1.27.2015

Quando ela for grande...

A Joana Gama lançou-me o desafio em modo de provocação aqui. Não quero que a Isabel use fofos até aos 18 anos, mas pelo menos até aos 15 vai ter de ser, temos pena... E claro, meias até ao joelho, carneiras, gola de meio metro e laçarote XXL na cabeça.
Um dos maiores desejos para a minha filha é que descubra que se recebe muito mais quando se dá.
Quero que a minha filha goste de ver chover lá fora e que queira chapinhar nas poças, com umas galochas amarelas. 
Que goste de rapar as taças com os restos de massa dos bolos até ficar com o nariz cheio de chocolate e que me ajude a fazer bolachas de gengibre. 
Que dance comigo, faça rodas e abane o bumbum ao som de músicas pirosas e que goste de cantar no carro enquanto viajamos os três. 
No fundo quero que a minha filha experimente, veja o mundo, saiba como cheira uma bugavilía e não tenha medo de apanhar uma lagartixa, mesmo que o rabo dela se separe do corpo.

Quero que a Isabel goste de se ver ao espelho e que não tenha complexos, como a mãe dela teve. 
Quero que seja decidida, mas que saiba voltar atrás e fazer de novo sempre que for preciso. 
Que não se sinta fracassada quando perde, mas que saiba erguer-se. 
Gostava que a minha filhe fosse ambiciosa e que a sua maior ambição não fosse nem ser rica nem famosa, mas sim ser uma: uma pessoa na sua individualidade, com voz crítica, criativa, diferente.

Espero que ela tenha sempre sonhos por cumprir, não para ser eternamente insatisfeita, mas para sentir que há muito mundo por descobrir e que pode ser tudo o que quiser. 
Que não seja uma totó mas que não tenha vergonha de o parecer, que saiba brincar e não se leve demasiado a sério. 
Que não perca nunca aquela gargalhada, que é o melhor som que eu já ouvi na vida.

E vocês, o que é que querem que eles sejam quando forem grandes?

Inventam tudo (#06)

Epa, giro, giro era inventarem um carrinho de bebé que se transformasse em triciclo e até em carrinho de compras! 

HAHAHA Joana, que disparate sem nexo nenhum!

Ora, baixem lá a bolinha! Comam e arrotem! (pronto, foi infantil, excedi-me um pouco)


Senhoras e senhores, cá está o BabyOom. Pelo que percebi, ainda está apenas em projecto, mas mesmo que se comercialize, cheira-me que não é para a bolsa aqui dos tugas. Cheira-me...

Vvvvvvvvvvvvvvvv (som do secador)

O meu marido ainda hoje adora o som do secador. Diz que se lembra da mãe estar a secar-lhe o cabelo, com ele sentado na sanita e de adormecer com cabeça encostada ao peito dela. Gosta do quentinho e do barulho. 

Quando estava grávida e secava o cabelo, ele aproveitava quando saia do banho e, apesar de não precisar, passava com o secador pelo corpo também. Digo "apesar de não precisar" porque calhou-me um velhote com tanto pelo quanto uma manga: nenhum! Demasiada informação? Sim, sempre. 

O meu pai também (acho que era o meu pai, nunca me lembro bem), depois de eu ter o pijama vestido, também me punha um bocadinho o secador por dentro do pijama e eu adorava o balão de ar quente. 

Pelos vistos, o namoro do ser humano com o secador é ainda anterior à nossa infância. Vem de quando éramos bebés. Nunca tinha ouvido falar disto até começar a investigar maneiras de acalmar recém nascidos (para quem ainda não seja mãe, eles choram muito e nem sempre é maminha ou fralda suja). 

E não é que o som do secador é muito parecido com o barulho que eles ouvem dentro do nosso útero e, proporcionalmente, no mesmo volume? 

Há a teoria de que os bebés deveriam só nascer 3 meses depois, que deveríamos ficar grávidas durante um ano se isso não fizesse com que nos esvaíssemos em sangue pela coisinha (adoro!), porque nessa altura os bebés já estão mais desenvolvidos cerebralmente (e não só) e o parto não seria tão traumático (para eles). A Natureza faz com que eles nasçam mais cedo, mas é pelas mães, segundo essa teoria. 

Às vezes, essa inquietude "traumática" e desesperante (para nós) do recém nascido, faz com que mediquemos a torto e a direito os nossos bebés achando que "só podem ser cólicas". Eventualmente essas "cólicas" acabam por passar e, erradamente, atribuímos a um determinado medicamento ou probiótico em vez de ser o próprio bebé que se encontra mais "situado". Estou a gastar imensas aspas, eu sei. 

Durante os três meses seguintes (cá fora), eles sentem que não pertecem a lado algum e têm saudades do útero. Por isso, o swaddling (embrulhá-los numa manta, bem apertadinhos e fazer shhhhh bem alto ao ouvido), o som do secador e outros, visto que reproduzem as condições do útero, fazem com que fiquem mais calmos.

Experimentei isso com a Irene e resultou. Usava isto quando estava desesperada (não é que eles sejam insuportáveis, mas nós, mães, estamos a passar por muita coisa ao mesmo tempo e torna-se, às vezes muito complicado):


Claro que não é o secador em si que é milagroso, o som do aspirador também resulta (não tenham medo de os acordar enquanto aspiram a casa se forem recém nascidos, até ajuda) e o som do exaustor. Lembro-me de precisar de ir fazer xixi e de a por na espreguiçadeira ao pé do exaustor para poder fazer xixi durante um bocadinho, sem me stressar. Abençoados aparelhos.

Depois não só lhes passa como voltamos a estar bem da cabeça e a conseguirmos ser criativas e ter instinto para os afagar, mas este é um óptimo truque de emergência!

Funciona quase com todos, verdade?