Praticamente todas as que estamos aqui ganhamos um super-poder (entre muitos outros) quando passamos a ser mães. (In)felizmente acordamos sempre que os nossos bebés fazem um barulhinho que seja (a não ser que estejam a dormir na casa dos hóspedes, no caso de serem muito finas.
Ficamos sensíveis a cada barulho. A cada segundo em que não estão a respirar, por causa da respiração deles ser tão inconsistente nos primeiros dias (e, aliás, foi por causa disso que a Irene foi despachada para o quarto dela logo ao segundo dia de vida, como expliquei num post - foi há muito tempo, não me apetece ir ver onde está, mas procurem que vale a pena, eheh).
A verdade é que quando estamos a dormir, acordamos com eles. E se eles estiverem acordados, não conseguimos dormir em condições, a não ser que arranjemos maneira de nos fecharmos num bunker.
Para o que é que precisamos de intercomunicadores?
No meu caso porque sou muuuito preocupada em acordá-la e, por isso, adoro poder fechar a porta do quarto dela (no início também fechava com medo dos gatos, mas injustificadamente) e poder estar mais à vontade no resto da casa.
Depois porque podemos ter pessoas em casa e termos volumes mais altos à nossa volta e não estarmos sintonizados no bebé e, neste caso, não há que correr riscos.
Podemos também, sendo assim, fechar também mais portas (da cozinha, por exemplo) e desempenharmos outras tarefas muito barulhentas (passar sopa, fritar bifes, etc.).
Não senti e não sinto necessidade de ter um intercomunicador com vídeo. A bebé, se precisar de mim, chora ou chama ou eu oiço quando ela se mexe.
Quando for mais velha, se calhar sim, para ver se está mesmo a dormir e fingir que tenho super poderes e que adivinho o que ela anda a tramar.
De resto, fica aqui a minha experiência para as outras mães. :)
Ah! Confiem em vocês! Acordamos mesmo com eles e, se não acordarmos, eles choram mais alto, muito antes de falecerem ou de sentirem que foram abandonados!