11.07.2015

Parceiras de gravidez?

Adoro estas coincidências!

Na primeira gravidez, quando fomos contar à cunhada que estávamos grávidos, houve um momento de mal-entendidos. "Mas a mãe já vos contou?" "Oi?" "Estás grávida, Raquel? Eu também!" Estávamos praticamente com as mesmas semanas. A Isabel e a Alice nasceram com um dia de diferença.

Desta vez, quando fui contar a uma amiga do coração, afinal estávamos as duas, com as mesmas semanas: oito. Estávamos num sítio público, rodeadas de amigos e conhecidos, e tivemos de conter um bocado o excitamento e a surpresa, mas acho que quem estivesse mais atento conseguiria topar a alegria e o comprometimento nas nossas caras. 

Adoro viver estas experiências com pessoas que me são tão próximas. Adoro ter uma amiga a quem enviar Whatsap ou mensagens cúmplices. Tirar fotos de barrigas discretas e, depois, de barrigões, juntas. Adoro!

Também tiveram parceiras de gravidez? ;) 

Grávidas de 14 semanas - mais coisa menos coisa - que vão parir em finais de maio, inícios de junho, que se assumam!



Reacção da Isabel quando soube que ia ter um mano.

Estávamos na casa de banho e tinha acabado de lhe secar o cabelo: "- Isabel, a mãe tem um bebé na barriga."

Foi a correr para o quarto. Pensei: "olha, para ela é igual ao litro". 

Voltou. Apareceu com o nenuco. Vi que me queria puxar a camisola para cima. Baixei-me. Levantou a camisola, meteu lá o bebé e baixou a camisola.

Hahaha. Foi isto. <3


Longe da vista, perto do coração

Esta expressão deve ter sido inventada por uma mãe. Ou por um pai. Quando estamos longe do ar que se respira, da força que bombeia o sangue pelo nosso corpo, do sorriso que nos alimenta a alma... parece que o amor pelos nossos filhos ainda se entranha mais no nosso coração. Ainda cresce mais. Como se isso fosse possível. A garganta fica seca, os olhos enchem-se de água salgada com mais facilidade e o coração bate mais acelerado. A palavra saudade tem poucas letras para um sentimento tão grande.

Não tenho sido uma mãe presente. Não nas últimas semanas. Deitei a minha filha uma única vez numa semana. Fui sempre espreitá-la ao quarto, em pezinhos de lã, mas desejosa, ao mesmo tempo, que me sentisse. Que soubesse que eu estava ali e que podia dormir profundamente. Que a mãe já ali estava, pronta a afastar os lobos dos sonhos. Chamou por mim todas as noites e eu, ao contrário do habitual, levantei-me prontamente e com um misto de felicidade por termos aquele encontro nocturno. Senti-la nos meus braços. Ver um sorriso - ou imaginá-lo - depois de balbuciar a palavra "mamã" e de se entregar ao calor do meu abraço. Senti-la a respirar fundo, com as festas que lhe fazia no cabelo e nas costas. Vê-la voltar a adormecer, descansada, ao chegar ao porto de abrigo. Ela tem sentido a minha falta. E eu a dela. Tanta, tanta, que me caem lágrimas ao escrever estas palavras.

É assim a vida. São assim os dias que correm e que escapam, como areia, por entre os dedos. Não foi sempre assim, não há-de ser sempre assim. A normalidade vai ser reposta.

Hoje, pai e filha rumaram a Évora. Já que eu ia estar a trabalhar, foram visitar os avós. Cheguei agora a casa e estou sentada no sofá, com o portátil no colo. Encomendei uma Pizza. Vou passar a noite sozinha, mas pedi-lhes que voltassem logo de manhãzinha. Vou aproveitar para descansar, dormir a noite toda, repôr energias e amanhã, amanhã será o dia mais feliz das nossas vidas. Vou fazer por isso. Todos os dias deviam ser os dias mais felizes das nossas vidas, alguns não o são, apesar dos nossos filhos merecerem. 

Hoje o meu coração é da minha filha, mas está também com todos os pais que, pelos mais variados motivos, estão longe dos filhos. Nem consigo imaginar as saudades que para aí vão e tão mais dolorosas que as minhas. Estamos juntos.

Às cavalitas do avô, que levou a neta, pela primeira vez, ao Cromeleque dos Almendres (devia estar felicíssimo!)

Coisa mais fofa da sua mãe <3


Batatinha da mãe.
* Obrigada David, por teres teres tirado estas fotos tão bonitas da nossa filha. Senti que estava aí, perto dela. Perto de vocês.