Vou fazer birra. A sério. Não tenho jeito nenhum para esta coisa de mamãs fofas que decoram o quarto. Lembro-me de quando era pequenina adorar uma loja que havia que acho que se chamava "os ursinhos" e tinha tudo super super bimbinho, a condizer. Pensava para mim: "gostava tanto de ter um quarto destes". Sim, para mim.
Também, pelos vistos, queria umas sabrinas de verniz vermelho que a minha mãe não me deu por achar muito bimbas. Mais tarde ficava chateada comigo por não querer andar de "sapatos à vela" (como eu dizia) e querer sempre ir com as botas da Nike.
Conhecer a Joana Paixão Brás despertou em mim esta vontade de querer ter tudo arranjadinho e bonito, à mãe fofinha.
E nem é pelo facto da Irene crescer mais feliz (acho que na volta não lhe faz grande diferença se tem um cavalinho de madeira ou uma caixa de cartão das fraldas para brincar), é porque faz parte de toda uma filosofia da qual estou a ficar fã: pôr amor e dedicação em tudo. Para que se note, sempre. Para que à la SIMS (o jogo), quando entremos nessa divisão, sintamos os nossos níveis de conforto e, já agora, de oxitocina a subir.
Para que todas as fotografias no quarto façam sentido com o que lhes passamos todos os dias.
E, já agora, para que a Irene se sinta inspirada quando também for mãe.
Este é o quarto da Isabel e fiquei tão contente de ter tirado lá fotos com a Irene que a conclusão é mesmo: quero um quarto de beta, já!
Em breve (ainda não sei quando) vamos mudar de casa e está prometido um quarto de beta para a Irene. E um quarto de beta para a mãe. E uma cozinha de beta. E mais vestidinhos para ficar mais bonita quando se tiram fotografias, para a Irene que eu tenho as pernas num nojo e não pretendo fazer a depilação tão cedo.
Continuo a ter alma de trolha, de querer tudo o mais prático possível mas ser betinha compensa. É só pensar mais um bocadinho. Envolver-me mais nos projectos.
Pensar antes de agir.
Acho que é esta uma das milhares de lições que estou a aprender com a maternidade.


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