1.29.2015

A miúda vai estatelar-se toda!

Estou calmamente em pânico. Sei que vai acontecer algo de mal, muito mal, mas ainda estou estupidamente em negação. Não sei porquê, não entendo como é que o meu cérebro funciona (se é que... enfim). 




Não tarda, a miúda vai conseguir por-se sozinha em pé em cima da cama e estou cheia de medo de vários acidentes: 

1 - que ela bata com o focinho na grade da frente sempre que perca a força nas pernas

2 - que ela bata com a cabeça na grade de trás sempre que perca a força nas pernas

3 - que ela se atire lá para baixo!

O estrado não dá para ir mais para baixo. O meu marido já anda, discretamente a por o tapete mais para ao pé do berço para, no caso dela cair, não abrir a cabeça, mas não sabemos o que fazer, dentro do aceitável e não comprar um colchão de casal para forrar o chão do quarto dela


Os bebés atiram-se mesmo para fora da cama? Ou só conseguem fazê-lo já com uma idade aceitável para ir para uma cama de gente? 

Help!


1.28.2015

buáaabuáaaBuáaaBUÁÁÁÁ! (Intercomunicadores)

Praticamente todas as que estamos aqui ganhamos um super-poder (entre muitos outros) quando passamos a ser mães. (In)felizmente acordamos sempre que os nossos bebés fazem um barulhinho  que seja (a não ser que estejam a dormir na casa dos hóspedes, no caso de serem muito finas.

Ficamos sensíveis a cada barulho. A cada segundo em que não estão a respirar, por causa da respiração deles ser tão inconsistente nos primeiros dias (e, aliás, foi por causa disso que a Irene foi despachada para o quarto dela logo ao segundo dia de vida, como expliquei num post - foi há muito tempo, não me apetece ir ver onde está, mas procurem que vale a pena, eheh).

A verdade é que quando estamos a dormir, acordamos com eles. E se eles estiverem acordados, não conseguimos dormir em condições, a não ser que arranjemos maneira de nos fecharmos num bunker. 

Para o que é que precisamos de intercomunicadores?

No meu caso porque sou muuuito preocupada em acordá-la e, por isso, adoro poder fechar a porta do quarto dela (no início também fechava com medo dos gatos, mas injustificadamente) e poder estar mais à vontade no resto da casa. 

Depois porque podemos ter pessoas em casa e termos volumes mais altos à nossa volta e não estarmos sintonizados no bebé e, neste caso, não há que correr riscos.

Podemos também, sendo assim, fechar também mais portas (da cozinha, por exemplo) e desempenharmos outras tarefas muito barulhentas (passar sopa, fritar bifes, etc.). 

Não senti e não sinto necessidade de ter um intercomunicador com vídeo. A bebé, se precisar de mim, chora ou chama ou eu oiço quando ela se mexe. 

Quando for mais velha, se calhar sim, para ver se está mesmo a dormir e fingir que tenho super poderes e que adivinho o que ela anda a tramar.

De resto, fica aqui a minha experiência para as outras mães. :) 

Ah! Confiem em vocês! Acordamos mesmo com eles e, se não acordarmos, eles choram mais alto, muito antes de falecerem ou de sentirem que foram abandonados! 

Dúvidas na Gravidez (#02) - Coto umbilical com álcool?

Ui! Coto! O raio do coto!

Lembro-me perfeitamente da Irene ter vindo com a mola no tal coto umbilical. A mola que parecia daquelas herméticas que se compram no Ikea para fechar pacotes de bolachas ou sacos de congelação. 

O Frederico (mê marido) estava sempre doido que aquilo caísse porque dizia que a miúda ficava "horrivel assim", "parecia extraterrestre" e tinha sempre medo de a magoar. 

Nota: Aquela pele está morta. Não magoamos coisa alguma. A não ser que pressionemos a mola contra a barriga, isso deve doer. Se fizermos isso na nossa barriga com uma mola de roupa, também é normal que doa (não na minha, nem devo sentir de tão flácida que está). 

Temos é de tratar muito bem da higiene do coto por causa do pedaço de pele que está vivo e que estará na parte anterior à mola. 



Coto umbilical com álcool?

Durante muitos anos (ainda estamos num momento de viragem) a teoria foi a de limpar com algodão ou uma compressa esterilizada o coto umbilical com álcool, para evitar possíveis infecções e para queimar a pele, de maneira a que caia mais depressa. Não era um álcool qualquer, é álcool a 70% que pode ser comprado tanto nas farmácias como na secção deste tipo de coisas no hipermercado.

Agora, a teoria é outra. Diz-se que o álcool é muito agressivo e desnecessário. O ideal será lavar o coto umbilical (a parte anterior à mola) no banho (ou com as compressas, se for um banho à gato), tal como o resto do bebé, sendo o mais importante assegurar que fica muito bem seco, para não criar fungaria e coisas do género por causa da humidade. E pronto. Nada mais. Naturalmente cairá o coto umbilical.

Foi o que fiz e gostei. Com o meu irmão mais velho, fizemos com álcool e esta experiência parece-me muito mais natural e agradável. Se fosse o nosso coto umbilical com esta idade, o que preferíamos fazer? Também me parece.

É normal que nas maternidades ainda aconselhem o uso do álcool porque as actualizações do pessoal não são assim tão frequentes em relação às novas recomendações/directivas. 

Resposta aqui da campeã: Comigo correu muito bem só lavar no banho e secar muito bem. Não precisei do álcool e preferi assim.