7.15.2019

Acabou o namoro da mãe.

Pois, nem sei o que vos diga. Sei que preciso de escrever sobre isto, porque preciso de fazer algo. Sei que namorar quando se tem uma filha está longe de ser namorar quando não se tem uma filha. Primeiro por causa da filha, claro, mas depois também porque quer se queira quer não ou quer se tenha consciência disso ou não, há um lugar que parece ter que ser ocupado. E provavelmente pela pessoa com quem estamos a namorar. 

Tudo dependerá das expectativas que ponhamos na relação, mas acho muito difícil (pelo menos para mim) namorar com alguém sem a expectativa de que venha a ocupar um lugar minimamente definitivo e absolutamente marcante. Ainda para mais tendo uma filha. 

Tendo uma filha, só lhe apresento pessoas de relações sérias como tal. Honestamente depois de ter casado e divorciado, não tive tempo pelo meio para nada mais (e/ou vontade). Também talvez por causa disso. O outro lado das relações, aquele que associo a que seja o lado mais descontraído, sem “casting” talvez não exista para já. Ou talvez nunca mais venha a existir enquanto a Irene não for adolescente ou assim. 



Sinto que estou numa espécie de limbo (além de estar muito triste com o final do relacionamento) entre “precisar” de uma relação desse género e de não ter capacidade emocional, física e temporal para ter uma relação assim. Sinto ou sei que a relação que tenho com a Irene me consome muita da minha energia e vontade de trabalhar e de estar consciente numa relação. 

Não consigo estar naquela do “logo se vê”. This is serious. Nem sei em que mindset se conseguirá estar sendo “mãe solteira”. 

E lidar com as perguntas dela? Como se faz? Tento mostrar-lhe que nada acabou, que tudo se transforma, mas como falar sem dor de algo que ainda se vive com dor ou, noutra perspectiva, qual o motivo para sentir que devo esconder a dor? 

De alguma maneira, por ser quem passa com ela mais tempo, sinto-me responsável por lhe passar também uma imagem de força e de estabilidade, mas o conceito de força pode não ser o da “força bruta” ou “indiferença”. Quanto mais cresço, mais me vou apercebendo que a consciência das nossas vulnerabilidades nos tornam mais fortes e que está certo sentir coisas tristes e que a tristeza tem um papel fundamental na alegria e vice-versa. 

Mas agora ficam três corações partidos em vez de dois. E sei que é uma fase, mas caramba. Quase que sugiro à Jorja Smith para escrever sobre a single-motherhood fantasy. 

Querem dar-me alguma força e/ou piparotes para deixar de me lamentar e arrumar as trouxas e seguir em frente, mesmo que vá limpando o ranho ao braço? (Eww)



Vou voltar a fazer terapia!

Das decisões mais importantes que tomei nos últimos tempos! Ainda não voltei à psicóloga e já sinto que foi a melhor coisa que decidi neste ano e meio. O alívio já está a chegar e ainda nem lá fui, só por saber que vou conseguir, a partir dali, estar cada vez mais próxima de mim e de resolver tudo o que anda desatado nesta alma, que vou conseguir ser uma melhor mãe e uma melhor pessoa (não por esta ordem, que disparate).

Descobri a Eugénia através da Joana Gama (emoji coração, sempre). Fiz hipnoterapia uma vez só. Não sei se foi o que bastou, não me parece, mas acabei por mudar de vida uns meses depois. Despedi-me do meu emprego de anos e fomos todos viver para Santarém, para o campo. Foi uma das melhores coisas que poderia ter feito. Tive a minha segunda filha com calma, numa esfera de amor e de tranquilidade. 
Mas, meses mais tarde (ou um ano mais tarde, não sei), passei a sentir-me incompleta e até só. Não compreendia por que me sentia assim. "Que disparate." Afinal, tinha cumprido mais um sonho, tinha duas filhas incríveis, era boa mãe, amava-as profundamente, tinha um marido fantástico, escrevia por aqui, tinha amigos mas... não estava feliz. Não como planeara. Andava numa montanha russa, com idas bem lá acima e depois descidas ainda maiores e a enjoar nos loopings. Percebi que precisava de voltar a fazer terapia. Primeiro por skype, depois presencialmente. Ir a Lisboa de propósito, mas voltar a casa com ferramentas para estar melhor.

"Eugénia, preciso de ti". Assumir-se isto é duro. Mas libertador. Houve uma consulta em que senti que praticamente não fiz mais do que chorar. É um processo. 


Fotografia: The Love Project


E aprendi que não posso parar este processo, só porque já me sinto melhor. Ou porque acho que está tudo controlado. Ou porque estou mesmo lá em cima. Naquela altura parei porque voltei a trabalhar, em Lisboa, porque nos mudámos para cá e eu simplesmente não tinha horário. Depois, porque estava tão cheia de tudo que nem me conseguia ouvir, por isso basicamente nem tinha tempo para sentir se andava feliz ou não.

