2.18.2015

Um autêntico terror...

Epá e foi mesmo. Já tinha ouvido falar disto, mas esperava que não me acontecesse. É o que pensamos, normalmente, das Sidas e afins, não é? Pois. Isto não é tão grave, mas é muito angustiante. A Irene, de vez em quando, tem terrores nocturnos. 

É acordar, mas sem acordar do sono pesado e num autêntico pânico. A gritar de horror e a afastar-se de nós como se fossem os pais quem lhe estivessem a fazer mal. É como se estivesse a ter um ataque epiléptico ou, então, a levar choques nas costas e ter que se curvar e revirar toda enquanto grita muito e muito agudo. 



Depois da nossa experiência com as análises ao sangue que tivemos de fazer por ela ser alérgica à proteína do leite de vaca (podem ler este post) esta foi a pior coisa de sempre. 

Ainda por cima, o que "dizem" é que não vale a pena tentar acordá-los que eles não acordam, que não é nada útil e que se torna mais difícil adormecê-los a seguir. 

Não consigo. Da primeira vez não consegui (não tinha lido nada sobre o assunto), o meu instinto foi pegá-la ao colo e fazer de tudo para que ela se sentisse segura e saísse daquele estado/acordasse (não parecia mesmo nada que estivesse a dormir, estava de olhos abertos e afastar-nos).

Quando acordou, era como se nada tivesse acontecido, apesar de ainda lhe faltar o ar de ter estado tanto tempo a chorar. 

Da segunda vez tentámos fazer o que [eles] aconselham e deixamo-la a espernear na cama, olhando para ela e garantindo que não se magoava nas grades, para eles adormecerem mais rapidamente e para não piorar o estado visto que somos vistos como inimigos (é um facto). Não consegui. Apesar de dizerem e de eu já ter confirmado que não se lembram de nada do que aconteceu quando voltam ao normal, não consegui. O meu coração ia explodindo. Senti-me péssima e inútil. Mesmo que ela continuasse a espernear, tinha de pegar nela. Tinha de ser mais mãe. 

Despi a camisola do pijama e tentei mante-la o máximo possível junto a mim. Ia cantando, brincando com ela. Mudando de divisão, até que tive a ideia de lhe ir lavar os dentes (ela gosta muito). Acordou. Tudo normal. Correu bem. 

Ao que parece, eles podem ter terrores nocturnos quando não descansam bem durante o dia. Agora ando em pânico para que ela durma as sestas todas (mais ainda que dantes), mas se voltar a acontecer, deixar chorar na cama não é, nem nunca será, seja por que motivo for, uma opção. 

*imagem do site We Heart It.


Mamãke-over

Sim, sim. O título está infantil e muito pouco bem conseguido para quem queria dar uma de criativa e que consegue misturar as palavras mamã e make-over. Tentei (não muito, mas tentei). 

Estão boas? Hoje foi a minha vez de me armar em fina (não estou habituada a ir ao cabeleireiro e essas coisas, então parece-me sempre um dia esquisito de coisas boas) e, por causa da nossa entrevista de sexta-feira para uma revista (ler sobre isso aqui), fui por-me bonita, para quando as pessoas estiverem a comparar as duas, escolherem-me a mim como a mais linda e não a Joana Paixão Brás.  Sim. Amamo-nos, mas não deixamos de ser bitches umas para a outra. Brincadeira, brincadeira. 

Foi dia de deixar a Irene com o pai de manhã. Não é costume, já não o fazia desde que fui trabalhar em Setembro durante um mês e, confesso, que não fiquei nada nervosa. Claro que o Frederico é a melhor pessoa para tomar conta dela, mas será sempre depois de mim. Eu sou sempre a melhor hehe. 

Parece que correu tudo muito bem, apesar da miúda ter adormecido de cansaço na cadeira da papa. Tão, tão queridos. Além disso enviou-me um vídeo da miúda a dançar enquanto eu estava a ser pintada... derreti-me toda, claro! Bom!!!! Falemos do que fui fazer!! Vi umas imagens no Pinterest e, afinal (porque não percebo nada disto) o que eu queria eram uma californianas. E, para fazer coisa diferente no meu cabelo, só o Renato Luís. Não, não é patrocínio. Arrotei o preço todo na mesma, mas com muito gosto (e pensei que fosse mais caro). 

Comecei a ir ao Renato Luís (salvo seja) porque durante a gravidez queria fazer uma mudança de visual drástica. Queria ficar com aquele aspecto saudável e irritante das famosas. Então, à pita, procurei no Google qualquer coisa como "cabeleireiro dos famosos". Fui dar ao Renato Luís e ao Chill Factory em Oeiras. 

O Renato Luís (tenho de dizer sempre os dois nomes porque perguntei-lhe e é mesmo esse o nome artístico dele) faz as galas dos programas de televisão grandes (à excepção da Casa dos Segredos). Sempre que virem gente que, mesmo que tenha a cara de uma couve lombardo, tenha o cabelo impecável, foi ele. 


Como sabem, estou em casa com a Irene todos os dias e coitadinho do Renato Luís (aí estão os dois nomes), hoje teve de levar comigo, tipo melhor amiga. No final do penteado até levou um abraço que andou de lado. Falar com adultos é bom. De vez em quando. 

Aqui fica o ANTES: 




DURANTE: 


DEPOIS (sem óculos): 



Com óculos e sem casaco ou poncho ou lá o que é (porque faz toda a diferença haha):


Como as bloggers fazem e sempre quis fazer: 

Cabelo: Renato Luís
Óculos: Ray-Ban do Alegro de Alfragide 
(mereço porque andei 2 anos com uns da Ale Hop)
Camisola enorme: Zara 
Carro: Honda rasquinho (é a vida e já vou com muita sorte)

Não come, não come...

Tirando os dias em que não lhe apetecia mamar e em que fazia uma fita enorme, a Isabel sempre comeu bem. Tirando os dias de birra ou de sono, sempre gostou de papa, de sopa, de iogurtes naturais, de pão. Odiou a primeira vez em que tocou em bróculos. Às vezes cerra a boca à terceira colherada e temos de fazer um espetáculo de circo para que ela coma mais. Mas é raro, muito raro.

No outro dia não quis comer. Nem uma colher de sopa. Deixei arrefecer, nada. Fui aquecer de novo, nada. Fruta, nem vê-la. Ok, vai de leite. Nada. Achei estranho, muito estranho. Estaria apaixonada?... Durante a noite, não quis leite. Começámos a ficar apreensivos. Na manhã seguinte, nada, nem papa, que ela adora, quis. Mau Maria, tu queres ver que está a chocar alguma? Dei-lhe muita água e fiz um esforço racional para não me preocupar.

Ainda bem. À noite já quis picar comida (damos-lhe comida aos bocadinhos no tabuleiro). Bebeu três biberões de leite durante a noite. No dia seguinte já quis a sopa e o segundo. À noite, devorou árvorezinhas, que é como quem diz bróculos. Nunca mais tinha experimentado dar-lhe e correu tão bem. Comeu massinhas e frango. O chão também comeu. Depois, dei-lhe sopa a achar que não ia comer nada e comeu tudo. Ainda tive de ir buscar mais. Já não quis a fruta, tudo bem.

Resumo da história: é normal eles às vezes não terem fome. É normal não terem apetite, tal como nós. Quantas vezes não nos apetece comer? Sei que a Joana Gama não sabe o que isso é, mas é normal. 

Como é convosco? Também stressam com as faltas de apetite deles?