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11.01.2020

E actividades extra-curriculares em tempo de pandemia?

Há de certeza unicórnios por aí. E não só naquela loja que me faz querer drunfar a Irene sempre que passamos por ela (na verdade há umas vinte, mas posso estar a calar da Claire's ou da Note neste momento). Há de certeza famílias que escolheram actividades extra-curriculares fantásticas e que os miúdos adoram e que nem dormem de entusiasmo sabendo que no dia a seguir há Karaté ou Olaria. Não é o caso da Irene. 

Quando era pequenina, teve aulas de música e expressão corporal. Depois, quando o pai dela e eu nos divorciámos, não quis impôr que aos sábados também ele tivesse de fazer alguns kms para ter aquelas aulas pelo que ficaram em banho maria ou águas de bacalhau ou lá como for a expressão. Depois experimentámos aulas de bateria que, no início, tinha um interesse imenso e, depois, com o tempo lá foi ficando cansada das repetições. 


A Isabelinha e a Irene numa dessas aulas de música <3


Pelo meio houve duas ou três tentativas de aulas de natação mas, para dizer a verdade, não tivemos muita sorte com os professores e professoras (não eram muito pacientes com crianças e é isso que procuro em professores já que não ambiciono que a miúda comece a competir).

Cansei. Teve também aulas de ginástica que... tinham um espectáculo que queriam apresentar aos pais no final do ano e, então, privilegiaram os ensaios para o mesmo em vez de empolgarem os miúdos com actividades divertidas... Ah! E a última que estava a correr muitíssimo bem, também música e expressão corporal, foi pelo cano abaixo agora com a Covid. 

Agora que me apaixonei por uma nova modalidade (não revirem os olhos que já deve ter havido muita gente a falar-vos disto), quis ver se a Irene também se interessaria por ela. E...guess what? Está a correr muito bem!


Aconteceu mesmo irmos com as meias iguais e... sem combinarmos!! Juro! Ainda não moramos juntos porque "não há metro ao pé da minha casa e não sei quê" (desculpas).


O Fernando Alvim organiza de vez em quando umas coisas fora de série como, por exemplo, o Padel para Nabos. O Miguel (o rapaz por quem estou apaixonada - é o mesmo de há uns meses, tem-se portado bem) e eu aceitámos o convite e, desde aí, estamos viciados. 

Começámos a ter aulas com um casal amigo nosso e acertámos à primeira no professor: Francisco Dias (vale a pena abrirem o instagram, não somente por ser um bom professor... não me posso esticar muito mais que isto). 


O rapaz aqui estava a levar com sol na cara, mas prometo que não lhe falta o olho direito. Até porque não teria sido tão bom jogador de ténis antes, digo. Quer dizer, o ser humano surpreende...


Além de ter uma paciência enorme para nós (adultos) que temos treinado semanalmente com ele no W Padel Country Club (fica no meio de Monsanto, nem vos consigo explicar o quanto não quero voltar para dentro de pavilhões e ginásios para fazer desporto e não só por causa da pandemia), ele é também o coordenador do ensino de Padel para os miúdos (deve haver uma maneira mais literada de dizer isto, mas não sou da área, borrifei!). 

Também há campos cobertos, não se ponham com coisas das constipações e tal e pandemias ali não há que o ar está mais ventilado que a minha cabeça quando surgiu a puberdade. E... se não forem daqueles pais que ficam em cima dos miúdos a observar a aula toda (eu), têm ali um bar... maravilhoso para arejar as ideias.


Espetei a Irene nas aulas da idade dela, comprei-lhe uma raquete ali naquela loja que tem "Tudo para o Desporto" (wink, wink) e nem imaginam a diferença que tem feito a vários níveis na nossa vida. Primeiro, obriga-nos a quebrar a rotina do final de tarde e fazer algo que a diverte, que a entretém e que ainda socializa com outros miúdos fora da escola. Depois porque através de várias brincadeiras (o Francisco é hiper criativo) os miúdos estão muito longe de treinar apenas Padel. Treinam motricidade, sim, mas treinam muitas outras skills sociais também. Saber lidar com o serem capazes ou não serem capazes, descobrirem a sua não/muita competitividade e também - no caso da Irene, muiiiito útil - respeitarem mais uma autoridade fora da família que lhes dá orientações. 