Feliz ou não, toda a gente devia fazer terapia. Toda. Há sempre algo que fica por cá, há sempre alguma relação tóxica, algum acontecimento que nos fez pior do que achámos, alguma coisa por resolver e muitas coisas por descobrir sobre nós. E alguém reconhecer isto já não é, aos dias de hoje, um tabu. Os assuntos do foro psicológico, doenças ou não, são já muito valorizados. A procura por ajuda já não é sinal de fraqueza. Ter até a Michelle Obama a reconhecer isto é de valor. Mas, por mais que haja cada vez mais pessoas a dar a cara por isto, ainda há muito pouca gente a procurar ajuda quando mais precisa - e, segundo vários estudos feitos, muitas vezes não é sequer por uma questão de orçamento. 

Aliás, se a venda de antidepressivos aumentou e muito nos últimos anos e os psiquiatras têm sido mais procurados do que nunca, a questão não é só e apenas orçamento, de facto. As pessoas só procuram soluções já mesmo no fim da linha, num grau imenso de desespero e querem resultados rápidos, imediatos. A terapia é algo que leva mais tempo. Não camufla, tenta ir ao cerne dos problemas, tenta resolver. Claro que estou a ser absolutamente generalista e que haverá casos em que será precisa medicação, óbvio, ou até ambos, que isto não é nenhum concurso. Mas acho também que se nos fosse dada mais formação ao longo da vida sobre a importância de olharmos mais para dentro, de abrandarmos, de valorizarmos os nossos sentimentos, do poder da palavra, talvez não tivéssemos de chegar tão longe. Aprendermos a dar significado às coisas, a racionalizá-las, ajuda-nos a superar o sofrimento - a amígdala diminui a sua actividade e os processos nervosos no córtex pré-frontal aumentam (acho que é isto, do que li, mas tentem perceber junto de especialistas ;). 

Isto tudo para vos dizer que estou orgulhosa de mim. De querer (voltar a) dar este passo. De perceber que só exercício físico e pilates e até yoga, apesar de me ajudarem muito, não me chegam. Que tenho noção de que preciso de partir pedra, até para resolver o que vos contei que me aconteceu no recobro, entre outras coisas.

E que isto não significa que eu esteja necessariamente infeliz, mas que quero estar mais feliz e sentir-me cada vez mais completa. Ser mais livre. 

E vocês? Já experimentaram? 


7.14.2019

A Irene é que sabe!

Sabem aquela altura em que eles não querem nem por nada ir lavar os dentes? Há mil coisas mais interessantes a acontecer na vidinha deles. Patrulha pata, jogo a glória, slime... o que fazer? Quando já tentámos tudo e mais alguma coisa e quando já nos passaram - assim só em sonhos, calma - as piores técnicas possíveis pela cabeça, já ouvimos “já vai” duas vezes e já estamos a tremelicar do olho direito e quase a repetir frases das nossas mães ou avós, e só queremos gritar por socorro, sabem?

Uma das técnicas usadas pela Joana Gama ;) - vejam o vídeo

Até que a Irene deu esta ideia:




Ao escovar os dentes só estamos a fazer 65% da nossa higiene oral, sabiam? Por isso, o uso de fio dental é obrigatório para extrair aqueles resíduos que ficam para ali entre os dentes, como a “granola” da Joana Gama. Hum hum.

E agora que há este da Jordan, especificamente para as crianças, já tem tudo para correr bem. Juntámos à escova de dentes e à pasta, este instrumento essencial para que os dentes fiquem lavadinhos. E, além do primeiro fio dental para crianças, a Jordan lançou os sticks clean between para os pais (ou para qualquer adulto, claro), que retiram resíduos de alimentos das zonas mais difíceis.

Gostaram do jogo? A Irene é que sabe! ;)


*Post escrito em parceria com a marca

7.12.2019

Agora tenho de pedir os números de telefone a toda a gente 😑

Também vos acontece o mesmo? 

Agora sempre que a Irene conhece algum amigo ou amiga novo/a no parque ou onde quer que seja quer que eu peça o número de telefone à mãe ou a quem esteja com ela. Isto já acontece há um ano e tal, mas fico sempre envergonhada. 

No fundo também acho uma boa ideia, claro. É bom que ela tenha amigos e que queira voltar a estar com eles, mas acho muito difícil que duas pessoas que não se conhecem (eu e os outros cuidadores, neste caso) marquem novo encontro e que isso não seja esquisito, sei lá. 

