2.19.2015

Eu tenho um sonho

No meu sonho estou de pijama durante um fim-de-semana inteiro. E durmo, durmo, durmo, entregam-me em casa um pequeno-almoço digno de novela brasileira, leio uma revista da tanga, durmo, vejo um filme, entregam-me almoço em casa, não limpo nada, lavo os dentes - contrariada - vejo um episódio de uma série, durmo, durmo, durmo, entregam-me uma caixa de pastéis de Belém em casa, vejo mais dois episódios e adormeço, durmo, durmo, durmo e tomo um banho de espuma. Depois, levam-me sushi a casa, como e não arrumo nada, vou para o sofá, vejo um filme, vou para a cama, durmo, durmo, durmo. No dia seguinte, igual, mas em vez dos pastéis de Belém, croissants do Careca e em vez do sushi, uma pizza. 
Era só isto. 

[Entra um daqueles clichês para mostrar que se é boa mãe: "mas depois não acordava com o melhor sorriso do mundo" ou "mas não trocava a minha vida por nada", etc, etc]

Mas a sério, eram só 2 dias. 2 dias assim, até me cansar de não me sentir cansada.


2.18.2015

Um autêntico terror...

Epá e foi mesmo. Já tinha ouvido falar disto, mas esperava que não me acontecesse. É o que pensamos, normalmente, das Sidas e afins, não é? Pois. Isto não é tão grave, mas é muito angustiante. A Irene, de vez em quando, tem terrores nocturnos. 

É acordar, mas sem acordar do sono pesado e num autêntico pânico. A gritar de horror e a afastar-se de nós como se fossem os pais quem lhe estivessem a fazer mal. É como se estivesse a ter um ataque epiléptico ou, então, a levar choques nas costas e ter que se curvar e revirar toda enquanto grita muito e muito agudo. 



Depois da nossa experiência com as análises ao sangue que tivemos de fazer por ela ser alérgica à proteína do leite de vaca (podem ler este post) esta foi a pior coisa de sempre. 

Ainda por cima, o que "dizem" é que não vale a pena tentar acordá-los que eles não acordam, que não é nada útil e que se torna mais difícil adormecê-los a seguir. 

Não consigo. Da primeira vez não consegui (não tinha lido nada sobre o assunto), o meu instinto foi pegá-la ao colo e fazer de tudo para que ela se sentisse segura e saísse daquele estado/acordasse (não parecia mesmo nada que estivesse a dormir, estava de olhos abertos e afastar-nos).

Quando acordou, era como se nada tivesse acontecido, apesar de ainda lhe faltar o ar de ter estado tanto tempo a chorar. 

Da segunda vez tentámos fazer o que [eles] aconselham e deixamo-la a espernear na cama, olhando para ela e garantindo que não se magoava nas grades, para eles adormecerem mais rapidamente e para não piorar o estado visto que somos vistos como inimigos (é um facto). Não consegui. Apesar de dizerem e de eu já ter confirmado que não se lembram de nada do que aconteceu quando voltam ao normal, não consegui. O meu coração ia explodindo. Senti-me péssima e inútil. Mesmo que ela continuasse a espernear, tinha de pegar nela. Tinha de ser mais mãe. 

Despi a camisola do pijama e tentei mante-la o máximo possível junto a mim. Ia cantando, brincando com ela. Mudando de divisão, até que tive a ideia de lhe ir lavar os dentes (ela gosta muito). Acordou. Tudo normal. Correu bem. 

Ao que parece, eles podem ter terrores nocturnos quando não descansam bem durante o dia. Agora ando em pânico para que ela durma as sestas todas (mais ainda que dantes), mas se voltar a acontecer, deixar chorar na cama não é, nem nunca será, seja por que motivo for, uma opção. 

*imagem do site We Heart It.


Mamãke-over

Sim, sim. O título está infantil e muito pouco bem conseguido para quem queria dar uma de criativa e que consegue misturar as palavras mamã e make-over. Tentei (não muito, mas tentei). 

Estão boas? Hoje foi a minha vez de me armar em fina (não estou habituada a ir ao cabeleireiro e essas coisas, então parece-me sempre um dia esquisito de coisas boas) e, por causa da nossa entrevista de sexta-feira para uma revista (ler sobre isso aqui), fui por-me bonita, para quando as pessoas estiverem a comparar as duas, escolherem-me a mim como a mais linda e não a Joana Paixão Brás.  Sim. Amamo-nos, mas não deixamos de ser bitches umas para a outra. Brincadeira, brincadeira. 

Foi dia de deixar a Irene com o pai de manhã. Não é costume, já não o fazia desde que fui trabalhar em Setembro durante um mês e, confesso, que não fiquei nada nervosa. Claro que o Frederico é a melhor pessoa para tomar conta dela, mas será sempre depois de mim. Eu sou sempre a melhor hehe. 

Parece que correu tudo muito bem, apesar da miúda ter adormecido de cansaço na cadeira da papa. Tão, tão queridos. Além disso enviou-me um vídeo da miúda a dançar enquanto eu estava a ser pintada... derreti-me toda, claro! Bom!!!! Falemos do que fui fazer!! Vi umas imagens no Pinterest e, afinal (porque não percebo nada disto) o que eu queria eram uma californianas. E, para fazer coisa diferente no meu cabelo, só o Renato Luís. Não, não é patrocínio. Arrotei o preço todo na mesma, mas com muito gosto (e pensei que fosse mais caro). 

Comecei a ir ao Renato Luís (salvo seja) porque durante a gravidez queria fazer uma mudança de visual drástica. Queria ficar com aquele aspecto saudável e irritante das famosas. Então, à pita, procurei no Google qualquer coisa como "cabeleireiro dos famosos". Fui dar ao Renato Luís e ao Chill Factory em Oeiras. 

O Renato Luís (tenho de dizer sempre os dois nomes porque perguntei-lhe e é mesmo esse o nome artístico dele) faz as galas dos programas de televisão grandes (à excepção da Casa dos Segredos). Sempre que virem gente que, mesmo que tenha a cara de uma couve lombardo, tenha o cabelo impecável, foi ele. 


Como sabem, estou em casa com a Irene todos os dias e coitadinho do Renato Luís (aí estão os dois nomes), hoje teve de levar comigo, tipo melhor amiga. No final do penteado até levou um abraço que andou de lado. Falar com adultos é bom. De vez em quando. 

Aqui fica o ANTES: 




DURANTE: 


DEPOIS (sem óculos): 



Com óculos e sem casaco ou poncho ou lá o que é (porque faz toda a diferença haha):


Como as bloggers fazem e sempre quis fazer: 

Cabelo: Renato Luís
Óculos: Ray-Ban do Alegro de Alfragide 
(mereço porque andei 2 anos com uns da Ale Hop)
Camisola enorme: Zara 
Carro: Honda rasquinho (é a vida e já vou com muita sorte)