5.19.2015

A cadeira da papa da Isabel

Começo já por dizer, para depois não estarem com "ah e tal e coiso" que a cadeira da papa da Isabel foi oferecida pela Bébé Confort. A cadeira da papa e a espreguiçadeira, que fazem pendant. Ou pandam. Ou pan-dan. Raios.


A cadeira de refeição Keyo é um conceito engraçado e funcional, uma vez que o suporte permite encaixar não só a cadeira da papa, como a espreguiçadeira, uma alcofa e ainda uma cadeira automóvel (G0+) da marca. Além disso, a altura é regulável também (tem 5 posições diferentes). Tanto podem pô-la à altura de um sofá, da mesa de jantar ou como vos der mais jeito.

Escolhemos a cor "aqua sky" (já vos contei da minha panca por verde água e azul turquesa, não já?) e fiquei descansadinha por saber que a forra é lavável, porque não há pachorra para forras cheias de sopa e papa a secarem nas cadeiras.

Quando recebemos esta cadeirinha, a sogra já nos tinha dado uma (de uma marca sueca cujo nome eu não vou pronunciar eheh), que, sejamos práticos, cumpre o seu papel. Mas, minhas amigas, em podendo, esta é muito superior. O assento é fofinho e ergonómico, as costas também, o tabuleiro sai e vai rapidamente a lavar. E caso liguem à estética da coisa, esta é uma cadeira muito bonita.


A espreguiçadeira também me parece bastante confortável (gostava de experimentar mas parece-me - tenho uma ligeira impressão - que o meu rabo não cabe ali). Mães grávidas de primeira viagem (o que eu odeio esta expressão bimba), uma espreguiçadeira é daquelas coisas que TÊM MESMO DE COMPRAR (ou pedir emprestado). Quando eles são minúsculos e não seguram bem a cabeça, não há coisinha mais confortável, além do colo dos pais, claro, do que uma espreguiçadeira, quando temos de comer, ir fazer xixi, tomar banho, descansar as costas, esses pormenores.


Já não conseguimos prender a Isabel na espreguiçadeira, porque já está crescida e zanga-se facilmente, mas vai ficando lá uns minutinhos, como se estivesse no sofá, a relaxar.



Como não estava a conseguir tirar fotos nenhumas de jeito, pedi ajuda ao marido. O resultado foi este:







Lição aprendida: nunca pedir o que quer que seja a um homem à hora do jogo.

5.18.2015

Não consegui resistir mais.

Sempre fui a moça dos ténis, dos Nike, das botas Nike, dos All Star, dos Adidas. Quanto mais hip-hop fosse o calçado, melhor. Ainda sou, mas nalguns momentos. Já nem sempre me apetece. Agora vario e gosto de ter opções para me sentir mais mulher e menos moça (que lindo). 

Não sei porquê, nunca me senti muito inclinada para as alpergatas, a começar pelo nome que me irrita solenemente. Aliás, nem sequer sabia que era esse o nome, para mim, sempre foram Paez. 

A verdade é que, tem vindo a crescer em mim uma vontade incontrolável de as ter. Tornaram-se cool. Já há uns anos estava mortinha para comprar umas que pareciam uma melancia (lindas, lindas), mas não estava minimamente aberta a mudar o formato do meu pé para algo tão diferente. 

Agora, não aguentei mais. Foi o meu irmão, Pedro a querer comprar umas e a ficarem-lhe tão bem, foi a Joana Paixão Brás que apareceu num post com elas, fui eu a passar duas vezes pela loja do Colombo e pronto. Cá estão. 

Estou a passar pela febre das All Star. Apetece-me ter Paez de todas as cores para poder usar com tudo neste Verão. Foi mesmo muito difícil decidir-me. E sabem qual é o pior? Há para os nossos filhos. Ainda não havia o tamanho da Irene, senão, saíamos as duas a combinar... 

Há aquelas vezes em que nos vestimos e depois tentamos arranjar uns sapatos, depois há o contrário. 

Eu cá gosto! 

Pode ser que a Mãe dê, deixem ver ;)



10 mandamentos da mãe que trabalha

No dia em que a Isabel fez três meses, fui trabalhar. Custou-me muito. Esse dia e os que se seguiram. Não estava preparada. Acho que nunca se está. Se há dias em que trabalhar me faz sentir útil, me dá adrenalina e me faz sentir viva, outros há em que as saudades tomam conta de mim. Em que me interrogo se faço as escolhas certas, em que conto os minutos para estar com ela outra vez. Acho que é assim com todas as mães.

Para que aproveitemos melhor todos os segundos e não nos sintamos culpadas, ficam os mandamentos da mãe que trabalha:

10- Não olharás para fotografias no telemóvel mais que três vezes por dia para matar saudades
Melhor do que ficar a vê-los no ecrã, é aproveitar ao máximo o tempo em que estamos longe deles para dar tudo no trabalho, sermos mais eficientes e, caso tenham horários flexíveis, fazer em menos horas o que fazemos normalmente em mais. Caso seja como ir ao respirador e vos der mais pica para trabalhar, força. Se ficarem todas roídinhas por dentro e vos fizer lamentar a vida que têm, é pecado.



