5.18.2015

Farta de mim!

Eishhhh não tanto quanto está o meu marido farto de mim. Para quem não saiba, passamos praticamente 24h por dia juntos há um ano e meio. E eu, sendo uma pessoa extremamente comunicativa, parece que, de vez em quando (tipo, sempre) lhe estou a gastar a paciência. A verdade é que, coincidência ou não, desde que o conheci, passou a ter o cabelo 5x mais grisalho. 'Tadinho.

Mas ele não é o único que está farto de mim. Eu também. A minha cabeça anda sempre a mil. A pensar em tudo a toda a hora, em várias coisas ao mesmo tempo. Coisas que estão a acontecer, que aconteceram, que vão acontecer, que deviam ter acontecido, que gostava que acontecessem, a que horas gostaria, etc. 

Canso-me imenso. Só de ser eu. Desde que tenho uma filha, não posso dizer que tenha piorado. É exactamente o mesmo como quando estou a trabalhar. Sempre a planear, sempre a gerir, organizar, ter que parecer divertida, mesmo nos dias em que não estou (faço rádio). 

O que piorou e muito é a questão de estar sempre a desenvolver teorias. Nunca, nunca, nunca elaborei tantas teorias para nada. 

Já não me posso ouvir com as mil e uma razões que já arranjei por ela não dormir em condições, não comer em condições, para quando não mamava em condições, para fazer birra ocasionalmente, para ter uma mancha na pele, para gostar mais daquele brinquedo, para não querer beber água, para rejeitar o biberão. 

Quanto mais me informo mais chata me torno e com mais teorias. 

Mudo de teorias como quem põe um soutien para lavar (não se põe todos os dias, certo? - se calhar sou eu que sou badalhoca). 

Queria que, em vez de teorias, houvesse certezas. a Mãe é que sabe mas, às vezes... não sabe nada, vai é por tentativa e erro e erro e erro e depois, quando acerta, muda a fase. :)

O que eu gostava de ser uma dondoca.

A sério. Não me importava de ser uma dondoca. Mas uma dondoca que dispensa babysitter. Só ("só"...) me tinham de tratar de tudo o resto: passavam a ferro, faziam as refeições, iam às compras, estendiam-me a roupa, limpavam-me a casa e eu só passava tempo com a minha filha. Nas sestas dela, lia uns livros e via umas séries, para não embrutecer muito, e de resto, dava-lhe comida, banho, brincávamos, beijáva-lhe os pézinhos e os refegos das pernas e adormecia-a, depois de uma história. Os meus pais tinham um banco, que não fosse apenas de cozinha, e eu só passeava, comia petiscos, fazia exercício, ouvia música, lia, dançava e ia à praia. Era só ("só") mãe.









Adoro estas fotografias das duas a dançar na água. E também gosto muito das que se seguem. Pelos pêlos nas pernas já devem ter percebido que não sou eu. Se bem que, às vezes, até podia ser.







São imagens destas que revisito muitas vezes durante a semana, quando as saudades me corroem. Era isto. Todos os dias.

Há por aí mais "dondocas-wannabe"? :)

5.17.2015

Karma is a bitch.

Eu sou gozona. É verdade. Quando acontece algo engraçado aos outros, mesmo que na altura eles não consigam rir em relação a isso, lá estou eu. A rir. A gargalhar-me toda como se não houvesse amanhã. A mandar bocas...

... mas ai de que façam o mesmo comigo (clássico!)


No outro dia escrevi um post a gozar com o meu marido e com o grande acidente que ele teve com cocó. Da Irene. Achei que talvez fosse melhor especificar. Eu costumo brincar a dizer que ele é velhote. E é um bocadinho, mas não ao ponto de ter problemas de "soltura" (refiro-me a não controlar quando faz o número 2). Se quiserem ler sobre isso (o acidente de cocó da Irene e do meu marido e não sobre problemas de soltura), cliquem aqui



Ora, o que é que aconteceu hoje? Hoje sim,  foi mesmo para me calar. 

Estavam cá os meus queridos sogros a almoçar, fui por a Irene a fazer a sesta da tarde e, como estava muito calor, faço como tenho feito e ponho-a a dormir só de fralda. 

Passado uns minutos de estar calada, chamou-me: "mamã, mamã". Fui. Fui e cheirou-me muito a cocó. Pensei: "eu sou preguiçosa para mudar o caixote das fraldas, mas não a este ponto". 

De repente, no escuro, apenas com a luz que passa entre os buraquinhos do estore, vi uma nódoa enorme no lençol. Pensei: "É o ursinho, por momentos parecia cocó". 

Olhei para a Irene e estava completamente nua. E aí chamei a minha sogra. Eu que não deixo que ela arrume a minha cozinha porque sinto que as pessoas que vêm cá almoçar não têm que fazer limpezas, naquele momento sucumbi: "CELINAAAAAAAAAAAAA!".

Houve um festival do cocó. Mesmo assim melhor que muitos festivais que por aí andam. O que é um festival do cocó? Pois, a Irene abriu a fralda - o ano passado eu punha-a-a dormir assim, mas ainda tinha a capacidade motora de um tacho - brincou com o cocó, atirou o cocó às paredes, comeu provavelmente um pedaço de cocó,  visto que estava suja na boca (blergh), tinha cocó pelas pernas abaixo (ou acima, como preferirem), na única semana que o colchão dela não tinha resguardo, claro que o colchão ficou todo coiso... 

Estão a rir? É. Ai que giro! Eu também me ri quando aconteceu ao Frederico (grande nome, não é?). E agora, olhem.

Em jeito de Óscares ou Globos de Ouro (que não fui convidada, mas por que haveria de?) queria agradecer à Irene por ter feito cocó (é sempre uma festa), mas principalmente à minha sogrinha por me ter ajudado neste momento tão difícil. 

Ela, basicamente, tirou-me e à minha filha da mer**. 

Já houve um festival destes para esses lados? Fica a dica.