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domingo, 15 de julho de 2018

O dia em que quase fui a uma RAVE com a Irene.

Há imenso tempo que não estava com o Miguel. É um dos melhores amigos. Desde que me lembro que me sentei ao lado dele na escola desde o 6º (acho eu) até ao 10º. Nunca deixámos de falar. É... parte de mim, da minha vida. 



Perguntou se queríamos fazer qualquer coisa no fim-de-semana e já há muito tempo que a Irene andava a pedir para acampar. Tenho algumas lembranças de num ou outro fim-de-semana que passei com o meu pai, ele me ter levado a uma mata em Linda-a-Velha e termos armando a tenda para passar lá a tarde ou o dia. Tinha 7 anos, talvez, mas nunca mais me esqueci. 

O Miguel teve a ideia de irmos acampar ali para os lados de Sintra para fugirmos ao trânsito e assim foi. Às tantas, depois de almoçarmos, começámos a ouvir imenso Puntz Puntz e apercebemo-nos que havia ali uma rave. 

Era tudo o que eu queria para ter fé em que conseguiria adormecê-la para a sesta (not!). Não ia correr bem, já tinha aceitado (pode-se escrever aceitado, sim ;)). 

Até foi um rapaz ter connosco a dizer "Vocês estão mesmo a fazer um piquenique aqui? Isto é real?". Era, senhor x, criador de répteis, que já não é veterinário e que tinha os olhos super abertos como se tivesse visto a morte, mas enquanto ouvia Jungle ou Drum and Bass. 

Não era este contacto com a Natureza que estava nos meus planos, mas nada me ia deitar abaixo o meu recém chegado optimismo (calma que ainda não bebo shots de Erva Trigo que passei a estimar muito o final do meu sistema digestivo depois do parto). 

Mas... sabem que mais? Consegui!!! Consegui que a Irene dormisse a menos de 50 metros de uma rave. Impensável! Quando ela era pequenina, o mínimo som a acordava. E aqui estava, a primeira vez que a Irene adormeceu com barulho e que barulho! 

Tirámos uma fotografia para comemorar. E agora punha-se uma questão... 



Se estamos por baixo de pinheiros, a qualquer momento pode-nos cair uma pinha na cabeça. Não queria muito abrir a cabeça num Domingo à tarde em Sintra. Pelo que desenvolvi o meu kit anti-pinhas (não incluía ter metade do mamaçal de fora) que foi: por um pano grosso por baixo do chapéu. Tive vontade de fazer xixi e tive de me estrear na arte de fazer xixi ao ar livre. Sendo que tenho 31 anos, sei que imensa gente vai achar estranho, mas nunca tive essa necessidade (devo ter uma bexiga gigante). 

Eu a saber que arraso no concurso de sensualidade com o meu kit anti-pinhas.

Dado o aspecto ruralóide da mãe (até por causa da rosácea), não digno de instagram e blog, a Irene decidiu, com o seu vestido que já foi amarelo bom antes da mãe o juntar com umas calças de ganga, deu o seu melhor modeling. Aí está. Vestido de 5 euros. Um mimo. Dois anos. 






Dantes julgava que tudo aquilo que nos deixa felizes ou que nos divirta custa dinheiro, mas a nós só nos custou a gasolina. De resto, tínhamos tudo em casa e foi dos melhores dias de sempre...

Sabem o melhor disto tudo? Ainda deu tempo para ir à praia... mas sobre isso, conto-vos amanhã que quero fazer-vos uma pergunta ;)




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terça-feira, 10 de julho de 2018

Fim-de-semana sem cuecas e sem escovas de dentes!

Era para ser apenas uma ida à praia, "por aqui", nos arredores de Lisboa: Costa, Praia Grande. Depois pensámos em Comporta: vá, uma hora de caminho, mas sempre fugimos pela Ponte Vasco da Gama e depois compensa. O David olhou para mim e disse: vê lá aí na net se arranjamos onde dormir por perto. Fomos descendo. 

- Mas nem temos muda de roupa, nem roupa interior, nem escova, nem gel de banho nem pasta e escovas de dentes!
- E então? Compramos fraldas e o resto safamos! (já não sei quem disse o quê)

E lá fomos à aventura - q.b. bem sei que há quem vá com filhos de 3 dias subir os Himalaias - fomos de carro que nem dois adolescentes, a viver todas aquelas máximas do carpe diem e outras que tais.
E pelo telefone lá arranjei vaga no Zmar. Não era barato, mas já tínhamos vontade de conhecer, ia ser o máximo para as miúdas e seria só uma noite. Compensaríamos noutras coisas (já vos disse que ainda não comprei um par de sapatos nem de sandálias nem uma mala para mim este ano? E que estou a sobreviver? LOL).

