2.05.2015

Já somos famosas (#03) - La Redoute


Vá, vamos fazer com que este seja um post muito dinâmico e, como se costuma dizer no mundo da publicidade, "fora da caixa", porque queremos que isto resulte num "a Mãe dá" para vocês e um "a Mãe recebeu para nós". Nesta casa é assim, tudo em pratos limpos, não há cá publicidadezinha de fino. É bom? É. Queremos? Sim. Se queremos e temos, vocês também têm que ter. Tungas.

Joana Paixão Brás (JPB) - Claro que esta parte de cima foi a Joana Gama a escrever...

Joana Gama (JG) - Ai, coitadinha da menina que tem sempre de lavar as mãos de complicações. Estás por aqui?

JPB - Pelos vistos, sim. Vá, rápido que tenho de ir fazer coisas.

JG - Ok, mãe ocupadinha que trabalha e não sei quê. Hoje fomos à mostra da nova colecção da La Redoute.

JPB - Claro que a Joana ficou muito mais entusiasmada com o pequeno almoço. A maneira com olhou para os bolos parecia que não comia há séculos. Olhando para os olhos, claro. Olhando para a barriga, diria o contrário (parece que não para de comer há séculos, eheh). 

JG - Por acaso quem se fez mais à comida nem fui eu e... tenho provas disso!! Parece aquele programa do João Klebber, não parece? Drama nu cásau!


                  


JPB - Um "márron", meu Deus! Ainda bem que sou eu a organizar a festa das nossas filhas, senão elas iam ter "pancakes" em vez de "cupcakes" e cortinas em tom de "macarron". Às vezes é muito frustrante ter que estar a ensinar-te a ser uma senhora. 

JG - Até fui bonita para não ficares mal, mulher. Não sejas assim! 



JPB -  O cabelo da Irene, ahah! Sim, hoje fazíamos um bom par. As duas lindíssimas (viva ao filtro esquisito do teu telemóvel). Porém, tenho de aprender contigo a posicionar a cara para parecer mais magra. Bem jogado, miúda!


JG - Pronto, depois parece que começou a parte de mostrar a nova colecção e, infelizmente, não consegui empanturrar mais a Irene de pão e manga. Ela começou a birrar e tivémos de sair. Pelo menos, deu para tirar umas fotografias giras lá fora. Como foi lá dentro, Joana? Agora parecemos aqueles dois jornalistas da rubrica "Ir é o melhor remédio" da SIC, não parecemos? hehehe



JPB - Lá dentro, Joana, a Ana Rita Clara apresentou-nos a colecção de senhora (maravilhosa, quero tudo! Menos a bela da mini-saia, porque AINDA não tenho perninha para isso. Ainda, ainda!!!), enquanto umas miúdas desfilavam (todas tão feias, que raiva!). Também deu para espreitar algumas imagens das roupas de criança e já fiz aqui a escolha das peças mais giras para as nossas miúdas.

Looks Isabel:
Looks Irene:

Looks namorado da Irene (que a Isabel está terminantemente proibida até aos 32 anos):

JG - Oh! Tenho mesmo pena de não ter visto, mas também estive bem acompanhada lá fora. Depois entrei, pus mais uns bolos à boca, fomos ver as roupas que, por acaso, não vi muito porque estive à conversa com toda a gente que me perguntava quantos meses tinha a Irene. 

JPB - Nem desconfiaram que era um toque de marketing para nunca mais se esquecerem de nós. Muahahah. 

JG - Era mais para ver se ela via um bocado do mundo e não estar tão fechada em casa, mas acho que tivemos mais sucesso por causa disso, sim.

JPB - Eu a pensar que era por causa do meu traseiro.

JG - Não.

JPB - Tirámos uma fotografia no canto das famosas, lá está. A Ana Rita Clara não nos deixou em paz até tirarmos uma fotografia com ela. Chegou até a ser um pouco inconveniente. Haha



JG - Temos de nos habituar a esta vida, Joana. Bolos e Anas Ritas Claras a pedirem fotografias. Mais complicado que isto só ser o tipo que indica os lugares no cinema. 

JPB - Foi assim a nossa manhã! Ah! Esquecemo-nos de dizer que foi no Pestana Palace Hotel em Lisboa e que é um óptimo sítio para passear e tirar umas fotos. E pagar 3,50 euro de parque de estacionamento à nossa amiga...

JG - Não tinha moedas, pá!

JPB - Seja como for, mais novidades em breve e num a Mãe dá ;) 

Sonho com uma casa de campo

Sonho com uma casa com jardim. Ou com um quintal. Sonho com a Isabel a rebolar na relva. Passarinhos pousados nos parapeitos das janelas. Um cão a correr. Amigos nas espreguiçadeiras a beber uma cerveja. Churrascadas e música alta. Crianças a dispararem pistolas de água e a darem gargalhadas. Uma horta com morangos e alfaces. Ervas aromáticas. A carrinha do pão a apitar. Ver o pôr-do-sol, embrulhados numas mantas. Ouvir o som dos grilos no verão. O som da lenha a estalar no inverno.

Tudo isto sem estar uma hora no trânsito infernal e a desejar, todos os dias, viver num T0 na rua do trabalho. Perto das comodidades de uma cidade. Sem as paredes estarem a cair de podre e sem um vendaval dentro de casa. Sem ter de vestir 14 camisolas à Isabel e um gorro. Sem ter de pôr um desumidificador em cada canto. Sem ter de gastar um dinheirão em aquecimento. Uma casa barata.
Já estraguei tudo, não já? Isto só existe nos filmes, não é?
Ou há por aí alguém que tenha conseguido transformar este sonho em realidade?



2.04.2015

Tenho umas coisas para te dizer.

(tentei ao máximo fugir do ao título do "Carta do telemóvel para a mãe", por já não conseguir ver mais "cartas" à frente aqui na internet.)

Olá, sou o teu telemóvel, aquele que tu tanto adoras, mais até do que a tua carteira. 

Sei que sou muito importante na tua vida, visto que me levas contigo para todo o lado. Até para a casa de banho, quando vais tomar banho, não vá alguém ligar e não sei quê. 

Sei que me adoras e agradeço. Agradeço do fundo da bateria até o facto de seres uma mariquinhas e de me pores capas para não me riscar, para não me partir se cair ao chão. 

Há algumas capas que me fazem sentir um pouco mais efeminado mas, realmente, quando é que te disse que não sou uma rapariga? 



Sinto-me seguro nesta relação. Sei que me amas e, por isso: 

1 - Não sinto ciúmes se ligares mais à tua criança do que a mim. 

2 - Eu posso esperar. Respondes depois à tua amiga no Whatsapp. As minhas mensagens não vão embora. Estão cá para quando tu puderes. 

3 - Não percas sorrisos da tua criança, por minha causa. Sei que represento "o mundo lá fora" para ti, mas o "mundo lá fora" não está a crescer e não precisa da mãe. 

4 - Não faz mal se não me usares para tirares fotografias da tua criatura. Às vezes, há momentos em que deves estar mais presente do que a imaginar como vão ficar as fotografias no Instagram.

5 - Usa e abusa de mim, se quiseres, não me importo, quando a criança está a dormir. Não me importo de ser apenas um amigo para as ocasiões. Afinal de contas sou um aparelho electrónico e não tenho sentimentos. 

Estamos entendidos? 

*imagem do site We Heart It.