10.19.2016

Foi muito por isto que mudei a minha vida toda.

Raramente duvido de que fizemos a escolha certa. Falar-vos-ei melhor de como foi deixar o meu trabalho, voltar a casa da mãe, viver longe dos amigos, voltar ao quarto onde sonhei tantas vezes acordada, com 17 anos, com outros sonhos e prioridades. Mas por agora mostro-vos já uma das razões que me leva a acreditar que isto lhe (nos) faz bem: com dois anos, ela sabe de onde vêm as limas, apanhou morangos, viu o que comem as galinhas, cheirou um pimento flor, esfolou os joelhos a fugir do cão dos primos, calçou galochas e chapinhou nas poças de água, escovou os cães e deu-lhes comida à boca... sem contar com o facto de estar mais perto da tia Rosel, da bisavó, dos tios e dos primos e, claro, da avó, que ainda ontem lhe vestiu o pijama da Elsa do Frozen e lhe secou o cabelo. Sem contar, claro, com o facto de ter uma mãe que, apesar de se desdobrar por duas filhas, agora a adormece todas as noites, depois de histórias, longas conversas e abraços sem fim. Sem pressas.
















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10.18.2016

Luísa, Luísa

Esteve com tosse e ranho, já está francamente melhor. Ontem senti-me até um bocado overprotective, mãe galinha, como lhe queiram chamar, ao ter pedido a uma fisioterapeuta respiratória para vir cá a casa. Viu a Luísa, que pouco ou nada tinha para expulsar. Disse-me gentilmente que não precisaria de nos voltar a ver em breve. Mas bem, fiquei mais descansada, que com isto das tosses não consigo brincar (depois da Isabel ter tido pneumonia, resultante de uma bronquiolite). Reaprendi a despejar soro "à bruta" no nariz da Luísa e é incrível como fica a respirar bem, mas bem. Já voltou a dormir a noite toda, calminha que só ela. Às sete da manhã ouvimo-la chuchar no polegar (agora aprendeu esta), já estava a preparar a mama, mas voltou a dormir até às 9h. É um alívio enorme vê-la assim, fresca e fofa, conversadora e a guinchar (sim, sim, já grita a gaiata!). Amanhã já vamos passear e tudo. <3






Coisa boa da mãe <3

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10.17.2016

Hoje foi assim #02

A Isabel acordou mega bem-disposta, pediu-me papa de aveia, quis calçar os ténis e usar o gorro e o cachecol que os tios ofereram ontem e já foi para a escola.
A Luísa ainda dorme (esteve acordada ali quase uma hora durante a noite com tosse, coitadinha).
E eu vou tomar um banho (e ver cair mais 4 toneladas de cabelo).

BOA SEMANA!
















Cachecol, gorro e camisola  Zara
Calças  Boboli
Ténis  Nike

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10.16.2016

Hoje foi assim #01

Inauguro uma rubrica nova, mais de fotografias do que palavras: hoje foi assim. Dá para tudo. Nem tudo tem de ser um tratado de física quântica, como me criticaram um dia destes. Verdade, vamos lá simplificar.

Adoro, adoro, adoro esta sequência de fotografias, o movimento, o ar feliz da Isabel.











Vestido Zara
Carneiras Trutué

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10.15.2016

Tinha saudades...

Como a Irene usa bata no colégio e eu sinto que ela deve estar confortável ao máximo (porque dorme com a mesma roupa vestida e tudo), não tenho caprichado muito na indumentária. Ah! E também porque não tenho assim tanta roupa que permita fazer vários conjuntos diferentes e que ela vá sempre imaculada. Não tem que ir. 

Hoje houve aqui uma junção de factores. O conjunto não era para ser este, a Irene é que se lembrou de uma "saia das princesas" que lhe comprei o ano passado. E, além disso, eu estava com piquinhos no pipi para usar o casaco que comprei há uns tempos para ela. 

Adorei ver a minha menininha assim e lembrei-me que, realmente, se for ela a escolher as roupas, que tudo tem mais graça e faz mais sentido. Desde que se adeque à temperatura, claro. 

É normalmente ela quem escolhe os lenços, os sapatos e as camisolas. Temos algumas birras quando é preciso mudar alguma coisa, mas geralmente corre bem. 

Saudades deste mau tempo para vê-la mais agasalhadinha... ;)

















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Menos escola, mais família.

