8.08.2017

"Tenho medo de não conseguir amar o segundo filho como amo este"

A frase não é minha, mas li por aí várias vezes escrita. Percebo-a. A primeira fase da gravidez da minha segunda filha foi vivida de uma forma tão pouco "dedicada", com tanto trabalho e cansaço, que chegava a ter receio de não vir a sentir o mesmo. Mas depois, pouco a pouco, fui-me apaixonando e aquele pequeno ser foi ganhando mais e mais espaço no meu coração. Quando nasceu, não tive qualquer dúvida. Que sentimento pleno, de pertença, que coisa arrebatadora! Depois do que me aconteceu no recobro, com operação de urgência e transfusões de sangue e todo aquele aparato e medo de morrer, que vos contei aqui, o amor pelas minhas filhas aumentou mais e mais (nunca achei ser possível sentir algo tão gigantesco), assim como o meu amor pela vida. Senti-me a ir e quando acordei, 6 horas depois, senti que me estava a ser dada uma segunda oportunidade. Chorei todas as lágrimas que tinha. Por não estar ao lado da minha cria, por não saber quanto tempo depois a ia ver e depois por ter medo do que me pudesse ainda acontecer e receio de demorar mais tempo a ir para casa, para a minha filha mais velha, de quem tinha muitas saudades. Accionei um modo qualquer de sobrevivência e, depois disso, não senti muito mais medo. Quis estar lá, bem e feliz, para as minhas filhas. Percebi, meses mais tarde, quando desatei a chorar quando me perguntaram pelo parto, que ainda havia algumas feridas por fechar. Agora que já não sinto mais nada de negativo em relação a esses dias, sinto que fechei esse capítulo, tanto é que fiquei meia triste (mas aliviada ah ah) quando fiz o teste de gravidez e tive a certeza de não estar grávida do terceiro. Agora só sinto amor. E cansaço (sim, porque ter dois filhos tem muito que se lhe diga).

E é sobre esse amor que vos quero falar. Ama-se o segundo filho tanto quanto se ama o primeiro. O amor não é mensurável, mas garanto-vos que o coração volta a bater com tanta força como com o primeiro filho. Que as lágrimas de emoção voltam a cair. Que a alegria de ver as pequenas conquistas deles é enorme. Que o desejo de os proteger de tudo chega a ser angustiante. Que o medo de não estar cá para os dois é gigante (mas mais vale nem pensar nisso). Que a vontade de lhes arrancar um pedaço das bochechas é praticamente incontrolável. Que o riso que nos sai, mal disfarçado, quando fazem asneiras é inevitável. Que as danças que fazemos juntas se prolongam cá dentro, mesmo quando a casa já está em silêncio.

Nada temam quanto a essa questão. Vão amar tanto o segundo filho quanto amam o primeiro. Podem amar diferente, apreciar coisas diferentes, aproveitar até melhor algumas coisas, por saberem que passa tão rápido, e pior outras, porque terão de repartir atenções. Mas esse sentimento inabalável de amor profundo, de amor que se sobrepõe a tudo, esse vai lá estar. Sempre.





Site aqui.
Podem ler também das nossas férias:
 
A mãe é que sabe VIAJAR: Azeitão e Arrábida


As férias na Fuzeta

Férias neste canto do algarve? Sim, sim sim

Quem está a trabalhar não devia abrir este post



 
Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.
Enviem-nos um mail  à vontade.

A Mãe é que sabe VIAJAR - Azeitão e Arrábida

Da Fuzeta subimos até Azeitão e por lá ficámos uma semana. Gostámos muito porque, além de haver muita coisa para ver, muito ar fresco e puro para respirar e praias para conhecer, ficámos com amigos que nos levaram aos sítios mais emblemáticos (e as miúdas adoraram estar com os "primos").


O que fazer em Azeitão?

Num passeio pela vila, podem passar pela Fonte dos Pasmados, ir até às caves José Maria da Fonseca (só passamos, mas fizemos questão de beber um vinho branco de lá ao jantar - Piriquita), ir até aos Lavadouros (onde as lavadeiras lavavam a roupa no passado) - que agora é um cafézinho simpático - comprar fruta no mercado (remodelado) e espreitar roupas giras giras para eles na Marias e Manéis (também vende online e está a 50% desconto). Além disso, aconselho a comer uma torta de Azeitão, claro, numa das muitas pastelarias da zona: fomos ao Negrito (a Isabel experimentou um "esse", biscoito típico, de canela).

