nunca tive a barriga flat e com 6 pack, mas... não tinha motivos nenhuns para sofrer como sofri.

No outro dia, quando encomendei roupa da Zara e abri a caixa no trabalho, houve uma colega que me olhou nos olhos e disse: "porque é que compras roupa tão acima do teu tamanho?". Tinha comprado Ms e Ls. O L comprei para estar à vontade porque tenho sempre medo que não me apertem os casacos ou nos braços que não passem... 

- São acima do meu tamanho?

- São, Joana. Tens um problema (sim, haters, tenho muitos problemas) e isso tem um nome. - Ela disse isto a "brincar", mas a chamar-me à atenção para isso. Foi uma querida.

E, realmente, não tenho noção nenhuma do meu tamanho. É um facto. No outro dia ofereceram-me uma t-shirt lindíssima que era um S (obrigada :)) e eu jurava a pé juntos que não me iria servir. Até andava a adiar experimentá-la para não ficar triste. 

Experimentei umas calças e o meu número não é tão grande quanto imagino. Afinal pessoas cujo corpo visualmente me agrada no dia-a-dia vestem o mesmo número que eu. Porque será que me "odeio" tanto? 

Sei que isto não acontece só comigo, sei que acontecerá com muitas de vós. Sei que há muitas por aí que odeiam aquela prega extra que não cabe nas calças ou que odeia que os tops de lycra não assentem perfeitamente. Que odeiam os braços, a celulite nas pernas, a forma como são os dedos dos pés, os dentes... 

Somos óptimas a odiar-nos, mas temos mesmo de mudar o mindset para aquele que é menos fácil: o que temos em nós que gostemos? E será que esta nossa percepção é real? 


Vou partilhar convosco o meu exercício: 

- Adoro os meus olhos, são verdes e tristes. Tenho pestanas grandes, é uma sorte.

- Gosto muito da minha boca, parece de boneca. Tenho lábios carnudos.

- Adoro os meus dentes - só os tenho por ter usado aparelho (e ainda usar contenção), mas acho que são uma parte importante da minha cara e do meu sorriso.

- Gosto muito das minhas costas. Fiz natação durante muitos anos e gosto muito de ter ombros largos e alguns músculos mais saídos.

- Gosto do meu rabo. Em tempos pensei que o tivesse perdido, mas com um pouco de exercício voltei a ter o rabo redondo e empinado que gosto. 

- Gosto dos meus pés. São pequeninos. Gosto deles assim. 

- Também gosto das minhas orelhas, por serem pequeninas. 

- Gosto das minhas pernas quando faço um pouco de exercício. São grandes, coxudas. 

Estou a fazer um esforço enorme para não escrever "mas". 


E vocês? Se tiveram 3 minutinhos para ler isto, o que acham de fazerem agora o exercício aqui nos comments? Em anónimo, se preferirem :)

Sabem qual é a parte mais esquisita disto tudo? Quando estou nua e me vejo ao espelho consigo adorar-me! Vestida é que não consigo! 




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23 comentários:

  1. Por aqui, exatamente o contrário... ODEIO ver-me nua. Aliás, já não olho para o espelho nesse estado. Sinto muita vergonha.

    Tenho compulsões terríveis de fome e choro consequência disso mesmo. :( Tenho tudo para ser feliz menos isto... que me dói, aborrece, destroi todos os dias.

    A minha lista de "gostos" não ultrapassaria 2 (se pensar muito...).

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    1. Não quero dar lições de moral, mas procure ajuda. Sugiro o diário de uma dietista, onde pode ter consultas de nutrição e acompanhamento psicológico. Boa sorte!