O que acham vocês? Como fazem nestas situações? Agora tenho um contacto da avó de uma menina que conhecemos ontem no parque e tenho a Irene a enviar mensagens para o telemóvel da avó, ahah. 










7.10.2019

Salas mistas: Sim ou não?


No outro dia, num grupo de mães e de pais na Internet, li uma questão de uma mãe, apoquentada, porque a filha ia passar a estar numa turma mista na escola, ou seja, com idades entre os 3 e os 6 anos.

Não sei se será o vosso caso, mas gostava de deixar a minha opinião sobre o assunto e de "acalmar" quem está com dúvidas em relação a este assunto.

Salas com idades mistas são, a meu ver, extremamente benéficas. Vejo isto enquanto mãe e mera curiosa nestas questões, não enquanto especialista no assunto, psicóloga ou educadora (que não sou). E, claro, tudo isto dependerá sempre de muitas outras coisas: educadoras, escola, projecto educativo, etc. Estou a falar de creche e de pré-escolar (nas restantes idades ainda não me debrucei).

Fotografia: The Love Project

Mas, à partida, sinto como algo muito positivo. Senão vejamos:

- as crianças mais novas têm nos mais velhos um modelo a seguir e querem reproduzir o que eles fazem;

- as crianças mais velhas tornam-se mais responsáveis, sentem-se mais "líderes" e sentem empatia pelos mais novos, ajudando-os em tudo - vocabulário novo, a arrumar algo, etc

- esta interacção e dinâmica é, de facto, o que se passa "lá fora": nós aprendemos e trabalhamos com pessoas diferentes e de idades muito diferentes e é essa pluralidade que nos enriquece

- os valores que se passam nestes momentos de colaboração e interação são excelentes: por um lado pratica-se a tolerância, a paciência e até a auto-confiança e auto-estima dos mais velhos; os mais novos estão rodeados de um ambiente de generosidade e vão usar essas aprendizagens quando for a vez deles serem os mais velhos da sala

- a independência e autonomia dos mais velhos é muito estimulada e reforçada

- os mais novos, pela primeira vez na sala ou até na escola, são recebidos de braços abertos pelos mais velhos, o que ajuda imenso na integração! (Noto que a Luísa, este ano das mais velhas da sala - fez 3 anos em maio -, era muito querida para os bebés que chegavam e queria participar/ajudar em tudo)

- a competitividade, muito comum entre miúdos da mesma idade, é menos pronunciada e, pelo contrário, a questão de "cada um aprender ao seu ritmo" é acentuada: há menos rótulos, menos "pressas" e um espírito maior de partilha e colaboração entre todos - cada um contribui à sua maneira. 

No caso dos irmãos e dos primos, não notam que é saudável a interação deles, tendo diferentes idades? Então, é igual na escola. 

Acredito que o trabalho de casa - e mesmo em sala - do educador seja grande. Gerir idades e necessidades diferentes não deve ser fácil. Mas acredito também que envolver todos, criar um espírito de pertença e aproveitar as situações de conflito para passar valores seja também muito benéfico para todos. Além de que, desta forma, ainda se deve comparar menos competências e olhar mais para cada um individualmente, estando mais atento às necessidades de cada elemento. Faz-vos sentido isto?

O único ponto menos positivo que encontro nisto tudo é, pela minha experiência, que, por vezes, os mais novos queiram imitar os mais velhos em coisas para as quais ainda não estão preparados. Por exemplo, a Isabel deixou de querer e de conseguir fazer sesta mais cedo do que eu gostaria. Como os amigos mais velhos já não faziam, ela não compreendia por que teria de ficar a dormir quando havia tanto mundo para descobrir. Apesar de notar que ela se aguenta muito bem sem sesta (não percebo que faça mais birras ou que esteja muito mais cansada do que ficava antes) e apesar de eu tentar compensar em casa, indo mais cedo para a cama e acordando mais tarde, todos sabemos da importância de uma sestinha nestas idades (havendo algumas excepções, sim, mas serão isso, excepções).

De resto, notei uma evolução enorme nas duas neste sistema e concordo plenamente com ele. Noto também que a forma como lidam uma com a outra e tentam resolver alguns problemas entre as duas, a empatia, a maneira como a Isabel encoraja e estimula a irmã a fazer tudo, é linda de se ver. Quando ela no outro dia tentou perceber por que razão a irmã estava a fazer birra é algo que não esperava numa miúda de 5 anos.
Por outro lado, a forma como a Luísa consulta a irmã, lhe pede opiniões e ajuda é algo que me enche o coração. Também pode ser - e é, vá, não vou estar a menosprezar o nosso papel enquanto pais - trabalho de casa, mas tem muito a ver com as aprendizagens que trazem da escola. 

