Está aberto o casting. Durante este mês não vou a um, mas a três pediatras diferentes com a Isabel.
1. Vou dar uma nova oportunidade à pediatra da Isabel. É como um coming back, para ter uma última oportunidade de mostrar aquilo que vale (isto depois de, com a bebé internada com pneumonia, em dezembro, ter enviado uma SMS a desejar APENAS as melhoras).
2. Vamos a uma consulta no público, com a pediatra que a acompanhou durante e após a pneumonia.
3. Vamos a uma consulta numa nova pediatra que me aconselharam, que está no privado e no público.
Claro que se a minha filha tivesse médico de família, ficava mais descansadinha e não andava nestas andanças, mas como não lhe atribuem médico no centro de saúde, sinto-me mais aliviada assim, tendo um acompanhamento próximo.
Gosto da pediatra da minha filha, palavra que gosto, mas naquela hora de maior aperto, em que estava a ver a Isabel sem conseguir mamar, a respirar mal, com tubos nas mãos e naquele quarto de hospital, precisei de mais do que um "as melhoras". Precisei de mais qualquer coisa, de uma mensagem no dia seguinte ou na semana seguinte ou no mês seguinte a perguntar se estava tudo bem, se precisávamos de alguma coisa, a perguntar como tinha corrido, a interessar-se verdadeiramente. Não queria que nos tivesse ido visitar ao hospital com um bolo rei no dia de Natal, mas gostava de me ter sentido mais apoiada.
De resto, sempre me respondeu às SMS e sempre me senti segura nas consultas com ela. É pró-amamentação, nunca se preocupou com a descida suave dos percentis e não me mandou dar leite de fórmula quando ela não engordou "o esperado". Sempre a achei atenta, a vigiar tudo, com tempo para nós e para as minhas dúvidas e até me chegou a receber para acompanhar o peso da bebé, sem cobrar consulta. Concordo com ela em quase tudo e parece-me gostar daquilo que faz e ser uma pessoa bastante informada.
Agora, será que esperamos dos pediatras o mesmo que esperamos de um namorado? Que seja o primeiro a ligar? Que não demore muito a responder? Que nos ame tanto como nós o amamamos a ele?
Será que a pediatra da minha filha teria mesmo de ter dito mais alguma coisa? Teria de ter enviado mensagens ou ligado? Ou esperou que eu a procurasse, caso fosse preciso, como faço sempre? Será que sou demasiado exigente?
Até podia dar-se o caso de já não me poder ver à frente, mas acho que só recorro a ela quando acho realmente importante. Fui contar, 14 SMS em 12 meses. Nunca lhe liguei.
Serei assim tão chata? Será que ela estava só a dar um tempo? A verdade é que para mim aquilo foi como se o meu namorado se tivesse desinteressado de mim, logo na altura em que mais precisava dele. Abalou ali qualquer coisa na nossa relação de confiança, talvez por me sentir tão fragilizada naquela altura.
Agora, há distância de 3 meses e com a Isabel super saudável, esta sensação de abandono já amenizou um pouco e estou disposta a dar-lhe uma nova oportunidade. Mas, primeiro, vou fazer um casting para perceber se não posso ter um novo amor à primeira vista.
De resto, sempre me respondeu às SMS e sempre me senti segura nas consultas com ela. É pró-amamentação, nunca se preocupou com a descida suave dos percentis e não me mandou dar leite de fórmula quando ela não engordou "o esperado". Sempre a achei atenta, a vigiar tudo, com tempo para nós e para as minhas dúvidas e até me chegou a receber para acompanhar o peso da bebé, sem cobrar consulta. Concordo com ela em quase tudo e parece-me gostar daquilo que faz e ser uma pessoa bastante informada.
Agora, será que esperamos dos pediatras o mesmo que esperamos de um namorado? Que seja o primeiro a ligar? Que não demore muito a responder? Que nos ame tanto como nós o amamamos a ele?
Será que a pediatra da minha filha teria mesmo de ter dito mais alguma coisa? Teria de ter enviado mensagens ou ligado? Ou esperou que eu a procurasse, caso fosse preciso, como faço sempre? Será que sou demasiado exigente?
Até podia dar-se o caso de já não me poder ver à frente, mas acho que só recorro a ela quando acho realmente importante. Fui contar, 14 SMS em 12 meses. Nunca lhe liguei.
Serei assim tão chata? Será que ela estava só a dar um tempo? A verdade é que para mim aquilo foi como se o meu namorado se tivesse desinteressado de mim, logo na altura em que mais precisava dele. Abalou ali qualquer coisa na nossa relação de confiança, talvez por me sentir tão fragilizada naquela altura.
Agora, há distância de 3 meses e com a Isabel super saudável, esta sensação de abandono já amenizou um pouco e estou disposta a dar-lhe uma nova oportunidade. Mas, primeiro, vou fazer um casting para perceber se não posso ter um novo amor à primeira vista.
