9.15.2017

Coisas que só sei aos 31

Olá, chamo-me Joana Gama e nasci no dia 17 de Setembro de 1986. Faço neste domingo 31 anos e aprendi algumas coisas giras que quero partilhar com vocêzes (imaginem que eu tinha andado a escrever durante 31 anos "vocêzes" e que ninguém me tinha corrigido): 


- A idade não passa de um número 

Isto não quer dizer que ande aí com um rapaz de 16 anos agora ou com um senhor de 60. Simplesmente me tenho vindo a aperceber que, independentemente da idade, há pessoas que surpreendem. Há pessoas mais novas que têm muito para ensinar e o contrário também. 

- Menos jovem não significa menos bonita

Acho que não me estou a convencer disto por ter medo de envelhecer. Acho genuinamente que estou a ficar "melhor" com a idade. A felicidade é a melhor maquilhagem que podemos usar e, mesmo cansadas de tanta coisa depois de sermos mães, o que se transforma em nós é muito mais positivo que outra coisa. 

- Quando nos irritamos com algo o problema é nosso

Sou muito intensa. Há muitas coisas que me enervam, mas isso não passa de um problema meu. Com tempo vim a aperceber-me que o enervamento é algo que nos liga às coisas más e que nos estraga os dias. Percebermos porque é que nos enerva, tentarmos resolver dentro de nós (ou resolver a coisa em si) é fulcral para ganharmos felicidadji  - "ah, felicidadji". 

- Ninguém vê assim tanto os pêlos em nós

Lembro-me de passar Verões inteiros, com uma pinça, depois da depiladora, a retirar os pêlos perdidos pelas pernas e virilhas. Só nós olhamos a esse pormenor. Acho que isso se percebe aos 30 - além de não termos tempo para esse grau de obsessão. 

- Está mal se não ouvirmos música

Eu sabia que precisava de música para viver e estava certa. Nas fases da nossa vida em que nos desligamos de ouvir música que gostemos é porque estamos perdidos. A música possibilita uma dança interior que nos leva a sentirmos romance por nós mesmos. Crucial. Se há segredo para "comer" auto-estima, creio que seja com música (e cabeleireiro haha). 

- Ser mãe não nos tira do mercado

Hell no. Honestamente, parece que ninguém se importa com isso a não sermos nós. É bom vir a saber disso. 

- É tão bom ir dormir cedo

Claro que também precisamos daquelas noitadas só para sentir que podemos ou conseguimos, mas nada como uma noitezinha em condições de sono, mais do que esborrachar 100 euros na Zara mais próxima. 

- Deixar as coisas fluirem

Não vale a pena pedir justificações, pressionar para modos de ser diferentes,... As pessoas fazem o que sentem que querem ou o que querem. Ouvindo e vendo os outros conseguimos deduzir as respostas que precisamos para saber onde colocar aquela pessoa na nossa vida (assim como vendo como reagimos e o que sentimos). 

- Se não gostas, tenta gostar

Há coisas que não dá para por fora da nossa vida por uma questão de timing ou impossibilidade prática. Não gostamos do nosso trabalho? Façamos por gostar. Concentremo-nos no que gostamos mais de fazer e façamo-lo apaixonadamente. 

- Não há tempo para tudo e ainda bem. 

Não há que nos sentirmos culpadas por não termos tempo para aquela pessoa que surge de vez em quando no nosso telefone ou facebook. Temos as nossas prioridades bem definidas e tanto nós como as pessoas que nos rodeiam já sabem que o tempo passa rápido e que não é por "má educação" que não se dá seguimento imediato ao "temos de combinar qualquer coisa". 

Aprendi mais coisas, mas os 31 também me ensinaram que não temos de dizer tudo logo, que pode ir surgindo, sem pressas. :) 


Achei que nesta foto estava com ar de quem manda nisto. 


Fotografia: The Love Project 

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Mas porquê? Parem lá com isso, senhoras!

