1.16.2015

O que é que ele quer, afinal?

Que os bebés choram, é um facto. Que choram por algum motivo, é outro. Que é nossa função fazê-los ficar bem e suprir todas as suas necessidades é inegável.

Problemas? Muitos. Os putos não sabem falar e, como mães "de primeira viagem" (odeio este termo, irra - irra também não gosto, por acaso, já que estamos a falar sobre isso), não conseguimos confiar nos nossos instintos o suficiente o que, tendo em conta as hormonas e os nervos, tudo se torna um desespero total. 

A Joana Paixão Brás (a betinha deste blogue) partilhou este artigo com as nossas amigas mães de Março (não façam essa cara que eu tenho plena consciência da bimbalhada que isto parece, porém, das melhores coisas de sempre!).

We Heart It


Basicamente, é isto: 

Choro nº1: Neh = “tenho fome” - Este eu ouvia-o claramente na Irene. Tal e qual. E, a meu ver, resultava sempre. Era engraçado ouvi-la a dizer isto conscientes do significado até porque é uma das alcunhas que temos para ela: "né".

Choro nº2: Owh = “tenho sono” - No fundo é quando começam a fazer sons com a boca em ó! Não é tão óbvio assim como as bonecas insufláveis, mas dá para perceber que estão a tentar oxigenar o cérebro. 

A partir daqui, enquanto mãe, achei só estúpido. Não consegui distinguir um dos outros. Entre heh e eh e eairh, sei lá! Era pô-la sempre a arrotar e fazer massagens na barriga deitada de barriga para baixo nos meus braços (awwww saudades quando a leitoa não me fazia ficar com as costas num 8).

Choro nº3: Heh = “sinto desconforto” 

Choro nº4: Eairh = “estou com gases”

Choro nº5: Eh = “quero arrotar”

Ah! Claro que não vale tentar descodificar o choro quando eles já estão histéricos e nós também. Nessa altura mesmo que eles estivessem a dizer "tenho fome, porca" nós não perceberíamos ou, mesmo que eles quisessem dizer, só querem barafustar por estarem estão indignados com a nossa inoperabilidade (é o que sentimos, merd* de culpa). 

E eles dizem que isto só vale até aos 3 meses. A partir daí eles já mandam um sms, não se preocupem. 

Vácinas: sim ou não?

Sei bem que não é uma palavra esdrúxula, mas gosto de dizê-la com sotaque nortenho: vácinas.

A Isabel levou a Rotateq e a Prevenar, além de todas as incluídas, claro, no Plano Nacional de Saúde. Claro, não. Atenção que não é assim tão óbvio, porque há pais que não concordam com a vacinação e assinam um termo de responsabilidade. Não é muito comum em Portugal (cerca de 95% vacinam), mas existem. Os possíveis efeitos secundários e o medo que, a longo prazo, as vacinas possam trazer complicações graves ou doenças como o cancro, inibem alguns pais na hora de vacinar os filhos.

Mas também é claro que cá estamos todos, em parte, devido à vacinação. Uma criança não vacinada pode representar um risco e há riscos que não queremos correr. Nem quero imaginar a dor e o sentimento de culpa de um pai em confrontação com uma doença num filho que poderia ter sido evitada com a vacinação.


Sou pró-vacinação, mas recentemente deparei-me com a Bexsero (contra o Meningococo B) e fiquei cheia de dúvidas. Vacinar é um processo seguro, ajuda a irradicar as doenças e nem tudo se pode resumir à pressão da indústria farmacêutica, mas mais uma vacina? 100 euros cada dose? Bolas! E a célebre questão: se é assim tão importante, por que não está no Plano? Falta de pilim, já ouvi falar, sim.
Mas a sério que vou encher o corpo da minha filha com mais bicharocos, provocar-lhe febre e mal-estar?

Cheia de dúvidas, leio isto:

"As meningites por meningococo são responsáveis pela forma mais agressiva desta doença [a meningite]. Ele circula entre nós no trato respiratório dos seres humanos, podendo passar de um portador assintomático para uma criança, deixando-a doente. A forma mais eficaz de controlo da infecção meningocócica é a vacinação. Na Europa, predominam o meningococo B e o C. Para este último, nós já tínhamos a famosa Meningitec, incluída no PNV desde 2006. Muito à custa desta vacina, a chamada doença meningocócica tem diminuído de frequência (0,8 por 100 mil habitantes em 2011). Ainda assim, leva à morte em 5% a 14% dos casos, sendo que 11 a 19% dos doentes sobrevivem com alguma sequela a longo prazo - sequelas neurológicas, perda de audição, alterações cognitivas, cicatrizes cutâneas e amputações. Também à custa da vacina contra a estirpe C. a percentagem de meningococos do tipo B cresceu nos últimos anos, sendo actualmente 72% dos N. meningitidis isolados. É neste contexto que agora surge a Bexsero, para prevenir estes meningococos do tipo B.

A vacina foi testada em laboratório e ensaios clínicos e demonstrou ser imunogénica e segura."
(no Blogue de um pai e cirurgião pediátrico "E os filhos dos outros")


Vocês, o que vão fazer? Vão dar ou não a Bexsero? O que recomendam os pediatras dos vossos filhos?

1.15.2015

O stress das festas de anos

Vem aí a festa de aniversário das miúdas. A primeira de muitas! Que alegria, não é?

É uma altura de sonho: está quase a chegar a altura dos cupcakes, dos bolos todos embonecados, dos balões e bandeirolas penduradas, do cor-de-rosa e das gomas... das crianças histéricas a correr de um lado para o outro para chamarem a atenção dos adultos, a partirem tudo o que encontrarem em casa (isto para as que caem na esparrela de fazer em casa. Senhoras: onde tendes a cabeça?), a calcarem o dedo em todos os bolos com creme e a darem cabo da mesa, tão linda, e a estragarem aquela dentição de leite com tudo o que é corante.



A mãe esbaforida com olheiras até aos joelhos de ter estado até às 4h da manhã a fazer popcakes ou lá como se chama aquele bolo/bombom/chupa (podem parar de complicar?!), a pôr lacinhos e fitinhas em tudo o que é copo e taça e mais coisas houvesse e a encher balões até desmaiar. Tão bom, uma festa!


E o T2 minúsculo cheio de criançada e amigos e familiares, mas onde é que eu estava com a cabeça quando achei que cabiam 40 pessoas nesta casa e ai! que já não aguento mais gritos, pelo amor da santa, calem-me estes miúdos, mas por que é que eu não aluguei uma sala com insufláveis em Saturno com voo só de ida? Tão bom, uma festa!

E o ursinho que eu quis moldar com pasta de açúcar que parece um panda deficiente e triste e o bolo que queimou por baixo, caraças, mas se eu tirar a camada de baixo pode ser que ninguém note, só fica mais baixo. Tão bom, uma festa!


Ufa! Acabou a festa. O caos, o drama, o horror. Deus me livre de fazer festa para o ano.

Ano seguinte: festa lá em casa! Estão todos convidados!


*imagens do We Heart It