A nossa amiga Susana, fotógrafa a quem agradeço esta recordação boa das férias, sugeriu que fossemos até à Quinta de Alcube, onde haveria animais para os miúdos verem e vinhos óptimos para provarmos. Óptima sugestão. Provámos o Alcubíssimo, que é um vinho de colheita tardia (docinho, licoroso, uma delícia) e ficámos a saber que não têm distribuição, só venda ao público por lá. Um amigo da Susana foi lá ter e emprestou-nos o Fiat 500 - os miúdos adoraram dar uma voltinha e eu adorei as fotografias! (Obrigada, Rui!).

Estando em Azeitão, podem ir até Setúbal (fomos e comemos num restaurante muito fixe, Tasca do Largo!) mas é mais do que obrigatória uma volta pela Serra da Arrábida (ou duas, como foi o caso), que tem das vistas mais bonitas do país. Além das praias, é obrigatório ir até lá acima ao miradouro do Convento e desfrutar daquele azul e daquele verde, apreciar aquela calma e esquecer tudo o resto. ADOREI!



A vista daqui é uma coisa...






Olha que fofinhos




Estas duas <3







O mercado da vila

Das melhores fotografias - se não a melhor - da Luísa





Na Marias e Manéis

O tal do "esse"

A bela da torta



Na Quinta Alcube





Adoro esta :)



Tão feliz que ela estava




Macacões:  Marias e Manéis
Sapatos Isabel: Hierbabuena
Colar: Goda


Nos lavadouros







Fotografias lindas: Susana Cabaço Fotografia

Site aqui.



Podem ler também das nossas férias:

As férias na Fuzeta

Férias neste canto do algarve? Sim, sim sim

Quem está a trabalhar não devia abrir este post


 
Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.
Enviem-nos um mail  à vontade.




Fiz um teste de gravidez e...

A minha mãe e o David andavam há que tempos a dizer que eu estava com barriga de grávida. Que não enganava ninguém. E que os meus apetites deviam ser por isso. Tanto me chatearam a cabeça que eu, apesar de lhes ter dito mil vezes que era da porcaria do pão e dos doces e do leite que voltei, pontualmente a beber, lá fui gastar 15 euros num teste.

Da gravidez da Isabel, descobri numa ida à obstetra (aliás marquei consulta com a ginecologista que se transformou em obstetra naquela hora). Contei-vos aqui como descobri que estava grávida. Da gravidez da Luísa, lá umas amigas me convenceram a fazer o teste. Não estava nada à espera (como sempre, nunca percebo quando estou grávida). Contei-vos aqui a novidade.

Desta vez, sabia que o resultado seria "não grávida" (como achava das outras vezes ahah), mas confesso que tinha o coração estava a palpitar. Depois de eles tanto comentarem o tamanho e forma redondinha da minha barriga, parecia que estava já a sentir o bebé. Claro que eram gases da porcaria do pão que ando a comer... ;) Foi um alívio perceber que não estava grávida, mas - serei doida? - fiquei um bocadinho triste. Não sei porquê. Acho que por sentir que, se fosse agora, seria de certeza (era um "já está, já está"). Não sendo, acho que nunca será. Porque, acho, não me vai apetecer voltar a estas noites de caca, não me vai apetecer voltar ao caos do pós-parto e, sobretudo, voltar a sentir falta de tempo para mim. Vai faltar-nos coragem, depois de voltarmos a encontrar alguma estabilidade, depois de já conseguirmos equilibrar tudo. Acho eu. No entanto, o David, já aliviado, dizia que, a ser, gostava que fosse outra menina (não sei se ele me vai perdoar a inconfidência).


Tenho uma coisa para vos contar: NÃO ESTOU GRÁVIDA! Tenho mesmo de evitar o pão.


Sigam-nos no instagram aqui 
a mim também aqui e à outra Joana aqui.
O nosso canal de youtube é este.
Enviem-nos um mail  à vontade.