2.15.2015

Nunca tive tanta paciência!


marido que só vê programas de culinária na televisão 
(até o "Prato da Casa" da CMTV que tem o apresentador menos talentoso de sempre) 
livro de receitas para bebés 
querer que a miúda coma com gosto 
primeira vez que corto algo tão minuciosamente




Quando nos tornamos Mães, ganhamos super-poderes.

2.14.2015

Mousse de oreo no bucho!

Muito eu protestei, gritei e desabafei há bocado, neste post. Mas quando chego a casa deparo-me com este cenário: Isabel no chão da cozinha a brincar com as compras e o meu namorado a fazer o jantar.

Ela deu-nos uma folga e até adormeceu sem grandes protestos, ele fez um peito de pato com molho de frutos vermelhos daqui (dedo indicador e polegar a puxar o lóbulo da orelha). Claro que para a Joana Gama isto não seria grande novidade (o marido dela é um cozinheiro de primeira, pelo menos é o que ela diz e a avaliar pela fofice dela, acredito), mas cá em casa, o namorado anda a surpreender-me muito e ultimamente até tem sido ele a fazer o jantar, caso contrário parece-me que morreríamos à fome.

Não quero ser daqueles casalinhos mete-nojo, mas tenho mesmo, mesmo o melhor namorado do mundo!

Menu, como se vos interessasse: folhado de queijo cabra com mel e nozes; patê de pato e cebola roxa caramelizada (isso até fui eu que fiz num instante); o tal do pato com couscous de passas e, para terminar, mousse de oreo com morangos e kiwis.





Tudo maravilhoso. As flores não eram comestíveis, mas achei por bem tirar foto para isto ficar a parecer um daqueles blogues fofinhos.

Agora vamos ao que interessa: alguém para vir cá a casa, LIMPAR A COZINHA?! (sobrou mousse...)

Vou só ali morrer um bocadinho e torcer para que a minha mai nova durma bem esta noite, por favorrrrrrr! Eu prometo que o mau feitio me passa, não se preocupem.

Só me apetece gritar!!!

"Então e como está a correr esse dia dos namorados, Joana?", perguntam vocês imaginariamente, só para eu ter o que escrever. Para já, neste blogue têm de ser mais específicas: Joana só não chega, pela razão óbvia de sermos duas. Esta que vos fala é Paixão Brás, não porque é "bem" assinar com três nomes, mas porque não se consegue livrar do Paixão, a alcunha do ciclo. Entranhou-se.
Onde é que eu ia mesmo? Ah!, na vossa pergunta. Não perguntaram nada? Pelo menos finjam-se interessadas, por favor.

Está a ser espetacular! Não, não está.
Primeiro, tive uma noite daquelas... a desejar cama. E não, não estou a falar de sexo. Dormir, dormir, dormir. Se pudesse dormia agora mas estou armada em finória no cabeleireiro a ler revistas do mês passado e a fazer madeixas. "E ainda te queixas?", indignar-se-ão algumas. Toda a razão, sair porta fora foi um alívio daqueles e o som dos secadores está a ser terapêutico. Já adormeci, de boca aberta. Palavra.
A Isabel anda a dormir pessimamente, devem ser dentes ou o raio. Quando acordou às 07h20, (para mim foi como se nunca me tivesse deitado) levantei-me, dei 4 passos e acordei já no chão. Não sei o que me aconteceu. Felizmente, fui de rabo. A sensação que tive foi a de ter adormecido, mas não sei se isso é possível. Quebra de tensão não me parece porque sempre que tenho, tenho consciência disso e agarro-me à parede ou a algum armário. Desta vez, nada. Só senti quando o meu cóccix me doeu (e não foi pouco).
Estou cansada, muito cansada. A maternidade não são só vestidos cor-de-rosa, quartos com cavalinhos brancos e bonecas de pano, mães e filhos sorridentes. A maternidade também nos lixa muito a cabecinha. A tortura do sono pode transformar-nos na pessoa mais irritante e desequilibrada à face da terra. Tenho pena de mim, até. 
Calma, pessoas que ainda não são mães que seguem o blogue (gabo-vos a paciência de aqui estarem), nem sempre temos vontade de os mandar janela fora. A maior parte do tempo é bom. E compensa. E aqueles clichês todos, que são mesmo verdade. Mas... AAAAAHHHHH! Há dias em que só me apetece gritar! 

Fica o desabafo. Já me sinto melhor. Pelo menos até ver o que me fizeram ao cabelo. Está quase.