6.16.2020

Não sei nem ser mãe nem não ser.

Olá amiguinhas! Essa semana? Está a ser boa? Um abracinho forte para as que têm os miúdos na escola e até poderão estar aliviadas por um lado mas, por outro, estão a viver emoções fortes no que toca a esta roleta russa da pandemia. Um abracinho também muito forte (mas psicológico) às mães que continuam em casa com os miúdos. Jesus! Força, muita força!

Não sei se vos acontece o mesmo, mas depois de ter posto a Irene na escola (onde estão com todas as medidas de segurança e coiso e tal) desenvolvi pânico ao fim-de-semana. Quando o vejo a aproximar-se, começa a cheirar-me a confinamento e fico nervosa como se recuasse umas semanas e não soubesse quando poderia voltar a sair de casa. 

É difícil termos a noção de que algo é traumático quando estamos a vivê-lo, mas não foi/é o caso do "confinamento". Foi agressivo e ainda é para muita gente. Ainda estou a sofrer com as represálias, apesar de ter sido útil para evidenciar mais coisas que tenha para resolver em mim. Digo resolver, mas aqui o bicho sabe também que é uma mulher inacreditável (e com potencial para um dia vir a ser tesuda) e que, portanto, também poderá passar por aceitar coisas e não só mudá-las. 

Estou agora a tentar aceitar que não tenho conseguido sentir-me 100% confortável em nenhuma situação: quando estou com a Irene, parece que preciso de mais tempo para mim e, quando tenho tempo para mim, sinto que devia estar mais tempo com a Irene. 

Tomem esta selfie desavergonhada que era para enviar para o rapaz com quem namoro, 
mas que não achei fixe o suficiente. Sim, ficaram com os restos da minha sensualidade ao natural. 


É aquele jogo de culpa manhoso que se acentua em muitas de nós depois de parirmos este ser vivo (por nossa causa e, em princípio também por causa de outro indivíduo), mas que seria de esperar que passados 6 anos já estivesse mais amanhado. Não está. 

Principalmente sendo divorciada e tendo a oportunidade de quando em vez colocá-la em casa do seu outro progenitor, a diferença abissal entre ter e não ter filha é algo que me perturba. Sinto-o como um alívio, por poder respirar ou até cagar em paz (pardon my french) porém, por outro lado, quando acaba esse tempo, parece que preciso de passar por um novo parto para me aperceber da minha não nova (apesar de parecer) realidade. 

"Só estou bem onde não estou" é um facto e também é um facto ter sido abençoada com uma criança que partilha muitas das qualidades de sua mãe e, por isso, ser fenomenal. No entanto, seria engraçado ganhar aqui uma skill qualquer que me permitisse ser mais robot e ligar o interruptor da maternidade facilmente (o desligar nem é muito complicado). 

Oiço mães (tenho feito algumas amigas, uau, parece que há quem até simpatize com este ser) que chegam a conclusões mais fáceis que são: "eu preciso mesmo de tempo para mim, não há nada a fazer!". Começo a pensar que talvez seja uma dessas pessoas, mas e então? O jantar não se faz sozinho, o canal de youtube da Irene também não se faz sozinho (estou a ser seriamente violentada para o criar) e aqui a Xena tem de ser pau para toda a obra, ainda que não haja nada com esse aspecto fálico (para já) cá em casa. 

A menina está cansada, grata, mas também ainda à procura do equilíbrio. Creio que o atingirei quando morrer, já que é aí que a linha vital se transforma aborrecidamente horizontal. 

Mais alguém nesta bipolaridade? Espero que sim por um lado. Por outro, sendo honesta, também. 



6.14.2020

E escolher a escola ideal?

Este vídeo começou por ser apenas uma partilha de preferências nossas no que tocasse à escolha das escolas para as miúdas. Infelizmente, tanto a Joana Paixão Brás como eu, já tivémos a nossa dose de aprendizagens pelo caminho e acabámos por partilhar convosco as piores situações a que assistimos ou vivenciámos nas escolas anteriores. 

Deixámos ficar na mesma porque pode ser que vos ajude também a pensar nesses assuntos - caso ainda não tenham pensado - e, por isso, não tenham de passar por eles para que estejam atentas aos sinais. 

Foi muito duro para ambas, em momentos diferentes e por motivos diferentes e nem sequer estamos a falar do impacto que poderá ter tido nas nossas filhas. Não dá para medir, agarramo-nos à certeza de que há de haver mais coisas boas do que más no crescimento delas e que "a vida é muito assim". 



Estas são as nossas preferências e, por acaso, estamos bastante alinhadas. Não quer dizer que tenhamos razão em tudo ou que não haja motivos para determinadas escolas agirem como agem. Seja como for, temos direito à nossa opinião e, mais do que tudo, saibam que têm direito à vossa. Podemos sempre falar com as escolas, questionar, propôr ou, até, ir para a próxima, onde sintamos que os nossos filhos estão a ser criados com mais amor. 


Aqui vão alguns dos nossos critérios que acabamos por explicar melhor no vídeo (podem ver aqui ou ir mais para baixo que já aparece): 

  • Espaço Exterior;
  • Turmas mistas;
  • Filosofia de castigos e recompensas;
  • Como permitem e lidam com a fase de adaptação;
  • Localização;
  • Todas as crianças poderem ir à rua apesar da idade;
  • Darem colo para adormecer;
  • As crianças serem respeitadas pelos seus ritmos diferentes de crescimento;
  • Não calendarização das actividades criativas e respectivos trabalhos;
  • Não discriminação de género nos brinquedos e brincadeiras;
  • Uma escola que, tendo que escolher, trabalhe para as crianças e não para os pais. 

Queremos saber quais foram ou são os vossos critérios e, apesar de me ter "enganado" (acontece), fazer uma lista de requisitos antes de fazerem a voltinha às escolas ajuda imenso para não serem levados em conversas (por vezes bem intencionadas), mas que depois vos distraem daquilo que será mais importante para vocês. 




