Nós crescemos com rádios no quarto, não foi? Ou, então, com os restos da aparelhagem dos nossos pais que eles já não usavam... ou ainda aqueles panelões que davam para por um cd e eram altamente portáteis, os rádios de praia...
Quando dei por mim, a Irene pertence a uma geração que não tem nada disso. Que, para ouvir música, tem que a ver também (youtubes e afins). Assim não dança tanto, não faz aqueles videoclips imbecis que nós fazíamos a cantar ao espelho com uma escova de cabelo na mão. Não sou particularmente saudosista, mas a Irene tinha de ter música no quarto. E agora tem.
Agora quando acaba de tomar banho ouvimos "Não há estrelas no céu" ou "Solta-se um beijo" ou "Balancé" ou os D.A.M.A com as músicas que ela apanhou na rádio e não deixou de as cantar. Dança nua em frente ao espelho, cantamos as duas enquanto a visto no trocador ou fazemos brincadeiras na cama com o ritmo...
Tudo isto com uma coluna de meia leca que comprei na FNAC a menos de 30 euros. Ligo por bluetooth (aquela palavra que nos cuspimos todas a dizer) o meu telemóvel, fica no móvel lá em cima e os minutos da música são nossos, para ver outra coisa que não sempre a mesma porcaria de vídeos.
Comprei também um adaptador para a coluna ficar ligada à tomada e não a um computador quando precisasse de carregar. Excelente compra. Sim, estou a dar-me uma palmadinha nas costas.
Vocês têm música no quarto deles?