Sai exausta, sai calminha, sai pronta para jantar (deixo o jantar pronto antes de sair de casa), por isso é banho, comida e dormir. 

Quero tanto que ela aprenda a jogar... um dia será minha dupla no Padel - o Miguel terá de lidar com os ciúmes. 

Já experimentam Padel? Que actividades fazem os vossos miúdos agora durante a pandemia? 


4.17.2020

Afinal sou uma educadora do caraças e não sabia #02

Depois do sucesso da primeira edição (e mesmo que não tenha sido, vamos fingir que sim), vêm aí novas sugestões desta mãe que vos escreve, que já teve melhores dias mas, vá, estes não são tão maus assim. Saudinha da boa, impagável. Vá, punha uma varanda cá em casa, se querem saber. É que já nem digo um terraço, nem um jardim, nem... era só uma varanda, aberta, para não ter de ficar com os caixilhos das janelas a fazerem-me tatuagem nos cotovelos e antebraços em gangrena sempre que quero pôr a cabeça de fora da janela para apanhar uma brisa na cara. Pronto. Já desabafei, está tudo bem, siga.

Então o que tenho aqui para vos sugerir de atividades giríssimas (calma, não são assim tão extraordinárias, mas entre estarem a comer a comida do gato e a empapar rolos de papel higiénico no bidé, mais vale estarem entretidos com outras coisas. Cá estão elas:

1) Contagens com conchinhas
A Luísa queria que fosse a Lisa a agarrar a caixa e cá está ela. A ideia aqui é bastante óbvia: colocar números em cada buraquinho da caixa de ovos e deixar que eles coloquem lá a quantidade indicada de ojectos. Podem fazer com feijões, botões, peças de lego pequeninas. Fizemos com conchinhas - são os nossos tesouros - para aproveitar para conversar sobre as férias e despertar boas memórias.


2) Naves com rolos de papel
Vocês não sei, mas cá em casa uma das frases mais ouvidas é: "limpas o rabo?" Estão SEMPRE a comer e aquilo tem de sair por algum lado, sabem como funciona a mecânica. Por isso, vão ver aqui várias sugestões com rolos, sim?


3) Animais pintados com aguarelas
Foi o David que copiou estes de algum lado da internet, mas elas estiveram entretidas a ajudar e já brincaram muito com estes bonecos. A Isabel quis pintar a borboleta "ao contrário" e, já se sabe, eles podem tudo. :)



4) Experiência "misturas"
Esta foi a Isabel que sugeriu. Apesar de não ter tirado foto, é bastante simples. Têm de ter à mão 4 copos com água e, ao lado, canela, sal, farinha e azeite. Em cada um, deixam-nos deitarem uma pequena quantidade de cada elemento. A ideia é ver se dissolvem ou não, se são homogéneas ou heterogéneas (calma que elas não usam esta terminologia ahah).


5) Brincar aos restaurantes
Isto parece sem interesse do ponto de vista "didático", mas dá sempre para aproveitar para falar sobre a ementa, os ingredientes dos produtos que estão à venda, os preços e depois fazer contas com moedas 


Para além destas actividades manuais, contagens e brincadeiras, vou deixar-vos AQUI uma lista de programas giros para eles verem na televisão e/ou no pc/tablet, desde peças de teatro, circo, desenhos animados e curtas, visitas virtuais a museus. Espero que gostem! <3

4.08.2020

Televisão e tablets na quarentena? SIM!

Deixei-vos aqui algumas das actividades que andamos a fazer em casa, mas também não vos minto. Têm tido acesso a bastante televisão e tablets. Há coisas muito giras a acontecerem por essa internet fora que podem intervalar- e bem - os momentos em família e as brincadeiras. Está neste momento a decorrer - hoje e amanhã -  festival KIDS ON organizado pela Grow Up Eventos, com aulas de dança, yoga, música,  cantorias de princesas da Disney, aulas de cozinha para os mais pequenos. Vejam no instagram deles os links para as várias aulas! 


