2.11.2015

Mete medo ao susto!

A expressão dos bebés quando ficam sem luz, quando passam por túneis, mete medo ao susto. hehehe

Eu já me tinha apercebido disto sempre que fechava os estores. Realmente, faz sentido, não faz?

Se querem ver melhor, têm que abrir mais os olhos, óbvio.

Por acaso, em crescidos, fazemos o contrário. Semicerramos os olhos para focar. Porém, esta é a lógica (até em fotografia): para entrar mais luz, tem que se abrir mais ou durante mais tempo.

Ficam tão fofinhos e, ao mesmo tempo, assustadores para caraças!

No prédio onde moro, apesar de há ter pedido há 40 meses para porem luzes novas, o hall antes de se entrar na garagem está completamente às escuras e, por isso, a Irene faz sempre estas caras.

A Joana (a outra) acabou de se lembrar que já me tinha enviado um vídeo da Isabel a fazer o mesmo hehe :) (em Novembro, eishh)

 
               


Também têm videos dos vossos?

Agora fica aqui a compilação de bebés queridos e amorosos mas, de vez em quando, uns que parecem um pé. E sim, a música parece de um filme porno.

Pelo menos, foi o que me disseram. Um abraço.



               

Acabou-se a mama

Foi bom. Foi mau. Foi assim-assim. Foi terrível. Foi das melhores coisas de sempre e chegou ao fim.


Amamentar foi das melhores experiências da minha vida. A primeira vez foi mágica. Assim que puseram a Isabel da minha maca, a minutos de ter nascido, ela soube logo o que fazer. Fomos juntas até ao nosso quarto, unidas. Foi a mamar, timidamente. Os dias que se seguiram foram de preocupação na hora da mama. Adormecia. Molha pé, despe, aperta pé, mexe na orelha, mexe no queixo. O sono falava mais alto. Perdeu algum peso. Ainda no hospital, a médica que lhe deu alta sugeriu suplemento. Tive dúvidas, mas quis confiar em mim, no meu instinto. Não dei. Estava bem, não parecia ter fome. 

Já em casa, a subida do leite. Horrível. Dores e mais dores. Parecia que ia rebentar e ela não dava vazão. Vidrinhos no peito, dores lancinantes quando mamava e antes e depois. Pedia ao pai da Isabel para me apertar um pé com toda a força possível. Só queria deixar de sentir aquelas dores. Podiam ser outras. Aquelas não. Experimentei todas as mezinhas, o saco quente, o banho, a massagem. Depois o saco frio, creme, o próprio leite, a bomba. Fiz de tudo. As dores eram enormes. Ninguém me tinha avisado que podia ser assim. Não sabia. Doeu mais do que o parto. Chorava a dar de mamar. Aquele momento supostamente tão lindo, tão próximo, era um inferno. Mas ia passar. Tinha de passar. Eu só perguntava "isto vai passar, não vai?". "Vai, isso passa", respondiam. Um mês. Um mês inteiro com dores na mama esquerda. Naqueles momentos lembro-me de pensar nas mães que desistiam. Percebi. Percebi tão bem. 

Passou.
Um mês depois, amamentar era bom. Era um momento só nosso, mágico. As dores tinham ficado no passado. Valeu a pena. A satisfação dela a mamar compensava tudo. Finalmente tudo corria bem.

Depois vieram as cólicas a mamar ou o que era aquilo. Contorcia-se, chorava, tinha fome mas causava-lhe dor. Até parecia que ouvia o som do leite que lhe chegava ao estômago. Foi difícil. Tinha de me levantar, tentar distraí-la e lá ia mamando. Malditas cólicas. Passaram as cólicas. Voltou a mamar bem. Mas foi sol de pouca dura.


