4.10.2018

A quem achou triste que eu andasse a "pedinchar" para casar...

Não tenho palavras amarguradas para vos dizer. Não fiquei triste, nem sentida, nem zangada, ao contrário do que provavelmente esperavam que me sentisse, quando leio comentários a um post que julguei que fosse despertar só sentimentos positivos.


O casamento era um sonho meu, sim, só meu. Até que começou a ser um plano dos dois. Dele para me agradar (e porque, convenhamos, não iria propriamente para a forca) ou dele porque me ama e me quer ver feliz ou dele porque afinal passou a fazer sentido ou dele porque quer ir de lua de mel (ahah, pensam que eu não sei, o que o sono faz às pessoas...). O que quer que o tenha impulsionado a querer casar, só a ele e a mim pertence. Percebo que achem que nos conhecem porque venho aqui partilhar umas coisas, que quisessem pintar diferentes cenários, que construam novelas mexicanas (em que até me ouviram a chorar desesperada a dizer que ou casava ou lhe punha as malas na rua, enquanto emborcava 30 comprimidos), que sintam que têm de opinar mesmo que corram o risco de poder melindrar ou magoar alguém, porque vos sabe bem ter opinião (e sentem que têm poder e liberdade), quaisquer que sejam os motivos, não vos vou julgar como vocês fizeram. Deixo-vos o texto emocionado que lhe escrevi quando estávamos a caminho de casa, depois de um fim-de-semana maravilhoso em família. E desejo-vos, sem qualquer segundo sentido ou ironia, que caso ainda não tenham tido esta sorte, um dia sejam amadas por alguém como eu me sinto por este homem.



"Casava aqui, meu amor. Com os teus, os meus, os nossos. Com estas cores, estes cheiros, uma cadeira de cada nação, migas nos pratos, flores campestres e miúdas descalças. A bem da verdade, contigo caso em qualquer lado. A bem da verdade, já sou casada contigo há quase 9 anos (mas tenho de dizer isto baixinho, senão tu dizes que tinhas razão). Quero a festa. Quero a celebração. Quero o simbolismo. Quero mais um dia inesquecível ao teu lado e junto dos nossos pais, tios, irmãos e melhores amigos. Nada muito ensaiado, nada muito elaborado, para que nos sintamos em casa. Merecemos. O nosso amor merece vinho, merece dança, merece sorrisos.
Mal posso esperar. Obrigada por alinhares nesse dia comigo, ainda por cima no ano em que tudo acontece e em que temos mais papos nos olhos e cansaço acumulado. Vai valer a pena! (Já está a valer a pena desenhar o dia contigo)."

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Terra do Sempre: um fim-de-semana em família mais que perfeito!

Já estava na minha lista há muito tempo. Em Grândola, a pouco mais de uma hora de Lisboa, havia um sítio a que desejava ir há já uns três anos, pelo menos: a Terra do Sempre. Tinha visto fotografias da Rita Ferro Alvim e da Isabel Saldanha por lá e ainda questionei se seria graças ao dom das fotógrafas que tudo aquilo parecia idílico. Mas não. Testemunhámos, por nós, a leveza de um turismo rural despretensioso, simples, acolhedor e muito, muito familiar, onde nos sentimos em casa. 

Dos passeios pela quinta da Gertrudes, onde as crianças podem alimentar os patos, os coelhos, o burro (viram um cisne recém-nascido e um gato com 3 dias, um amor!), ao cinema projectado numa tela depois de jantar (enquanto os pais conversavam e ouviam histórias de viagens por Moçambique, África do Sul e Marraquexe, que a Bárbara tão bem descreve - sigam o site Terra do Sempre em Viagem, que lançou agora!), ao quarto que nos devolve a capacidade de sonhar: ficámos no Mil e Uma Noites (há o Alice, Peter Pan, Romeu e Julieta, Tom Sawyer, Robin Hood e E Foram Felizes Para Sempre), seja na casa principal, na casa agrícola ou em cabanas de madeira sobre estacas: tudo  é simplesmente luminoso, harmonioso e despojado.

Só há uma televisão e fica na sala comum, onde também há um piano, livros e quadros. A sopa de entulho da Gertrudes estava daqui (a Luísa quis mais e mais). As panquecas, deliciosas. Os baloiços de madeira e a casinha na rua para eles brincarem. Aquela família, que se vem sentar à mesa connosco, uma maravilha de escutar (em calhando, o Pedro vai de férias com os 3 filhos para a neve - ouçam bem isto e registem para quando o vosso marido disser que lhe custa ir sozinho com a miúda ao... supermercado ;) ). Aquele ambiente põe-nos a fazer amigos como eu pensava que só as crianças faziam (olá, Eduardo, olá, Sofia!). A piscina fez-me sonhar com mergulhos em fins de tarde quentes, no verão. Sim, vamos voltar, digo-o com toda a certeza. 

Aproveitámos que estávamos perto e fomos até ao Badoca Park e foi muito giro, mesmo tendo apanhado um bocadinho de chuva que mal se notou. (Podíamos  também ter ido até à praia do Carvalhal, por exemplo, a 20 minutos...). Sábado à noite janta-se por "casa"; à chegada e de partida, fomos a Grândola e ficámos igualmente bem servidos: no Espiga (que migas de espargos de babar!) e no Taberna D'Vila (a trouxa de morcela e maçã para entrada é... tenho de parar com esta descrição e meter-me nos batidos verdes JÁ!).

A sério, dêem-se ao luxo de marcar um fim-de-semana na Terra do Sempre, assim que possam (caso tenham vaga AHAH), que vale mesmo, mesmo a pena. Só posso desejar muito sucesso a esta família empreendedora e sonhadora que fica nos nossos corações (a Isabel já perguntou pela Alice, a filha mais nova do casal, não sei quantas vezes...).

































































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