Deixo-vos pelo menos 8 sugestões:

História Natural e Ciência, Coches, Gulbenkian, palácios, mosteiros, Louvre, Museu Salvador Dali... há um mundo de possibilidades para que possamos viajar sem sair do sofá. Explorem.


2) Ver o Grufalão, que está na RTP Play (e a Filha do Grufalão também, vamos ver amanhã)
A Isabel pediu-me para que lhe oferecesse o livro, de que gostava muito e já chegou. Entretanto lembrei-me de que já tinha passado na RTP a história. É sobre um ratinho que ao passear na floresta em busca de nozes, encontra três predadores que desejam comê-lo: uma raposa, uma coruja e uma cobra. Para sobreviver, o corajoso ratinho usa a sua inteligência. Vejam, é muito mágico.


3) Têm pelo menos dois espectáculos que o Cirque Du Soleil disponibilizou no Youtube para ver. As miúdas nunca tinham visto e adoraram tanto que agora pedem mais vezes para ver (e para tentar imitar. Não garanto que não partam a cabeça um dia destes...)


4) O Indiejúnior disponibilizou no site várias curtas de animação. A preferida das miúdas é a Wolf, mas acabei de perceber agora que já há nova para vermos (gostei da indicação +3 e +6 nestas últimas, é útil).


5)  O musical Principezinho, do La Feria, também está aqui


6) O Teatro Nacional D. Maria II lançou o movimento "Dona Maria II em Casa" e tem disponibilizado peças para nós, mas agora também para eles: temos a Alice no País das Maravilhas para ver.


7) Cativar - Teatro para a Infância também já fez, pelo menos, dois directos com teatro de fantoche - dos Três Porquinhos e também da Branca de Neve


8) Além de tudo isto, há muita gente talentosa a contar histórias, como a Sofia da Aqui há Gato (já comprei um livro porque ela contou a história magistralmente - temos lá muitos vídeos ainda por explorar).




Gostaram? Espero que sim! Agora quero as vossas. Ah! Aulas de ballet/ dança/ginástica para os miúdos, assim como yoga, ainda não explorei, mas quero saber tudo.

4.07.2020

Afinal sou uma educadora do caraças e não sabia #01

Primeira achega ao título: é uma graça. É óbvio que não tenho nem formação, nem jeito, nem PACIÊNCIA, nem talento para ser educadora. Já tinha percebido isso há muito tempo. E acho que agora já percebemos todos a importância e o papel determinante das educadoras dos nossos filhos nas nossas vidas, não já? Pronto. Cada macaco no seu galho. Eu prezo muito as educadoras das miúdas, tenho umas saudades enormes delas, acho-as fantásticas (toda a escola e metodologia, aliás - Movimento Escola Moderna, de que já falei aquiaqui e aqui). A Luísa ainda no outro dia se deitou a choramingar porque tinha saudades da Maria João e da Rute. A Isabel vibrou quando viu um vídeo da sua querida Inês a contar uma história e ouviu um áudio com a voz da Nádia. Temos tido acompanhamento via whatsapp com sugestões e propostas de atividades para desenvolvermos em casa, links para programas giros, tudo. 

Estive até este sábado em teletrabalho, pelo que não foi fácil gerir tudo como gostaria. Mas, mesmo assim, conseguimos fazer coisas giras - umas propostas pelas educadoras, outras sugeridas pelos colegas e família e outras que surgiram da nossa imaginação, vi em algum site/FB/pinterest. 

Não vão ver aqui grandes obras de arte, nem nada muito bonitinho (para isso sigam a Violeta Cor de Rosa, que disponibilizou coisas lindas para imprimir), mas pode ser que vos inspire para futuros projectos aí em casa com eles, porque, no meio disto há dias em que já não sabemos o que inventar. 