Este é um tema que me apaixona cada vez mais. Por isso, caso queiram saber a minha opinião ou experiência com o Movimento Escola Moderna; Montessori, ou com algo relacionado com o projecto educativo ou com a escola delas, digam coisas que eu abordo o tema novamente.

Escrevi sobre a escola delas aqui e aqui.





Tudo sobre a minha operação

Queria dizer à menina que imaginava que os ossos pronunciados do tórax eram maminhas, já que as amigas as tinham, mais ou menos pronunciadas, que vai ficar tudo bem. Queria dizer à adolescente que percebeu que, apesar das estrias nas mamas, elas não iriam crescer mais do que aquilo, que vai ficar tudo bem. Queria dizer à mãe que viu as suas mamas alimentar as crias, tomarem proporções redondas, ganharem um brilho especial, para depois mirrarem que nem figuinhos secos, que vai ficar tudo bem. Essa menina, adolescente e mulher sou eu. Ficou tudo bem. Melhor do que imaginei até. A cirurgia plástica de que vos falei aqui foi das melhores coisinhas que fiz pela minha auto-estima. Por mim. Só eu sei.

Foi engraçado ver que, ao contrário do que eu temia, não houve uma única pessoa a falar em futilidade ou a achar que isto era capricho. Que bom que foi ver tantas mulheres unidas: ou porque sentem o mesmo, ou porque simplesmente respeitam a minha decisão, tendo a mesma vontade ou não. Foi bom ver tanta abertura ao tema, tanto respeito. Obrigada por isso.

Como este é um tema que traz muitas dúvidas já que recebi dezenas de mensagens a pedir que explicasse melhor como tudo correu, decidi fazer este post com maior detalhe.



Ora então, fui a duas consultas com o meu médico, falámos muito, medições (altura, diâmetro do tórax), e pele, expectativas e simulações (de acordo com o tipo de prótese usado e tamanhos, ficamos com uma noção de como irá ficar – achei muito, muito útil!).

Lá marcámos então o dia da operação, tendo em conta vários fatores, entre eles recuperação até às férias grandes [queria muito fazer praia com as miúdas] e dias de repouso. Era importante, para mim, que calhasse na altura em que a Isabel e a Luísa estivessem com os avós. Fiz os exames habituais ao sangue, mamografia e ecografia. Cada passo que dava, deixava-me ansiosa, confesso. Queria “despachar” o assunto para não me arrepender pelo caminho. Na véspera estava de rastos. Elas iam de férias e eu não me queria despedir nem por nada. Na manhã da cirurgia, estava super calma. Zero dúvidas, muita vontade.

Quando acordei da anestesia geral, pelo que contam, ri-me às gargalhadas e quis fazer a saudação ao sol ou o que era. Nem consigo imaginar o forrobodó que foi para ali. Eu, que não podia fazer grandes movimentos com os braços a querer fazer Yoga. Tudo bem. Depois, pelos vistos, desatei num pranto a chorar porque achava que estava no pós-parto da Luísa (entretanto já marquei terapia com a minha psicóloga). Lembro-me de partes desse momento de descontrolo, em que não conseguia parar de chorar. Passou. Quando voltei a acordar, já consciente, fiquei feliz, feliz de ver as mamas, mesmo que com pensos. Imaginava vê-las inchadíssimas e roxas, mas nada disso. Fui para casa da minha mãe nesse dia e lá fiquei nos 4 dias seguintes, a ser mimada e apaparicada. Dormi, vi netflix e dormi e vi netflix. Quando, 4 dias depois, tirei os drenos, senti um alívio enorme. Foi, de todas as coisas, a que me deixou mais desconfortável. E estamos a falar de desconforto, de impressão, não de dor. Felizmente, só tive duas horas no primeiro dia com algumas dores, durante a noite, em que tive de procurar uma posição melhor para dormir – e descobri que seria mais “sentada” – mas porque fui teimosa e não quis tomar os comprimidos de SOS. No dia seguinte, vomitei depois de almoço. De resto, andei sempre bem. Ia à casa de banho, lavei eu os dentes, comi sozinha: e eu achava que precisaria de ajuda para tudo isto, não. Apenas pedi ajuda para lavar o cabelo (lavei logo no primeiro dia, ajoelhada em frente ao poliban, cabeça para baixo, com a minha mãe lá dentro – foi como achámos mais prático) e também precisava ali de uma força extra para me levantar ou sentar/deitar. Não posso dizer que tive dores excruciantes. Não tive. Talvez possa ter tido sorte ou possa ser mais tolerante à dor, mas em comparação, sofri mais no pós-parto de ambas, sem sombra de dúvidas. Ou com uma amigdalite. Sim…

Posto isto, 4 dias depois e já sem drenos, almocei em frente ao mar. Acho que se tivesse de começar a trabalhar por esses dias, conseguiria (num trabalho sem exigência física, claro), mas convém que o corpo descanse cerca de uma semana. Depois disto, fiz drenagem linfática manual com uma fisioterapeuta excelente que trabalha com o Dr. João, cá em casa, o que ajuda imenso. Sentia-me mais leve.

