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terça-feira, 28 de abril de 2015

Blogger da Semana - Cacomae

Mãe de três miúdas cheias de estilo, Ana Lemos é, na blogosfera, a Cacomae. Recentemente escreveu um texto inspirador (Eu sou assim), uma resposta, sem paninhos quentes, às críticas e más-línguas que enfrenta. O sucesso muitas vezes tem disto: gente que quer arrastar os outros para a lama, em vez de lhes seguir os passos. A Ana é que sabe e respondeu às nossas perguntas por email no próprio dia!

Fotografia Paulo Storch

Ana, tem o blogue há três anos. Já teve de respirar muitas vezes fundo? 
Muitas mesmo... mas confesso que mais ao princípio, quando achava que escrever um blog só tinha coisas boas ;)


Quando começou a escrever tinha duas filhas. O que mudou para lá para cá? Ter a terceira filha foi como passar de um puzzle de 50 peças para um de 1000? 
A maior diferença é realmente serem 3 em vez de 2 crianças em casa, com tudo muito mais a mil. Sim, não achei diferença grande da 1ª para a 2ª, mas uma enorme para a 3ª. Acho que é mais um puzzle de 2000 ;)

Fotografia Ties

Tem uma Carlota, uma Caetana e uma Concha. Se ainda for à quarta, ainda há algum C. que a agrade? (Constança, Carminho, Catarina, Carolina, Camila?...) 
Não vou à quarta, mas se por algum acaso isso acontecesse o nome escolhido por mim e pelo H. é Pilar.


Como se dão as três filhotas? Dá por si a mandar uns gritos de vez em quando? 
Dão, muito bem, mal e mais ou menos, conforme a hora do dia e as brincadeiras das 3. Não dou uns gritos de vez em quando, acho que dou pelo menos 1 por dia :(

Fotografia Ties

Consegue rir-se de si própria enquanto mãe? Já fez algum disparate? (não tão grande quanto o da Joana Gama, que tentou dar de mamar à filha, com ela virada ao contrário, espero…)
Ahahhahha... não sabia ;) rio imensas vezes de mim enquanto mãe, acho saudável e muito bom conseguir fazer isso... Bem um episódio, vou ter de pensar... Já sei, quando a Carlota teve varicela ouvi tantas vezes dizer que devia dar banho com farinha maizena que despejava um pacote inteiro para a água ;)


O que é mais difícil neste trabalho da maternidade? (sim, trabalho!)
Conseguir ter tempo de qualidade e paciência para elas mesmo quando estamos cansadas e elas só fazem asneiras.



Um dos nossos posts mais lidos foi o Glossário de Roupas Betas. Houve algum item do glossário que não dominasse? (Hehe, espero não estar a esticar a corda)
Eu sou fã das roupas betas por isso senti-me em casa a ler :)


Gosta de diversificar no estilo de roupas das suas miúdas. Esse estilo boho-surf-hippie (inventei agora) serve para desenjoar um bocadinho das golas muito certinhas que, tal como eu, já percebi que a Ana também gosta?
Sim, cada vez gosto mais de não usar as golas, principalmente na Carlota que já está mais crescida e por vezes já acho que fica um bocadinho ridícula.



Gostou de estar grávida? À terceira já fazia tudo com uma perna às costas (como se isso fosse possível, só com a elasticidade da Carolina Patrocínio…) ou encara-se tudo como se fosse a primeira vez?
Eu odeiooooo estar grávida e a última custou-me horrores com uma filha de 1 ano e outra com 4 a pedir muito colo. Não sei como não rebentei, fiquei gigante.


O que mais a comove nas suas filhas?
Confesso que muitas coisas, mas elas quando brincam e ouço dizer que adoram a mãe e o pai e a família de 5 delas é a mais feliz do mundo. Já ouvi e chorei <3




Se tivesse de escolher o melhor momento do seu dia, qual escolheria?
Os primeiros 5 minutos quando as vou acordar e têm aquele ar meio dorminhoco e me dizem "Bom dia, mãe" (até a Caetana já diz) e me dão o primeiro beijinho do dia. ADORO.


A mãe é que sabe?
A mãe sabe quase tudo, mas a sabedoria do pai ainda é fundamental cá em casa :)
Uma pergunta da Cacomae... lol porque não estou nos blogues que seguem? ;)

E com esta nos apanhou! Vai já ser rectificado. Obrigada, Ana.
Beijos e obrigada pelo convite... gosto do sentido de humor e da maneira de escrever ;)

domingo, 14 de dezembro de 2014

Blogger da semana (#02) - Cocó na Fralda

É só um dos blogues mais lidos em Portugal e é fácil perceber porquê: uma mãe com quatro filhos - sim, 4! - com muito sentido de humor e que escreve sobre tudo e mais alguma coisa.