  • Atenção que às vezes temos de nos dar um desconto - e a eles - e um bocadinho de ócio também faz bem, a todos. Se virem mais TV nestes dias, etc, acho também perfeitamente legítimo (nós tínhamos cortado a TV e os tablets durante a semana cá em casa, lembram-se?). Agora não. Durante a semana vêem bem menos do que ao fim-de-semana, mas, de forma controlada, há espaço para tudo
  • Brincadeira livre é importantíssimo e deixo bastante espaço para isso, mesmo que acabe normalmente tudo à batatada
  • Ajudarem nas tarefas domésticas e nas refeições não só é extremamente útil, como considerado "tempo em família", em que aprendem ao mesmo tempo a cooperar, a ser autónomos e desenvolvem destreza em várias coisas (a Luísa a cortar cogumelos e espargos é uma maravilha de se ver e ainda não ficou sem dedos. Ainda.)
Posto isto, vamos então à primeira listinha de coisas que temos feito cá em casa e que facilmente conseguirão reproduzir aí.

1) Teatro de Sombras
Fizemos inspirado neste aqui. Precisam de uma caixa de cartão, papel vegetal, cola. Pauzinhos (usámos do mikado, ups!) e figuras que podem desenhar e recortar ou imprimir da internet. Giro e dá para fazerem sempre novas personagens, treinar o improviso, brincar, além de que o ambiente é muito giro, mais escuro, elas adoraram.



2) Caixa para lápis/canetas feita de embalagem de leite
Vocês cortam, eles colam um papel pintado e decoram como quiserem (aqui sempre tentámos desmistificar os monstros). Além de aprendem a reutilizar uma embalagem, vêem todos os dias algo feito por eles. É bom para a auto-estima deles, digo eu.


3) Família e amigos feitos em rolos de papel higiénico
Fizemos para o Dia do Pai e elas adoraram. Com desenhos e recortes de revistas e fotografias que tenham ou imprimam, fica engraçado, elas podem brincar com eles e matar saudades dos avós, tios, etc

4) Gelados
Já fizemos só de fruta, saudáveis, mas também um menos saudável, com natas ao barulho e morangos, mas é algo de que elas gostam muito e sempre dá para matar aquele "bichinho" de quando nos pedem coisas doces. Participam no processo, cortam os morangos, etc, etc.


5) Experiência flutua/não flutua
Esta foi a Isabel que pediu. Já tinha feito na escola e queria repetir para mostrar à Luísa. É simples: basta agarrarem em pequenos objectos aí de casa, verem se flutuam ou não (se são mais pesados ou mais leves) e registarem numa folha


6) Relógio de papel
Só precisam de dois pratos de papel, cartolina para fazerem os dois ponteiros e uma forma engenhoca de os prender aos pratos. Desenhar as horas na folha de cima e desenhar os minutos na folha de baixo.



Tenho mais coisas para vos mostrar, mas também não vou gastar já os cartuchos todos, não é?

Querem também ideias de filmes/ peças de teatro / livros / sites giros para eles?




10.01.2019

Não sei que atividades escolher para as miúdas!

E acho que nem elas sabem bem. A ideia vai ser experimentarem esta semana as várias para conseguirem escolher. A Isabel teve, no ano passado, expressão dramática. Gostou muito mas disse-me que, este ano queria mudar.

Elas já têm natação, 1 vez por semana. Já o disse aqui, não faço questão de enchê-las de actividades extra-curriculares. Gosto que tenham tempo em casa, sem horários, sem planos. Gosto de ter tempo com elas, sem andar na correria do ir levar - ir buscar. Coitados dos meus pais que andaram comigo para todo o lado, todos os dias da semana. Eu gostava muito, conseguia conciliar tudo e não deixava de ser boa aluna (óptima, na verdade) por causa disso. Mas agora - como mãe - vejo bem que era um exagero. Uma prisão para os meus pais também (e éramos dois filhos). 

Acho-as pequeninas demais para andarem em tudo o que existe. Claro que amava que andassem já na música, no teatro, a Isabel adoraria ir para o futebol, mas calma. Têm tempo. 

