11.01.2020

E actividades extra-curriculares em tempo de pandemia?

Há de certeza unicórnios por aí. E não só naquela loja que me faz querer drunfar a Irene sempre que passamos por ela (na verdade há umas vinte, mas posso estar a calar da Claire's ou da Note neste momento). Há de certeza famílias que escolheram actividades extra-curriculares fantásticas e que os miúdos adoram e que nem dormem de entusiasmo sabendo que no dia a seguir há Karaté ou Olaria. Não é o caso da Irene. 

Quando era pequenina, teve aulas de música e expressão corporal. Depois, quando o pai dela e eu nos divorciámos, não quis impôr que aos sábados também ele tivesse de fazer alguns kms para ter aquelas aulas pelo que ficaram em banho maria ou águas de bacalhau ou lá como for a expressão. Depois experimentámos aulas de bateria que, no início, tinha um interesse imenso e, depois, com o tempo lá foi ficando cansada das repetições. 


A Isabelinha e a Irene numa dessas aulas de música <3


Pelo meio houve duas ou três tentativas de aulas de natação mas, para dizer a verdade, não tivemos muita sorte com os professores e professoras (não eram muito pacientes com crianças e é isso que procuro em professores já que não ambiciono que a miúda comece a competir).

Cansei. Teve também aulas de ginástica que... tinham um espectáculo que queriam apresentar aos pais no final do ano e, então, privilegiaram os ensaios para o mesmo em vez de empolgarem os miúdos com actividades divertidas... Ah! E a última que estava a correr muitíssimo bem, também música e expressão corporal, foi pelo cano abaixo agora com a Covid. 

Agora que me apaixonei por uma nova modalidade (não revirem os olhos que já deve ter havido muita gente a falar-vos disto), quis ver se a Irene também se interessaria por ela. E...guess what? Está a correr muito bem!


Aconteceu mesmo irmos com as meias iguais e... sem combinarmos!! Juro! Ainda não moramos juntos porque "não há metro ao pé da minha casa e não sei quê" (desculpas).


O Fernando Alvim organiza de vez em quando umas coisas fora de série como, por exemplo, o Padel para Nabos. O Miguel (o rapaz por quem estou apaixonada - é o mesmo de há uns meses, tem-se portado bem) e eu aceitámos o convite e, desde aí, estamos viciados. 

Começámos a ter aulas com um casal amigo nosso e acertámos à primeira no professor: Francisco Dias (vale a pena abrirem o instagram, não somente por ser um bom professor... não me posso esticar muito mais que isto). 


O rapaz aqui estava a levar com sol na cara, mas prometo que não lhe falta o olho direito. Até porque não teria sido tão bom jogador de ténis antes, digo. Quer dizer, o ser humano surpreende...


Além de ter uma paciência enorme para nós (adultos) que temos treinado semanalmente com ele no W Padel Country Club (fica no meio de Monsanto, nem vos consigo explicar o quanto não quero voltar para dentro de pavilhões e ginásios para fazer desporto e não só por causa da pandemia), ele é também o coordenador do ensino de Padel para os miúdos (deve haver uma maneira mais literada de dizer isto, mas não sou da área, borrifei!). 

Também há campos cobertos, não se ponham com coisas das constipações e tal e pandemias ali não há que o ar está mais ventilado que a minha cabeça quando surgiu a puberdade. E... se não forem daqueles pais que ficam em cima dos miúdos a observar a aula toda (eu), têm ali um bar... maravilhoso para arejar as ideias.


Espetei a Irene nas aulas da idade dela, comprei-lhe uma raquete ali naquela loja que tem "Tudo para o Desporto" (wink, wink) e nem imaginam a diferença que tem feito a vários níveis na nossa vida. Primeiro, obriga-nos a quebrar a rotina do final de tarde e fazer algo que a diverte, que a entretém e que ainda socializa com outros miúdos fora da escola. Depois porque através de várias brincadeiras (o Francisco é hiper criativo) os miúdos estão muito longe de treinar apenas Padel. Treinam motricidade, sim, mas treinam muitas outras skills sociais também. Saber lidar com o serem capazes ou não serem capazes, descobrirem a sua não/muita competitividade e também - no caso da Irene, muiiiito útil - respeitarem mais uma autoridade fora da família que lhes dá orientações. 

Sai exausta, sai calminha, sai pronta para jantar (deixo o jantar pronto antes de sair de casa), por isso é banho, comida e dormir. 

Quero tanto que ela aprenda a jogar... um dia será minha dupla no Padel - o Miguel terá de lidar com os ciúmes. 

Já experimentam Padel? Que actividades fazem os vossos miúdos agora durante a pandemia? 


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