Silly season, silly question.
Se há discussões que nos separam cá em casa e que quase nos levam ao divórcio é esta: bola de Berlim com creme ou sem creme. Já dizia o Carlos Tê, não se ama alguém que não ouve a mesma canção. (Não sei como é que o Quim Barreiros não fez ainda uma letra veraneante que meta as palavras "lamber", "bola..." e por aí fora. Não tens de agradecer Quim.)
Eu não percebo como é que, em tendo a opção bola com creme (só de pensar naquele creme sedoso, amarelinho, a fazer-me cócegas no céu da boca, fico com lágrimas nos olhos), se escolha uma bola sem creme. Para mim, uma fartura em forma de bola. Para mim, um deserto a gritar por uma "pinga" de água. Como disse alguém, sábio, claro é como beber uma cola sem gás.
Para mim, o creme é tão mas tão bom (quando é bom, raras vezes não o é), que eu estou a pensar registar isto: creme em copinhos com tiras de Berlim para molhar lá dentro. O creme é tão guloso que eu fico triste quando acaba e ainda tenho bola por comer. Tento sempre deixar um bocado de creme para o fim, nem que seja num dedinho, para depois lamber no fim. Quão estranho é aqui o bicho?
Ele argumenta que sem creme é muito melhor, que não enjoa, que a massa da bola é boa assim e o creme só estraga. Menino.
Claro que o creme estraga. Estraga, ainda mais, a anca, o rabo, a barriga, o corpo no geral (meu Deus, mais vale nem pensar muito nisso). Mas eu sou apologista do "já que é para estragar, é para estragar. Com prazer total."
Vamos ao debate que importa, que já inaugurei no instagram? Com creme ou sem creme?
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Bolinha em Sesimbra |
#odebatequeimporta #otemadomomento #sillyseason
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