Todas as actividades que quero acrescentar à natação (que é à segunda-feira) são dentro da escola e ali por volta das 16h. Inglês, ballet, expressão dramática, yoga. Yoga está já excluído porque coincide com a natação. A Luísa quer ballet, mas é logo a actividade mais cara, 25€. [Por pouco mais andam as duas na natação e custa-me um bocado, confesso. Também por pouco mais, andariam as duas no inglês, na escola]. Bem, mas parece-me que vai ser essa mesma. Esta semana podem experimentar as aulas e decidir ou ajudarem-me a decidir. 

E vocês? O que escolheram este ano (se é que escolheram alguma coisa)? 

Fotografia: Joana Sepulveda Bandeira do The Love Project



6.04.2019

Temos tido azar com os professores de natação...

Não consigo explicar porquê, embora tente e muito.  Esta foi a segunda vez que tentei inscrever a Irene na natação. No ano passado fiz o mesmo e o cenário foi IGUAL - antes que alguma hater venha para aqui dizer "qual é que é a variável comum? tu!", também eu já pensei nisso e, sabem que mais? Acho mesmo que é "azar". 

No ano passado, inscrevi a Irene numa das piscinas que frequentei durante mais tempo e, antes da professora chegar, houve duas aulas em que teve um rapaz que a substituiu. O rapaz era super divertido, brincalhão e, no meio da brincadeira, lá ensinava o que era preciso às crianças. 

Tenho várias motivações para inscrever a Irene na natação: as óbvias e eu adorar nadar e querer fazê-lo ao mesmo tempo.

Depois, quando conheceu a professora, nada sorridente mas muito focada no "trabalho", a Irene disse que não simpatizava com ela. Que ela era antipática. 

E sabem que mais? Tinha razão. A professora, naquele dia, não estava especialmente simpática. Expliquei à Irene que todos temos dias e que iríamos tentar novamente e quase de certeza que a professora já estaria mais bem disposta... mas não. 



Fazer natação naquele momento (e agora) não é algo que seja crucial e fundamental e, por isso, não ia obrigá-la a estar com uma professora que não a fazia sentir-se segura ou que tornasse a natação numa espécie de início de formação para competição ou lá o que é. A questão técnica, aos 3/4 e 5 anos não é algo que me interesse muito, honestamente. Quero que não se afogue e pronto. Se um dia ela tiver gosto por nadar, depois aprenderá a nadar. E lá fará os festivais como a mãe e ganhará as suas medalhinhas que alguém comprará naquela loja que "tem tudo para o desporto". 

Não a obriguei. O meu papel é dizer-lhe que ela não merece ser tratada assim e quero mesmo contribuir para a felicidade da minha filha. Alertei a "piscina" para a reacção da Irene, perguntei se havia outros horários com outra professora e não, não havia. Assim ficámos "em águas de bacalhau". 

Este ano, inscrevi novamente, até para ir com as amigas Luísa e Isabel. E voltou a acontecer o mesmo. As miúdas da Joana estão óptimas e nada disto as afecta. Só a mim e à Irene que devemos ter uma sensibilidade particular ou, então, como pensarão algumas de vocês, somos umas "con*s de sabão". 

Seja como for. 

Reparei que não era aquele tipo de ensino que queria para a Irene. E ela também deixou isso bem claro. Na primeira aula - que curioso - teve um professor substituto que era brincalhão e simpático (talvez por não ser aquela a rotina dele) e, na aula seguinte, quando chegou a professora residente (não sei se isto se aplica também aos professores de natação ou só aos DJs), o ambiente foi completamente diferente. A reacção da professora à inscrição de duas novas alunas foi notoriamente de desagrado (poderá estar hiper mega ultra sobrecarregada e não ter as melhores condições para trabalhar e estar muito frustrada e cansada) e reparei que o trato com as crianças não era afectuoso, era apenas directivo. 