Cocó na Fralda

Se não conhecem, não sabemos o que ainda estão aqui a fazer. Psiiit, quietinhos! Vão lá visitar depois de lerem a entrevista que a Sónia Morais Santos, mais conhecida por Cocó, deu ao a mãe é que sabe.


Sónia, é verdade que és conhecida na blogosfera como "a Cocó"? Gostas? (não de cocó, entenda-se)
E não é que gosto? Nunca pensei vir a gostar que me chamassem "cocó" mas acabei a achar querido. E quem quiser ofender-me tem a vida facilitada! Chama-me Cocó com má intenção e eu respondo toda satisfeita. :) 

Tens um dos blogues mais lidos de Portugal e 4 filhos, um deles recém-nascido. Como é que consegues? (estamos de boca aberta porque sabemos o trabalho que (só) um filho dá e calculamos que não tenhas amas de leite, babás ou um ghostwriter)
Não tenho nada disso, é verdade. Neste momento, por exemplo, estou a responder a esta entrevista com o Mateus deitado nas minhas pernas. E na verdade não tenho só o blogue! Também trabalho. Continuo a ser jornalista (enquanto não tiver que pagar para trabalhar - e está quase - continuarei na profissão) e já retomei um dos meus trabalhos. Acho que ser eléctrica ajuda muito. Quando não estou a fazer mil coisas sinto-me inútil e começo a deprimir. Excepto quando estou de férias - aí gosto mesmo de não fazer nada!

"Manel, Martim, Madalena e Mateus... o quinto, será Moisés, Marco, Maria ou Mariana?" ou "Estás a criar uma equipa de futebol?" Estás fartinha de ouvir bocas deste género?
Ahahahaahah. Não estou farta. Acho graça. E, falando sério, se houvesse quinto e pudesse ser uma menina, seria a Maria do Mar.


Sempre sonhaste com uma família numerosa? 
Sim. Lembro-me de inventar um irmão (antes de a minha irmã nascer, o que só aconteceu quando eu já tinha 11 anos), ao qual a minha mãe tinha de dar beijinho de boa noite. Queria tanto ter irmãos! E sonhava que vivia num orfanato, cheeeeeeeio de miúdos por todos os lados. Quando comecei a brincar aos pais e às mães, eu tinha sempre uma grande família. 

Quando parar? Quando se chega aos 4, fará assim tanta diferença chegar aos 5?
Não creio que faça muita diferença, sobretudo porque os mais velhos já estão crescidos e noutra etapa da vida. Às vezes as pessoas pensam "4 filhos???" mas esquecem-se que não são 4 bebés! O Manel já tem 13 anos, tem um nível de autonomia enorme. O Martim vai fazer 10 em Janeiro… Além disso, ajudam imenso, bem como o Martim. De resto, acho que ter uma família numerosa faz com que cada filho aprenda a importância de todos ajudarem. Só assim é possível.

Qual a diferença de idades entre irmãos? Como soubeste que seria uma boa altura para o segundo filho e assim por diante?
O Manel e o Martim têm 3 anos de diferença, a Madalena tem 4 anos de diferença para o Martim, e o Mateus tem 5 anos de diferença para a Madalena. Eu acho 3 anos uma boa idade de diferença. No caso do Mateus, ele devia ter chegado mais cedo mas demorámos um bocadinho a conseguir. :) Agora também acho girissima a diferença de idades entre o Manel e o Mateus, por exemplo. 13 anos. O Manel já olha para ele com um paternalismo que reconheço, uma vez que a minha irmã é mais nova que eu 11 anos.

Quatro filhos: quando um quer gelado, querem todos? E se não houver 4 epás? Como gerem esses "quereres"? (pronto, sabemos que o bebé Mateus ainda não tem "quereres", desde que tenha o estômago cheio, está tudo ok)
Sim, quando um come é uma guerra: têm todos de comer, senão "é uma injustiça" e fica tudo amuadíssimo. O que vale, no caso dos gelados, é que cada um gosta de um diferente. Em relação a outras coisas, roupa por exemplo, às vezes um recebe e os outros não e basta explicar que aquele recebeu porque estava a precisar. 

Sentá-los à mesa nos restaurantes é como jogar mikado? Ao mais pequeno erro, vai tudo abaixo?
Nada disso. É facílimo. Eu e o pai à frente um do outro, o resto é só sentar. Nunca demos abébias a fitas do tipo "eu quero ser aqui, tu és ali".


Há algum que se arme em esperto e que diga que não quer usar as roupas do irmão, mas que quer roupas novas?
Não. O Manel é que, sendo o mais velho (e por isso, não herdando de ninguém), agora só quer roupas de marca. Nós damos uma ou outra mas depois, vemos o preço de camisolas da Zara, damos-lhe o dinheiro e ele põe o resto, com as mesadas e dinheiro que vai ganhando, para comprar as de marca. Tem de perceber que não há cá manias. Uma ou outra sim senhor, mas todas? Só com o dinheiro dele. Os outros não são esquisitos. 

