quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Primeiro dia a sós.

Fizemos (ou fiz) várias escolhas desde que a Irene nasceu - das quais não me arrependo - que nos levaram até aqui. Até ao facto de em dois anos e meio não termos estado mais do que umas três horas sozinhos. 

Cada casal terá o seu ritmo, as suas prioridades e, acima de tudo, as suas necessidades. Eu sou aquele "clássico" caso de quem se focou na filha. A amamentação era (e é) muito importante para mim, ter ficado um ano e tal em casa fez com que não introduzisse o biberão, ela só adormece comigo, por isso tranquilamente chegámos até aqui. 

E, pelo meio, houve muitas conquistas: a primeira vez que ficou com os avós, a vezes em que fomos almoçar só os dois, a minha ida para o trabalho, o pai ficar sozinho com ela, etc. 

Por alguma razão - que não interessa contar aqui - achei que a escola estaria aberta hoje e começamos a planear coisas. Depois vim a saber que, afinal, não estava. Porém, pus um dia de férias para o Frederico e eu irmos passear amanhã. Ela adormece optimamente na escola com a educadora e com os outros meninos e isso dá-nos para aproveitar a manhã e a tarde até a irmos buscar. E para ela? É mais um dia normal. 

A legenda mais desnecessária do mundo, mas é do aniversário da Irene :)

Para nós, vai ser como um dia qualquer há 3 anos e tal. 

Provavelmente passaremos 70% do tempo a falar da Irene, mas e então? Estar a dois, não é negar a existência dos três. E a existência dos três também tem de dar lugar a estar a dois. 

Porém, sem pressas. Tudo a seu tempo. Cada uma de nós tera o seu ritmo, as suas prioridades, as suas necessidades. Cada coisa que sentimos tem um motivo. 

Sinto que amanhã é o dia perfeito para irmos namorar os dois, enquanto a Irene está na escola. 

Depois conto-vos... "tudo"? ;) Há coisas que não deverão querer saber, digo eu. 

AH! Se houver sugestões para um dia a dois (sem noite), apitem! ;)


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9 comentários:

  1. Compreendo. Eu e o meu marido ainda não tivemos o nosso dia a sós. Lá chegaremos :)

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  2. Joana, tenho várias. O Martim faz três anos este mês e nós, neste tempo, o tempo que tivemos a dois foi exactamente ou quando ele estava na escola ou quando pagamos -à melhor babysitter do mundo - (nem sempre podemos) para nos ficar com ele. Na escola, está tudo bem, para ele é só um dia igual aos outros. À noite, ele fica a dormir, depois da rotina do costume, e nunca se chegou a aperceber que os pais tinham saído. Cada casal tem as suas necessidades e nós não conseguimos (nem quisemos) perder os momentos a dois. Mas vamos lá ao que interessa: h2on, ao pé do ikea de Loures. Podes pagar 4 horas, é lindo, não é nada vulgar e ainda da para aproveitarem o resto do dia. Existem diversos rooftops em Lisboa onde vale a pena ir e fazer um almoço romântico (o park, o rooftop ou o entretanto são óptimas opções - e verdadeiramente românticas). Para passear, eu sou suspeita porque, para mim, Lisboa é linda. Do cais as docas. No parque da nações. Na baixa e no Chiado, etc etc.... Mas, no final o que interessa é que vão ter essa liberdade de estar juntos e se dedicarem um ao outro e, acredito, independentemente do sítio, isso é o melhor de tudo.

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  3. Casa casal sabe o que funciona para si, e importa respeitar. Eu sempre precisei de estar também, só, com o amor da minha vida. O miúdo, é/era, tão exigente que não tínhamos um momento para nós e eu/nós temíamos que passássemos a ser apenas cuidadores de uma criança (como eu via à minha volta) e deixássemos de ser um casal apaixonado com o filho que amamos. Face a isso e a uma família maravilhosa, muito cedo começamos a ter momentos para nós, um jantar, uma manhã, um almoço e depois uns fins de semana. Resulta com esta família, e isso é que importa.
    Quanto a vocês ser turista na nossa própria cidade pode ser maravilhoso, basta estar junto.

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  4. Compreendo..
    Tenho 2 filhos (10 e 6).. e posso te dizer que uma mão chega e sobra para os dias que passámos sozinhos!
    E sim.. passamos o tempo todo a falar deles.. a rir e chorar que nem tolos das peripécias de cada um..
    Eu sou assim.. e ele tb! Somos criticados por amigos por vivermos em função deles.. mas se não fosse assim para nós não fazia sentido!
    Agora que já estão mais independentes.. ando à procura de um fim de semana para nós.. romântico.. tranquilo..spa.. tudo o que tivermos direito.. mas os euros nao abundam.. o que torna a escolha mais difícil!

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  5. E o pai como é que se tem sentido com essas escolhas?

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  6. Tão bom ter lido isto!! Todos falam que eu agora só me foco no meu filho, que fez domingo um aninho!! Haverá a altura em que ele quererá estar longe dos pais! Por enquanto, estou bem assim e não sinto necessidade de ter a minha "outra" vida. Tudo a seu tempo!

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    1. Também gostei de ler isto. Acho que cada um sabe de si. Por aqui também não tem sobrado muito tempo só para os dois, e não nos apetece pagar a babysitter (nao temos muitas mais opções) para irmos fazer coisas os dois (como jantar fora por exemplo). Agora como eu também não censuro quem o faz - porque haveria de censurar?! - também não gosto que me estejam sempre a dizer que não alinho, que sou isto e aquilo.. Temos estado bem assim (certifico-me que não sou só eu a pensar assim, mas o meu marido também ), que haveremos de voltar a tempo para outras coisas, que há o resto da vida para outras coisas e cada um saberá o seu tempo! E o tempo a 3 também sido muito bom :) o melhor da vida :)
      Anónima Catarina

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