A Irene também me chegou a contar alguns episódios que não tenho a certeza se terão acontecido mas, o facto de eu não conseguir dizer a pés juntos que não aconteceram, faz-me não ter dúvidas e mudá-la de turma ou de sítio - ainda não fui ver outras opções. 

Falei com uma mãe que é isto que ela procura para a filha dela e não julgo. Cada uma de nós teve educações diferentes, tem objectivos diferentes e procura dar coisas diferentes aos filhos. A Irene e eu não nos sentimos bem nestes casos e recuso-me a pensar que sou eu quem está errada. Não me parece ser errado procurar um local ou professor que ensine as crianças a nadar de forma divertida e com afecto. 

Ainda para mais algo... lúdico, por favor!

Posto isto, querem dar dicas de sítios em Lisboa? Please?



1.28.2019

Não têm actividades extracurriculares!

Nenhuma das minhas filhas tem actividades extracurriculares. Nunca teve. [Ainda]. Tive fases em que pensei que era um disparate sobrecarregá-los mais com calendários e horários, que precisavam era de ter tempo para não fazerem nada e para estarem com os pais. Que uma hora no parque ou na floresta com a mãe ou até a fazer o jantar, juntas, era mais útil para ambos do que uma hora num outro qualquer sítio. Também pode ter sido a preguiça a falar. A falta de horário ou de disponibilidade. Ou tudo junto. Mas agora... agora que tenho horários mais flexíveis, se calhar devia. A Luísa adoraria ter ballet (já me fez duas birras enormes por não poder fazer ainda na escola) ou alguma coisa a ver com ginástica, música, expressão corporal. A Isabel mostrou tanta resiliência a andar de patins no gelo (e já me pediu mais vezes) que talvez pudesse experimentar a patinagem artística. Ambas deviam andar na natação e sempre protelei. 

Está na hora? Há hora para começar? (A natação sim, claro, por todos os motivos e mais alguns). 

Eu acho que comecei com dois ou três anos na música, no conservatório em Santarém, e depois fui tendo de tudo: natação, danças de salão, ginástica, basquetebol, música (guitarra, solfejo e canto coral) ténis, até cardiokickboxing fiz, já na adolescência. Andei nos jovens cantores de Lisboa e nos Onda Choc. Fazia parte dos meus dias. O meu irmão tinha outras tantas. Os meus pais andaram um bocado "escravos" dos filhos (lembro-me de irmos ver jogos do meu irmão e aos domingos havia ensaios em Lisboa das minhas cantorias). Tem de ser? Dará para dosear melhor? Ou faz parte?

Contem-me. O que fazem os vossos? Se é que fazem...

Boquinha com restos de papa de aveia mas expressão mais querida <3


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10.01.2018

Já escolhi a actividade extra curricular para a Irene!

Tenho um medo tremendo de me transformar numa daquelas mães da série Toddlers and Tiaras no TLC (o melhor canal para o cérebro morrer devagarinho do mundo inteiro, mas tudo tem a sua função, ahah), mas adoraaaava que a Irene quisesse ir para a ginástica acrobática. 

Ainda é cedo para a Irene ter uma actividade extra-curricular duas vezes por semana e que puxe muito por ela. Natação acho que seria muito intenso (e dúbio por causa das otites serosas que ela tem), mais aulas de matéria e ao final do dia acho que além de não render que é demasiado, mas a ginástica parece-me ser um bom plano, sendo esta apropriada para a idade dela. 

Ainda por cima é na própria escola, o que faz com que as horas não andem muito para a frente e não se tenha de andar com carrinhas para a frente e para trás e tal. 

Adorei fazer ginástica quando era pequenina e, no outro dia, o meu pai disse-me que era bastante boa nisso (fiquei toda vaidosa, claro). Era uma ginástica de pinos, rodas, cavalos, trampolins, cambalhotas, coreografias e apresentações. Usava maillot, sempre. E o meu professor tinha um bigode farto. Agora é que me apercebi que há um director na minha empresa muito parecido com ele, ahah. 



