1.14.2015

Mães que tudo sabem (#04) - Catarina Raminhos

Quando a Catarina Raminhos me contou que estava grávida, chorei a antever o que aquele bebé iria sofrer nas mãos do pai. Mentira, chorei de felicidade. E hoje choro a rir com as saídas da filha mais velha, a Maria Rita.
A Maria Rita tinha dois anos quando a Maria Inês nasceu e a família Fernandes Raminhos ficou ainda mais bonita.

Sou amiga da família e tenho acompanhado o crescimento das Marias e comprovo: apesar do pai que lhes calhou, elas são miúdas muito felizes! Fora de brincadeiras, o pai das Marias é o António Raminhos, aquele humorista barbudo e alto que ultimamente tem feito os vídeos mais fantásticos de sempre.
Este é o meu preferido, vejam. Como irritar uma criança? Ele consegue e é hilariante! E a Catarina, o que pensará ela disto?

Vocês são namorados desde sempre. Quando é que começaram a pensar em filhos?
Um dia pusemo-nos a fazer contas. "Bom, namoramos há 10 anos, vivemos juntos há 5, casámos há 2, portanto está na altura de nos metermos noutro sarilho". Não, foi um processo muito natural. Sentimos que era boa altura, fui à farmácia comprar ácido fólico, marquei consulta com o médico de família e passámos à parte gira dos treinos. Depois de uma primeira experiência que não correu bem, lá chegou a Maria Rita.



O Raminhos é o melhor pai do mundo?
É. E isto nem sequer é um elogio. É uma constatação.

Há pessoas que se chateiam com os vídeos que ele faz, mas outras dizem, a gozar, que a Segurança Social vos vai bater à porta. Como lidam com a falta de sentido de humor de algumas pessoas?
Há poucas coisas mais subjetivas que o humor. Uma coisa que para mim é hilariante para outra pessoa pode ser ofensivo, precisamente porque o humor tem que ver com as nossas referências, contexto e sensibilidades. Quem vê é livre de achar piada ou não. Mas há pessoas que gostam de ir mais longe e partir para o insulto. A essas peço apenas que esperem pelo próximo vídeo, pode ser que gostem mais...

Como te sentes ao ver as tuas filhas mais expostas? Falaram sobre isto?
Falámos muito sobre isso. Até hoje, nunca coloquei uma foto de rosto das minhas filhas no meu facebook (e só tenho 700 e tal "amigos"). Este nível de exposição assustou-me no início, mas houve um "detalhe" que me fez concordar com os vídeos: o facto de as brincadeiras serem genuínas e refletirem a relação do pai com elas. Não há ali nada de falso ou ensaiado, são situações espontâneas e que sempre estiveram presentes. Aquilo são eles.

Elas têm dois anos de diferença. Esse tempo foi pensado ou o preservativo rompeu-se? :)
Foi uma decisão "kamikaze". Não queríamos ter só uma filha e não queríamos esperar por noites bem dormidas para ter a segunda - e voltar dolorosamente às fraldas, aos turnos noturnos e aos biberões. Assim, "encomendámos" a Maria Inês e adiámos as noites bem dormidas. Aliás, continuamos ansiosamente à espera delas...       




Que tempo achas ideal para a diferença de idades entre filhos?
Acho que não existe tempo ideal, depende da dinâmica de cada família ("dinâmica de família" agora usa-se muito e eu tinha de enfiar aqui). Nós optámos por esta estratégia e, apesar de no início ter sido muito duro, porque tínhamos duas bebés nos braços, depois compensa. Agora já brincam muito uma com a outra, conversam e acabam por não depender tanto de nós e não exigir tanto a nossa atenção. Ou seja, já dá para fazer o jantar de seguida, num tempo aceitável, e tomar banho (incluindo lavar o cabelo) sem que haja outro adulto por casa. 

Do primeiro para o segundo filho, a tua vida mudou mais do que esperavas?
A vida muda quando se é mãe. Quando tivemos a Maria Rita tudo mudou. Quando veio a Maria Inês, tivemos de fazer alguns ajustes e tornámo-nos um bocadinho mais elásticos (ainda bem que o coração também é elástico e isso acaba por compensar tudo de forma muito justa e equilibrada).

As Marias dormem no mesmo quarto. Isso corre bem ou às vezes dariam um dedo mindinho para que elas pudessem ficar separadas?
Corre bem, raramente acordam com o choro da outra. Mas na verdade, elas gostam mesmo é do quarto dos pais porque invariavelmente, dê a noite as voltas que der, acabam as duas enfiadas na nossa cama. (Sim, já sei que não se pode, nem se deve e tem de se contrariar. Mas quando estamos muito cansados prevalece o "que se lixe que daqui a alguns anos não vão querer dormir connosco e isto é só uma fase").





