Nada contra quem pratica co-sleeping ("praticar", até parece que estou a falar de hipismo ou de swing - coisas com algumas semelhanças entre si), até gostaria de ser uma dessas pessoas, mas nem pensei que isso fosse possível com bebés. Dormia muito com a minha mãe quando já era maiorzita, mas era porque estávamos as duas sozinhas.
Pais do co-sleeping, conheço as vantagens (acho brutais, mesmo, então para mim que me levanto n vezes durante a noite para dar maminha), mas... posso fazer algumas perguntas estúpidas?
Vamos a isso:
- Quando o pai e a mãe querem ser malandrinhos, como fazem? Põem a bebé a um cantinho da cama e fazem as coisas muito devagarinho e sem barulho?
- E se o pai roncar mais alto que a porcaria dos comboios da linha de Sintra (nosso caso)? Isso não acorda o bebé?
- E se o pai se vira a esmaga o bebé?
- E se a mãe, com as suas enormes tetas, esmaga a moleirinha (é assim?) do bebé?
- E se um dos pais falar a dormir? O bebé acorda?
- A mãe consegue dormir com os barulhinhos todos do bebé e os seus movimentos? Eu não consigo e ela está no quarto ao lado...
- E se alguém tem um pesadelo e lhe dá um pontapé?
- E se, ao nos taparmos, o bebé ficar por baixo do edredão e com pouca oxigenação?
- Os bebés quando são pequeninos, têm de ficar de barriga para cima. Se adormecerem a mamar, deitados, não ficam de lado?
- Se é suposto os bebés arrotarem depois de mamar para terem menos cólicas e para se bolçarem menos, mamar na vertente co-sleeping não prejudicará essa questão?
- A separação do bebé não se torna ainda mais dolorosa depois? Uma das coisas mais difícil de se voltar a ser solteira deve ser a cama vazia, não ter lá o bebé deve ser ainda pior!
Se alguém me responder a isto com carinho, pode ser que o meu próximo filho durma comigo às escondidas de toda a gente cá em casa, mesmo depois de ser parido! :)
*imagem do site We Heart It.
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