Adorava o tentar e conseguir. Adorava reparar que tinha força e fazer parte de um grupo. Uma das minhas maiores tristezas foi ter que sair da ginástica porque deixamos de morar na Rinchoa (morar na Rinchoa, ao contrário do que se possa pensar, até tem muitas vantagens, ahah). 

Ainda hoje consigo e adoro fazer rodas e pinos. Tenho feito nas aulas de PT ou de Yoga que tenho tido e... faz-me sentir super orgulhosa.

Na aula de Yoga com a Mahima do Chama a Sofia.


A Irene vai experimentar hoje, vamos ver como corre. Vou um bocadinho mais cedo para também conhecer o professor/professora...

A única actividade que teve antes (tem 4 anos, Jasus, não é preciso ter actividade extra curricular nenhuma) foi Música e com uma professora da qual sou fã. É ma-ra-vi-lho-sa. Dá aulas ao fim-de-semana e... mudou por completo a infância da Irene. Se quiserem experimentar, digam. 

O que estão a fazer os vossos? Com que idades? 


7.25.2018

Coisas para fazer neste Verão. ♡

Há uns tempos (há dois anos, mas como já tenho 30 já digo "há uns tempos" quando já passou muuuito tempo) fiz uma lista que ainda tem dado jeito a algumas pessoas: 60 actividades para fazer com eles em casa




Neste momento, de férias, temos feito imensas coisas: 


- Fazer pizza em casa;

Podem comprar a massa ou fazê-la em casa. 

- Fazer pão com chouriço;

Podem usar a mesma massa da pizza. 

- Aguarelas e lápis de cor;

Não falha. Até para nós, para termos o famoso momento Mindfulness. 

- Passear;

Só. Sem ser com o intuito de comprar alguma coisa. 

- Ensinar a fazer as tarefas domésticas; 

Eles sentem-se mais crescidos e estamos a formá-los, eheh. 

- Ler muito;

Ler muitos livros e com calma, sem ser só antes de dormir. Desligar a televisão. Aproveitar o tempo "a mais". 

- Jogos...

Trouxe o diablo (mais para mim que ela ainda não gere bem), o Twister, o Quem é quem, Legos, Traga Bolas... Preferência para coisas que se possam fazer em conjunto para criar memórias e ligação. 

Tenho a cabeça tão calma que nem estou a conseguir pensar em mais nada, mas também trouxe as bolinhas de sabão, claro. :) O que levam nas vossas malas para eles? 

1.16.2018

As nossas brincadeiras.

# jogo do silêncio

Começamos a brincar a isto as duas. Não sei como terá começado - acho que fui eu, mas não tenho a certeza. O jogo do silêncio é, basicamente, lermos nos lábios uma da outra o animal que a outra está a dizer. Ela adora. E eu também. Hi-pó-pó-ta-mo. Divertimo-nos imenso. 


Estou apaixonada por estas fotos da Yellow Savages.

# ela fingir que é outra pessoa 

Por muito que às vezes me passe pela cabeça se isto é normal, cada vez mais entro na brincadeira. Preocupar-me-ia se ela se perdesse na fantasia, mas nem por isso. Eu sou a Joana Paixão Brás e ela é a Isabel e temos um Nenuco que é a Luisinha. 

# tem uma irmã que é um Nenuco

Deixa-me muito feliz vê-la a brincar com a bebé. É a brincar que consigo ver o que é que se passa na cabeça dela, qual é a percepção dela das relações e onde manifesta as suas preocupações do momento. A melhor maneira de saber o que se passa com ela é vê-la e ouvi-la a brincar. 

# somos a Selena Gomez e Jennifer Lopez

E damos um espectáculo num palco que é o tapete que agora pus no chão do quarto dela. Ela segura no microfone e eu numa garrafa de água. Ela canta no seu melhor inglês a "Wolves" da Selena Gomez e eu delicio-me a vê-la. 

# macaco de imitação

É tão simples quanto isso. A miúda adora que a imite. Estamos as duas sentadas na cama - dá-lhe mais para isto antes de ir dormir - e imitamo-nos. 