Uma das coisas que mais me pediram foram detalhes mais precisos sobre o tipo de intervenção. Fiz uma mastopexia periareolar (incisão toda à volta da auréola), para tirar pele, e com implantes de silicone anatómica, o tal “formato gota”, 440 ml, colocado atrás do músculo. Tudo isto é estudado e decidido numa (ou mais) consulta presencial, por isso, não me guiaria por estes valores nem por esta escolha. O que vos posso dizer é que se tivesse posto menos, talvez tivesse ficado com pena. Eu queria ter mamocas, só não queria que ficassem desproporcionais para o meu tamanho (1,72m; 70Kgs; larga), nem queria muito redondas nem no pescoço, tipo Pamela. Queria continuar a usar decote sem nada ali muito pronunciado. Fiquei com 36 copa C. Para já, e ainda estão inchadas e mais arredondadas do que vão ficar – só ao fim de uns 2 meses é que começam a ter um formato mais próximo ao que irá permanecer -, estão bonitonas. A cicatrização tem corrido sempre bem (tenho-me portado sempre bem também e o corpo também está a colaborar). Este é, no entanto, um tipo de incisão que levanta mais questões relativamente à sensibilidade e à amamentação, por exemplo, tal como me explicou o Dr. João. Alguns nervos e ductos da lactação são cortados, o que poderá dificultar, em alguns casos, a amamentação. Por isso, tive de ponderar bem, mas, para já, um terceiro filho não está nos nossos planos e, caso essa opção na altura não esteja em cima da mesa, reflecti sobre o quanto isso me/nos afectaria ou não. Avancei assim mesmo.

Além disto, perguntaram-me muito, claro, sobre o preço. O preço varia um pouco, por isso, aconselho-vos a contactarem diretamente o cirurgião. Contem com esse valor, mais exames, drenagem linfática manual (super útil), soutiens (comprei 2 porque temos de estar sempre com eles, até a dormir), etc.

Do médico e da clínica já vos falei, mas fica novamente o conselho: Dr. João Bastos Martins, na clínica da Beloura, mais do que recomendados.

Ficaram questões por responder? Digam-me coisas!

Já falei sobre isto aqui e aqui.

7.09.2019

Acho que lhe vou dizer que sim a um cão.

Mas estarei a passar-me da cabeça? O que se passa com esta casa? Tenho dois gatos que, no meio de todo o meu "andar a mil" (odeio esta expressão, acho que nos ajuda a identificar quem é que não está numa boa fase de sanidade mental ou quem não tem praticado muito higiene mental - oooops), nem sei se os trato como gostaria. Não lhes falta nada físico como comida ou a areia sempre limpa, mas acho que devíamos brincar mais com eles ou assim. Escová-los diariamente, não sei. 

Não sei se terá sido por o meu último relacionamento ter acabado... mas, para ser sincera, já durante o relacionamento queria imenso um cão. E sou eu até! A Irene também, mas desvalorizo um bocadinho porque também diz que quer uma tartaruga anã ou cultivar macacos do nariz para ver se ficam gorilas - por acaso não disse isto, mas é pena. 

Os problemas? Os do costume. Porém, antes de nos oferecerem o Nhecs (o peixe) também eu achava que seria impossível ter um peixe cá em casa com dois gatos e... ao que parece... não é. Há aquários com tampas e os meus gatinhos sabem caçar moscas, pedir mimos e abrir portas, mas não sabem abrir portinhas de vidro e caçar o Nhecs - por enquanto, claro. 




Mas e o cão? O cão obriga a toda uma logística muito maior. Ajudem-me aqui com estas questões: 

- Ir passeá-lo à rua - quantas vezes - no mínimo - se deve ir? 

- Há tantas pessoas a passear cães de madrugada, porquê? Também vou ter que passear o meu de madrugada? Isso é logo um não. 

- Quanto tempo demora um passeio de cão? É que a Irene só tem 5 anos e moramos as duas sozinhas. Claro que pode ficar a ver-me da janela, mas se tiver que o passear de madrugada e ela estiver a dormir, pode ser desagradável ela acordar e a mãe não estar em casa (nem a mãe, nem ninguém... só os gatos e o Nhecs, pronto). 

- Imaginando que tenho de ir para fora, que quero andar de avião e tal... Aqueles hotéis são alguma coisa de jeito? 

- Há raças mais porreiras para ter em casa e para crianças que outras, não é? Visto que moro num apartamento quero um cão que não fique ultra-depressivo com isso, embora faça tensões de o passear com frequência até passeios mais longos. 