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  2. E eu sou precisamente o contrário, gosto de mim vestida, despida é que não! Cada uma com a sua mania... já fui mais gorda e não me importava, já fui bem mais magra e gostava do que via ao mesmo espelho... neste momento tenho uns 4 kg a mais e não gosto! Mas também não faço nada para emagrecer ah ah ah

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  3. Secalhar o problema é não comprares roupa que te fica bem! (uma pessoa às vezes vai pelo barato e chega a casa e aquilo tá mal feito e assenta mal como o raio!) Falo por mim, às vezes a moda dita uma coisa mas o nosso corpo fica mesmo bem é com outras coisas. Eu tenho umas "peguinhas do amor" (claramente por ter usado calças de cintura descaída ANOS A FIO) e sinceramente já fiz as pazes com isso. Nada feito. Isto não sai daqui nem que passe fome e faça exercício 10 vezes por dia. Portanto é comprar calças de cintura média e do meu número! Porque lojas como Zara e Bershkas desta vida têm numeros que não correspondem aos números das outras lojas! Um 38 na Mango está-me largo, mas na Zara tenho de comprar um 40 quando não é um 42! Obviamente gostos não se discutem mas o meu homem diz que gosta de ter chicha para agarrar! Não gosta de pele e osso =)

    Filipa

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  4. Olha...eu sou ao contrário. Sempre fui muito magra. Gozavam comigo por causa disso, a minha autoestima era uma merda...mas isso mudou com a idade. Cada um de nós é diferente e bonito, mas os outros só verão isso se nós primeiro gostarmos de nós ;)

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    1. Mais uma.
      A parte em que diz que trocava muitas vezes de calças, sou eu... mas pelo motivo contrário.
      Odeio ver-me nua, mas vestida também não adoro. E isto porquê? Porque me vejo demasiado magra já, um magro que acho doente (apesar de não estar, fiz exames para despistar algumas coisas) e não consigo perceber se exagero ou o que vejo no espelho é mesmo como sou. Também passo mal, mais do que devia, com isto, influencia muita coisa.

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  5. Esse teu relato é tão real. Ou passamos por isso ou sabemos de umas quantas pessoas que passaram. Normalmente raparigas. É uma treta. Reconheço-me em alguns desses comportamentos, nomeadamente o andar sempre a encolher a barriga. Quando fiquei grávida uma das coisas que mais adorei foi não ter que encolher a barriga. A verdade é que parece que ser rapariga traz isto na bagagem. Sim, estou a generalizar, e sei que haverá raparigas na boa com isso e que haverá rapazes a sofrer com esse mesmo assunto. Mas muito menos, não? Caramba e faz sentido? Tenho uma menina, bebé ainda. De que forma é que poderemos ajudar as nossas filhas a não passar por isto, como a maioria de nós passámos? Será geracional? (não vejo a minha mãe e tias a terem passado a adolescência preocupadas com isso)
    Obrigada por este post. E mais uma coisa. Ao ler a introdução ao post até me deu um aperto no coração. Só te quero mandar um abraço apertado por todas as coisas que és forçada a ler sobre a tua filha e sobre ti e sobre a forma como ela está ou deixa de estar. Claro que faz parte disto de ter um blog, mas sabe Deus que dúvidas é coisa que não falta na cabeça de uma mãe, e ter de estar sempre a lidar com estas coisas não deve ajudar nada neste campo, só deve ajudar a juntar "será ques" à nossa cabeça já sobrepopulada de questões. Eu, pelo menos, sei que a cada "fazes isso assim e a tua filha vai ser assado por causa disso" iria ficar com esses "será ques" na minha cabeça...

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  6. Nunca fui obcecada com o corpo, apesar de nunca ter sido magra. Desde que me lembro que tenho uns kilitos a mais (houve apenas uma breve fase da minha vida adulta que estive com um peso normal para a minha altura).
    Curiosamente sou como tu: nua até gosto de me ver ao espelho. Começo a pôr roupa no corpo e a coisa começa a estragar-se (não é com toda a roupa...).
    Acho que tenho também de fazer uma mudança de mindset! :)

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  7. Não tenho muito de que me queixar, se visto de fora... Vou fazer o exercicio porque acho que pode ajudar outras pessoas (mas ainda nem comecei e só penso no que não gosto...)
    - Gosto das minhas mãos. Tenho dedos e unhas compridos e esreitos.
    - Gosto dos meus sinais. Tenho muitos no corpo todo, especialmente nos braços.
    - Gosto da minha barriga. É magra e definida naturalmente, e tenho o umbigo para dentro.
    - Gosto do meu nariz. É pequenino e delicado.
    - Gosto do meu cabelo. Tenho muito e é forte, posso passar e semana sem o lavar.
    - Gosto do meu rabo. É pequenino mas existe, e é redondinho.
    Fim...