# nhecs

Lembram-se da brincadeira de há uns bons anos? A miúda adora e faz-me isso e eu a ela. Divertimo-nos muito. Ela já percebe mais ou menos o conceito e farto-me de rir. 


São algumas das brincadeiras do momento, além das outras coias que, quando tenho tempo, tento fazer com ela como já vos mostrei aqui nas 60 actividades para fazermos em casa


📷 Fotografias: Yellow Savages


🎔


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12.28.2017

Quem haveria de dizer?

Tenho uma amiga muita chata e que me envia sempre whatsapps quando me vê de cortinados abertos no quarto e em perigo de expôr indevidamente à rua - é minha vizinha, portanto - que insiste para que conheça "o nosso bairro". Morei já em muitos sítios deste nosso país à beira mar plantado e, até agora, só a Rinchoa/Fitares é que me fez sentir mesmo que estava em casa. Não sei porquê, vivi mais tempo em Oeiras, mas o sentimento é tão crú que sempre que estou nos subúrbios, quanto mais se assemelharem à Rinchoa, mais em casa me sinto. 

Não conheço muito aqui a zona - Benfica. Mas, no outro dia, num vipe de "'Bora lá sair de casa que está um dia lindo e adoro viver", fui tomar o pequeno almoço com a miúda a um café ali em baixo já com vista a seguir a sugestão da Renata de irmos ao Jardim do Palácio Baldaya (do qual nunca tinha ouvido falar - shame on me) que, agora, por altura do Natal, está decorado com muito carinho para eles. 

Foi uma manhã fenomenal em que, depois de um pequeno almoço com calma, fomos à feirinha ali à frente, ainda ouvimos um coro a entoar canções de Natal e fomos ao jardim. Também almoçámos no centro comercial Fonte Nova - que também identifico muito com a minha infância - e descobrimos uma nova hamburgaria que me dá vontade de borrifar para a resolução de me alimentar melhor. 

Em vez de grandes planos aqui e acolá, já deram uma oportunidade ao vosso bairro? 









Quispo e calças - Boboli


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12.04.2017

E de repente não me passo quando ela quer sujar tudo.

Ui, meninas! Espero que não tenham noção do que é viver cada movimento deles com um stress enorme antecipando aquela mancha de iogurte no sofá ou aquele rasto de migalhas da sala até ao quarto. A plasticina espalhada por aquele tapete que é difícil para caraças de aspirar, terra das plantas no edredão da cama, essas coisas. Vivo com muito stress (tudo no geral, mas em particular...) a possibilidade dela sujar alguma coisa e, por isso, o meu instinto é acabar com a brincadeira ou estar a fazer ressalvas de 2 em 2 minutos - o que é , de longe, das coisas mais irritantes de sempre quando se está no lugar da pessoa que só quer fazer alguma coisa em paz. 

E, houve um dia em que aqui esta mãe que hoje espalhou mal a base e como não a trouxe vai ter que lidar com isso até às 22horas teve a brilhante ideia de ir buscar a toalha anti-manchas que a mãe lhe ofereceu para por debaixo das toalhas normais da mesa. De repente, a Irene tem um tapete em que pode ajavardar o que quiser, como quiser e eu sei que é só pegar naquilo e sacudir na janela ou espetar para dentro do tambor da máquina e entrar em negação sobre o que aconteceu. 

Fotografia de Março de 2015, no post de receita de Plasticina Caseira.
Fotografia de Março de 2015, no post de receita de Plasticina Caseira.

Isso tem feito com que a Irene não só se possa lambuzar toda em tintas, mas também fazer papinhas com coisinhas fora do prazo que a mãe guarda no frigorífico até começar a ganhar um verde floresta simpático, assim até saem de lá mais cedo. A plasticina pode ser amassada no chão, até pode ser pizzada ou até posta dentro dos iogurtes, não quero saber. 

Numa brincadeira com tintas caseiras, num workshop em Fevereiro de 2015.



Amén, toalha anti-manchas que salva a motricidade fina da minha filha da minha ansiedade. 



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