2.19.2015

Lambada ou abracinho?

Um dia a minha sobrinha, na altura de dois anos, deu-me uma estalada. E eu retribuí, zangada, naquele instante.

Gosto de aprender coisas novas, de ter bons argumentos nas discussões, mas acima de tudo quero desempenhar da melhor forma o meu papel de mãe. E acho que aquela coisa de confiarmos cegamente no instinto nem sempre poderá ser o mais acertado porque muitas das coisas que fazemos "por instinto" (quase todas) foi porque vimos alguém fazer e fomos construindo e moldando a nossa noção de certo e errado baseados nessa experiência.

Onde é que eu quero chegar com isto? Muitos acharão que tenho tempo livre a mais, mas o que é certo é que, se quando estava grávida me preocupava com as roupinhas, o quarto, o parto e se me preparava para os primeiros meses, agora ando a ler sobre educação. Disciplina positiva, mais especificamente.

Um dia a minha sobrinha, na altura de dois anos, deu-me uma estalada. E eu retribuí, zangada, naquele instante. O meu instinto assim mo ditou. A mãe dela estava ali e pedi imediatamente desculpa, mas ao mesmo tempo achei que aquilo era o correcto, que era "para o bem dela", tinha de lhe mostrar quem mandava ali.  

Mas que direito tinha eu de bater na minha sobrinha? Ou noutra pessoa qualquer? Mesmo tendo sido "só" um chega p'ra lá na mão, a intenção foi mostrar quem mandava ali. E que tal ter falado com ela, explicar-lhe que não se bate? Que exemplo estava eu a dar-lhe se respondi na mesma moeda? E porque é que achamos que "sacudir-lhes o pó" é legítimo e "para o bem deles"?

Agora questiono-me, porque, como mãe, não me imagino a bater na minha filha, nem a castigá-la.

Mas será que conseguirei manter a calma? É que para educar serenamente é preciso muita paciência e isso é coisa que às vezes não abunda por aqui.

Quem pensa que a disciplina positiva tem a ver com permissividade e que se está criar um tirano, está muito enganado. Ali há firmeza, mas com respeito pelo outro. Há "nãos", mas não há nãos "PORQUE EU MANDO!!!". Não há educação pelo medo. Há respeito, há dignidade e há muito amor.

Na teoria, parece-me fantástico. E na prática? . Li este caso e adorei. Acho que toda a família sai a ganhar, a curto e a longo prazo.


Alguém que aplique isto no dia-a-dia pode contar-me como está a ser a experiência?


*imagem weheartit.com

Está constipadinha? Dentes? Fome?

ou nenhuma das anteriores? A minha sogra diz que os dentes de cima a romper podem dar nariz a pingar e espirros, mas estou mais inclinada para estar constipada, sinceramente. Acho que muitas vezes atribuímos aos dentes muita coisa que não tem nada que ver. O meu marido bem me chama a atenção para isso, mas sempre que sou eu a fazê-lo "é porque é" e não quero saber. ;)

Isto de ser tudo dentes é como umas mães que li por aí na internet que dizem que a pílula que se toma no pós parto e durante a amamentação dá queda de cabelo, grandes dores de barriga, algumas hemorragias esporádicas, etc. Ninguém lhes terá dito que é mesmo assim o pós parto? Não é da pílula! Então, depois de fermentarmos um ser dentro de nós, acham que volta tudo ao sítio? Não. Daí recomendarem o intervalo de um ano e meio (se não estou em erro) até mandarmos vir o próximo... 



Voltando à Irene: tem muitos espirros, muito ranho, nada de especturação e o olho do lado do nariz entupido algo congestionado. Tirando isso, está birrenta, pronto. Odeio vê-la assim, incomodada e pouco feliz. :(

Infelizmente amanhã temos/tinhamos a entrevista para a tal revista de que temos vindo a falar e obviamente que se isto continuar assim que a Irene não vai para não pegar nada à Isabel. 

Já mandei mensagem à pediatra (sim, sou dessas), a ver o que ela diz. 

Sei que parece que estou a exagerar e, muito provavelmente, estou, mas ela em 11 meses a única coisa que teve foi uma febre de dois dias. 

O que posso fazer para a deixar mais confortável? O que acham que é?


*imagem do site We Heart It

Eu tenho um sonho

No meu sonho estou de pijama durante um fim-de-semana inteiro. E durmo, durmo, durmo, entregam-me em casa um pequeno-almoço digno de novela brasileira, leio uma revista da tanga, durmo, vejo um filme, entregam-me almoço em casa, não limpo nada, lavo os dentes - contrariada - vejo um episódio de uma série, durmo, durmo, durmo, entregam-me uma caixa de pastéis de Belém em casa, vejo mais dois episódios e adormeço, durmo, durmo, durmo e tomo um banho de espuma. Depois, levam-me sushi a casa, como e não arrumo nada, vou para o sofá, vejo um filme, vou para a cama, durmo, durmo, durmo. No dia seguinte, igual, mas em vez dos pastéis de Belém, croissants do Careca e em vez do sushi, uma pizza. 
Era só isto. 

[Entra um daqueles clichês para mostrar que se é boa mãe: "mas depois não acordava com o melhor sorriso do mundo" ou "mas não trocava a minha vida por nada", etc, etc]

Mas a sério, eram só 2 dias. 2 dias assim, até me cansar de não me sentir cansada.