3.10.2015

O meu homem usou tanga fio-dental mas é muito macho

David - Digam-me lá se os papás aí em casa não estão com as costas feitas num oito de pegar no pequeno diabrete ao colo? Eu falo por mim, tenho as costas com mais nós que uma corda de marinheiro. Não sou muito de ir receber massagens, mas...

Joana - Nem de dar, mas adiante...

David - ... mas confesso que adorei a ideia e se é à borla melhor ainda, sou tuga e gosto que me ofereçam coisas. O RitualSpa ofereceu-me uma massagem Gin&Tonic num dos hotéis de luxo em que a marca opera e...

Joana - ... E tu ainda vais agradecer como deve ser aqui à tua mulherzinha por ter conseguido que fosse o menino a levar uma massagem enquanto ela ficou a anhar. Anhar não, que aproveitei para passear com a filha no hotel e sentir que até estava lá hospedada.



David - Vês, escolhi bem o hotel e o dia, que estava um sol do caraças, não te queixes. Escolhi o Onyria Marinha Edition Hotel & Thalasso na Quinta da Marinha, em Cascais, porque tenho o gosto masoquista de ver quão bem vivem os ricos. Fui sem saber bem ao que ia mas à chegada fiquei logo maravilhado com o hotel e com a simpatia das pessoas que me receberam no Spa.

Joana - Viu-se bem que gostaste porque nunca mais te vinhas embora. E tenho aqui as provas, qual paparazzi.




Joana - Mas vá, chega lá à parte da tanguinha, para eu me rir.

David - Então, levei o meu fato de banho e chinelos como pedido, mas no início da massagem foi me dito que tinha uma tanga descartável para colocar. Com esta é que eu não estava a contar. Qual foi a minha sorte? Tinha a depilação feita!

Joana - David, vá, ninguém quer pormenores desses, pelo amor de Deus! A massagem...

David - A massagem consiste em estar deitadinho a levar com jactos de água, coisa que a minha adorada mulher não me explicou e a minha primeira preocupação foi a de que provavelmente ainda não tinha a digestão feita dos quilos de sushi que comi ao almoço. Mas a massagem não é só isso, calma, enquanto levamos com os agradáveis jactos de água recebemos uma bela massagem corporal que nos faz levitar e esquecer que estamos com trajes muito reduzidos.

Joana - E perguntam vocês, moças bem casadas, então mas se a massagista está a massajar com água à mistura é tipo miss t-shirt molhada ou está em bikini? Não, aí o Spa está do nosso lado e as massagistas estão com uma espécie de fato de mergulho, todas tapadinhas, que o respeito é muito bonito. Pelo menos, foi o que o David me vendeu...

David - E é verdade. O que é que estás a fazer em topless, Joana?

Joana - Vá, massagem para compensar, se faz favor.

David e Joana, qual Broa de Mel ou Sonny & Cher

3.09.2015

a Mãe dá (#11) - Mochila Porta Bebés Ergobaby

Olá meus amores (apeteceu-me, desculpem).

[ler à televendas]

Fartas de andar com os carrinhos para a frente e para trás e com o ovo? Já têm dores nos braços como se fossem autênticas velhotas? 

Quando vão passear com os bebés e os levam no carrinho, ficam com saudades deles e, a determinada altura, querem muito pegar neles porque não aguentam mais? 

Em casa eles fazem birra e não vos deixam fazer nada? Só se acalmam ao vosso colo e o vosso sonho é ter o melhor dois dois mundos? Isto é: ter o bebé ao colo e, ao mesmo tempo, fazer outras coisas, tendo as mãos livres? 

Fartas de anúncios que só fazem perguntas? 

Temos este magnífico kit mãos livres para vos oferecer. Neste caso é como se o bebé ficasse boiar à vossa frente, porque praticamente não sentem o peso no vosso corpo.

Já usei marsúpios e, infelizmente, tinha de embuchar um Ben-u-Ron à noite porque não conseguia dormir por causa das dores de costas. Neste caso, está tudo muito bem pensado.

O primeiro Ergobaby foi pensado e feito por uma mãe que teve um bebé com o problemas de  displasia da anca. Por isso, o Ergobaby não é um marsúpio, é uma mochila porta bebés. Ele foi pensando, acima de tudo, no conforto do bebé (ainda não tinha visto nenhum que apoiasse tão bem o bebé) e depois na sua portabilidade. 

Eles não são anémonas, eles têm ossinhos e músculos. E se vão ficar ao nosso colo, o melhor é garantirmos que estão bem, que não estão todos tortos e não vão ficar marrecos ou algo pior.  



O único inconveniente desta mochila é o facto de ser tão segura e tão, lá está, ergonómica que se leva um pouco mais de tempo para estar pronta para enfiarmos o miúdo lá dentro, mas compensa depois com o conforto e com a certeza de que ele também está tão confortável quanto nós. 

Ainda estão a ler isto tudo? Pá, estou a dar-me ao trabalho de escrever, é bom que sim, senão não merecem a mochila. Ganham antes uma nêspera e vão à vossa vidinha. 