Voltámos também aos podcasts, garotas!
Falámos, como não poderia deixar de ser, disto do isolamento e das coisas más e boas inerentes ao processo. Sentiram-se como nós? Foi pior ainda? Foi melhor? Queremos saber :)

O nosso podcast está disponível nas plataformas habituais: SoundCloud, Anchor, Apple Podcasts, Spotify, etc. Procurem por: "a Mãe é que sabe" que irão lá dar. 







6.12.2020

9 coisas que faço antes de lhe bater.

Tem sido uma aventura gigante. Ainda passaram e passaram 6 anos. Tenho perfeitamente a noção que todas vocês compreendem esta noção esquisita do tempo desde que passámos a ser mães. Passa tudo rapidamente devagar e o contrário também - não me apeteceu pensar. 

Senti, tal como já vos contei, que o meu primeiro instinto era levantar a mão à minha filha. Ainda tinha ela meses. Estava(mos) cansada(s), frustrada(s), assustada(s) e não tinha nenhuma outra ferramenta em mim que me ajudasse a sentir mais segura ou que me permitisse acreditar que as coisas, um dia, iriam melhorar. 



Com o passar do tempo, tenho vindo a desenvolver algumas técnicas que resultam cá em casa e connosco. Antes de lhe bater, faço o seguinte: 

1) Vou avaliando ao longo do dia - por mim, por ser algo que me ajuda - como me vou sentido fisica e psicologicamente. Vou contextualizando esses sentimentos no período em que estou a viver, por exemplo: perdi um trabalho que me iria dar algum dinheiro recentemente, tenho reparado que ando mais irritadiça e ansiosa. 

2) Quando tomo decisões que possam retirar conforto à minha sanidade mental, tomo-as de forma consciente. Isto é: se andar numa semana em que descuido a minha higiene de sono, sei que vai ser mais complicado para mim estar disponível para a Irene e que os dias serão mais difíceis no geral, percebendo que a paciência não se compra, constrói-se. 

3) Quando tomo decisões a favor de outros elementos que não o sono ou a energia da Irene (irmos almoçar fora e alongar os planos para a tarde, privando-a de fazer sesta, fazer "dias de festa" vários dias seguidos, deitá-la mais tarde para quebrar a rotina), sei conscientemente que poderei ter que ser mais empática e tolerante nos dias seguintes por saber que isso lhe afecta a estabilidade emocional e fisiológica. 

4) Estou a par da importância da qualidade da alimentação na vida dela. Caso tenha andado a descuidar recentemente a alimentação da Irene, caso ande a comer mais doces, por exemplo, é natural que a irritabilidade suba (é um vício), além de que os níveis pontuais de energia em demasia. Não posso culpá-la por a mãe lhe ter comprado e dar doces. Há que ser tolerante nestas alturas. 

5) Olho para a vida da Irene no geral e observo se haverá coisas com as quais ela esteja a lidar que possam ser difíceis para ela. Fiz isso quando nos separámos, quando começou a escola, quando tem uma colega que lhe tem azucrinado a cabeça, quando tem aftas, ...

6) Caso ela esteja há demasiado tempo a ver televisão ou iPad, tenho de perceber que aquilo mexe (até connosco) com o funcionamento da nossa cabeça e que aumenta a nossa irritabilidade. Pelo que, pedir sensatez ao final do dia e depois de um kilo de iPad na cabeça não será algo fácil, muito menos para uma criança. 

7) Se sou eu quem está irritada e, por isso, a Irene está a espelhar o meu comportamento. Ainda que me seja difícil, ausento-me do sítio onde ela está dizendo-lhe que preciso de ir respirar. E vou. Sem telemóvel. Vou mesmo tentar estabilizar a minha respiração. Quando volto, respondo às perguntas que ela tenha ou tento explicar de forma sucinta o que é que me fez ficar zangada. 

8) Se for a Irene quem estiver a agir de forma incompreensível (há motivos, poderei é não saber quais), tento validar o que ela está a sentir. Pergunto-lhe de que forma posso ser útil e, mediante o assunto, ajo ou dou uma oportunidade para que ela se auto-regule e me procure para conversar. Ultimamente ela tem-se retirado do sítio onde estamos e vai respirar para o quarto dela, por exemplo. 

9) E porque os problemas não devem ser sempre lidados em cima do momento, tenho feito terapia sempre que posso para que consiga estar no meu melhor em tudo aquilo que faça, especialmente ser mãe. 


Tenho tido muita sorte. Todos estes passos têm feito com que, ainda que nos zanguemos, nunca seja necessário chegar ao ponto de haver violência física. O que fazem vocês? 




Voltámos também aos podcasts, garotas!
Falámos, como não poderia deixar de ser, disto do isolamento e das coisas más e boas inerentes ao processo. Sentiram-se como nós? Foi pior ainda? Foi melhor? Queremos saber :)

O nosso podcast está disponível nas plataformas habituais: SoundCloud, Anchor, Apple Podcasts, Spotify, etc. Procurem por: "a Mãe é que sabe" que irão lá dar. 









6.09.2020

Como consegui que a Irene me contasse o seu dia.

Sempre que agora vou buscar a Irene à escola e muito por causa dos diários de gratidão de que vos falei há uns tempos neste post, ela faz uma avaliação do dia. Tem gostado, tem dito que faz "um like" ao dia. Também há dias em que não gosta tanto, mas acabamos por conversar o que terá corrido mal e dá-me sempre alguma liberdade criativa para reenquadrar mas, acima de tudo, para que ela se sinta ouvida. 

Conseguem pô-los a falar dos seus dias? Li num livro (e noutros sitios) chamado Como falar para as crianças ouvirem e como ouvir para as crianças falarem que as perguntas abertas não funcionam muito bem. Às vezes nem connosco, não é? De alguma maneira, consegui que ela falasse espontaneamente comigo. E sinto que é uma vitória. 



Uma das coisas que sinto que fiz bem foi também começar a falar com ela sobre o meu dia. Não criar um "inquérito" sempre que a fosse buscar à escola, mas iniciar uma conversa: "hoje, a mãe, teve um dia cheio de coisas: uma reunião disto, uma daquilo... sentiu que isto". 

Naturalmente começou a falar-me do seu dia e que bom, que bom conseguir saber mais sobre ela, sobre o dia dela. 

