2.06.2015

Afinal havia outra (#06) - Impôr limites a um bebé. WTF?

A minha filha tem 17 meses, quase 18. Em linguagem de pessoa normal tem um ano e meio mas nós, mães, falamos assim em meses embora tenhamos jurado nunca o fazer. Também prometemos não falar em semanas quando nos referíssemos à gravidez mas até hoje ninguém cumpriu e peço desculpa por isso. Em minha defesa alego a dificuldade em fazer contas aliada ao facto de os médicos falarem sempre  em semanas. Transformar aquilo em meses, para mim, é como fazer uma equação: impossível. E não é a equação que é impossível, eu é que não consigo resolver equações. Ou contas de dividir com mais de um dígito. Também não sei a tabuada.

Agora perdi-me e já não sei o que ia escrever. Dêem-me um bocadinho.

Lembrei-me. A minha filha tem quase 18 meses e diz “pápá” que significa simultaneamente papá e papa; “mamã” que quer dizer mamã, bolacha, não quero dormir, tenho fome, iogurte, tenho sono; cão, que quer dizer cão, e é isso. Ora esta minha filha, disse a educadora, precisa de limites. Parece que sai da cama, a malandra, para não dormir a sesta, e não dá muitos ouvidos à malta. Acrescentaram que nesta idade eles são “muito virados para eles próprios” e eu pergunto quando é que um ser humano não é “muito virado para ele próprio”. Não sei exactamente que tipo de limites é que se podem impor a uma miúda que se farta de falar numa língua misteriosa que não consigo decifrar. Ela bem tenta, mas nada. Quem me garante que ela não explica à educadora o que pretende? A miúda diz frases completas e até as repete tin-tin por tin-tin. Ou será tim-tim por tim-tim?

A verdade é que ela em casa faz o que eu mando, de uma forma ou de outra, sem grandes dramas, apenas algumas teimosias normais, por isso não sei bem o que responder à educadora além de um tímido “desenrasque-se”. Eu não estudei educação infantil por isso vou agindo por instinto. Mas não me venham dizer que a miúda precisa de limites a menos que vão dar com ela fechada na casa de banho com o Lucas ou com a faca da manteiga escondida no urso de peluche. Se for por menos que isso, não me macem.

Parece-me que esperamos constantemente que os filhos se comportem de forma irreal. Esperamos que eles partilhem os brinquedos alegremente com crianças que não conhecem de lado nenhum e que não se zanguem se algum puto lhes roubar a bolacha. Se um estranho me pedisse o carro emprestado mandava-o pastar e se me tirasse o pastel de nata da mão  dava-lhe um sopapo. Esta pressão social da partilha é absurda. Querem-se crianças obedientes que nunca questionem ordens, mas que depois se tornem adultos independentes, fortes e decididos, quando os miúdos deitam coisas para o chão a olhar directamente para os olhos dos pais é porque estão a testar a paciência, são uns teimosos, torcidos, são “assim” (faz-se um ganchinho com o dedo indicador).  E eu penso: mas está tudo maluco? As crianças são pessoas. Pequeninas, com dificuldade de locomoção e expressão, mas pessoas. Porque raio hão de gostar ou aceitar merdas que ninguém no seu perfeito juízo aceita? Para não envergonhar os pais no parque infantil? #deixemascriançasempazevãomasébeberumcopoqueissopassa


Leididi

Inventam tudo (#07)


Mas o que é que o raio da miúdo tem na boca? Parece que está a comer um pedaço de sabão dos antigos, mas com um gargalo, é isso?

É isso, mas sem ser.

Este alimentador anti-sufoco (como lhe chamam e acho que é horrível) tem duas partes: a do adaptador de garrafas e afins a uma tetina (giro) e a do chucha-coisas. 

Mete-se a fruta ou o bife de alcatra dentro de uma rede e damos-lhes para eles andarem a chuchar nisso. Se pusermos um magret de pato, também deve dar para ir que nem ginjas. 

Apesar de ser uma coisa tentadora de experimentar (por ser um gadget, no fundo), acho que a Natureza funciona muito bem. E, se eles não conseguem ainda trincar e engolir determinados alimentos é porque, também, não devem. 

Ir devagarinho será sempre melhor do que pô-los a chuchar numa rede, digo eu. 


