1.12.2018

Não sei se já vos disseram isto, mas vocês são a melhor mãe do mundo!

Mesmo quando achamos que falhamos, que não damos conta, que temos menos um parafuso.
Mesmo quando dizemos "desisto".
Mesmo quando ouvimos as têmporas de tal maneira a fumegar que achamos que nos vai dar um piripaque.
Mesmo quando só os queremos é largar em casa da avó/tio/primo/madrinha/amigo.
Mesmo quando nos perguntamos o que fomos nós fazer à nossa vidinha.
Mesmo quando mordemos o lábio debaixo para não desatar aos gritos.
Mesmo quando quando limpamos ranho seco com o nosso próprio cuspo antes de chegarem à escola. Mesmo quando ficamos felizes por ser segunda-feira e eles irem para a escola.
Mesmo quando preferimos uma conversa de chacha no whatsapp a ouvir o nosso filho.
Mesmo quando nos sentimos aliviadas porque eles finalmente adormeceram.
Mesmo quando inventamos uma desculpa qualquer porque não nos apetece ir ao parque.
Mesmo quando nos queixamos que "isto não são férias".
Mesmo quando queremos muito ir ver o StarWars mesmo sem gostar de StarWars, só para fugir à rotina.
Mesmo quando choramos, baixinho, com saudades do nosso "eu" antes de ser mãe.
Mesmo quando nos sentimos ofendidas por não termos reconhecimento do nosso papel, esforço e dedicação.

Somos as melhores mães do mundo! Somos, sim. E só percebemos e sabemos reconhecer o papel de uma mãe, da nossa Mãe, verdadeiramente, quando "passamos por elas". Há muito suor, muito cansaço, muitas dúvidas e, caraças!, damos o litro.

Não duvidem. Nunca. 




O meu instagram e o d'a Mãe é que sabe :

a Mãe é que sabe Instagram

Não queríamos que fossem de fim-de-semana sem ver isto.


Muito obrigada à Nicole do nosso grupo de Mães de Março de 2014 que decidiu presentear-nos com esta maravilha. 

A da esquerda sou eu, Joana Gama. Apanhei uma molha à procura da Padaria Portuguesa e, pelo caminho, também apanhei umas botas ortopédicas que ficavam lindamente nas minhas calças de grávida. 

A Joana Paixão Brás, da direita, não quis parar de mastigar o Pão de Deus para a fotografia e ainda devia estar a esconder uma caixinha de Palmiers atrás das costas. Na altura ainda não partilhavamos tudo - e ainda não partilhamos que algo que me diz que o David não teria paciência para mais uma. 

Pronto. Isto éramos nós grávidas da Irene e da Isabel. Nossa primeira gravidez. Sabíamos lá no que iria dar. Foi a primeira vez que vi a Joana também. Foi aqui que nos conhecemos. 

Isto para quem tivesse dúvidas de quem usa calças na relação. :)





Sigam o meu instagram e o d'a Mãe é que sabe :)
a Mãe é que sabe Instagram

Porque não têm vocês mais filhos?

O número de bebés a nascer em Portugal tem vindo a reduzir cada vez mais. Em 2017, nasceram menos 7 bebés por dia relativamente ao ano anterior.

Eu sempre quis ter vários filhos. Na minha infância e adolescência sonhava com quatro, talvez incentivada pelos Natais e almoçaradas cheios de tios e primos, numa família de quatro irmãos (a minha mãe e os meus tios). 

Via-me mãe de muitos. 
Agora já não vejo. 

Ver-me-ia a ir ao terceiro, daqui a alguns anos, se tivesse outras condições. Uma rede de apoio, mais dinheiro, para ter essa rede de apoio, mais tempo e mais paciência (a paciência talvez viesse com as anteriores. Ou talvez não, não sei).

As razões apontadas pelos sociólogos para a redução do número de nascimentos tem a ver, essencialmente com:
 - redução das mulheres em idade fértil (basta pensar que a partir de 1982, deixa de haver substituição de gerações em Portugal, nascendo portanto menos mulheres, que seriam as possíveis mães actualmente)
- migração negativa: emigração (em idade activa e na idade fértil)
- falta de apoio à primeira infância
- desequilíbrio relativamente às tarefas domésticas (rrrrrrrr)

Ao contrário do que pudéssemos pensar, o dinheiro (ou falta dele) não é apontado como uma causa para esta decisão de homens e mulheres. E nesta decisão/postura não pesa o nível de escolaridade, nem a posição perante o trabalho. Nós, portugueses, gostávamos de ter três filhos, mas o resultado a que chegamos é a um. E temos esse filho mais tarde, tendo nós mais ou menos dinheiro (não sou eu que o digo, são os estudos na área). Temos a taxa mais baixa de fecundidade da Europa (menos que Itália e outros países "em crise", tal como nós). Há o desejo, não se cumpre. E o problema, em Portugal, está na passagem do primeiro para o segundo filho.

E vocês, conseguem identificar as razões para não ter mais filhos?
O que gostariam e o qual o número de filhos que acham que vão ter?
Porquê?

(Mais dados aqui no DN).

Fotografia: Susana Cabaço

O meu instagram e o d'a Mãe é que sabe :

a Mãe é que sabe Instagram