Conseguem que os vossos falem dos seus? Como o fazem?




Estão tão felizes de volta à escola (e eu também)!

Disclaimer: Não quero incentivar-vos a meterem os vossos filhos na escola. Acho que esta é uma decisão muito pessoal. Não temos todos as mesmas condições, as mesmas necessidades, as mesmas estruturas familiares, as mesmas escolas, modos de funcionamento. Todos temos e tivemos de pesar os pros e os contras. 




Tomámos a decisão de irem quando se colocou a hipótese de eu recomeçar a trabalhar já em junho. Ligaram-me e talvez viesse a ter trabalho em breve em TV. Como poderia vir a saber de um dia para o outro, achámos melhor que a transição para a escola fosse uma coisa suave e que começassem a ir menos horas enquanto eu as pudesse ir buscar mais cedo. Têm ido das 10h às 16h30, mais coisa menos coisa. 

Uma coisa que me descansou foi o facto de terem um bom espaço exterior e ser lá que iriam passar a maior parte do dia. Tivemos uma reunião de quase 2 horas para ficarmos a saber como iria ser o funcionamento da escola. Percebi (já calculava) que não iria faltar mimo, que os miúdos poderiam brincar juntos (sei que algumas de vocês acharam graça àquela imagem dos helicópteros na cabeça que andou por aí a circular - a ideia era os miúdos terem umas hélices tão grandes, num suporte na cabeça, que lhes delimitavam o espaço e impedia que se aproximassem; eu não gostei mesmo nada) e, muito importante, que iriam fazer várias atividades na rua. Acho que no primeiro dia então, só foram dentro para almoçar e para a sesta. Posto isto, a confiança na escola e nas educadoras, auxiliares, etc foi um factor decisivo para mim.

Outro factor a ter em conta, para nós, foi a proximidade com pessoas de risco. Os meus pais não o são, por exemplo. Os meus sogros, sim. Por isso, agora que tomámos esta decisão, é provável que só os voltemos a ver depois de estarmos de férias e com menos contactos. Veremos.

Sossegou-me bastante ter visto uma entrevista recente a uma infeciologista pediátrica portuguesa; ter lido outros artigos e ter conseguido vencer o meu medo. 

Depois de tomada a decisão, e mesmo tendo agora a noção de que muito provavelmente só voltarei a ter trabalho em tv em julho, já não as tiro da escola tão cedo. A não ser que haja indicação para isso. 

Elas estão outras. Logo no primeiro dia, notei uma diferença tremenda. Chegam a casa e vão brincar. Mal se lembram de que têm uma TV em casa. Estão mais colaborativas. A Luísa voltou a fazer sesta. Fazem o caminho todo de carro a contar as novidades, ao que brincaram, o que comeram, sem que lhes pergunte nada. Querem partilhar as novidades e a sua felicidade comigo. As descobertas que fizeram. O balancé novo. A brincadeira às bruxas boas ao pé da árvore. O "quantos queres" que fizeram. A lanterna. 

Estão mais calmas, mais felizes, acho que precisavam muito desta rotina, destas companhias e, também, de encontrar este espaço individual. Cada uma, sozinha, com os seus amigos e educadoras. 

Para finalizar, percebo que este seja um tema que divide muita gente e eu percebo. Eu também dizia "não tendo necessidade real, elas não vão". Até cheguei a pensar que seria egoísmo meu ir pô-los na escola estando em casa, com trabalhos esporádicos. Que só deviam ir os filhos de quem não tem outra opção. Mas quem define "necessidade real"? Quem me diz que não era uma necessidade que precisava de colmatar nas minhas filhas? Uma necessidade emocional? 

E não, não temos de nos catalogar como pais extremosos e dedicados VS. pais que não têm paciência para os filhos, só porque se toma esta decisão. Ou pais medrosos VS. pais inconscientes. 

As minhas filhas não estão a ser "cobaias" de nada, como aí vi escrito sobre este assunto. Às minhas filhas foi devolvida uma rotina mais agradável, um jardim, amigos que adoram, aprendizagens e, também, uma mãe mais equilibrada, depois destes meses. Todas as decisões são legítimas, desde que feitas em consciência, pesando os prós e os contras e de acordo com cada escola e família. 



Esta foi a nossa decisão.



6.08.2020

Quando é que se conta aos filhos e ao ex que temos namorado novo?

Apesar de já ter tido uma relação séria depois do divórcio, por ter sido bastante diferente a vários níveis, o timing de contar ou não não foi algo que se tenha feito sentir. Era com uma mulher e, por isso, por ambas estarmos a descobrir muitas coisas e porque a nossa relação facilmente parecia a de melhores amigas, não era imperativo contar. Contou-se, mas tudo muito fluído, muito natural. 
Agora que namoro (ehehehheheheheh) com um rapaz, confesso que tremi com medo de contar à Irene. Por vários motivos. Sendo que um deles foi o dela já ter morado com o pai e ter deixado de morar (e no meu caso ter sido mais ou menos o mesmo quando era mais nova) e também porque não quero que a infância e adolescência dela seja um desfile de pessoas que vá conhecendo. 

A verdade é que, quando estamos apaixonadas, não vemos o fim às coisas. Eu até vejo por causa do medo, mas não o sinto. Ela já conheceu o namorado da mãe (foi apresentado como amigo) e ontem, assim que chegou da casa do pai contei-lhe. Já me tinha dito que nós devíamos ser namorados porque nos ríamos muito um para o outro e gostávamos das mesmas coisas. Na altura, disse-lhe que com os amigos também era assim, mas que gostava de namorar com ele. 

Ela ficou contente e obviamente que, por ela (do pouco que ela sabe, claro) tinha um irmão já hoje. 

"Vou ter um irmão?"
"Não sei filha, a ter não é já que a mãe ainda se lembra de muita coisa, está bem? "

Esta foi uma das fotografias que me tirou neste fim-de-semana,
ainda não levou workshop de namorado de instagram, mas está a ir aos poucos. ;)

Talvez haja timings, estratégias... mas decidi borrifar-me para isso. Estou com os dois pés nisto. Quero e quererei sempre proteger a minha filha de instabilidade: não quero que ela se tenha de adaptar aos percalços da vida emocional da mãe, mas a vida também acontece, não é? 

