1.27.2019

Tudo o que sei sobre convulsões febris.

A primeira vez que a Irene teve uma convulsão febril foi um susto enorme. Mesmo sabendo que é algo que é genético, não estava nem aí para que isso acontecesse. Para responder aos vossos e-mails e também porque gostaria de ter ouvido alguém a falar sobre isto com quem me identificasse, a Joana e eu fizemos um vídeo sobre isso mesmo.

Por acaso, uma semana depois de gravarmos o vídeo, a Irene voltou a ter uma convulsão. Parece aquilo que costuma acontecer quando nos gabamos que os nossos filhos estão a dormir... só para voltarmos a ter noção de que tudo é uma fase.

Ainda não passaram, mas acho que a nossa maneira de lidarmos com isso vai variando. Isto é: vai deixando de ser tão dramática, apesar do coração sentir as mesmas coisas, a mesma urgência.

Espero que gostem, que vos ajude a sentir que têm algum controlo pela situação. Ou a vocês ou à vossa amiga que têm um filho que têm convulsões febris.



Querem acrescentar alguma coisa? Alguma coisa com que não tenham concordado?

Se quiserem ler outros posts aqui no blog sobre convulsões febris e como tenho lidado com a Irene, carreguem aqui.

3 comentários:

  1. Acho que a frase que me ficou gravada foi a de um bombeiro que me disse"Mae,é a melhor coisa que pode acontecer ao seu filho...o corpo dele precisa de fazer um shutdown". O meu filho tem 4 anos e já teve 4 convulsões e continuo sem nunca conseguir me manter calma para alem do conseguir usar o diazepam enquanto dura a convulsao. Doi muito e faz com que os episodios de febre sejam noites nao dormidas. Acontecem sempre no primeiro dia de febre já medicado por isso...nada a fazer. Força Joana,um dia tudo passará ❤

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  2. Olá às duas! Com algum atraso mas a logística familiar não deixa muito tempo para me sentar a ver vídeos :) Já me comovi com muitos dos vossos posts, já chorei a rir com muitos outros e já aprendi muitas coisas com ambas, mas este post deixou-me um bocadinho desiludida. A experiência pessoal é sempre muito importante e a visão de mãe é sempre importante (falo como mãe e pediatra). No entanto, o vosso blog chega a muita muita gente e em assuntos como este a experiência pessoal e a "conversa banal" não pode ser tudo. Tranquilizar quem venha a passar por isto é essencial, mas não aproveitar uma ferramenta educativa como pode ser este blog, é quase frustrante.
    Posto isto, não consigo não deixar umas notas importantes.
    1. Convulsões febris são benignas e não têm consequências por si só no desenvolvimento de uma criança.
    2. Convulsões febris têm uma idade típica (desde os 6 meses até aos 5 anos, mais ou menos). Uma criança mais velha que nunca teve nada e que tem uma convulsão com febre é pouco provável que tenha convulsões febris! Deve ser avaliada por um bom pediatra antes de os pais poderem descansar!
    2. Convulsões febris apesar de benignas e curtas não deixam de ser convulsões e são momentos em que a criança está inconsciente e vulnerável.
    3. O mais importante é a segurança da criança:
    - deitar de lado (posição de segurança que impede asfixia ou aspiração do vómito e impede asfixia por queda da língua), num local seguro onde não se magoe.
    - NÃO se deve colocar nada na boca da criança (dedos, colheres, espátulas…)
    - NÃO se deve tentar "contrariar" a convulsão (tentar que não tremam...)
    4. O diazepam pode ser usado como ansiolítico mas nestes casos não serve para "acalmar" a criança, serve para parar a convulsão. Se há tempo de pôr a criança em segurança, de recuperar o sangue frio e de ir buscar o medicamento é porque a convulsão está a durar tempo suficiente para ser válido administrar o medicamento. Tem os seus efeitos secundários mas uma convulsão demasiado prolongada tem mais...
    5. Os medicamentos para a febre na maioria das vezes não evitam a convulsão mas devem ser dados assim que a convulsão termina e a criança está consciente o suficiente para tomar a medicação.
    6. O diagnóstico de convulsões febris não requer um neurologista mas sim um bom pediatra (que encaminhará para um neurologista se houver coisas atípicas).
    7. Uma criança com uma primeira convulsão (mesmo que febril) deve ser sempre avaliada por um pediatra assim que possível (serviços de urgência). Em crianças que já tenham convulsões febris mas em que algo fuga do "habitual" (convulsão mais prolongada, a criança não volta completamente ao normal, mais do que um episódio na mesma doença) devem também ser observadas num serviço de urgência.
    Desculpem o testamento mas a consciência de pediatra não ficava descansada... Alguma dúvida estarei ao dispor.

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    1. Ola! Gosto muito do vosso blog, mas não posso deixar de concordar com este comentário. O meu filho tem convulsões febris, entao quis logo assistir ao vosso vídeo e também fiquei um pouco decepcionada com a falta de informação um pouco mais detalhada e rigorosa sobre a questão. É certo que isso também ja existe em muitos lugares, e este é um local para desanuviar, identificarmo-nos e permitirmos fazer humor com os nossos dias de mae. Nesse sentido gostei do vídeo e da forma como lidam com as convulsões da vossa filha. Mas por outro tenho de concordar que sendo este vídeo visualizado por tantas maes, devem aproveitar para passar mais informação.

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