Fomos até à Zambujeira do Mar, comemos uma feijoada de búzios que estava demasiado boa, um vinho branco bem geladinho e depois praia. Estava um dia estupendo. Domingo então nem se fala. Ficámos de manhã nas piscinas (tem duas exteriores - uma para crianças - e uma interior com ondas); depois fomos para a praia de Almograve (já não ia para aquelas zonas há uns bons 10 anos) e o que nos divertimos! Aquela zona é realmente incrível, com piscininhas, vimos peixinhos, caranguejos, lapas e búzios e as miúdas adoraram. 

[Só não adorei o pequeno escaldãozinho naquela zona das costas a que não chegamos a não ser que façamos contorcionismo (para a próxima ou peço ao vizinho do lado gostosão ou às miúdas, sempre é melhor que nada) - sim, sim, boca para barulho! É impressão minha ou os gajos não têm esta sensibilidadezinha?]

Mas bem, foi dos melhores fins-de-semana de sempre, inesperado e com sabor a férias! <3
















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domingo, 17 de junho de 2018

Vamos tirar a barriga de misérias?

Chegou o Verão. Pelo menos até agora vou acreditar nisto. 

Chegou a altura de aproveitarmos as horas até o sol começar a desaparecer. 
Aquelas tardes em que ficamos até mais tarde no jardim. 
Aqueles finais de dia na praia, com o cabelo cheio de sal, a pele ainda quente de todo o dia ter estado a ser queimada pelo sol enquanto se fazia castelos, jogava raquetes ou se fugia da água gelada para não tocar logo nos pés. 

As piscinas de areia feitas com os braços do pai ao pé do mar. 
Andar de maminhas de fora, de chapéu e fazer pegadinhas do tamanho 20 e tal na areia. 


O não comer sopa, o jantar fora e pedir-se de vários pratos. O estar cheia de sono e adormecer em viagens de carro ou ao colo de um dos pais enquanto os crescidos falam. 

Conhecer crianças no mesmo restaurante e ficar a falar delas durante dias. Ir para a praia em família. Ter areia em todos os buracos do corpo. Usar roupa de Verão. Comer gelados. Sentir o cheiro a carvão. Comer em restaurantes com vista para a praia, muitas tostas mistas e batatas fritas. 

Piscinas. Com prancha ou sem prancha. De água salgada ou doce. Com o pai, com a mãe, com o padrasto, na Madeira, no Algarve. 

Fazer rodas na areia, tentar fazer pinos. Ter medo e nojo de algas. Inventar brincadeiras. Não parar de chatear os pais. Apanhar lixo da areia e pôr nos sacos. Querer comer fruta. Muita. Querer que chegue a hora de almoço para comer tudo o que se levou para a praia. Estar sempre ansiosa por chegar a casa e ver que marca se ficou do fato de banho e se o cabelo ficou mais loiro.

Acreditar quando diziam que, com as maminhas ao sol, cresciam mais rápido. Apanhar muito sol nas maminhas. Sestas debaixo do guarda-sol. Frustração por não poder ir ao mar. Comer meloa fresquinha.

Aquele duche quando se chega a casa. O cabelo molhado, preto, penteado, liso. O pijama ou roupa de Verão para ir comer ao restaurante ali perto. S. Pedro de Moel. Figueira da Foz. Portimão. Mosteiro de Vairão em Colónia de Férias. A prima que passa sempre férias connosco. 

O tamagotchi que não largava, o cd dos Backstreet Boys. Não ter escola, mas brincar e fazer exercícios na mesma. Agora parece-me divertido, mas na altura talvez não tivesse gostado tanto desta parte. 

Estender 20 vezes a toalha para não ter areia. Até que passei a ter idade de ter que fazer dois buraquinhos no sitio das maminhas para me conseguir deitar sem que me doessem por ficarem tão espalmadas. 

Que tenhamos todos um Verão "daqueles". Sejam muitos fins-de-semana aproveitados ao máximo e semanas que não deixaremos escapar porque se há quem saiba aproveitar Verões é quem já os tenha sentido na pele e isso nós, portugueses, damos bailinho :)

Tirada hoje, no primeiro dia de Verão da Irene.