Biberão. Esse grande "aliado" quando fui trabalhar, no dia em que fez três meses, revelou-se o maior inimigo da amamentação. Deixava leitinho e bebia no biberão. Acontece que se começou a habituar ao facilitismo do biberão, a mama dava muito mais trabalho... Prestes a fazer 4 meses, preferia o biberão. Pedi conselhos, liguei para o SOS Amamentação, pediatra, tudo. As reservas de leite congelado estavam a acabar. Sabia que se não mamasse, dificilmente a bomba iria ajudar tão bem na produção de leite. Comprei suplemento, pelo sim, pelo não. Não queria deixar de ter leite. Não depois de tanto esforço. Não depois de ser o nosso momento. Uns dias a tirar pouco, a tristeza a apoderar-se. Mamava bem durante a noite e de manhã. Às vezes à tarde também. Fiz de tudo. Comecei a conseguir produzir mais leite para ela mamar e para guardar. Dei-lhe algumas vezes suplemento, porque tinha fome e descongelar ia demorar muito tempo. Chorar com fome, não! Queria ouvir aqueles sons de prazer a mamar, qualquer que fosse o leite.
Até que fui à clínica Amamentos pedir ajuda. Tinha ela 4 meses. Melhorou. Ficou a mamar muito melhor. Estava fartinha da bomba, mas continuei a tirar leite mais um mês para a minha ausência. Por ela, tudo. 


Até aos 9 meses mamava de manhã e à noite e ao fim-de-semana sempre que queria.


Aos 9 meses e 3 dias foi a última vez. Ausentei-me um fim-de-semana e quando voltei ela não quis. Não conseguia. Pareceu-nos doente, fomos ao hospital: pneumonia. Internada 5 dias e sempre a recusar a mama. Tentei tirar leite, mas nada de jeito.

Nova consulta com uma especialista, procurei ajuda, comprei uma máquina nova. Banhos com ela, pele com pele, danças, brincadeiras e nada. Não consegui fazer com que ela quisesse mamar de novo.

E esta semana decidi: chegou ao fim a nossa maminha. Foi bom, não me posso esquecer daqueles olhos a olharem bem nos meus, daquele mimo todo, daquela cumplicidade. Foi também mau, mas consegui superar sempre as dificuldades.

Decidi não continuar a tentar, bem comigo e até com um certo alívio porque não vou arrastar mais esta situação. Pus definitivamente um ponto final. Uns dirão que foi cedo, outros que já foi muito bom. Para mim, nem sempre foi bom, foi bom, foi mais ou menos, foi das melhores coisas e já tenho saudades. Pode ser que com um(a) maninho(a) ela queira voltar a mamar, quem sabe? Não me importava mesmo nada. 

Entretanto, e como a amamentação não é tudo, vou continuar a ser tão boa mãe como fui até aqui. E não sou mais nem menos do que quem amamentou 30 meses ou do que quem amamentou apenas um. Nem mais nem menos do que quem odiou e desistiu, nem mais nem menos do que quem teve a melhor das experiências. Amor e cumplicidade entre mãe e filha há-os de várias formas.

 *imagem we heart it

2.10.2015

Jurei nunca bater na minha filha...

... e vou manter. A sério que sim. Claro que não falo de dar uma sapinha na mão. Isso acho que deve ser dado quando necessário.

Porém, a miúda anda a tirar-me do sério. Está naquela fase de atirar tudo da cadeira de alimentação abaixo, mas já há imensos meses. A sério.

E nem é tanto a questão de atirar as coisas para o chão. É que ela atira-as com um desprezo... Nem é atirar, é deixar cair, como se fosse uma princesa e os livrinhos que há 2 segundos a estavam a fazer tão feliz, agora lhe metem nojo.

Juro que o meu instinto é dar-lhe uma lição das boas. Não é bem dar-lhe uma sova, mas sei lá. O problema é que acho que faz parte do desenvolvimento deles, estão a aprender a permanência das coisas quando desaparecem da vista. A minha questão é: aos quase 11 meses também?

Não quero nada seguir aquelas teorias de que os bebés são uns monstros que fazem birras porque isto e aquilo. Ela não está a fazer isto para me testar, pois não? É que eu nem os apanho. Será para quê?

Qualquer dia já não tenho coisas para lhe dar para a mão enquanto ela está a comer - faço isto durante a sopa porque não come muito sofregamente e, com livros, sempre que viro uma página, ela abre a boca (vá-se lá saber porquê). 

Isto tudo porque ainda finco pé em não a por a ver televisão. Para quem não saiba, durante um ano, serei mãe a tempo inteiro e se a habituo a ver televisão acho que os nossos dias pioram de qualidade de convívio num instante, além de lhe piorar o sono, etc. E... "nós" não queremos isso, de certeza! Ou queremos? Ando a ficar cansada de ter que montar uma feira do brinquedo à hora das refeições maiores... grrr. 

Truques? Sem ser tv ou ipads e afins?