Cada uma de nós é uma, mas somos as duas uma dupla e, por isso, a vida de uma está tão ligada à da outra... Não há nada que se possa fazer (e ainda bem). 

Fico feliz pela Irene vir a assistir a uma dinâmica bonita. Que venha a ter uma referência maravilhosa de alguém na sua vida que lhe quer dar muito amor e à mãe e que, tal como ela quer, nos veja a dar beijinhos na boca (não irei dar linguadões, que ela veja - e, mesmo assim, sei lá - , mas vai ser interessante porque ela não o vê em lado algum). 

É bom sentir que há quem aceite tudo isto. Ontem li que "é uma situação diferente, mas não para pior". E a verdade é essa. Tenho uma filha do meu ex-marido mas ela é espectacular e eu também. Até é um bónus ou não? 

Contei também ontem ao ex que tinha namorado. Como somos muito amigos, sempre fomos partilhando um com o outro as nossas esperanças e paixões. Ele ficou genuinamente feliz por mim. E abraçamo-nos, comovidos, sabendo que é mais um grande passo para a nossa família e que, aconteça o que acontecer sabemos que poderemos sempre contar um com o outro e que todos os erros que cometamos serão sempre por termos o coração no sítio certo. 

Sinto que a vida (re)começa agora. 






6.02.2020

Tenho novidades. Ficam contentes por mim?


Ando calmamente histérica com isto. Não quero dizer que encontrei “a” pessoa, mas é o feeling que me tem percorrido o corpo todo. 
Claro que me falta conhecê-lo melhor e no início é tudo muito lindo, mas sinto mesmo que a vida me preparou - e talvez também o tenha preparado - para este momento. 

Ao longo de décadas fui tentando diminuir-me, moldar-me ou “corrigir-me” para me encaixar nas pessoas que ia conhecendo. Tinha a tendência para pensar que se alguém não lidasse bem com as minhas características, que tinha que as mudar. 

Isso foi um erro (que fez parte da aprendizagem). 

Uma espécie de falta de fé na abundância de pessoas neste planeta e, acima de tudo, no meu valor. Aquele slogan da L’Óreal faz sentido: “porque eu mereço”. 
E mereço. 

Hoje, entre beijos, saiu-me um “eu mereço-te, caramba”. Bem, talvez não tenha sido caramba que na vida real não sou tão polida como aqui. E é verdadeiramente isso que sinto. Não segundo a segundo, mas senti e vou sentindo. 

Conheci uma pessoa que gosta de tudo o que já fez confusão a outras. E arrisco-me a dizer que gosta de tudo o que me torna especial, aquilo que me sublinha em vez de me rasurar. Que me vê como uma relíquia e não como potencial. 



Claro que o amor não existe só por gostarem de nós. Como vos disse, estou apaixonada. E tinha deixado de “tentar”, de procurar. Senti que estava cansada e que a minha vida já é preenchida o suficiente e que já me dá cabo dos nervos o suficiente para estar a adicionar mais problemas mas, ao que parece, o amor não é isso. 

Correndo o risco de parecer muito “Os Maias”, descubro que sim, o amor é uma espécie de irmandade, de dupla, de equipa em que existe respeito, admiração, carinho, fé e vontade de crescer. 

Ao longo dos anos fui fazendo uma lista (ainda que, por vezes, inconsciente) do que é importante que alguém que faça parte da minha vida tenha e tive a sorte de ter encontrado quem não só preencha tudo o que quis, como ainda mais. Mesmo que isto não resulte, mesmo que o rapaz fuja (que está no seu direito), sentir o que estou a sentir, estas emoções todas e esta vontade de viver (parece o nome de uma telenovela merdosa), já valeu a pena. A Irene fica grata por ter uma mãe mais feliz, mais saudável e sabem que mais? Estou cada vez mais bonita. 

Escrevo-vos este post porque me apetece falar sobre isto, porque me apetece ostentar, mas também porque gostava muito de não me ter agarrado tanto a relações/pessoas que não me faziam bem. Não por serem más pessoas ou más namorados(as), mas sim por causa da dinâmica, timing, o que for. 

Há realmente quem nos queira e que talvez esteja pronto para nós tal como somos e estamos. Não tem mal que não resulte. Não tem mal que a vida mude. 

Desde que escrevo aqui no blog, algumas de vocês terão testemunhado as minhas mudanças de humor, a minha história e... reparem agora nisto! 

A minha ex-namorada ensinou-me e, também por isso agora consigo vivê-lo (obrigada): A VIDA É BOA. 

Talvez tenhamos é de ter fé e de fazer o que eu faço antes de entrar em palco: “que se fo*a”. E isto, principalmente, quando não sabemos o que vem por aí. 

Estou cheia de sorte. 
E mereço. 
Quis partilhar. 

Ficam contentes por mim?


5.26.2020

Disse-me que ia morrer e que ia ter saudades minhas...

Custou ler estas palavras? Imaginem o que senti quando as ouvi, repetidamente, antes de a adormecer. 

Primeiro, a Isabel perguntou-me se ela ia morrer. Já conversámos várias vezes sobre o assunto, nunca lhe menti, sei que faz parte terem momentos de ansiedade a pensar sobre o assunto.

Eu recordo-me perfeitamente de estar deitada na minha cama, pequenina, a pensar em qual dos meus pais morreria primeiro e o horror que qualquer uma das opções seria. Pensava também na minha morte e quando seria. Andei muitos anos a pensar que seria com 33 anos (deve estar relacionado com a idade de Cristo). Tenho 33 anos até 19 de junho, por isso, nunca se sabe (ahah esta era para desanuviar).

A morte não deve ser tabu, acho. Devemos falar sobre ela, tentar explicar numa linguagem que eles percebam, talvez não muito detalhada, simbólica. Eu evito dizer que pode acontecer a qualquer momento porque acho que isso lhe pode causar ainda mais ansiedade. Digo quase sempre que, normalmente, se morre já muito velhinho.

