3.13.2015

Cheia de dores!

Gosto muito mais de vos escrever (ou tentar) coisas engraçadas, mas assim torna-se complicado. 

Temos tido noites para esquecer. Não por acordar muitas vezes mas porque agora se arma em fina e não adormece na maminha, rejeita a maminha até. Ando cheia de nervos à conta disso e, pior, cheia de dores. 

A Irene não é propriamente a coisa mais leve do mundo (não fosse ela filha dos seus pais) e estar a pegar nela ao colo enquanto lhe conto estórias durante meia hora durante a noite e ainda amamentá-la em pé (porque quando me sento ela faz birra), não é a melhor coisa de sempre para os meus pulsos, antebraços e costas. 

Como se já não chegasse estar privadinha de sono...  

Dantes tinha estas dores quando me armava em campeã e fazia muitas piscinas ou quando recomeçava o ginásio e, feita parva, dava tudo por tudo. Obviamente que desistia logo nessa semana por não conseguir mexer-me. 

Prefiro ser gorda a ter dores. 

Agora sou gordinha e tenho dores por causa da minha gorda.

3.12.2015

Quem é que já é grande?

Eu. Demasiado até. Nem me quero pesar. Acho que substituí o meu vício em bolachas e tabaco por frutos secos e o pior é que nem gosto assim tanto de frutos secos.

Decidi passar a Irene para a banheira grande. Estava sempre a tentar por-se em pé na de plástico e estava a tornar-se cada vez mais difícil não haver acidentes e não me aleijar com a força enorme que tinha de fazer (já para não falar da logística de ir buscar a toalha enquanto a seguro ao mesmo tempo, etc.). 

Depois da paranóia do "com que detergentes lavo a banheira que não quero que ela fique com o pipi cheio de irritações e afins", lá consegui sentá-la comigo na banheira e tomámos o nosso primeiro banho juntas. Ela estava cheia de medo. Coincidiu tomar banho com ela no primeiro dia de banheira grande e agora, olhando para trás, que bem que fiz! Senti que ela se "agarrou a mim" para não ter medo. Senti-me muito mãe em conseguir descansá-la e até fazer com que ela se conseguisse divertir passado pouco tempo. Foi muito gratificante e uma experiência a repetir. Fiquei toda apaixonada o resto da noite. Com um sorriso que não saía nem por nada. 

Agora toma banho na banheira grande. É chato para encher, mas também ainda não encho muito com o medo que se afogue, sei lá. Hoje foi o primeiro banho sem mim na banheira grande. Ela adorou. Sem medos. Tinha os bonecos dela. Tinha a mãe e o pai (porque a mãe queria tirar fotografias e não ia deixar a miúda ali sentada sem ter ninguém para o pronto-socorro, sim sou algo galinha) a olhar para ela. 

E até consegui lavar-lhe o cabelo com o chuveiro. Acho que adorou. Senti que foi o primeiro banho que lhe dei a sério. Que consegui esfregar o que queria como queria. Agora vai passar a andar muito mais lavadinha e não só lavadinha "com a mão direita". 

Amo-a tanto. E o banho sempre foi o meu segundo momento preferido dos nossos dias juntas.


Eu sei o que estão a pensar: "Eish um post do banho só para por a miúda a agarrar uma embalagem de gel de banho da marca da qual é embaixadora?". Epá, juro que foi ela que foi buscar a embalagem. Mesmo. Aliás, nada na nossa casa de banho foi minimamente pensado para a fotografia como vão perceber depois pelas manchas de humidade no silicone altamente visíveis no contorno da banheira e o facto de eu não estar vestida com uma roupa maravilhosa, mas sim com o meu pijama do Auchan. 


Tenho ou não tenho uma das bebés mais lindas do mundo? Dá ou não dá vontade de lhe apertar a cabecinha entre as maminhas e de lhe dar uns carolos? Se calhar é só a mim. E ainda bem, porque se uma de vocês fizesse isso, levava tareia. Não de mim que tenho tanto jeito para andar à tareia como para esconder a minha papada como se vê na foto seguinte (e aí estão as manchas de humidade). 


Agora que já vi o quanto é agradável dar banho na banheira grande, no próximo filho vou passá-lo assim que ele já conseguir sentar-se bem. 

Agora anseio todos os dias pela banhoca.

Mães esmeradas, enfiem-se num buraco

A sério. Há por aí mães muito, mas mesmo muito esmeradas e mais vale nem entrar em competição com elas. Acho até um crime desfazer estes lanches e almoços e a verdade é que a velha máxima de que os olhos também comem nunca fez tanto sentido.
Uma mãe de 5 filhos (neste site) prepara-lhes, todos os dias, estes manjares e ainda manda mensagens e adivinhas em bilhetinhos. Acho que se fosse criança iria estar todos os dias em pulgas para chegar à hora das refeições e, como mãe, sinto-me inspirada para tornar a hora da paparoca divertida e entusiasmante, sem o recurso a tablets e afins. Haja tempo, haja criatividade, haja dedicação.

 
Que maravilha!