O teu seguro tem um prémio mais elevado por não se calarem um bocadinho no carro quando vais a conduzir?
Devia ter, devia. "Falta muito? Falta muito? Falta muito? Falta muito? Oh, mãeeee, ele bateu-me! Não ele é que começou!" Nem sei como é que não tenho acidentes… :) 

Como é ter os miúdos todos em actividades e dar conta do recado sem se esquecer de nenhum num sítio qualquer?
Nem sei. Há um dia da semana em que a Madalena tem Inglês e o Martim tem ténis. Tenho de a deixar, de o levar, de voltar para a ir buscar e, às vezes, de seguir para o ir buscar a seguir (outras vezes vai o pai). Depois há 3 dias por semana em que o Manel tem futebol, em dois deles a Madalena também tem natação. Aí é outra confusão. Tenho de a deixar na natação, sair com o Manel (que se equipou na casa de banho da piscina), levá-lo, e depois voltar. E há outro dia em que os dois rapazes têm guitarra. Agora, com o Mateus, ando para todos estes sitios com ele atrás. O que vale é que ele dorme o tempo todo. Mas é verdade: às vezes tenho medo de me esquecer de algum e estou sempre a rever mentalmente onde é que deixei cada um, para não correr o risco de deixar alguém para trás (ou no carro, que é o meu pânico).

Para conciliar tudo com alguma sanidade mental, tens de ser rígida nas regras ou precisas de desdramatizar a confusão e ser mais liberal?
Completamente descontraída. Há um caos organizado, digamos. Sou muito pouco rígida, caso contrário já teria enlouquecido.  

Começaste o blogue em 2008. Como é que tens tido paciência para gerir as pessoas mais... "especiais", vá, que vêem na caixa de comentários um ringue de boxe? 
É uma questão de hábito. No início doía-me imenso. Queria que percebessem que estavam erradas a meu respeito, que eu não era aquilo que estavam a dizer. Depois percebi que há pessoas que querem odiar e escolher um alvo. Por isso, podemos dar voltas e mais voltas que elas já têm aquela ideia pré-concebida sobre nós. De maneira que aprendi a desvalorizar. Esqueço. Mas esqueço mesmo. Ao fim de um minuto já nem me lembro da idiotice. Acho que é um bocado como os médicos: ganha-se calo. E eu prefiro concentrar-me em quem vem por bem, em quem tem boas energias. 

Qual o balanço que fazes do blogue?
Um balanço muito bom. Conheci muitas pessoas que hoje são amigas, mas amigas mesmo, publiquei um livro (Cocó na Fralda, da editora Matéria Prima), depois o "A Culpa não é sempre da Mãe (Esfera dos Livros), participei em causas importantes para ajudar pessoas ou instituições que precisam, procuro dar um empurrão a algumas pequenas marcas, consegui mudar a política de um hospital, que não deixava os pais assistirem às cesarianas e, depois de uma denúncia que fiz no blogue (de um pai VIP a quem se abriu uma excepção), o hospital passou a deixar todos os pais assistirem (o Ricardo, depois disso, já assistiu ao nascimento da Madalena e do Mateus)… enfim, acho que o blogue, que começou só para me divertir, acabou a trazer-me coisas que jamais imaginei e, como acho que devemos devolver o bem que nos acontece, tento sempre ajudar os outros.

Obrigada! Não te roubamos mais tempo, vai lá namorar o Mateus e os teus outros três filhotes! E muito sucesso com o blogue, somos fãs!

 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Blogger da semana (#01) - O Copinho de Leite

Há blogs para todos os gostos, verdade? Até para pessoal que tenha fetiches esquisitos, com peças de lego, por exemplo. 
Não é o caso.

Este blog tem uma missão.



Se ainda não conhecem O Copinho de Leite, fico contente por vos dar a conhecer. É um blog alérgico à proteína do leite de vaca (APLV), tal como a minha filha. Depois do terror das análises (escrevi sobre isso aqui), encontrá-lo fez-me sentir que é possível lidar com isto de uma maneira menos dramática, caso não passe por volta dos 12 meses. 


Quais foram os primeiros sinais de que o seu filho poderia ser APLV?

A APLV tornou-se evidente aos quatro meses, quando o eczema se alastrou ao corpo todo e, também, quando comeu a primeira papa (e era não-láctea). Ficou com uma enorme crise de urticária e ligeiramente inchado. Com os conhecimentos que tenho hoje sobre a matéria, vejo que as manifestações começaram muito mais cedo. Era um bebé que não dormia (nem de dia nem de noite) e estava sempre a chorar (sobretudo depois de ter comido), dando mostras de um grande desconforto. 