Mas não me lembro de uma crise tão grande nela, de um choro tão sentido. Quando me disse que ia morrer e que ia ter muitas saudades minhas arrepiei-me e tive de me morder toda para não desatar ali a chorar também. Perguntei-lhe por que achava que isso ia acontecer e ela disse-me que era porque engolia coisas do chão ou pêlos da gata, porque lavava mal os dentes (aqui confesso que me apeteceu rir, mas não o fiz) ou porque comia muitas "porcarias". Tentei não desvalorizar o sofrimento dela mas tentei explicar-lhe, com muita calma, que nada daquilo fazia com que alguém morresse. Que podíamos passar a ter mais cuidado com cada uma dessas coisas, mas para não se preocupar que não ia morrer. Abraçou-se tanto a mim que nem imaginam. Respirou fundo e adormeceu.

Se custou? Sim. Nessa noite, até o David foi espreitar se ela estava a dormir bem. A Isabel é uma miúda extremamente sensível, carinhosa, preocupada, atenta. Estive a tentar perceber de onde viria aquilo tudo, se estaria ou não relacionado com os tempos que atravessamos, com alguma coisa que possa ter ouvido, mas sinceramente, penso que não. Ela não está exposta a notícias nem a nada que se pareça e não falamos sobre isso à frente dela. Talvez tenham abordado o tema em algum dos desenhos animados que viu e isso me tenha escapado. O que quer que seja, ainda bem que ela tem a capacidade de desabafar e de conversar sobre o que sente.

Os vossos, falam da morte? 




5.23.2020

A Irene vai para a escola.

Tive um ex-namorado que usava uma expressão que me ficou desde aí que é: "Estou calmamente em pânico". E é exactamente disso que se trata. Importante ressalvar que não sou entendida nesta matéria. Sou, tal como muitas vocês, apenas uma mãe que está a aprender a gerir tudo isto tentando alcançar uma espécie de equilíbrio. 

Passei por várias fases até agora: a da negação, a do pânico absoluto, a da conformação e agora, finalmente, a da relativização. Pelo menos até novas informações.

Inicialmente, quando comunicaram a abertura das creches, senti-me indignada. Até por causa do estilo de medidas que queriam que fossem impostas, aparentemente descuidando a saúde mental e o crescimento saudável dos nossos filhos. Faz-me lembrar aquela resposta típica que se dava em metade dos exames de filosofia no secundário que era "o homem é falível e, portanto, tudo aquilo que ele faça está sujeito a erro". 

Tenho visto as coisas dessa perspectiva: mesmo os profissionais de saúde, os políticos (tendo em conta também os seus interesses e agendas) são humanos. E, por isso, perante o desconhecimento, a novidade e, principalmente, os dados vindos dos outros países, reagiram também como seres humanos e, ainda para mais, carregando a responsabilidade de milhares de famílias em cima. Como tomar decisões que levem a mais mortes? Como dormir à noite com isso? Pondo de parte, claro, a preocupação também com a sua popularidade e afins, no caso dos políticos. 



Gosto de acreditar que o medo foi uma ferramenta mais do que útil para prepararmos o nosso sistema de saúde para conseguirmos dar resposta aos casos mais graves, aqueles que têm ocorrido nos grupos de risco. E que, agora, vamos conseguir lidar - com os devidos cuidados - com maior racionalização e equilíbrio com este novo vírus que nos vai passar a fazer companhia, juntando-se a tantos outros aos quais já estamos habituados e que, em tempos, também foram mortais. 

Acho que como mães de crianças em idade pré-escolar, temos estado mais do que habituadas a fazer o exercício do "não consigo controlar tudo" quando recebemos e-mails da escola a dizer que há casos de varicela, sarampo e vamos levá-los na mesma. Ou porque "tem de ser" ou porque não nos podemos deixar governar pelo medo. 

No meu caso ou, vá, no nosso, temos a sorte de confiarmos na escola da Irene e na sua sensatez nas medidas que serão aplicadas neste tempo especial para o convívio entre as crianças. Ainda que a Irene, de momento, não mostre sinais de desequilíbrio (eles são o nosso espelho), sei que vai beneficiar enormemente de conviver com os seus pares e de pessoas que possuem ferramentas para os entreter de forma educativa. 

Inicialmente preocupava-me o regresso à escola não só por uma questão de contágio, mas também pela possibilidade traumática das interacções. Ver as educadoras com máscaras, terem de ser afastados dos colegas, as salas despidas da maior parte dos brinquedos, por exemplo. Mas, de momento, tenho confiança e estou optimista que, pelo menos no nosso caso, a escola vá saber equilibrar da melhor forma tudo isto, ainda que vá precisar de um tempo de aprendizagem, de tentativa e erro. Provavelmente, quando chegar a uma boa fórmula, acaba o ano lectivo, mas... enfim. 

Não ia pôr a minha filha na escola. Tenho a sorte/azar de ser freelancer e posso ainda (mais ou menos) ser dona do meu tempo, mas o pai dela vai andar a viajar pelo país em trabalho e nenhum dos dois pode recusar trabalho de momento. Conversámos e chegámos à conclusão de que a Irene vai à escola. 

Se estou calmamente em pânico? Sim. Porém, é uma escola magnífica cheia de espaços exteriores (um critério nosso na escola da segunda escola, depois de termos errado na primeira) e à qual temos entregue a Irene nos últimos 2, 3 anos e estamos muito satisfeitos com o foco que têm tido na saúde mental dos meninos. Tem sido um descanso ter a miúda numa escola em que as crianças são vistas como tal e não como futura força laboral e peça da economia.

Escrevo este post para pôr os meus pensamentos em dia. Porque quando se escreve, quando se verbaliza, acabamos por perceber muito daquilo que nos ocupa a mente. Espero estar a pensar bem. Porque, acima de tudo, quero que a minha filha esteja bem, esteja feliz (e sim, viva, mas já me fui informar um pouco sobre os dados). 

