2.25.2015

O circo já está montado

O meu homem chegou a casa e perguntou se não tinha sido convidado para a festa. Montei este circo só porque me dá gozo ver tudo e imaginar, imaginar, imaginar. E para vos mostrar também, qual blogue super trendy que dita tendências. Haha

Preparar a primeira festa de anos da Isabel (da Alice, sobrinha, e da Irene, que é como se fosse minha sobrinha) está quase ao nível de fazer o ninho, quando estava grávida. Passava horas agachada a arrumar as gavetas, a passar a ferro as roupinhas e a decorar o quarto, imaginando-a nele. Agora é mais ou menos o mesmo, mas com gritos de crianças histéricas a correr por todo o lado - os primos delas, porque das aniversariantes só uma anda, outra gatinha e a outra... a outra... "gatinha como se tivesse sido alvejada na guerra", palavras da mãe dela que eu não quero cá confusões. Imagino sumo a ser derramado sobre a mesa e dedos lambuzados de creme do bolo, mas tudo isso faz parte, se assim não fosse, íamos antes visitar um museu (para as nossas filhas era igual).

A verdade é que esta festa não é para elas, é para nós. Mas nós também merecemos celebrar 1 ano da maior experiência da nossa vida: ser mãe. Para elas, ficam as fotografias, que, tenho a certeza, vão adorar ver mais tarde, como eu sempre adorei ver as minhas. Então as fotos da minha festa dos dois anos e batizado, com um bolo de palhaço cheio de smarties, foram revisitadas vezes sem conta!

E foi este o tema escolhido para a festa: flores e passarinhos e , agora que vejo bem, riscas e bolinhas e xadrez e tudo e tudo. Parece o circo, mas eu cá gosto assim, até porque as coisas vão estar dispersas e misturadas com muito branquinho.






Gostam? Digam que sim só para mostrar ao meu marido e para ele ver que foram óptimas compras, por favor! :)

2.24.2015

Antes e depois de ser Mãe



Hahaha!
Obrigada, Sara-a-dias!

Afinal havia outra (#10) - Ansiedade da separação


Esta semana fui tomar banho e fechei a porta e liguei o aquecedor porque queria que a casa-de-banho ficasse cheia de vapor, quentinha, uma maravilha de sauna mas sem a falta de ar. Entrei na banheira e pus-me debaixo do duche a ferver. Suspirei. Maravilha. Três segundos depois alguém a bater na porta e a dizer “mamã”. “Mamã, mamã, mã, mamã, mã” sempre intercalado com pequenos murros na porta. O banho todo. Ouvia o meu marido a dizer “ó filha, deixa a mãe, anda para ao pé do pai” mas é o vais. Pelo menos não chorou. Aquela história de não conseguir fazer xixi em paz? É verdadeira. Mas além da criança, também há um cão que adora beber água do bidé, pelo que normalmente somos três seres na casa de banho, uma na sanita, um a beber água e a outra a apontar ora para o cão, ora para as minhas pernas, ora para a sanita. “Sim, a mãe está a fazer xixi.” “É”, responde ela enquanto aponta para a fralda.

Quer colo a toda a hora, chora se eu saio da sala, se eu não lhe dou a atenção que ela acha que merece, abraça-se a mim quando vê outras pessoas, pendura-se nas minhas pernas e não me larga. Não me larga um bocadinho, só eu é que sirvo, só eu é que sei ler-lhe os livros, montar a torre de cubos. E é espectacular. O meu ego está mais insuflado do que as minhas pernas (pernas? Eu queria dizer mamas) durante a gravidez e eu estou a aproveitar cada momento desta coisa de ser o universo inteiro de uma pessoa porque sei que vai durar pouco tempo. Mesmo quando me queixo que não consigo ter tempo para mim, é tudo mentira quero lá saber de mim, só quero aquela miúda ao meu colo a rir-se e a dar-me festas sem que eu as peça, antes que se transforme numa parvalhona enjoada que não me suporta. 

Se alguma mãe se queixar que os filhos não a largam e que é uma chatice e que não pode ser, não acreditem. Está só a fazer género, por dentro o coração está em pleno carnaval.

Leididi