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  8. Joana, tu és uma mulher bonita e uma boa mãe. O resto... O resto não importa.

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  9. Eu também sempre me senti assim querida Joana! Pelo menos até aos 34 anos, pelo menos até a minha filha nascer. Depois não sei bem como nem onde mas comecei a curar-me de dentro para fora! E o segredo é mesmo esse.
    Tenho orelhas de abano e Deus me livre de fazer um rabo de cavalo e ir para a rua assim! Tenho celulite que só eu é que vejo mas ousar vestir calças brancas ? A sério ?? Claro que não! Iria toda a gente ficar a olhar porque as pessoas não têm mais nada pra fazer que olhar pra mim! Enfim... É muito triste serem precisos tantos anos para deixarmos de ser parvas e aceitarmo-nos como somos e gostarmos de nós. Só lamento o tempo que perdi a sentir-me menos isto menos aquilo.

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  10. Na adolescência achava-me muito magra e chegava a vestir dois pares de colants grossas debaixo das calças de ganga para parecer mais magra. Com 21 anos deixei-me convencer pir um namorado que era gorda e aos 51 quilos já desesperava. Com 1.60 metros achava que 47 kg era o ideal (peso que cheguei a ter depois de dietas malucas). Depois dos 30 e do nascimento das minhas filhas caguei nisso tudo e sinto-me muito bem com o meu corpo a maior parte do tempo, principalmente depois de perceber que ele era capaz de conceber seres humanos maravilhosos. Pelo meu corpo só sinto gratidão e a minha concentração está sobretudo na saúde. Acho que com o tempo e a maturidade passamos a ver o nosso corpo com muito mais simpatia e segurança. E depois, quando temos filhos, temos quase a obrigação de o fazer, porque nós somos o grande modelo deles e não lhes queremos passar as nossas inseguranças.

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  11. Nada satisfeita com o meu corpo :( depois de ser mãe e de tomar antidepressivos o meu corpo mudou para muito pior.
    - Não gosto da minha barriga, inchada, parece que ando grávida!
    - Não gosto do meu cabelo, pouco e fino!
    - Muita celulite nas pernas
    - Estrias pós parto
    - Odeio o meu rabo
    Ando a ser seguida numa nutricionista e tento comer saudavelmente, mas não consigo chegar ao corpinho que tinha aos 20 anos.

    Coisas raras de que gosto:
    - olhos verdes
    - unhas compridas
    - maminhas

    enfim...

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  12. Nunca gostei do meu corpo e já fiz a minha quota parte de parvoíces também...Por isso vamos lá ao exercício:
    Gosto muito dos meus olhos. São grandes, castanhos, expressivos e ligeiramente amendoados.
    Gosto do meu nariz. É pequenino e fofinho.
    Gosto das minhas orelhas. São pequeninas e perfeitinhas
    Gosto das minhas mamas. Sempre gostei.
    Gosto das minhas mãos. São pequenas e elegantes.
    Gosto do meu cabelo. Liso e castanho escuro.

    Ao contrario de ti, nua DETESTO ver-me, vestida especialmente já gosto.

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  13. Todas temos as nossas pancas. Eu nunca tive falta de auto estima, sempre me achei linda e maravilhosa mesmo quando pesava 116 kg. Sempre tive os namorados que quis e nunca me comparei a ninguém. Se calhar também sou bicho raro. Curiosamente, sinto-me bem quando me dispo em frente a um homem, mas não gosto de me vestir à frente dele, mesmo tendo acabado de fazer amor. Aquele amor normal e luzes acesas e tudo destapado. Como vês não há nada de errado ctg, nem comigo :-)