09 - Não odiarás as segundas-feiras
Depois do fim-de-semana em que podemos dar-lhes beijos as vezes que quisermos, acordar e voltar à rotina pode ser um crime de lesa-majestade. Mas começar a semana com humor de cão e chegar ao trabalho com cara de traseiro não traz boas energias e não melhora absolutamente nada. Ser daquelas pessoas azedas e com ar de que todos lhe devem alguma coisa é pecado.

08 - Tirarás duas horas do teu fim-de-semana para preparar as refeições da semana
Caso padeças de um mal chamado desorganização como eu padeço e queiras aproveitar todos os (poucos) minutos de segunda a sexta sem querer dar um tiro no pé com tanto stress, nada como tirar duas horas do fim-de-semana para fazer as refeições principais da semana, ou pelo menos para esquematizá-las, num calendário, e deixar parte delas congeladas. Fazer por sistema ovos mexidos e arroz é pecado.

Tipo isto, mas nada a ver. Ser assim sexy também é pecado.

07 - Aproveitarás bem o tempo que estiveres com os teus filhos
Não há coisa muito pior do que nos deitarmos na cama com a sensação de não termos estado tempo nenhum com os nossos filhos. Mas a questão que devemos colocar-nos é: o tempo que passei com eles foi de qualidade? Estar a dar-lhes banho a pensar no email de trabalho que ainda temos de responder, contar-lhes uma história com fogo no rabo para ir limpar a cozinha, estar no Facebook só a ver o feed mais uma vez, em vez de estar a olhá-los nos olhos e a ouvi-los, é pecado.

06 - Não te martirizarás quando te atrasares um dia para ir buscá-los à escola
Muito provavelmente vai acontecer. Não controlamos uma chuvada, um dia de trânsito infernal, um pedido urgente e mais demorado no trabalho. Não somos omnipresentes nem omnipotentes e quando só dependemos de nós próprias não há ajuda que nos valha. Por muito que nos custe, é jogar a bola para a frente. Ir buscar a chibata e ficarmo-nos a sentir as piores mães do mundo é pecado.
 
05 - Não falarás dos teus filhos no local de trabalho, de 15 em 15 minutos
Apesar da nossa filho-dependência, o primeiro passo para a cura é afastar o cálice do nosso pensamento. Além de que não há pachorra. Muitas vezes, já temos o interlocutor a bocejar e não damos por isso. Ser uma mãe chatarrona é pecado.

04 - Não compensarás a tua ausência sendo aceleradinha
São tantas as horas em que não os temos nas nossas vidas, que quando estamos com eles corremos o risco do over-booking. Não temos de encavalitar uma ida à praia, com um almoço fora, com uma ida ao jardim e com uma festa de anos. Eles também precisam de sossego, de estar em casa, de fazer as sestas e de segurança. Andar sempre com um speed infernal, a querer percorrer todas as capelinhas, é pecado.

03 - Deixarás tudo preparado na véspera
Aquela coisa do "amanhã logo se vê" não se aplica a uma mãe que trabalha, no que a preparar as malas e as roupas do dia seguinte diz respeito. A não ser que se consiga acordar duas horas antes de sair e se saiba de antemão que não se vai apanhar trânsito. Comer uns flocos a correr, entrar em stress porque o filho fez cocó na fralda antes de sair, quando se perdeu tempo a passar uma camisa a ferro ou a refazer a mala da escola deles é pecado. 

02 - Cuidarás de ti
Passas pouco tempo do dia com os teus filhos, é um facto. Trabalhas que te fartas. Fazes das tripas coração (que bela expressão...) para seres uma boa profissional e uma mãe presente. Mas, de vez em quando, podes tirar umas horas para ti. Ir fazer a depilação passa a equivaler a uma massagem. Ir ao ginásio uma vez por semana não te rouba tempo, dá-te tempo e genica para fazer tudo em casa. Ir comprar uma lingerie nova pode dar um abanão a essa relação. Deixar de cuidar de nós é pecado.


01 - Não invejarás a vida das mães que ficam em casa
Ao contrário do que muitos querem fazer parecer, estar 24/24 horas em casa com os filhos é trabalho de guerreira. É ter de abdicar de (quase) tudo por eles, é ter de aturar todas as birras, todas as lágrimas e aproveitar as sestas deles para passar a ferro ou fazer a sopa. Invejar a vida de uma mãe que fica em casa, como se de uma coisa fácil se tratasse, é pecado.

*imagens We Heart It


[foi um exercício engraçado reler este texto agora que, dois anos depois, sou uma mãe que fica em casa]
 
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