Um dos outros problemas com que me deparo com os outros porta bebés é que tento fazer as outras coisinhas, mas depois tenho sempre a cabeça da miúda à frente. Neste caso, este modelo do Ergobaby dá para pôr o miúdo em tantas posições que quase parecemos fazer parte do Cirque du Soleil. 

Se forem um bocadinho burras como eu em ler instruções, em perceber coisas práticas, se demoraram até aos 20 anos a saberem atar os sapatos e, mesmo assim, apertam da maneira mais lenta possível, há solução para nós! Os tipos pensaram em tudo e fizeram vídeos para por na net com uma senhora toda elegante (mete um bocadinho de nojo) e bonita a explicar tudo devagarinho (além disso podemos por no pause, o que é excelente!). 

Está aqui o site do bicho e, já agora, está aqui também o modelo que escolhi e que vocês podem ganhar! Não sei se vão ter que levar também com a cor que escolhi, mas olhem, amanhem-se. ;)



Para participar é preciso:
1) Fazer like na página Ergobaby Portugal 
2) Fazer like na página d'a Mãe é que sabe
3) Partilhar publicamente este link no vosso perfil do Facebook
4) Preencher o formulário em baixo

Condições:
O vencedor será anunciado no dia 22 de março de 2015, sendo aceites inscrições até às 23h59 do dia anterior.
O vencedor será escolhido aleatoriamente através de random.org.
Só é válida uma participação por endereço de e-mail.



Afinal Havia Outra (#13) - Desculpem lá o desabafo!

Vou entrando assim, no vosso dia, sem pedir licença nem nada, mas preciso de desabafar. As últimas semanas da minha vida têm sido caóticas. As “Joanas que sabem” estão à espera de um texto meu e eu nem sei o que escrever, porque não tenho tempo sequer para pensar.

A minha filha de dois anos teve varicela. Dez dias em casa da avó, pomadas para aqui, mais xaropes para ali, ir buscar uma à avó, a outra à creche, chegar a casa, dar banho com farinha Maizena – sim, ajuda a secar as borbulhas e é ótimo - dar jantar, deitar as miúdas e adormecer toda torta com elas, vestida e tudo e perceber que são quatro da manhã e a televisão lá em baixo ainda está ligada.

A varicela vai-se, vem uma infeção urinária, antibiótico e a miúda lá fica boa e regressa à creche. Eis senão quando aparecem as primeiras borbulhas na mais velha. Deixar uma na creche, outra na avó e por aí em diante - que eu preciso de desabafar mas escuso de estar a repetir-me porque vocês não têm culpa nenhuma. Eu cheia de trabalho, o pai cheio de trabalho e é ver um e o outro a adormecer em qualquer lado – tipo zombies – ao mesmo tempo que a roupa para lavar quase chega ao teto da casa de banho e a loiça nem sempre chega à máquina.

Depois de tudo isto - e livres da varicela - a mais velha fica com gripe, com direito a uma ida para as urgências a meio da noite e tudo. “Devíamos marcar um fim-de-semana em qualquer lado”, diz ele. Mas como, se as avós também estão as duas doentes? (Ainda não vos tinha contado estar parte, pois não?) Pois. E fica assim a possibilidade de ir substituída pela vontade de ir. Parecendo que não, sempre fica o coração mais quentinho por sabermos que ambos queríamos muito ir. Só que não dá.

Para ser sincera, acho que esta canseira toda já vem de muito antes das varicelas. Acho mesmo que a última vez que descansei a sério foi no dia de Natal. De lá para cá foram semanas desenfreadas atrás de semanas desenfreadas. Combinações de almoços com as amigas adiados, baldas a jantares de aniversário, duas peças de teatro que queria muito ter visto e não vi, já para não falar dos filmes que entram e saem do cinema e eu nada! Pela primeira vez na minha vida, não vi um único filme nomeado para os Óscares...  

E, de repente, esta semana lá se arranjou quem ficasse com elas e fomos jantar fora no dia do 16º aniversário de namoro. Vesti uma camisa preta que já não saía do armário há séculos e pus um risquinho nos olhos para “disfarçar”. Quando íamos a sair de casa até julgo ter sentido borboletas na barriga e não sei se era por estar a sair com o namorado ou simplesmente por estar a sair. O que eu sei é que foi tão bom conversar como dantes, com tempo para acabar todas as frases sem interrupções. Recordar os primeiros tempos de namoro – chiça, foi há tanto tempo, caraças! E renovar vontades: “Catarina, temos mesmo de ir os dois de fim-de-semana um dia destes senão caímos para o lado”. E aí, nesse pequeno oásis num deserto de cansaço e de tarefas para cumprir, percebemos que, mesmo cansados e muitas vezes desencontrados dentro de quatro paredes, estamos na mesma. E “na mesma” não é mau, é bom. É muito bom. Acho mesmo que era isto que o Kundera queria dizer quando definiu a felicidade como “o desejo de repetição”.

E pronto, agora que já desabafei, saio de fininho para ver se me lembro de alguma coisa para o texto que tenho de entregar...

Catarina Raminhos, mãe da Maria Rita e da Maria Inês