Como é que gerem os ciúmes das duas, se é que o têm?
Quando a Maria Inês nasceu a mana tinha muitos ciúmes e só lhe faltou fazer o pino para chamar a atenção. Mas depois passou-lhe - também porque tentámos equilibrar a coisa. Reclamam o mesmo tempo, atenção e quilos de beijos. Mas isso parece-me justo :) 

Elas são muito diferentes? E vocês cultivam essa diferença?
Elas são muito diferentes. O que têm de mais parecido é o nome (mais tarde podem agradecer ao paizinho!). Mas são diferentes em quase tudo, mesmo nas aquisições (outro termo muito in nos consultórios de pediatria e centros de pré-parto). A mais velha começou a falar e a andar primeiro, mas a mais nova com dois anos já não usa fralda. Acho que em comum só têm o facto de serem lindas ;)

Gostas mais da Catarina mãe ou da Catarina antes de ter filhos?
Sem qualquer dúvida, da Catarina mãe. Se bem que muitas vezes olho para a "Catarina antes de ter filhos" e invejo-lhe o tempo livre, as idas ao cinema, os jantares com o namorado, e por aí em diante. Mas depois vejo a desgraçada sem crianças e acabo por sentir pena dela (isto, claro está, porque ela/eu sempre quis ser mãe).   


O que deixaste de fazer depois de ser mãe e que tens mais saudades?
Deixei de gerir o tempo em função do que quero fazer e passei a geri-lo em função do que tenho de fazer. Tenho saudades dessa liberdade de não ter obrigações. "Não há sopa feita, paciência, vamos comer a qualquer lado" ou de pensar, numa sexta à noite, que fixe fixe era irmos de fim-de-semana para qualquer lado... e irmos.  
  
Decidiram ir viver para uma aldeia no campo. O que te atrai aí?
Tudo. O verde, a paz e o espaço que existe para brincar e crescer "lá fora". A vida em comunidade, os vizinhos que penduram sacos com laranjas na porta, o metro quadrado de ervas aromáticas, o telheiro onde se reúne os amigos. E mais que ainda não sei mas vou descobrir.      



Que valores achas mais importante passar-lhes? E o pai? (Pergunta-lhe aí que isto está a ficar demasiado sério...)
Não vivemos obcecados com isto, mas acabamos por insistir na partilha - talvez porque muitas das birras delas surjam em torno dos brinquedos que são de uma ou de outra. E não queremos que cresçam egoístas, valha-nos Deus! Para o pai, "o mais importante é não levar a vida demasiado a sério". E eu concordo. 

Com uma mãe a trabalhar em televisão e um pai humorista, as miúdas não vão querer trabalhar num banco ou num laboratório, ou será que vão? Estão proibidíssimas de seguir as vossas pisadas? ;)
É proibido proibir! Acho que têm de seguir o caminho que as fizer mais felizes. Isto soa muito a frase-feita, mas acredito mesmo que deve ser assim.

A próxima filha vai chamar-se Maria quê? Se for menino será Maria também? (vá, não vale a pena dizer que fecharam a loja, sem responder à pergunta primeiro!).
Se for menina não faço a menor ideia, porque não há mais nenhum nome que goste ao lado de Maria - e não ser Maria não faz sentido, porque ia crescer com complexos de inferioridade e a achar que tinha sido encontrada no lixo. Se fosse menino seria João Maria, não por ter "Maria" no nome, neste caso - juro! - mas porque tem um significado especial para nós. No entanto, Joana, lamento informar-te que a loja está mesmo fechada. Não voltarás a chorar com a notícia...


Alguma pergunta que nunca te tenham feito como mãe, mas que gostasses de responder?
Eu acho que se me perguntassem simplesmente o que é ser mãe eu daria a sábia definição que um senhor pedreiro me deu a mim e ao pai delas quando nos mudámos para a nossa casa: "ser mãe e ser pai é ter o coração ao alto". É mesmo. E não só por uma questão de Fé - ele tem de estar ao alto porque alegra-se, aflige-se e cresce todos os dias um bocadinho e às tantas não cabe todo cá dentro. 


A Mãe é que sabe?
A mãe é que sabe. Sempre ;)

Obrigada, Catarina! 

*fotos lindíssimas da Adriana Morais

1.13.2015

Os amigos que, afinal, vão e vêm.

Uma das grandes preocupações das mães quando pensam em engravidar são as repercussões que tal poderá ter na vida social: o sair à noite, o jantar fora, as férias, os cafés com as amigas, etc. 

Não tive de pensar muito nisso porque não sou um ser de muita frequência social. Quando estou num desses planos, sou tão social que pareço aquelas pessoas que não são "ninguém" mas que, por irem às festas todas, até aparecem nas revistas. Não digo nomes, só porque não sei. Mas, a verdade é que não sou de sair.

Porém, reparei que a minha vida levou uma reviravolta também a nível social. Não sei se terá sido por ter, primeiro, enveredado por uma relação séria (esta) e isso ter dado origem a uma bebé, ou se terá sido o facto de ser mãe e de isso afastar algumas pessoas.

Sei, em conversa com outras mães, que é normal perderem-se alguns amigos. Talvez os da rambóia. Aqueles com quem nunca privámos muito sobre os nossos sentimentos, aqueles mais profundos do que "tenho sede, já bebia alguma coisa". 