- Cães e gatos? É possível? Também há tampas para os recipientes dos gatos para poderem conviver todos? É uma piada, calma ASAE dos animais. 

- Claro que antes de "comprar" um cão, irei a um abrigo de animais (tenho uma amiga minha que trabalha muito de perto com um) e espero - à semelhança dos meus gatos - poder salvar um cãozinho e tê-lo cá em casa connosco. 

- Quais os valores médios de gastos mensais com um cão a nível de saúde e alimentação? 

Pronto. Eu é que sou a blogger, mas sou eu quem vos pede conselhos. Está lindo. ;)






7.08.2019

Acho que vou cortar-lhe o cabelo super curto de novo.

Eu deixo que a Irene escolha como gosta do cabelo. Claro que faço sempre uma lavagenzinha cerebral - até a minha moral me permitir - para a inclinar para o lado que gostaria mais, mas não insisto para sempre, nem a obrigo. 

Ela é que anda aí na rua com o aspecto dela, o que tenho a ver com isso? Pelo menos nesta fase. Quando for adolescente e quiser fazer uma tatuagem de um dragão na cara, acho que vou ter que ser um pouco menos porreira em relação a isso. 

A Irene, no ano passado, tinha o cabelo super curto. Por se ter inspirado numa das filhas da Márcia D'Orey  (Minnie Mars)  e tão bem que lhe ficava, olhem: 


E isto foi só para darmos uma voltinha aqui ao pé de casa. Vejam lá tão bonita que fica, tão leve... tão menina... 

Podia dizer que é só por uma questão de estética, mas não. A verdade é que no Verão a Irene sofre horrores com o calor. Transpira imenso (como as pessoas, vá), mas como tem pele atópica, acaba por ficar ainda mais desconfortável que o expectável, com coceira e tudo.

Vai daí, o que acontece à cabeça da minha maravilhosa filha? Acontece como ela dizia no ano passado "acho que tenho xixi na cabeça" a referir-se ao suor. E lá se coçava ela "o dia inteiro".

Ora, para quem já sofreu bastante com piolhos enquanto criança e já enquanto mãe (a sério... desde que recebo o e-mail até estar tudo agilizado não descanso), estar a ver a miúda a coçar-se o dia inteiro não ajuda. Além de que, sendo sincera, o cabelo dela não deixa ver com clareza os piolhos ou as lêndeas. Confundem-se no louro.

Eu? Ansiosa? Paranóica? Nada. Eu? Nãaaaao.

Podem chamar-me tontinha (chamem lá, quero ouvir!), mas prefiro ter já tudo cá em casa para que, num momento de crise ou de dúvida possa agir de imediato. E, já à semelhança do ano passado, voltei a optar por Paranix. Não só por ser nº1 no tratamento de piolhos em Portugal e na Europa* mas também porque, confesso, ainda não me tinham acabado as embalagens da gama toda do ano passado e gosto de ter tudo da mesma marca. É o meu lado Marie Kondo, não me julguem (muito).

A linha inclui todas as fases que nos stressam no que tocam aos piolhos: detecção, prevenção e tratamento contra piolhos e lêndeas.

O meu produto preferido - reparem o quanto tenho andado ocupada para fazer uma eleição de produtos preferidos no que toca a uma linha de tratamentos contra piolhos e lêndeas - é o Paranix Repel.


O nome além de fazer jus ao objectivo (pena que não funcione também com pessoas chatas, senão tomaria banho nele), poupa-nos dores de cabeça. E comichões também ;).

Sempre que recebo um e-mail da escola a avisar que há piolhos, siga enfrascar-lhe o cabelinho nisto porque afasta os bicharocos, protegendo o couro cabeludo com uma película protectora contra agentes externos. Os bichos depois não conseguem aderir. É como limpar o chão da cozinha... espalham-se ao comprido.

Pode-se usar diariamente - tem uma composição à base de ingredientes naturais - e ainda deixa o cabelo com aspecto saudável e nutrido (toda eu tenho muito a segunda característica, principalmente).

Agora, já não estou com visão de lince nas festas de aniversário, a ver quem é que se coça, nem ando a empurrá-la de fininho para ao pé de outros miúdos - não fiz isto, mas... passou-me pela cabeça. 

Como os piolhos: passam pela cabeça. Ah, ah. Um bocadinho de humor aqui para terminar :) Passam, se não se usar o Paranix Repel. Pumba, piscar o olhinho de novo a esta marca tão simpática que nós adoramos ao ponto de querer convidá-la para passar o Natal connosco. Muito evidente a graxa? Será que, com graxa, os piolhos escorregam também? Prefiro Paranix, vá. Tungas, mais uma vez ;)

Bom, quero cortar-lhe o cabelo curtinho para que tenha menos calor e que fique ainda mais bonita, mas a miúda tem esta mania de ser uma pessoa e ter opiniões... Como fazem vocês?



