Era
agarrar nela e enchê-la de beijos. Tem um íman qualquer, uma aura,
sinto uma empatia com ela que nunca senti com nenhum médico. E não é por
conhecer o meu pipi melhor que ninguém, cruzes credo.
Gosto tanto dela que me vieram as lágrimas aos olhos quando a vi na consulta de ontem, quase um ano depois da última vez.
Ela é a maior, senão vejamos:
- foi ela a primeira pessoa que soube que eu estava grávida e se emocionou comigo
-
disse-me, já mais do que uma vez, que eu tenho um colo do útero lindo
(1-0 para o meu marido que nunca se saiu com este elogio)
- foi ela que veio no dia do meu internamento da Alemanha e mesmo assim me fez o parto às tantas da manhã
- fez parte do dia mais importante da minha vida
-
ao contrário do que se diz (que as enfermeiras é que fazem tudo), ela
esteve lá sempre a puxar por mim, a passar-me boa energia e foi ela que
me fez o parto, o corta e cose e me fez sentir especial, dizendo que
aquele papel me assentava muito bem
- sempre foi super cuidadosa e delicada comigo
- elogiou-me duas vezes ontem a minha aparência física e reparou que eu estava mais elegante do que quando engravidei
- tem uma paciência enorme para mim, explica-me tudo muito, muito bem
- fez-me sentir normal com os meus saquinhos de chá e ainda nos rimos à conta disso
- é gira e tem um sorriso bonito e afável
- toca saxofone
- é vegetariana
Não é nada vegetariana nem toca saxofone. Pelo menos que eu saiba.
Palavra
que me apeteceu dizer que gostava muito dela, que vou falar dela à
Isabel, que lhe estou muito grata e que ela é óptima naquilo que faz.
Que confio nela a 100% e que vamos estar juntas nos dias mais felizes da
minha vida. Faltou-me a coragem, não quis ser groupie. Mas no fundo,
acho que ela sabe. Espero que sim.