O que têm a dizer? Além de que a coincidência da senhora ter levado uma camisola da cor do alimentador ser bastante agradável à vista?


a Mãe dá (#06) - Bomba de leite Bébéconfort®

Ahhhh! Saudades que pingassem coisinhas para as nossas mães preferidas (que não as nossas)? Nem por isso, não é? Pois. Somos muito fofas (eu até um bocadinho demais, mas já ando a jantar só salada - se calhar, convém dizer que é a Joana Gama que está a escrever, que a outra não merece este tipo de comentários).

É mesmo de "pingar" que vamos falar, mas de pingar leite. 

Não sei se sabem (deviam), sou muito muito fã da amamentação (quase todos os meus posts têm sempre uma notinha sobre isso vejam lá aqui). 

Ora, como queria continuar a amamentar a Irene quando voltasse ao trabalho (pus uma licença de 5 meses mais um mês de férias), tinha de fazer um bom stock de leite materno para que nada faltasse. Se foi difícil? Foi. Tirar leite e armazenar é um processo que custa muito ao início.

Não porque doa, mas porque parece que as mamas ignoram a nossa intenção e a nossa pressão psicológica não ajuda o corpo a relaxar. Investiguem um pouco sobre isso na net para ser mais fácil para vocês. Demorei um mês a tirar leite depois de todas as mamadas, para aumentar a minha produção ao ponto de conseguir tirar quantidades visíveis. Aconselho a que comecem a fazer o stock de leite assim que a vossa produção esteja estabilizada para não terem pressão de andar a tirar leite todos os dias à noite enquanto estiverem a trabalhar ou terem que levar a bomba para o trabalho. 

Posto isto, houve várias coisas que fizeram com que tirar leite se tornasse desagradável (além de ter que esperar pelo hábito do corpo), uma delas era o barulho. Tínhamos que ver programas com legendas enquanto eu tirava leite porque não conseguíamos ouvir nada do que diziam na Casa dos Segredos (não estou a gozar, vemos e adoramos ver a Casa dos Segredos - também só se estraga uma casa, não é?).

Além disso, eu não podia escrever nada ou mexer no computador ou no telemóvel porque tinha sempre uma mão ocupada a segurar a bomba na mama. 

Até tinha comprado uma bomba bastante cara (Tommee Tippee), confiei no preço, apesar de não conhecer a marca, mas agora estou arrependida. E porquê? Porque conheci o Extrator Elétrico Natural Comfort da Bébéconfort (acabou de sair). A sério, melga. ;)



Mesmo que esta bomba não fosse mais silenciosa, dá para usar sem mãos. Só por isso, até podia ter o barulho de uma rebarbadora que eu não me importava. 

Outra coisa óptima, que não falei ali em cima, é o facto de podermos por o disco que retira o leite por baixo do soutien. No início foi muito giro andar sempre com as maminhas de fora no sofá, até nos riamos com isso, mas depois sinto que a imagem se tornou tão comum que o meu marido já não ligava nenhuma e me via só como um instrumento de tirar leite. 

Ahhh!! Olhem, esta nem tinha experimentado quando usei a bomba, li agora e vou experimentar. Para tirarmos leite, não sei se sabem, mas convém estarmos sentadas com as costas bem direitas para as bombas fazerem um bom vácuo. Neste caso, parece que podemos estar refasteladas no sofá! Que bom! Fico mesmo genuinamente contente por quem vá receber esta máquina. Não têm noção do chato que é: nem toda a gente consegue tirar leite com grande bisga (eu!) e, por isso, todo o conforto é tão, mas tão bem-vindo. Fico contente pela BébéConfort estar a ajudar mães a prolongar a amamentação (eu disse que era fã da amamentação). 

Assim sendo, temos duas salva-vidas destas para oferecer. Vamos embora participar? ;)

Para participar é preciso:
1) Fazer like na página da Bébéconfort Portugal
2) Fazer like na página d'a Mãe é que sabe (mas isso já está, não é?)
3) Partilhar publicamente este link no perfil do Facebook
4) Preencher o formulário em baixo (o link da partilha é o endereço do seu perfil do Facebook)

Condições:
O vencedor será anunciado dia 21 de Fevereiro, sendo aceites inscrições até às 23h59min de dia 20 do mesmo mês.
Os vencedores serão escolhidos aleatoriamente através de random.org.

Só é válida uma participação por endereço de e-mail.