5.25.2015

a Mãe desbronca-se (#11) - A mala de bebé da Irene

Ora bem, eu tenho 0 de trend setter. Geralmente ninguém pergunta onde compro as coisas que compro, a não ser que seja com um ar de nojo. O que vale é que me casei com um tipo com sensibilidade artística e de bom gosto e, surpreendentemente, heterossexual. Daqueles que até é muito heterossexual, daqueles que dá gozo ver a beber uma cerveja, porque parece que o sabem fazer melhor que toda a gente.  Eu cá gosto.

Isto para responder melhor à pergunta da Paula Duarte. Paula, parabéns pelos bebés!!! :)





A Joana Paixão Brás é completamente diferente de mim, não vou revelar como era a mala da Isabel porque tem mais piada se for ela a falar sobre isso. No meu caso, optámos por gastar algum dinheiro (desnecessariamente) já que os avós fizeram o favor de oferecer quase tudo. 

Vimos esta mala algures e a história que nos vendem é que é feita "de pais para pais", portanto está tudo pensado ao pormenor para nos dar jeito. E dá, muito! Especialmente por estar tudo organizadinho e, portanto, é fácil de encontrar o que queremos. 

A desvantagem está em termos de arrumar tudo muito bem (o que leva algum tempo) e não ser muito gira. Mais uma vez, como foi o Frederico, consegui ficar longe das malas da Tuc-Tuc que eu tanto queria.

Chama-se Paca Pod. E chamam de pods àqueles compartimentos diferenciados dentro da mala, um para mudar a fralda (diaper pod) e outro para a alimentação que é térmico (para guardar o leite - seja ele de que tipo for).

Depois tem mais uns quantos compartimentos, mas nada de muita liberdade para atirar dois casacos e pares de sapatos. Eu usava o pod da alimentação para guardar outras coisas. Houve até uma altura que cheguei a tirá-lo da mala para ter mais espaço. Penso que assim o problema fique resolvido. 

O que acham? 



Está aqui a página do site para lerem mais, se quiserem. Eles têm malas mais giras, mas já eram muito além do orçamento que tinhamos para isto. Já nos sentiríamos um bocadinho estúpidos. 






Também querem fazer perguntas? Por muito boas ou estúpidas que sejam? Nós somos o Marcelo Rebelo de Sousa, dêem-nos um pretexto e não nos calamos durante horas. Passem por aqui e mandem vir essas questões.

Estou a ressacar!

Não, não me enfrasquei ontem, apesar de me ter deitado às 3 da manhã (Globos de Ouro, adivinharam). Estou a ressacar com saudades da minha filha. 

Ter meia dúzia de horas com ela sábado e domingo não chega. Hoje de manhã, estava eu ainda meia maquilhada na cama (ou esborratada), disse-me "olá", "mamã" e veio dar-me um abraço dos grandes. Ficou a olhar para mim, deitada ao meu lado. Vieram-me as lágrimas aos olhos. Pareceu-me mais velha. Ia jurar que tinha crescido de ontem para hoje. E não, mais uma vez, não tenho um pingo de álcool no sangue. Ontem não a vi depois da sesta, não lhe dei lanche, não lhe dei jantar, não lhe dei banho, não brinquei com ela, não lhe contei uma história, não cantei para ela, não a adormeci. Sábado também não. Custa muito. 

Não sei como conseguem, mães que trabalham por turnos, mães que trabalham à noite, mães que trabalham durante o fim-de-semana, mães que vão para o estrangeiro em trabalho. O que tem de ser tem muita força, eu sei. E quando se faz o que se gosta, o tempo passa rápido. Mas e as saudades? Hoje está a ser uma segunda-feira ainda pior que o normal. Estou a escrever na hora de almoço e quero ver se despacho tudo o que tenho para fazer o mais rápido possível para a ir buscar às 17h30. Hoje não pode ser o David, ou não me chamo Joana Paixão Brás.

Estou a ressacar de saudades da minha filha. E a engolir em seco, com os olhos marejados. Bem, concentração. Ao trabalho, ao trabalho!
Ah! E nao se admirem se amanhã não publicar nada de jeito por aqui. Hoje vou estar a curtir ao máximo a Isabelinha e depois vou dormir. Gosto muito de vocês, mas gosto (um bocadinho só) mais dela. E de mim.

5.24.2015

A última foto antes de ser mãe.

Vocês só me conhecem como mãe da Irene, mas antes eu era a grávida da Irene. Era uma menina que passou de ansiosa por engravidar, a ansiosa por estar grávida, a grávida e cheia de dores durante imenso tempo e, afinal, era só falta de uma vitamina, a grávida e prestes a ser internada (para parir, não por problemas de cabeça - ainda).  Adoro dizer parir. Parir. Parir. Parir. Já de parir, não gostei tanto.

Aqui a minha felicidade estava intercalada com dores agudas, contracções muito grandes. Tinha acabado de entrar, mas o Frederico tinha de ficar na sala de espera até eu estar com a epidural em ordem e deitada. Ele foi buscar o saquinho com a primeira roupa da Irene. Rimo-nos e chorámos na sala de espera. Ai, esperem. Acho que só eu é que chorei. 

Já andava há mais de uma semana a achar que era o dia. No dia, comecei de manhã a tomar conta das contracções com uma aplicação manhosa qualquer. E estavam, desde cedo, na "velocidade" certa para indicar que tudo iria acontecer. O problema é que depois paravam durante uma hora ou duas. Não sabia o que fazer à minha vida. 

Até foram lá duas agentes imobiliárias ver a casa e eu consegui ser simpática. Fomos para lá. Fiz o CTG, mandaram-me ir jantar, tomar um banho e voltar. Tomei o banho mais rápido de sempre, não comi nada de jeito, deitei-me no sofá a ver "As Desavergonhadas" (Sic Radical) com o Frederico enquanto gemia de dores e não aguentei mais. Supliquei para voltarmos. Já chorava. Ah! Esqueci-me de dizer que moravamos a 2 minutos de carro do São Francisco Xavier. 

Fomos. Fui logo atendida e logo internada. 

O resto não interessa que já contei. Se gostarem de histórias de partos demorados e traumatizantes, está aqui.

Esta foi a última fotografia antes de ser mãe. E adoro que tenha sido. Foi para mandar ao Frederico que estava nervoso por mim e que ainda não podia estar comigo.