Ficámos em casa dois meses e tal. E acreditem que houve mais coisas boas do que más. Crescemos muito em conjunto e lidámos com imensas coisas que estavam a ser proteladas por falta de foco/construção de tempo, acredito que vão ser tempos melhores, mais presentes e quero muito que conviver com os amigos dela e voltar à escola faça parte da equação.

Não creio estar a ser surda em relação ao que se passa, creio estar a aprender a lidar com isto. Espero que ela não apanhe o vírus ou que, se apanhar, não seja horrível, mas como todas nós já sabemos, todas as decisões que tomamos têm consequências positivas e negativas. Vou optar por ver as positivas, salvaguardando todos os cuidados possíveis.

Como se têm sentido? 


5.22.2020

Em isolamento vamos até à "floresta"

Tem sido este o nosso destino quando queremos ir respirar: a “floresta” É uma mata perto de casa onde já apanhámos pinhas, vimos cogumelos e ouvimos os passarinhos. São
minutos de paz e, ao mesmo tempo, de aventura. Quero que as minhas filhas valorizem a floresta e, também por isso, fiquei super orgulhosa quando as vi fascinadas com o Dá a Mão à Floresta, o projeto de responsabilidade social e ambiental da The Navigator Company.

Já saiu o terceiro episódio dos desenhos animados em que o Vasco e a Nádia aprendem sobre o ambiente, a biodiversidade e todas as espécies que habitam a floresta. Desta vez, ficaram a conhecer todas as potencialidades do eucalipto.



Além destas aventuras, podem explorar o site, que tem jogos (elas já aprenderam como é o tritão-de-ventre-laranja ou o guarda-rios e já conseguem identificar várias árvores pelas sombras) e tem ateliers, contos, floresta musical, enfim... um mundo enorme de atividades para se divertirem e aprenderem.

Venham mais desafios e mais episódios!

5.20.2020

Como ser uma mulher boa na cama?

Garotas!!! E garotos que sei que também andam por aqui ;) E se falarmos um bocadinho de sexo? Andam bem nisso? A Joana Paixão Brás tem menos pudores em falar dessas coisas que eu (aqui no blog), mas quero desconfinar também essas coisas!


Conheci a Aline há uns meses no Prova Oral do Fernando Alvim na Antena 3, no qual sou side-kick. Fica aqui uma breve bio:


"Aline Castelo Branco é sexóloga e treinadora de inteligência emocional nos relacionamentos, casada e mãe de dog. Atualmente, a maior autoridade no segmento no Brasil e Portugal. 

Seus cursos online e as palestras para empresas já impactaram mais de 80 mil pessoas.  Seu canal no youtube onde transmite conteúdos semanais, tem quase 1 milhão de subscritos, com mais de 84 milhões de visualizações."   



Vá, a partir daqui desresponsabilizo-me que fala a especialista!

Eu só tenho conhecimento na óptica do utilizador (ou não, ahah):


Como ser uma mulher boa de cama?

Especialista afirma que falta de libido atinge 30% das mulheres


Primeiro vamos entender o que é libido.  Essa palavra significa desejo, vontade de algo ou alguém, no entanto, é muito condicionada ao desejo sexual. Boa parte das mulheres se queixam de não ter mais tanto apetite sexual assim. Recentemente, realizamos, por meu do AC Instituto, uma pesquisa com 100 mulheres e 30% delas afirmaram ter baixa libido e 13% não conseguem chegar ao orgasmo. Esse transtorno, é causado por uma combinação de fatores mentais e físicos, que provavelmente não serão curados com o simples uso de uma pílula.

Essa diminuição pode acontecer por alguns fatores: depressão, ansiedade, hormonas, estresse, trabalho demasiado, má alimentação e doenças.  Na mulher, o hipotiroidismo ou a utilização de alguns anticoncepcionais pode causar essa diminuição. O ciclo menstrual também tem uma grande influência na sua libido. 

Olhar metafísico 

Como meu trabalho é aumentar o desejo e ampliar os orgasmos nas mulheres pelo lado metafísico e o método do desbloqueio de crenças, vou explicar algo que possa vos fazer sentido.  A incapacidade de nos entregarmos no plano sexual pode implicar um trauma ou um conflito de caráter interno. Manifesta-se na forma de um grande medo a perdermos algo se nos entregarmos. Quando na verdade, é o medo em enfrentar aquilo que se mantém oculto dentro de nós mesmas. Quando esse medo está presente, indica uma crença persistente em sermos uma pessoa indigna ou feia, ou então um sentimento enraizado de vergonha e culpa. A falta de desejo ou estímulo sexual surge, muitas vezes, como consequência de um abuso sexual durante a infância, ou das más percepções paternas incutidas de que o sexo é mau, ou da crença em que o amor e o sexo não são compatíveis. Um incidente abusivo pode estar tão escondido no inconsciente que o único que nos fica é o desejo de não participar, ou de rejeitar o sexo, sem que tenhamos a ideia consciente do porquê. 

Esse fato também tem muito a ver com a sexualidade reprimida que temos durante todos esses anos. Eu costumo dizer que o sexo está mais na cabeça do que no órgão genital, no entanto, precisamos cuidar muito do nosso órgão para que não o deixe acumular tanto lixo. Sim. Nosso útero é o lugar onde mais se acumula lixo emocional, dessa vida e de outras. Portanto, pode sim, influenciar na baixa libido. 

Nosso corpo tem 7 chakaras e um deles é o chakara 2, referente à sexualidade. Quando não há um estímulo dessa energia, o bloqueio fica ainda mais evidente e como consequência, tem-se baixa libido. Uma das ferramentas que utilizo para desbloquear a energia, equilibrar o chakra e potenciar a sua função são, movimentos na região pélvica, fortalecimento da musculatura vaginal e o uso de cristais e vaporização uterina para limpeza. 

Deixo uma aula que gravei exclusiva para minhas alunas do curso Mulher com Atitude, ensinando essas ferramentas para aumentar a libido. A aula está disponível no meu canal do youtube. Só clicar aqui  para ver. 


 Então, você deve estar a se perguntar: 

- Quero aumentar rapidamente meu desejo para ser uma mulher de atitude na cama? 