Qual foi o seu processo? Análises, especialistas, retirar imediatamente tudo o que tivesse leite de vaca da dieta do seu filho e da sua quando (se) amamentou? 

O pediatra que o seguia na altura não estava minimamente sensibilizado para as questões das alergias alimentares. Por nossa iniciativa, procurámos uma alergologista que pediu análises. Os resultados foram inequívocos: alergia às proteínas do leite de vaca, em grau elevado. Eu comecei a fazer evicção total do leite e da soja, pois amamentei até ele ter um ano. 
Também consultámos um dermatologista pediátrico, por causa do estado caótico da pele. Ah, e mudámos de pediatra… duas vezes!


Sentiu que não existia informação organizada de forma útil para mais mães, nesta situação, consultarem, daí o blogue?

Eu tive a sorte de encontrar uma alergologista que me facultou toda a informação necessária, para aquela fase de “arranque”. Todavia, é um facto: não havia quase informação nenhuma disponível, com excepção de alguns sites brasileiros. Entretanto, tive conhecimento da Alimenta – Associação Portuguesa de Alergias e Intolerâncias Alimentares, o que acabou por contribuir para não me sentir uma perfeita extraterrestre. 
Sim, pode dizer-se que o blogue cumpre esse propósito. Fui incentivada por várias pessoas a fazê-lo, quiçá fartas das minhas palestras informais sobre alergia alimentar!


Qual será, na sua opinião, a percentagem de diagnósticos acertados de APLV em bebés? Poderá ter-se tornado numa "alergia da moda"?

Quiçá condicionada pela minha experiência, em que houve um diagnóstico tardio que poderia ter tido consequências muito graves, acho preferível que se coloque a hipótese de alergia alimentar, do que não se coloque de todo. 
Não creio que se trate de uma alergia da moda, trata-se de uma questão de saúde que, infelizmente, tem vindo a crescer a um ritmo preocupante. 


Considera que é um "problema" ou, apenas, uma questão de cuidado extra?

É uma condição de saúde, que exige um milhão de cuidados extra, muitos dos quais nem passam pela cabeça da maioria das pessoas. Meter um iogurte dentro de um saco fechado, antes de o deitar no lixo lembra a alguém? Pois… a nós sim. 



Se não fosse a APLV, estaria tão activamente envolvida na alimentação do seu filho, fazendo iogurtes caseiros, por exemplo?

Não, de todo. A APLV veio revolucionar por completo os hábitos alimentares e de consumo da família. 


Sente que a falta de apoio à amamentação nalguns hospitais poderá ser uma das principais causas para o despoletar da APLV visto que facilitam um contacto prematuro com o leite artificial?

Existem algumas evidências científicas que o contacto precoce com o alérgeno pode desencadear estes quadros. Porém, há muitos casos de crianças com alergias, que só ingeriram as proteínas do leite já tarde e são alérgicas na mesma. 
Concordo, todavia, que existe falta de apoio à amamentação nos hospitais. Eu senti isso e de que maneira! Valeu-me a minha obstinação e a forte convicção de que amamentar era o melhor que eu podia fazer pelo meu filho. Não estou arrependida! 


No vosso dia-a-dia, que produtos  sente que faltam para crianças com APLV?

Imensos produtos: papas, bolachas, iogurtes, leite com sabor decente, etc. A oferta ainda é muito escassa, limitativa e dispendiosa. 


O que falta fazer para melhorar a vida dos copinhos de leite?

Acho que falta “empowerment”! A criação do meu blogue é também para colmatar isso. As pessoas com alergias alimentares, os pais de crianças com alergias alimentares, têm de começar a criar um “buzz” em torno destas questões. Reclamar um lugar seguro para si e para os seus, nos meios onde estão inseridos. Têm de parar de pedir desculpa por uma condição médica, que não escolheram nem as define! 


Conselhos a futuros pais para estarem em cima do acontecimento?

Diria que, ninguém conhece tão bem os vossos filhos como vocês, mesmo que sejam pais de primeira viagem. Atenção à pele, aos cocós, aos padrões de sono, etc. Não tenham medo de parecer chatos, de fazer perguntas aos médicos, de pedir segundas opiniões, se for caso disso. 


Conselhos para mães copinhos de leite?

É importante aceitar que, por mais que nos custe, não podemos controlar tudo. Essa coisa do mundo almofadado e “milk free” não existe. 
Aligeirar a culpa que sentimos constantemente (pelo cheeseburguer que comemos aos nove meses de gravidez, pela tosse nocturna, pelos iogurtes que ficaram uma porcaria, pelo chocolate comido às escondidas deles, pelo buraco na camada de ozono… ) também é importante. 

Obrigada, mãe Copinho de Leite, pela disponibilidade não só para a entrevista, mas também para ajudar outras mães!