Dantes, quando estávamos os três em casa 24h por dia, os planos a três sabiam bem, mas não tão bem. Se calhar também porque a Irene era mais nova e, por isso, ainda não era tão visível o contentamento dela. Agora, quando saímos os três, a Irene fica eléctrica e ainda para mais hoje que íamos "comer bolos". 

Por causa disso escolheu os ténis dos dos bolos (ténis da Vans com Cupcakes) e não quis largar a saia de princesa que já tinha usado de manhã para ir à aula de música da professora Carla. 

Quando a outra Joana voltou a trabalhar e tinha pouco tempo para ver a Isabel (eu continuei em casa mais um ano), dizia-me que queria acreditar que tempo de qualidade era superior à quantidade e tempo. Agora compreendo isso. Principalmente nesta fase em que há tantas birras e tantas disputas e tanta intensidade... Quando estamos juntos há mais paciência, há mais vontade, há mais... Ou, pelo menos, tentamos que assim seja. 

Um lanchinho foi um evento, uma memória. Agora encho-vos o rabo de fotografias porque não consegui seleccionar mais do que isto, sorry. 




















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Um brinde a nós, mães.

Um brinde a nós, mães.

Que nos desdobramos, que acumulamos tarefas, obrigações, roupas por passar, peças do puzzle por arrumar e "caraças que pisei o brinquedo pontiagudo!".

A nós que temos casa, pessoas pequeninas e emoções para cuidar, para abraçar e para gerir, respectivamente, e tudo ao mesmo tempo. 

A nós que temos noites que se confundem com dias de tanto rebuliço e preocupações e ranhos e tosses e xixis na cama. A nós que damos tanto, sem pedir nada em troca - um sorriso basta. 

A nós que temos um trabalho de 24 horas por dia, que choramos às vezes na almofada o cansaço acumulado, para depois nos assoarmos com um bocado de papel e seguir em frente. 

A nós que sabemos bem que o mais importante é o amor, a educação, as cócegas e brincarmos ao leão da selva, mas que não conseguimos viver na porcaria e que prolongamos as noites no meio da tábua de passar e a louça por arrumar. 

A nós que vestimos calças para tapar os pêlos das pernas e "também não era preciso tanto desleixo, que raiva!", mas não arranjámos trinta minutos entre os banhos, o levar e buscar, os jantares e o vomitado que nos obrigou a mudar a roupa da cama outra vez e a roupa toda. 

A nós que às vezes não sabemos o que se passa no mundo porque o nosso mundo nos rouba o tempo todo e temos ali um livro à espera que o leiamos mas "vai ter de esperar". 

A nós que nem sempre temos a ajuda que precisamos, nem sempre temos coragem para a pedir, porque "ninguém tem de levar com o circo que montámos em nossa casa".

A nós que queremos estar com bom ar, passear, sair, estar com pessoas, mas nem sempre temos como e "esta foi a vida que eu escolhi, por isso aguenta e espera, esses tempos virão".

A nós que queremos ser melhores todos os dias e que sabemos que nem sempre o somos, nos culpamos, julgamos que piramos - às vezes sentimo-nos mesmo a endoidecer - mas sabemos que cá estaremos amanhã para a luta. 

E que nos perguntamos como é que as nossas mães foram tão corajosas, aguentaram tanto e nem sequer estavam para aqui com estes mimimis todos. 

Um brinde a nós, mães. Não temos de ser perfeitas, podemos pirar de vez em quando, chorar, ter pêlos por tirar, nem ter tempo para nos coçarmos. Um dia, conseguiremos equilibrar tudo. Um dia, até nos sobrará tempo. Mas sabem o que vai acontecer? Vamos ter saudades. Porque nesse dia, teremos ido levá-los ao comboio que os leva para a faculdade. Porque nesse dia, teremos ido ao casamento dela. Porque nesse dia, estaremos de regresso a nossa casa, depois do almoço de domingo em casa dele, e ele já não está na parte detrás do carro a cantar. E chegaremos a casa e o quarto que foi dele, e sempre será, estará vazio. Aí teremos tempo. A mais. E uma nostalgia que nos deixará um travo agridoce na boca. 

Um brinde a nós, mães. Aproveitemos tudo: a loucura, o mimo, as noites de colo sem fim. Eles por agora, não sendo (nunca são), são nossos. 




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