 Paranix Repel é um produto cosmético.

* Portugal: Dados HMR, Mercado Anti-parasitário Capilar, MAT Abril 2018, Farmácia + Mass Market, Valor e Volume; Europa: IMS Health, Data of Head Lice Europe, MAT Q4 2017, Pharmacy, Value and Volume.






Exagerámos, claramente!

Chegámos ao final do fim-de-semana cansados. Todos, acho. Elas, por mais que tenham sempre pilhas, estavam já demasiado excitadas. Pouca sesta e demasiado estímulo, talvez.

Raramente gosto de ficar o fim-de-semana todo em casa. Primeiro porque não temos sequer uma varanda e custa-me que passem 48 horas enfiadas em casa sem ar, sem correr, e porque, normalmente, isso me cansa ainda mais. O som dentro de quatro paredes de crianças privadas de sol e ar fresco na cara torna-se ensurdecedor.

Mas também nem 8 nem 80. Este fim-de-semana foi claramente 80. A Isabel acampou no jardim da escola de 6a para sábado, o que lhe roubou umas horitas de sono. Adorou, é uma experiência incrível, e quando lhe disse que ia, à tarde, à festa de anos de uma coleguinha, ficou ainda mais radiante. Disse-me, às gargalhadas "Estou tão contente! Duas festas num dia!". Foram mais de 3 horas de festa, com trampolim, jogos e mágico, uma loucura. A Luísa foi com o pai ao parque, brincar e comer um gelado. 

Como tivemos um sábado intenso, devia ter escolhido algo mais calmo domingo, acho. Elas adoram ramboia e eu também, mas a vida não tem de ser um parque de diversões :)

Fomos almoçar fora com vista para o rio. Depois foram andar de patins em linha e trotinete. E pronto, deveríamos ter ido para casa, a festa já estava feita e as canas apanhadas. 

Mas não, os pais acharam que o dia ia ser ainda mais giro se fossemos ao cinema. E foi. Mas cansativo. Primeiro porque uma adormeceu no carro e a outra não. Depois, porque estacionámos mal e passámos por escorregas (nãaaaaao!) no centro comercial. Depois, porque quando o filme acabou, ainda passámos pelos escorregas do demo novamente. Os carrinhos de moedas e carrosseis e submarinos de moedinhas que nascem como cogumelos a cada esquina. Suspiro. E assim se passaram horas preciosas de descanso em casa. Também faz falta, não sentem?

Eu gosto de um meio termo (ou de "fugir" para a praia ou para o campo), mas parece que neste fim-de-semana estávamos na Disneyland. Demasiados programas. O mundo não ia acabar...

São das que gostam de ocupar tudo muito bem ou das que preferem o sossego do lar? 









7.07.2019

Como lidar com a ANSIEDADE?

Não me vou tornar numa guru nisto porque honestamente, filhas, o que sei eu? Ando aqui na luta há anos. Sempre a melhorar, mas sempre a descobrir novos desafios. Sempre a ultrapassá-los mas depois fico pronta para mais e mais e às vezes dá-me a sensação que vai ser sempre assim até morrer. 

Por outro lado, vejo o caminho que já percorri e a quantidade enorme de coisas que já consigo saborear, ver em câmara lenta, tudo. Estou a tornar-me aos poucos e com muito trabalho numa mãe melhor, amiga melhor, creio que filha melhor também, sei lá. E a verdade é que tem tudo ficado melhor. 



Aqueles sentimentos que temos quando tudo parece estar a apertar-nos e que não há "pior que isto" acontecem esporadicamente mas o normal para todos é que também aconteçam de vez em quando. Digo eu. 

A Joana Paixão Brás quis falar comigo sobre a minha ansiedade. Digo "minha" não por estar agarrada a ela (ou será que estou?) mas porque não sei como se processa com as outras pessoas. Não tenho conhecimento da coisa a não ser o meu próprio funcionamento. 

Espero que possa ajudar quem sinta coisas semelhantes ou pessoas que lidem com outras que sintam as mesmas coisas que eu as consigam compreender melhor. Falta-me muito isso na minha vida. Conseguir explicar às outras pessoas como consigo ou como funciono e elas conseguirem compreender. 

Vamos animar, malta? Ai que bom. 



Entretanto: 

Experimentámos aqui utilizar dois microfones de lapela e não correu bem. Ainda vai haver mais um vídeo assim, mas depois voltamos ao formato normal, POR AMOR DE DEUS. 