Eu gosto sempre de "limar arestas", de acabar com coisas, de diminuir o número... gosto de filtrar. Porém, confesso que, desta vez, não foi uma acto de minha escolha. Aconteceu normalmente. Houve mesmo pessoas que se afastaram.

E também houve pessoas que me deixaram triste por não terem acompanhado toda a gravidez e o até agora crescimento da minha filha. Não sei porquê, fiquei muito sensível em relação a isto e comparo a ausência destes momentos quase como se eu tivesse internada no hospital à beira da morte e não irem ter comigo na mesma. 

Não quero que o façam por obrigação, mas já passaram 10 meses. Dez meses em que, alguns, já viram uma vez a miúda, outros nem por isso (escusado será dizer que já nem sei quem são). 

A surpresa agradável é que, passados uns bons 7 anos e muito por ter engravidado e ter a Irene, também voltei a ter uma amiga. Era minha amiga do secundário, deixámos de falar por "coisas da vida" (que nenhuma das duas se lembra bem, mas provavelmente ciumeira de uma outra amiga minha, sabem como são as amizades entre grupos de mulheres). A Inês voltou a falar comigo e, agora, é uma das tias da Irene. Uma que vejo praticamente todas as semanas desde que voltamos a falar. 

Fomos ao parque no outro dia e soube muito bem. Até a Irene começar a fazer das suas, claro. 

É bom sentir que se ganhou algo tão importante. Sei tanta coisa sobre a Inês, mas tanta. Informação que não usei durante os últimos 7 anos, mas que ainda cá está, sempre esteve.

Obrigada por teres voltado, Inês. <3













Alguém que também tenha tido de fazer contas às amizades?

a Mãe dá (#03) - Livros com a Marcador

Depois do sucesso do anterior "a Mãe dá - Livros com a Marcador", achámos por bem repetir. Nem que seja por ter ganho um par de homens (que não têm nada a ver um com o outro) e querermos também oferecer estes magníficos brindes da montra final a mães. Não estávamos mesmo nada a contar que os sacaninhas se infiltrassem para aqui, mas não tem mal. Sem homens, não haveria mães e esses homens são filhos de mães também. São todos bem-vindos, ó caraças. 

Quais são então os magníficos prémios? Senhor que está lá em cima a fazer voz de rádio no Preço Certo, pode falar!

Temos um livro de cada espécie para dois vencedores (ou vencedorAS, grrr ;))


Coisas Nada Aborrecidas para Ser Muito Feliz

BESTSELLER INTERNACIONAL 
100 000 EXEMPLARES 





Mergulha nestas páginas e deixa-te surpreender pelo mundo de Mr. Wonderful, do qual irás sair transformado e com um enorme sorriso. Ler estas páginas é um banho de mar em Agosto, é ficar com dores de barriga depois de tanto rir...

Tens nas tuas mãos um decálogo ilustrado sobre a felicidade explicada com quem fala com um amigo, sincero e transparente.

Coisas nada aborrecidas para ser mais feliz é o livro menos livro do mundo: é uma experiência, um sorriso, é como um espelho, um presente, é um caderno e um álbum.

Este livro é simplesmente um momento de boa disposição garantido.



Pais Que Educam, Professores Que Amam

UM LIVRO FUNDAMENTAL PARA PAIS E PROFESSORES!



Qual o segredo para ser um bom professor? Conhecer bem a matéria? Dominar plenamente as grandes teorias pedagógicas? Saber motivar os alunos? Ter a capacidade de estabelecer relações de amizade? Interagir positivamente com os pais e restantes elementos do processo educativo? 

De leitura fácil e orientada para o desenvolvimento pessoal de pais e professores “Pais que Educam, Professores que Amam” faz-nos repensar as nossas atitudes e posturas relativamente à educação que oferecemos aos nossos filhos e aos nossos alunos.

«Educar é por um lado dirigir os alunos e por outro estimulá-los, de forma a que por eles mesmos descubram coisas e participem.»

Neste livro, o professor Joaquim Machado partilha a sua experiência de mais de trinta e cinco anos ligados ao ensino e à educação em Portugal. 

Partindo de histórias e acontecimentos reais, relata-nos as suas próprias experiências e vivências, através de pequenos capítulos, escritos de forma clara e simples, motivando pais e professores a rever a modo como encaram a educação e oferecendo, ao mesmo tempo, ferramentas e conselhos preciosos para quem se preocupa não só em fazer, mas também em fazer bem.

Para participar é preciso:

1) Fazer like na página da Marcador

2) Fazer like na página d'a Mãe é que sabe (mas isso já está, não é?)

3) Partilhar publicamente este link no perfil do Facebook

4) Preencher o formulário em baixo (o link da partilha é o endereço do perfil do Facebook)


Condições:

Os vencedores serão anunciados terça-feira, 20 de Janeiro, às 15h num post no blogue.

Os vencedores serão escolhidos aleatoriamente através de random.org.

Só é válida uma participação por endereço de e-mail.