2.14.2015

Afinal havia outra (#07) - A descoberta

Descobri recentemente que a minha pancinha, proprietária de um carismático pneuzinho desde tenra idade, é lar de um bebé. Estou grávida de 9 semanas! Descobrir foi um episódio engraçado. Eu e o meu marido tínhamos estado 2 semanas em Portugal para o Natal. Ah. Moro em Zurique, esqueci-me de dizer. Um mês antes, pensámos: olha, a partir de agora, quando calhar, calhou? Certo. Teca teca porque assim não nos pressionamos, teca teca porque o destino tem as suas manhas, teca teca porque podemos esquecer-nos de ver se o momento é mais, menos, extremamente, super fértil ou não. E não é que calhou logo? Não tive aquele tempo de espera e de preparação, de pensar ai será que é agora? Será que ainda não é? Quando dei por mim, estava a ver a minha app para o ciclo menstrual e a pensar "um dia de atraso não é nada, toda a gente sabe que o Natal dá nervos nas pessoas e uma pessoa come sempre bastante". Dois dias, três... "oh, isto quanto mais o tempo passa, mais me enervo à espera, por isso é que nada acontece". Comprei um teste. A senhora da caixa olhou para a minha mão à procura da aliança e como a encontrou, sorriu. O que foi estúpido, mas o alemão também soa a estúpido e tenho que viver com isso. Fiz o teste. Apareceu um tracinho. Eu fiquei sem reacção, a pensar como é que o tracinho tinha lá ido parar, para além do facto de o ter afogado num copinho de xixi (sou fina e sem pontaria, ok?). Sorri muito a senti-me idiota. Sorria porque se deve sorrir, e eu sorria, à espera de sentir assim algo mais avassalador. Resolvi que não ia só dizer ao meu marido. Fiz um cartãozinho, aliás dois. Um a dizer "mamã" e outro a dizer "papá". Ele chegou com o carrinho das compras (nesta terra é fashion e prático usar carrinho, não é preciso ter-se mais do que 65 anos) e eu estava sentada na cama. Ele vem ter comigo e entrego-lhe o cartão. Ele abre-o, lê, e diz Ahhhhhh até perder ligeiramente o fôlego. Eu mostro-lhe o meu. E ele riu-se, mas ele ri-se sempre que fica nervoso. E eu desato a chorar e a primeira coisa que lhe digo é "eu estraguei-te a vida, perdoa-me!!!!". Não sei o que me deu, pronto, mas era só nisso em que pensava. Era a minha forma de lhe dizer o quão gosto dele e da ideia de irmos ter um filho. Felizmente ele fala o meu hormonal-language bastante fluente e entendeu. Ficámos imensamente parvinhos. E eu no dia seguinte fui 10 dias para fora em trabalho. 10 dias de reuniões. 10 dias em que estava sem ele, apenas eu e os meus pensamentos, e muito trabalho. Não sabia como digerir isto tudo. Não ia acrescentar um slide extra nas minhas apresentações a dizer "ahh já agora podemos debater isto?...". Passei o tempo todo a tentar descobrir como me sentia. Fisicamente sentia-me igual. Ou seja, não sentia nada. E isso perturbava-me e sentia-me anormal. Sempre achei que se sentia uma epifania cá dentro. Mas não só não sentia nada, como havia bastantes momentos em que me esquecia. Esquecia-me! Quando me voltava a lembrar sentia-me muito culpada. "Se não sou capaz de me lembrar que estou grávida, como é que um dia vou ser mãe de alguém? Se calhar não tenho instinto, o meu avariou-se. Se calhar o meu bebé não vai gostar de mim nunca porque já sabe que eu me esqueci que existia". Fui, voltei. O corpo foi compreensivo e resolveu enviar-me sinais. Pega lá umas mamocas doridas. Pega lá enjoos. Afinal parece que já sinto qualquer coisinha.

Joana Mesquita

a Mãe dá (#07) - Coffrets Mustela

Temos aqui um a Mãe dá muuuuito, muuuito suave e bem cheiroso.
Como já repararam, fazemos parte da família Mustela. São mesmo os nossos produtos preferidos!

Para mim, são tão o cheirinho do bebé que, antes de estar grávida, fui cheirar um Musti (refiro-me à água de colónia da Mustela) a uma loja, às escondidas (porque iria parecer esquisito entrar só para fazer isso) para me sentir mais perto de ser mãe.
Tenho alguns problemas de cabeça, sim, mas estava desejosa de engravidar e as coisas já estavam a levar demasiado tempo, hehe. 
Bom, chega de falar de mim (será que consigo?).

Vamos falar dos coffrets Mustela que temos para oferecer. Temos, para dar: dois coffrets exclusivos da Mustela que vêm com o perfume e com o Musti em azul ou cor-de-rosa.

Olhem aqui a fotografia, que bonitinhos: 

Visto que está aí o Carnaval, achámos que seria giro enviarem fotografias dos vossos bebés com uma máscara de Mustela: um coração na bochecha com creme, uma bolinha no nariz... Mostrem-nos as vossas criaturas para depois, quando divulgarmos os vencedores (que, apesar de serem escolhidos aleatoriamente, não deixam de ter o envio da foto como requisito de participação) termos umas fotografias queridas para mostrar. 



Para participar é preciso:
1) Fazer like na página d'a Mãe é que sabe (mas isso já está, não é?)
2) Partilhar publicamente este link no perfil do Facebook
3) Enviar, por e-mail (amaeequesabeblog@gmail.com), a tal fotografia do vosso bebé "mascarado" com creme na cara, com o assunto MUSTELA, com NOME (do participante e da criança), MORADA e link do Facebook.

Condições:
O vencedor será anunciado dia 21 de Fevereiro, sendo aceites inscrições até às 23h59 min do dia anterior.

Os vencedores serão escolhidos aleatoriamente através de random.org.

Só é válida uma participação por endereço de e-mail.


2.13.2015

Inventam tudo (#08) - Bonecas "reais"

O projecto Tree Change Dolls  é das ideias mais fantásticas que vi nos últimos tempos e está a fazer tanto sucesso que transformou a vida da Sonia, uma mãe australiana. 

Recupera bonecas (Bratz) em segunda mão e abandonadas e transforma-as em meninas, sem toda aquela carga sexualizada a que estamos habituadas: sem maquilhagem, sem lábios com botox, e sem roupas a la Casa dos Segredos.

Se repararem bem, a Sonia não quis tapar por completo os rabiscos de caneta - incorporou-as na boneca, para lhe dar mais personalidade. E porque nós não somos perfeitas.






E estas roupas? Não se aguenta!!! Lindas!

Bonecas de molho, à espera da rehab :)


Toda a história aqui: 


Simplesmente maravilhoso, Sonia! (como se ela um dia fosse ler este post hehe)

Em breve, estarão à venda online. Não são o máximo?!