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  14. É a primeira vez que comento cá no blogue, embora já siga há muito tempo e sempre me identifiquei com as histórias da Joana Gama, como a ansiedade, insegurança e dúvidas. Também gosto muito de ler a JPB. Agora percebi que tenho experiências em comum com a JG, como uma adolescência passada com vergonha do próprio corpo e com pouca auto-estima. Também passei anos a encolher a barriga, com dietas malucas e sendo a mais cheia do grupo de amigas não ajudava nada. Agora gosto mais de mim, no entanto, há dias em que é horrível ver-me ao espelho, em que só vejo o que está menos bem, aquela celulite, aquela prega na barriga quando nos dobramos, mas há que sublinhar as coisas boas, como dizes! Espero quando for mãe, ser tão dedicada e motivada como tu! Parece-me que a Irene não podia ter melhor mãe! Muitos parabéns às autoras do blogue, isto é serviço público!! Beijinhos da Madeira

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  15. Olá Joana, ótimo exercício! É isso mesmo, mudar o mindset do negativo para o positivo é crucial e faz toda a diferença! Focar nas partes do nosso corpo de que gostamos e apreciarmo-nos mais, criticar e odiar menos! E tu só tens razões para apreciar e continuar a contabilizar as coisas boas que és gira que te fartas! :) E para a dificuldade de não gostares tanto de ti vestida, tomo a liberdade de deixar aqui umas dicas para vestir um ‘corpitxo’ que (ainda) não aceitámos bem: www.look-a-day.com/2016/01/vestir-um-corpo-que-nao-reconhecemos-aceitamos.html

    Beijinho, Anita

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  16. Fui uma criança que nem era magra, nem gorda. Andava ali pelo meio. E passei a minha infância a ouvir "tem cuidado, vê lá se não ficas como a tua tia" (gorda). Cheguei à puberdade com essa voz na minha cabeça, de que não queria ficar "cheinha" como a minha tia e comecei a ficar obcecada com o que comia. A tentar controlar tudo o que comia, a quantidade, as calorias. Não gostava do que via ao espelho, achava-me gorda e, tendo amigas todas mais magras e giras, eu achava-me o patinho feio. Levei anos nisto. Foram precisos outros tantos anos para conseguir calar aquela voz que me incutiram e desenvolver uma relação saudável com a comida e com o corpo. Passei a gostar do meu corpo. Depois fui mãe, tive uma depressão pós-parto, engordei e inchei bastante. Nem sequer conseguia olhar-me ao espelho. Agora faço dieta, corro, já desinchei e tenho estado a emagrecer e a reaprender a gostar do meu corpo. E, na maior parte do tempo, gosto muito dele e da história que ele carrega :) E engraçado que também foi por olhar para a minha filha e achá-la tão perfeita, tão bonita tal como ela é, que percebi que precisava desenvolver a mesma ternura, respeito e empatia para com o meu corpo. Bjs* Ana

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  17. Obrigada por este texto Joana, no qual me revi tanto. Sempre me achei gorda (mesmo quando estava anorética) e agora olho para fotos da adolescência e vejo como estava gira e com um corpo fantástico... porque é que na altura não conseguia achas isso? Agora (depois de ser mãe) e de ter largado o ginásio choro a ver essas fotos. Não sou demasiado gorda (1.58 e 54 Kgs) mas mesmo assim não gosto de me ver assim.Acho que o problema (comum a quase todas as mulheres) é sermos demasiado auto-críticas connosco... somos o nosso pior inimigo. E depois somos bombardeadas por fotos (melhoradas com photoshop) de mulheres "supostamente" perfeitas e isso deita abaixo a auto-estima de qualquer um. Um beijinho grande e mais uma vez obrigada pela partilha Joana. Teresa

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  18. Olá Joana, boa noite!
    Muito obrigada por este post, adorei!, e obrigada por abrir o espaço de partilha que passo a aproveitar para expurgar os meus dramas (ninguém me perguntou nada mas que se lixe!):

    Sempre fui das miúdas mais giras da escola, sempre pratiquei desporto e sempre comi tudo o que me apetecia que estava sempre com um corpo invejável.
    A única coisa da qual me envergonhava era as minhas maminhas, mínimas e ridículas. Fora isso saía sempre à rua confiante e o meu corpo nunca foi um problema. Não era convencida, simplesmente sempre estive bem e isso não era um problema. Até...ter sido mãe, 2 vezes.
    Agora o meu corpo é flácido, tenho celulite, estrias nas maminhas e olho ao espelho e não me reconheço. Quem é aquela pessoa? Que corpo é aquele? Que rugas são aquelas ao pé dos olhos? Onde é que está a miúda gira e confiante de outrora, das fotografias com aquele ar tão giro e seguro? Quem és tu e o que é que fizeste à minha pessoa?