SENHORAS MÃES, vamos aqui pensar todas juntas sobre um flagelo que tem atingido os nossos cérebros nos últimos anos (ou será meses?).

A Isabel tem 3 anos e meio. Mais coisa menos coisa. Isto é o que importa para quem não é pai ou mãe dela. A miúda tem 3 anos e meio. Tinha 3 anos quando tinha 3 anos e 1 mês. Terá "3 anos, quase 4" quando estiver a 2, 3 meses de fazer 4 anos. Quando muito terá 3 anos e 10 meses. 

AGORA 42 meses? Porquê?!! Mas está tudo tontinho? Ou é tudo doutorado em física quântica e consegue fazer contas em 4 nanosegundos? Deixem-se disso! Poupem-nos tempo e cabeça, que já não sobram assim tantos neurónios!



Ninguém, tirando uma mãe e um pai (ou vá um médico ou educador), quer saber ao pormenor quantos meses tem uma criança, a não ser que ainda não tenha 1 ano. OU, quando muito, até aos 2 anos. 24 meses. A esticar muitíssimo a corda, 36 meses. É o limite, minhas queridas. A sério. Parem lá com isso. :)

Roupa C&A



www.instagram.com/joanapaixaobras
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9.13.2017

O MEU melhor conselho para recém-mamãs.

É o que mais me apetece dizer quando vejo alguém com um recém-nascido ou alguém quase a parir. Depois lembro-me que, nessa altura, toda a gente se farta de dizer coisas e que nem sempre é bom  ouvir e, por isso, calo-me. Aqui leva comigo quem quiser (e, vendo por alguns comentários, quem parece não querer também - o que é esquisito e algo engraçado).

DURMAM!



Párem de usar aqueles minutos em que finalmente a cria vos dá algum descanso para ficarem a ver televisão e se arrependerem sempre que depois acordam. Párem de ficar agarradas ao telemóvel num sítio qualquer esquisito da casa enquanto eles dormem. Não se ponham a arrumar a cozinha. Esqueçam "aproveitar para por em dia...". Não.

Necessidades básicas primeiro. Façamos aqui uma revisão à pirâmide de Maslow (era um gajo, não dêem muita importância):



Isto quer dizer que o que está na base tem de ser o que satisfazemos em primeiro lugar e com mais atenção (a principal prioridade) porque depois não se consegue chegar a tudo o resto. Pensemos na dificuldade de respirar, por exemplo (que está no nível do sono), sem conseguirmos respirar em condições, pouco nos interessa a criatividade ou a intimidade sexual, digo (apesar de haver quem goste de coisas esquisitas na horizontal, hehe).

Em vez de nos estarmos a preocupar com o conforto de já termos a roupa passada (luxo para quem está cheio de tempo), temos primeiro de assegurar que não temos fome, sede ou... SONO! Ao fazermos batota nesta pirâmide sabem quem é que vai sofrer imediatamente? Vocês. A seguir a vocês? A criança. E nem vou falar do pai que independentemente do tipo de papel que desempenhe vai conhecer o nosso lado mais descompensado - ainda para mais se nos privarmos de sono quando podemos dormir.

Borrifem-se para o telemóvel na hora das sestas. Não interessa a televisão. Nada vos vai saber tão bem como uns minutos para se curarem um bocadinho. Depois até vão conseguir brincar melhor com os bebés, ter mais paciência e até conseguir, se calhar, passar a roupa com ele acordado por terem conseguido pensar numa solução criativa para o entreter.

Durmam.

Já temos desafios que sobrem para esta fase em que tudo nos parece cair ao colo por causa daquilo que o colo do nosso útero (ou barriga) deixou passar cá para fora, não dormir é só complicar desnecessariamente. Obriguem-se. Forcem-se.

Pronto.

Assinado:  A pessoa que se fartava de ver séries de Trash TV na hora de sesta ou a levar o telemóvel para o quarto e ficar 70% do tempo a ver feeds de Facebook e Instagram.



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