Olha, a dica mais rápida que posso dar vem da ciência. Pesquisadores americanos comprovaram que quando você faz a pose da mulher maravilha, aquela em que você, fica em pé e coloca os braços na cintura, levanta os ombros e faca parada por 2 minutos.  Quando você faz essa pose, você estimula em 20% a produção de testosterona, hormônio da energia e da libido e, como consequência, diminui, o cortisol, hormônio da desmotivação, da depressão, da tristeza. Portanto, o primeiro passo para ter mais disposição íntima é incorporar essa pose nos seus hábitos diários.  A postura faz toda a diferença. 

Dicas para ser boa de cama 

1.Sensualidade
Antes mesmo de vocês iniciarem o sexo e até mesmo antes das preliminares é importante demonstrar sua sensualidade. Usar o toque, o olhar e insinuações para mostrar que a sua libido é latente e que você é uma mulher irresistível é um ótimo começo. Isso fará com que você entre na imaginação dele, fazendo com que ele pense e crie expectativas de como você é na cama e deixando-o com mais tesão.

 

2. Lingerie
A escolha de uma lingerie sensual é o segundo passo para atrair o olhar e deixar o cara mais intencionado. O momento de se despir pode ser fugaz ou lento com um strip tease.

3. Brinquedos eróticos
Antes de apelar para brinquedos eróticos, saiba se o homem é adepto ou ao menos tem interesse em experimentar com antecedência, se não, você pode assustá-lo e afugentá-lo ao invés de atrair. 

 

4. Pensar em sexo ajuda a aumentar o apetite 

Pensar em sexo uma vez por dia ajuda a produzir homonas como dopamina, responsável pelo desejo, prazer e bem estar. Ajuda ainda a ter mais segurança para ficar mais livre na hora do sexo. 

 

Se quer saber mais sobre esse tema, eu disponibilizei no telegrama, meu ebook: Mulher Orgástica, para quem quiser baixar e aprender técnicas que vão aumentar seu desejo sexual e fazer você atingir o que chamamos na ciência de potência orgástica. 

Para ter acesso ao ebook clique aqui  


Aline Castelo Branco – Sexóloga e Treinadora de Inteligência Emocional 

Instagram: @alinecastelo 

Youtube.com/alinecastelo




Já agora... a autora que vos trouxe aline e as suas sugestões foi a "acesa" Joana Gama (ahaha, não sei o que me deu).




5.18.2020

Como foi este primeiro dia de creche?

Acredito que não tenha sido fácil. São tempos estranhos estes e vai ser complicado, digo eu, recomeçar. Contudo, acredito que educadores e auxiliares estejam a dar o seu melhor para equilibrar indicações e para nada faltar aos “seus” meninos. Se um recomeço, depois de férias “normais” são quase sempre difíceis para os miúdos (as minhas filhas adoram a escola e depois das férias - pelo menos a Luísa - ficariam com a mãe), regressar e ver caras sempre tapadas e um sem-número de várias novas regras, deve ser ainda mais complicado de gerir. 

No entanto, acredito também que com muito amor, tudo se faz. Acredito que nem toda a gente tenha deixado já os filhos (por não ter ainda voltado ao trabalho) e que esse processo mais gradual ajude. Os miúdos são muito resilientes e acho que depressa se vão habituar a esta nova realidade. Não quero acreditar que as imagens que vimos de uma escola em França ou o pessoal todo equipado como se num hospital trabalhasse, até de luvas postas, sejam replicadas. As crianças não podem ser enjauladas e separadas, nem o ambiente numa creche pode ser tão assético ao ponto de não permitir o que de mais básico tem de existir: contacto. Muitas das regras que li são muito dificilmente cumpridas ou perder-se-á o lado humano e genuíno das interações humanas e com os pares. Prefiro acreditar que são apenas orientadoras/ideais mas não exaustivas e taxativas. 

Ainda não sei se as miúdas voltam em junho ou só em setembro. Vai depender de uma coisa: eu voltar ou não a ter trabalho. Sou trabalhadora independente na área de conteúdos de TV e os projetos em que estava pararam. Logo, fiquei sem trabalhar e sem receber. Se porventura voltarem em junho, também eu voltarei. Duvido, no entanto. 



E vocês? Como viveram este regresso, se foi o caso? Como correu? 

Quem tem filhos na pre, voltam em junho? Como se vão organizar? 


5.15.2020

Nunca se esquecem de lavar os dentes!

Se há coisa que nunca pode abrandar, nem mesmo em isolamento, é a higiene oral.
Por isso, as escovas cá de casa desafiaram a Isabel e a Luísa a explicarem aos seus amigos de que forma lavam os dentes. Se estas técnicas ajudarem os vossos filhos a verem no momento de lavar os dentes um momento divertido, missão cumprida.

À pasta e à escova, a Isabel já acrescentou o fio dentário e trata todos por “tu”. Claro que ajuda ser seguida por uma dentista que muito lhe ensina, mas não há nada como a rotina: às vezes até são elas que me a lembram da hora de lavar os dentes (parecem as miúdas que se sentam nas secretárias da frente e que estão sempre a corrigir a professora Grrrrrr).

Cá em casa começámos a usar toda a linha de higiene oral infantil da Jordan logo que surgiu em Portugal, desde as escovas, às pastas e ao fio dentário (a linha foi considerada produto do ano!) e nós, adultos, também usamos (não me dou muito bem com escovas de bambu e com as Green Clean consigo um compromisso que me agrada muito, estou fã).

Espero que se divirtam e que não tenham de fazer o pino para que os vossos filhos lavem os dentes: já vão perceber.

5.12.2020

3 horas que vão mudar (e MUITO) a vossa vida para melhor.

Já começo a chatear com as minhas temáticas, não ando? Eu sei! Mas não vejo como não divulgar coisas que nos possam fazer sentir melhor e mais felizes. É uma das coisas boas da internet. Isto não pode ser só ver Tic Tocs de gajas boas em cima de namorados todos tesudos e termos vontade de nos atirar de um terceiro andar... não é? 




A Eugénia que mudou a minha vida (cliquem para ler o post) vai dar uma Masterclass que queria partilhar convosco. Chama-se: Recomeçar - da preocupação à acção. 