    É uma prisão constante e por mais exercícios de autoestima que faça não consigo deixar de ver defeitos e aceitar o meu novo corpo e a minha nova cara..triste e envelhecida (tenho 30 anos).
    É ridículo porque tenho 1.60 e peso 50kg desde sempre...e sou incapaz de não ser a minha maior crítica, sou a pior pessoa para mim própria.

    Decidi começar a fazer exercício com o meu marido e espero sinceramente conseguir voltar a sentir-me confiante e gostar de me ver porque este é claramente um dos meus maiores problemas comigo própria (e se calhar quem me vê na rua nem sonha que isto é um drama..e as minhas amigas chamar-me parva por sentir-me assim, mas não consigo ser de outra forma). É horrível não me aceitar e ter vergonha de me olhar ao espelho (claro que comparando se calhar com a maioria das pessoas até estou bem mas os meus níveis de exigência comigo própria são impossíveis..não consigo ficar contente com pouco, exijo-me a mim própria nada menos que a perfeição - qual perfeição? as das miúdas das revistas, das top models? - e isto é simplesmente exaustivo.

    Isto era suposto ser um exercício positivo, não era? (Ahahah rio para não chorar!) Enfim...vou tentar!

    - Adoro os meus pés, elegantes e bem desenhados
    - Adoro os meus dentes e o meu sorriso (usei aparelho, claro!)
    - A cor dos meus olhos, banalíssima..um castanho claro, mas que em certas alturas do dia com o sol numa determinada posição parecem amarelos..(oi?! Ahaha true story!) e me fazem sentir especial
    - Gosto da forma do meu rabo, redondinho, pequeno e empinado (Espero que com o exercício volte ao que era)
    ....ahm...
    - o meu nariz é pequeno e perfeitinho
    - A forma do meu rosto
    - As minhas mãos, dedos finos e alongados (Mas só quando tenho as unhas pintadas)
    - A minha cara com maquilhagem leve (as olheiras fundíssimas que tenho (em contraste com a pele branquíssima) e as manchas que me apareceram na cara na gravidez fazem-me parecer uma morta viva e sinto-me feia.

    Bom, a conversa já vai longa e pouco acrescenta portanto vou-me calar :)

    Beijinhos e uma vez mais obrigada por ser tão sensível e sincera, é uma lufada de ar fresco na blogosfera e tente relativizar os conentários essas haters não matam mas moem, e sempre que ler algum desses comentários desagradáveis, destrutivos e desnecessários lembre-se que já ajudou pelo menos alguém a sentir que não está sozinha e a ganhar força para continuar a lutar :)

    Smile and wave, bitches! ;)

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  19. Adorei!
    Eu também me prefiro nua que vestida. Houve uma altura em que à conta disso saía para comprar calças e comprava biquínis ou lingerie...
    Ora bem, não é nada fácil fazer um exercício positivo (já seria facílimo um rol de queixas...), mas vamos lá:
    - Gosto do meu nariz, não é pequeno nem grande, é perfeito!...
    - Adoro a minha cor de cabelo, louro escuro, que é natural (aos quase 44...) mas que toda a gente acha que só pode ser pintado.
    - Gosto dos meus olhos, cinzentos, ou verdes quando a roupa os leva para esse lado.
    - Gosto da minhas pernas, mesmo que as coxas pedessem ser mais estreitas...
    - Gosto das minhas unhas que mesmo cortadas rentes são compridas. E das mãos esguias.
    E de resto, sempre me achei gorda, mesmo quando não era... (olhando para as fotos da adolescência vejo que me via mais gorda, muito mais, do que era!) e não tenho melhoras... (E só me dou conta do disparate quando a minha filha de 3 anos de tanto me ouvir chamar-me gorda, o repete e diz que ela tb é... Nesses momentos, prometo não ser tão auto crítica, e tento, continuo a tentar...)

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  20. Acho que a Joana é bonita mas não se sabe vestir, usa sempre coisas que não a favorecem.

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