3.05.2015

Sobrevivi!

Nós, mães, somos vítimas de uma das piores coisas de sempre: sabemos que "é bom sujar-se" [como dizem os anúncios do Skip ou lá o que é], mas até ficamos mal dispostas quando vemos tudo a acontecer. O momento fica em câmera lenta e, em vez de sentirmos que estamos a proporcionar uma nova experiência sensorial ao nosso bebé, algo nos consome por dentro e nos dá vontade de limpar tudo naquele instante. 

Ficamos nervosas, começamos a ficar suadas por baixo das mamas, fazemos imensa força nos maxilares, ficamos muito tensas e não dá! É pegar na miúda, sacudi-la com umas palmadas secas e ir buscar o aspirador grande que o aspirador pequenino nunca serve para nada. Epá, mas é que não serve mesmo. Para migalhas, então, que parvoíce! Dá-nos a esperança que aspira alguma coisa mas, depois, quando o viramos para baixo lá caem a porcaria das migalhas. Parece um velhote a tentar lidar com a sua própria saliva. 

A Irene, de tanto me ver a desfazer bolachinhas para a papa, anda com essa mania. Agora, sempre que lhe dou uma bolacha, adora fazer migalhinhas. Quando está na espreguiçadeira é óptimo. Pego naquilo e sacudo lá para baixo. Hoje foi no chão. 



Começou tudo a acontecer muito devagar. E borrifei-me para isso. Já estava. "Perdido por 100, perdido por mil". A miúda estava a divertir-se e eu já tinha de ir buscar o aspirador grande na mesma. É como quando cai a primeira nódoa na roupa deles. Já está. Agora não é preciso estar com cuidados. Vai para lavar anyway.

Mais eficaz que o meu aspirador pequeno é o Noddy que agradece esta nova mania da Irene. 




O que me fez aguentar foi olhar para ela. Concentrada, a desfrutar de uma coisa nova. Porém, espero que lhe passe que sou mãe fofa uma ou duas bolachas no chão. À terceira, leva ela uma bolachada.



Nunca.

3.04.2015

Odeio! Odeio dar-lhe de comer!

Estive em negação muito tempo. Não queria mesmo admitir, nem a mim mesma porque achava que era de "má mãe" - tenho muito isso. A verdade é que odiava dar-lhe de comer. Não sei se será um fenómeno normal entre mamãs que gostam muito de dar mama, mas achava tudo muito pouco prático. 

Além de que a miúda fechava a boca quando não queria comer ou por graça, não sei. Eu desesperava. Dava-lhe brinquedos para a mão. Sempre tive aquela ideia do "tem de comer a sopa toda" e media a sopa que punha em cada tupperware dela. Depois tive uma epifania e tentei relaxar. Epifania graças ao meu marido, vá. Não quer comer, não come. Se calhar não tem fome. Se calhar não gosta. Se calhar tem muito sono. Porquê impingir? Como já disse num post também sobre comida e/ou sono: os bebés são pessoas. Lá por não comerem não quer dizer que nos estejam a desafiar. Simplesmente não querem comer. Nós é que lidamos mal com isso e "amuamos". 

Deu para relaxar. Deu para pensar em dar-lhe mais livros que ela constantemente atirava para o chão. Ficava ainda mais enervada. Não comia a sopa por gozo. Borrifei-me para as quantidades e compensava com mama. Quando me comecei a borrifar as coisas começaram a correr melhor. Passei a divertir-me e ela também. Ah! Tirei-lhe também o tabuleiro da cadeira e juntei-a à nossa mesa.  Assim as coisas que usamos para "brincar" já não caiem tanto. 

Comecei a ter vontade de cozinhar melhor, de fazer experiências de lhe dar mais coisas para a mão, de fazer as receitas do livro para bebés e, de repente, tenho uma bebé que come muito bem. Não, nem sempre, mas já não conto essas vezes. Não come agora, come depois. Para quê stressar? 

Um truque que já reparei que resulta é não lhes enchermos o estômago todo com a mesma comida. Vamos variando: come a sopa até querer, depois damos-lhes carne picada e arroz e depois pêra. A brincar a brincar até deve ter comido mais que o costume, do que se só tivesse oferecido um prato. 

Agora adoro dar-lhe de comer. Adoro. Adoro cozinhar para ela. Preparar o pratinho. Dançar com ela, fazer truques de magia (que incluem amachucar um guardanapo de papel e dizer que é  um peru), etc.

É mais um momento de amor, não é como a mama, mas é mais ou menos. 

Fotos tiradas pelo meu marido! ;) Tão querido! 

Ah! Se o meu texto vos parecer um bocadinho nervoso, a forma como eu lidava antes com a alimentação dela é porque sou ansiosinha e tal piora com coisas da Irene, claro. Estou a curar-me com ela aos poucos. A aprender. Espero que vocês também. 





A mãe dá (#10) - To Be Touch

Mais uma voltinhaaaaaa, criança não paga! E não paga mesmo. Aqui vai ser de graça. Grávidas e mães de recém-nascidos desse lado, temos passatempo para ganharem... tchan tchan tchan... uma To Be Touch.


Alguém se lembrou de inventar uma almofada fofinha que abraça o recém-nascido e o deixa aconchegado e esse alguém foi a enfermeira Célia, com quem tive aulas de preparação para o parto na Kuantos Meses. Teve uma mãozinha (hehe) de uma designer e voilà!

Empreendedora como só ela, vai de criar esta almofada com a qual podemos dormir durante a gravidez para ficar com o nosso cheirinho e assim deixar o bebé ainda mais seguro no berço. Tem sítio para prender a chucha e o interior das mãos é recheado de sementes, que podem ir ao micro-ondas, para melhorar o desconforto das malfadadas cólicas.


Para participar é preciso:
1) Fazer like na página To Be Baby 
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4) Preencher o formulário em baixo

Condições:
O vencedor será anunciado no dia 13 de março de 2014, sendo aceites inscrições até às 23h59 de dia 12 do mesmo mês.
O vencedor será escolhido aleatoriamente através de random.org.
Só é válida uma participação por endereço de e-mail.