Não sei se se identificam com isto, mas é muito frequente sentir-me inundada de preocupações e nem por isso tenho disponibilidade mental para pensar em soluções. Agarro-me às preocupações, ocasionalmente lamento a minha sina e, no dia seguinte, lá estão na mesma. O que a Eugénia propõe é que passemos à fase seguinte, à acção. 

Estou muito curiosa com esta Masterclass. A Eugénia é a minha psicóloga, tenho assistido aos lives dela na conta de instagram (sigam) e na conta de Facebook (sigam ;)) com muita atenção e tenho a certeza que estas três horas nos vão ser hiper úteis. Até para mais no contexto em que estamos. Aliás, aqui está o que ela explica: 



Esta crise da pandemia que vivemos veio desequilibrar-nos a todos. Medo, ansiedade, stress, angústia, irritabilidade, passaram a conviver diariamente nas nossas casas. 

Adultos e crianças, todos estamos a sofrer os efeitos do Coronavírus que veio pôr em causa a nossa sobrevivência e a forma como podemos viver.

Tenho falado com muito pais, educadores e pessoas com interesse no desenvolvimento infantil e estamos preocupados com o equilíbrio emocional de adultos e crianças. Mas, ainda que possamos compreender o que está por trás dos seus momentos de desregulação emocional, fazem falta formas de ajudar a regulá-las (às crianças e a nós adultos) de forma positiva para conseguirmos ultrapassar este momento de crise e recomeçar o melhor possível.

As neurociências têm vindo a revelar as relações entre o desenvolvimento do cérebro e a evolução do nosso comportamento, desde o ventre materno até à vida adulta. Ao perceber como amadurecem as diversas funções do cérebro conseguimos entender de forma mais clara o que está a acontecer dentro da criança e dentro de nós.

A psicologia aliada às neurociências ajuda-nos a reagir com maior eficácia e a criar fundações sólidas e estáveis para a Saúde Emocional, Mental, Social, Física e Espiritual.

Através de uma exposição simples e adaptada à linguagem dos pais, de reflexões guiadas e exercícios experienciais práticos, esta Masterclass apresenta algumas chaves que facilitam a compreensão dos pais em relação aos comportamentos difíceis dos filhos e sugere formas de abordar, reagir, conectar-se, conter e conduzir ao reequilíbrio emocional das crianças.

O meu objectivo é que o maior número de pessoas possa ter acesso a esta informação, para que todos, crianças, adultos e sociedade em geral, possamos aproveitar para Recomeçar melhor.

SURPRESAS:
1- Encontro através da plataforma Zoom para esclarecimento de dúvidas – dia 17 maio das 14h às 15h (opcional);
2- Acesso ao pdf com o PowerPoint;
3- Como podemos utilizar a música para regularizar as nossas emoções e as dos nossos filhos – @Conto emCantado – Ana Amaro (mp4)
4- Técnicas de Respiração que ajudam a regular o stress e a ansiedade (mp4)
5- Meditação com Auto-Hipnose para ajudar a libertar os medos – reduzir o stress e a ansiedade (mp3)
6- Grupo secreto no Facebook – entreajuda, dúvidas e troca de experiências

Data: 16.05.2020
Horário: 14h-17h
Local: Online
Valor PROMOCIONAL da troca: 25 euros
Informações e inscrições: psimater.geral@gmail.com





5.10.2020

Adormeceu a soluçar com saudades da avó

E partiu-me o coração. 



Por um lado, tento imaginar que se estivéssemos emigrados também seria impossível estabelecerem contacto físico com os avós e a vida seguia. 
Por outro, sei que eles estão ali. E elas também. O meu pai sozinho há dois meses. A minha mãe tem um ecrã cheio de corações e máscaras do messenger a enfeitá-la. E o cheiro? E os abraços quentinhos? Elas sentem falta deles. Eu também. 

Eu achava que o pior já tinha passado, em termos de habituação, de mudança de rotinas. Psicologicamente, sinto-me mais estável até. Mas noto-as, nos últimos dias, mais desejosas de voltar. De voltar a ver os amigos, a escola (a Isabel pede-me - por favor, mãe! - para pelo menos ir um dia a esta escola, antes de mudar para a escola onde vai fazer o primeiro ciclo), os avós e os tios, as primas. Não é que estejam o dia todo a bater nessa tecla, mas de vez em quando descomprimem expressando a frustração de lhes terem alterado o esquema todo. 

Quando? Pergunto-me muitas vezes. Quando poderemos ver os meus pais e a minha avó? O máximo que aconteceu foi no dia 16 de março a minha mãe escrever na estrada, lá em baixo, "parabéns Isabel" e vir cantar os parabéns da rua. Ainda nem os visitei (mesmo mantendo distanciamento) por achar que dificilmente conseguirão manter uma distância de segurança. Que, por muito que lhes explique as regras, vai ser doloroso não poderem interagir fisicamente com eles. E quero protegê-los. E aos outros. 

Mas até quando? Também se perguntam isto? Até quando teremos de privar avós e netos ao que de mais precioso têm na vida uns dos outros? Até termos imunidade de grupo? Até encontrarem uma vacina? E haverá vacina para este vazio? Para acalmar os soluços da Luísa, que vêm normalmente à noite quando me pede para lhe cantar a música do Vitinho (a mesma que a minha mãe lhe costumava cantar quando a adormecia)? 

Acredito muito nesta necessidade deste isolamento (e os resultados estão à vista: fomos alunos bem comportados e estamos a ter boas notas). Temos de continuar a respeitar a distância, a higienização e tudo o mais, em prol de todos. Esta responsabilidade e consciência colectiva é bonita de se ver e traz frutos. Mas pergunto-me muitas vezes pelas lesões do coração. Nos colos vazios de netos, nas recém-mães sem rede de apoio, na solidão de muitos, que deixa mossa. 

Temos de dar mais colo uns aos outros, mesmo que de forma virtual. Palavras de esperança. Memórias boas, que havemos de repetir. Disse baixinho a Luísa: "está quase, um dia vais voltar a estar com a vovó". E vai.