A mãe que eu quero ser
A mãe que as minhas filhas vêem
não são a mesma.
A mãe que eu acho que sou, está cheia de "ses", cheia de "tenho de" e "devia". Tem culpa debaixo da pele, tem medo de estar a errar, grita muito e não dá tudo o que poderia dar.
A mãe que eu sou quer ser outra mãe muitas das vezes.
A mãe que eu sou quer ser outra mãe muitas das vezes.
Mas, nos momentos mais lúcidos, vejo que a mãe que as minhas filhas vêem em mim é mais do que suficiente. Elas não me julgam como eu me julgo. Não me apontam dedos, nem exigem que eu seja o que não sou. Olham para mim com olhos cheios de ternura. A Isabel desenha-me sempre que faz desenhos e diz-me que eu sou linda. A Luísa corre-me para os braços e aninha-se a pedir maminha. Sorriem-me com a boca e com os olhos. A Isabel apanha flores para me pôr no cabelo. A Luísa vai pôr cuecas minhas ao pescoço, como se fossem colares, para me fazer rir. Elas adoram-me.
Eu basto-lhes.
Eu basto-lhes.
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Susana Cabaço Fotografia Site aqui. |
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