quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Passa tão depressa, dizem-nos. E é que passa mesmo!

Às vezes quero ser mãe às vezes e não sempre. Mas é por ser sempre que é tão intenso e é por ser tão intenso que é tão gratificante. E o sempre, às vezes, até parece pouco. Quando damos pelo tempo que passou. Aquele clichê do "passa tão depressa" é tão verdade que assusta. Foi ontem e afinal já foi há quase três anos. Foi ontem que fui levada pela corrente de sentimentos dessa coisa que é ser Mãe. E afinal já passaram anos desde que essa corrente, às vezes dolorosa, rápida e periclitante, desaguou num mar imenso. Às vezes ainda há ondas, há marés, mas já sei onde estou e vou dar. Já não ando tanto à deriva. Passou depressa a fase mais angustiante em que precisava de apalpar terreno. Voltei a ser rio quando nasceu a Luísa, mas sinto que também já cheguei ao mar. E já passaram quase seis meses. Rápido, rápido. Seis meses saboreados ao milímetro, mas sempre com a sensação de que se calhar podia, podíamos, ter estado ainda mais. É a angústia do relógio. Tic tac tic tac. Saber que o tempo não volta atrás. Por isso, qual Gustavo Santos num qualquer livro de auto-ajuda, vos digo: aproveitem ao máximo. Até a fase em que andamos aos solavancos e a apalpar terreno deixa saudades, porque aprendemos a filtrar e as coisas boas sobressaem. Aproveitem ao máximo, porque o feed no Facebook, os likes nas fotos, os episódios das séries, as roupas passadas a ferro, são pó, são nada, comparados com a vida a pulsar ali, ao nosso lado. A pele macia na nossa pele. O sorriso, o olhar indefeso, os esgares, a dependência frágil. É bom. Muito bom. Aproveitem ao máximo, porque deixa saudades. Muitas. Eles vão transformar-se em pessoas lindas, interessantes, divertidas (e teimosas e chatas e cheias de personalidade, ainda bem), mas nunca mais vão ser assim, pequeninos, nossos. 




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8 comentários:

  1. Aiii e é isso mesmo que sinto. O mais velho tem 6 anos e o mais novo 3. E é esse o sentimento. O tempo passa rápido demais, eles crescem e começam a ser independentes... Parece que deixam de ser tão nossos. Mas é o ciclo da vida. Muitas felicidades para vocês 😁. Beijinhos e ckntinuem assim.
    Cristina

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  2. É isto mesmo.
    Como diz a Mariza "O tempo não pára".

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  3. Ontem acordei a minha filhota com miminhos e ela ensonada, dá-me um abraço muito bom:
    - hummm, que abracinho bom, filhota, meu amor pequenino!
    - PEQUENINO?!?!?! não mã, eu xô gandi!
    - Sim, tu és grande, meu amor grande...
    E assim, com 2 anos e meio, percebi que o tempo passa realmente a correr...
    Beijinhos Joaninha!

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  4. Sim é tudo isso e muito mais, muito bonito. Mas a vida continua. A maioria das mães não pode deixar de passar a ferro ou fazer o jantar porque passa "tão rápido que tenho de aproveitar". Sei muitas vezes no presente que vou ter muitas saudades mas fazer o que?

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    1. Deixei de passar a ferro. Ponho a secar esticadinho, a dobrar tudo muito bem e está a andar de mota. Passo umas camisas, de resto, é seguida a marcha!

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    2. Tambem nao passo a ferro so quando nao da mesmo.

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    3. Somos 3. o passar a ferro é só quando tem mesmo de ser :)

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  5. Algumas mães arranjam tempo para cigarros e bilhar, menos para os filhos... Pensemos entre um cigarro e uma tacada ha sempre espaço para os filhos. Não é fácil? Não, não é. Mas ser mãe é isso mesmo. É arranjar soluções.

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