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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Três coisas que as futuras Mães têm mesmo de saber.

Isto cansa.

A tosse e o ranho à noite são do pior que há.

Não há tempo para tudo. Ponto final.


Isto cansa.
Não é novidade mas há gente com tão boa cara por esses trabalhos, nesses restaurantes, nessas fotos de Facebook que uma pessoa às vezes acha que nós é que somos fraquinhas, ou queixosas, ou que os nossos bebés é que são muito exigentes. Sim, nem toda a gente tem o mesmo nível de resistência, há gente mais forte e mais optimista, mas caraças se isto cansa! Ser mãe todos os dias cansa, não dormir bem cansa, não poder ter um dia só para pizzas e filmes no sofá cansa, ter a cabeça tão ocupada e tão cheia de tudo cansa.

A tosse e o ranho à noite são do pior que há. 
Não dormem eles, não dormimos nós. É uma grande chatice, acabamos por dormir com eles no colo, inclinados, para ver se temos algum descanso mas ficamos com um braço todo dormente, transpiramos mais que dois canos rotos e quando o dia nasce parece que fomos atropelados por um camião cheio de tomate. 

Não há tempo para tudo. Ponto final.
Ah! Claro, estavas à espera do quê? Epa, estou sempre à espera que a capa me faça voar. Continuo a pôr a fasquia upa upa, a achar que se pode perfeitamente ter a depilação feita (nem que seja com a gilete a cortar-me as pernas todas), as camas feitas, os banhos, os posts, a vida social e ainda fazer comida saudável com pesto e manteiga de amêndoa à mistura, um DIY, umas fotografias, ir buscar as encomendas, responder às leitoras e a emails profissionais e no meio disto ir às compras, levar e buscar uma e brincar, dar mama e estar atenta à outra. Esqueçam. Não há tempo para tudo. Não tentem sequer. Escolham, estabeleçam prioridades. O resto faz-se, noutros dias. Ou nunca. E não faz mal. PACIÊNCIA.

Este vai sem "mas vale muito a pena", que isso já todos sabemos.

Pau Storch na apresentação do Pequeno Buda da Iswari

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terça-feira, 9 de maio de 2017

Andamos todas "a mil".

É o que eu sinto. Quando não andamos a mil, estamos mais caladinhas e com algumas saudades de andar a mil e quando andamos dizemos, a maior parte das vezes sem reparar, que andamos "a mil". 

Pela forma da minha cabeça funcionar sinto que desde sempre - que "ando a mil". Antes de ser mãe andava a mil, quando não andava a mil fazia por isso, estranhava quando andava, quando andava queixava-me e depois tinha saudades de andar a mil. 

Andar a mil é agora. Andar a mil é trabalhar, dar o nosso melhor no trabalho, mesmo que estejamos a mil a pensar no resto do dia e fazer o máximo para que no resto do dia não pensemos no trabalho que deveríamos ter pensado enquanto lá estávamos. 

Andar a mil é ter a miúda no banho, pensar no jantar, aproveitar para por umas roupas na máquina e ir arrumando os brinquedos enquanto ela come a maçã. Andar a mil é ter mails para responder, telefonemas que ainda não fizemos mas que não nos saem da cabeça (e não são assim tão importantes), cafés para tomar, conversas para por em dia e uma camisola demasiado pequena para trocar no centro comercial. 

Andar a mil é querermos ir fazer a depilação, nunca conseguirmos, fazermos com gilette, usarmos vestidos durante uma semana e voltarmos às calças na seguinte. Andar a mil é protelar tirar a maquilhagem e às vezes até dormir com ela. É chegarmos sempre a horas, mas com um esforço enorme para não estarmos sempre a apressar-nos. 

Ando. 
A.
Mil. 

Vou a andar ainda mais. 

Gosto, canso-me e depois estranho. 


Temos de aprender mais com eles. Fotografia de 13/01/2016 deste post.


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Ela está cansada e doente e quer a mãe, mas a mãe tem ir trabalhar

Sábado à tarde, a Irene começou a ter algumas secreções nos olhos. Achei que podia ser conjuntivite mas, para ter a certeza (além de ter enviado mensagem à pediatra), fui limpando com toalhitas próprias para os olhos. 

Nessa noite teve febre. Sempre mais nervoso para nós por causa da possibilidade de convulsão. Pareceu ficar tudo bem. Não ficou. Segunda fomos ao hospital e tem uma infecção respiratória, continua com febre e já passaram mais de 72 horas. 

Hoje devemos ir à médica dela (à espera de resposta) para reavaliar. 

Aqui pelo meio são três noites em que nenhuma das duas descansa. Ela toda entupida, com alguma tosse, com febre e depois a deixar de ter. Eu, com as barreiras da cama a espetarem-se-me nas costas, cheia de pontapés dela nas costas (confesso que até tem um lado agradável porque sinto que estou a dormir com a minha filha), preocupada com medir febres, assoar narizes, dar água, dar mama, dar mama, dar mama, dar mama. 

E no dia seguinte, o sol amanhece ignorando tudo o que aconteceu, como se fosse um dia normal para o mundo. Lembro-me dos primeiros dias de vida da Irene em que o medo da noite e o cansaço aliviavam só por saber que finalmente havia pessoas a viver a sua vida lá fora. Agora o sol significa que passou mais uma noite em que nenhuma das duas descansou e em que ela continua com febre. 

Acordei sem paciência porque ela estava a fazer um drama por causa de um ganchinho. Dei-lhe 200 ganchinhos, mas queria o único que não havia. Fez drama porque não queria que eu fosse tomar banho, não queria que eu fosse trabalhar. Ainda consegui ter um laivo de sanidade e dar-lhe miminhos antes de sair. Ela está cansada e doente e quer a mãe, mas a mãe tem ir trabalhar (mesmo que depois esteja a escrever um post no blog). 

Chego ao trabalho, com um ar terrível e perguntam-me o que se passa. Digo que tenho a filha doente e, a mãe que sai do outro carro diz "pois, isto anda péssimo, ontem à noite o meu filho vomitou imenso por causa da tosse". 

Estamos preocupadas, cansadas, até parece que também estamos doentes, mas temos de continuar a abrir o estore quando o sol nasce e ser mais uma daquelas pessoas que "vive a vida lá fora", apesar de termos os filhos doentes e o nosso corpo a gritar por sono.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Sou um perigo, pá!

A Irene tem andado a dormir muito pior desde que ficou entupida e com tosse (é normal, claro). E, como já tenho vindo a reparar (e a minha mãe me confirmou), as mães, nestas alturas, ganham uma força e poder incríveis em que parece que o cansaço passa para último plano.

Quando eles ficam melhores é quando bate. Pelo menos é o que me está a acontecer assim. 

Esta semana, que tenha notado (o problema é esse), fiz duas coisas que nunca tinha feito antes na vida: 

- Deixei as portas do meu carro totalmente abertas e fui para casa - teve depois de uma vizinha fofa tocar à campainha para me avisar.

- Deixei a chave de casa na porta...

E isto foi o que eu reparei....

Também andam todas carcomidas por aí? 

Outra gira que já me aconteceu aqui...