12.21.2014

Bom, avós, FaceTime é...

E não é que agora os avós podem ter o prazer de ver os netinhos todos os dias a qualquer hora do dia?

Ainda por cima, este método tem a vantagem de conseguirmos esconder facilmente aquele canto da casa que não nos dá jeito que a sogra veja. Evitamos que depois diga (baixinho, claro): "ó para isto, nem cuidar da casa... ". 

Agora que os avós herdam os nossos smartphones (foi o caso), podemos usar o FaceTime ou o Skype (isto, claro, depois de alguns bons momentos a explicar a toda a gente o que é cada coisa). 

Desejo muita sorte a quem tenha de explicar o conceito de internet ou de touchscreen, mas vale a pena o sacrifício. Imaginem lá os dias que poupam a ter que percorrer "capelinhas".

Eles ficam todos babados e, os nossos filhos só não ficam todos babados porque, provavelmente, já estão. 

Também usam este método? Já tiveram de explicar o que é?





12.20.2014

Tive pena da minha filha.

Não sei quanto a vocês, mas a palavra de ordem para as sopas da Irene é: variedade. Isso faz com que compre exemplares de praticamente todos os vegetais que há no coiso-online e, depois, faça tipo totoloto: tudo lá para dentro à molhada. Faço uma orgia de vegetais em que eles não têm vontade própria e, por isso, suam que nem porcos na primeira fase da cozedura e depois roçam-se uns nos outros que nem uma noite de Kizomba, algures.

Não interessa se a cenoura se arma em esquisita, se a alface tem herpes e, por isso, não quer enrolar-se com a courgette. Não interessa se a beterraba é ex-namorada do nabo que agora está a lambuzar-se todo com a batata-doce. Enrolam-se todos uns com os outros que nem uma turma de 12º ano numa viagem de finalistas e, às vezes, o resultado é mau. É péssimo.

Foi o caso de no outro dia quando decidi juntar batata-doce e milho e o caso de hoje em que pus alho francês, batata-doce, feijão verde e BETERRABA.

Além de não me lembrar de alguma vez ter comido BETERRABA na minha vida (até perguntei ao meu marido se não era aquilo que os restaurantes mais portugueses usavam para fazer flores nas saladas mas, afinal, parece que isso é rabanete), também não sabia que ia ficar com as mãos mais rosa que as paredes do quarto do Carlos Costa. 

Quando a sopa ficou pronta, fiquei com pena da Irene. Nem me dei ao trabalho de provar para depois não lhe estar a dar a comida à boca enquanto me bolço toda na minha. O meu marido come tudo o que lhe aparece à frente (só de comida, mantenham-se calmas eheh) e nem esta sopa quis provar. 

Lá ponho aquilo numa taça e dei à gorda. A gorda comeu. A gorda adorou. A gorda chorava entre colheres para lhe voltar a estocar a boca com aquela mistela (ai que quase ia escrevendo o nome de uma marca e hoje não me apetece). 

Também vos acontece darem coisas que não comeriam aos vossos filhos?



"Papa, papa... "

Blergh...


Será que o próximo cocó dela vai sair tipo uma tijela de Skip Baby (por causa da cor)?

Praga ou três dias sem a minha filha

Estou em Praga e completamente apaixonada por esta cidade.
Isto seria perfeito se eu não estivesse já cheia de saudades da minha filha.
Até 2a feira vou estar longe dela.


Chorei várias vezes durante a semana passada. Passaram-me mil coisas pela cabeça. E se o avião cai? E se ela fica órfã? Não deveríamos ir em voos diferentes? E se ela adoece? Se ela chama pela  "mamamama"? E se ela precisar muito de mim? Será que vai ficar zangada?
Quando nos voltarmos a ver, vou ficar tipo lapa agarrada a ela. Não vou desgrudar nem um bocadinho.

Já devem estar a pensar, no meio de tantos receios e angústias, "mas alguém lhe apontou uma arma à cabeça para ir viajar?"
Não, eu é que sou masoquista, pelos vistos. Antes de sair de casa custou-me muito, sentia-me a abandoná-la.

Podia vir dizer aquelas frases feitas para me consolar "antes de sermos mães, somos mulheres" ou "a mãe tem de estar bem". Acredito nisso, mas há coisas que têm de ser muito bem pensadas, não é ir passear sem a filha e logo se vê.
Quantas mães conseguem deixar os filhos com terceiros e não ter dúvidas de que estão a fazer o certo? Não é "adeuzinho que eu agora preciso um tempo". Não são decisões fáceis.

Mas agora que aqui estou e que recebo os relatórios da minha mãe - a segunda melhor mãe do mundo - percebo que posso estar descansada.
Comeu bem, sorridente, calminha, dormiu bem. Ela adora a avó e sente-se segura com ela.

E agora que aqui estou, tenho de aproveitar ao máximo para namorar, passear e deixar-me encantar pelos efeites de Natal da cidade. Sempre com ela no coração.