7.02.2019

Já fiz a cirurgia plástica às mamas

Escrevi e reescrevi o título, várias vezes. Porque, na verdade, queria começar por dizer que estou feliz, muito! Que esta mudança vai muito para além do que se vê.

Sonhava com isto há, pelo menos, um ano, depois de 3 anos de amamentação, no total. Por mais que tentasse pensar que as mamas cumpriram o seu propósito, por mais que quisesse ouvir-me dizer que me aceitava como sou, esta era a minha vontade. Aliás, já a sentia ainda não era mãe, mas lá me convenci que, apesar de pequenas, estavam firmes e redondinhas. Resolvi esperar para ver como me sentiria depois de ser mãe.
Queria aumentar o volume das mamas, disfarçar as peles e de fazê-las subir um andar, de voltar a usar algumas peças de roupa que estavam ali à espera no armário, a poder retirar enchimentos dos soutiens, a olhar-me no espelho e gostar do que vejo. O corpo é meu. Fi-lo por mim.

Foi uma escolha consciente, depois de muito ler e pensar, depois de ter sentido que o médico era o meu médico, depois de lhe ter feito todas as perguntas, em várias consultas, e de ter visto todas as simulações.

Na véspera, estava nervosa. No dia, uma calma imensa desceu em mim, inexplicável.
Confiei. No médico e naquela equipa toda incrível da clínica da Beloura.

Ainda bem que o fiz. Estão lindas, lindas! E ainda algo inchadas, passaram só 15 dias. Ainda vão desinchar mais, ainda vão ganhar uma forma mais natural e sinto que tudo isso vai ser um bónus, porque já estão óptimas.





Tirei estas fotos sem o soutien obrigatório na recuperação (Dr. João, não se zangue muito!), porque a Luísa me pediu para ir à água com ela e, quase duas semanas depois de as ver, achei que poderia arriscar. Sem esforços, sem apanhar água, e só 5 minutinhos. Estou perdoada, Dr.? 😇 [já agora, deixem-me aconselhar vivamente(!!!) o meu médico, que já tinha operado uma amiga e cujo resultado correspondeu a 100% às minhas expectativas: Dr. João Bastos Martins. A ele o meu obrigada!]

Se eu vos contar que foi tudo rápido e que a recuperação foi também muito rápida, soa a fadinhas e pózinhos de perlimpimpim? Mas é que foi mesmo! Tinha duas amigas a preparem-me para o pior e outras duas a dizerem-me que não era isso tudo. Não foi! 4 dias em casa da minha mãe a receber todo o mimo e a voltar a sentir-me filha, apaparicada, muito descanso e Netflix. As “drogas” fizeram o resto. Quando fui tirar os drenos, estava óptima já, fui almoçar fora e foi sempre a melhorar.




Querem que vos conte como foi tudo? Detalhes mais técnicos, tamanho, etc? Recuperação? O mais e o menos difícil? Deixem todas as questões na caixa de comentários, que volto para vos contar tudo.

Já vos disse que estou muito feliz?

E se o ideal for ser apenas uma mãe boa o suficiente?

Sim, é mais do que "moda" estar sempre a falar das mães perfeitas. Não porque as haja, mas porque todas lutamos de uma maneira ou de outra para nos sentirmos melhores mães. Pode ser pela maneira como contra-balançamos as nossas atitudes e ou acontecimentos na nossa cabeça ou até quando ponderamos fazer algo que não seja evidentemente e exclusivamente a favor dos nossos filhos.

Consoante o nosso próprio crescimento, amadurecimento e dores de infância temos uma luta ou um desafio maior e mais aflitivo pela frente ou até mais ou menos consciente. Varia de mãe para mãe, dependendo também dos pais que cada uma de nós teve ou não teve, etc.

É uma angústia sentir os nossos fracassos, principalmente se os encararmos assim. Do que tenho percebido (quase), tudo na vida tem um ângulo mais positivo e outro menos positivo. Claro que, sendo nós responsáveis pelas nossas crianças (e por as amarmos) queremos prever o futuro na altura das decisões, mas a única coisa que podemos fazer é jogar com o que temos, desde que sintamos que o nosso coração além de estar "no sítio certo",  está a ter o ambiente e nutrientes suficientes para funcionar em condições.

Digo isto porque a clarividência, a sanidade mental não pode ser vista - digo eu - como algo adquirido. São fases. Quando eles nos chamam 10 vezes por noite, diria que mesmo a mais sã das mães é capaz de vacilar um pouco e de querer atirar-se moderadamente de uma janelinha ao som do Baby Tv... 

... isto para já não falar no instinto que temos de levantar a mão quando existem contrariedades. Foi o que fizeram connosco e só agora percebemos isso. "Giro".


Houve um pediatra e psicanalista inglês chamado Donald Winnicott que surgiu com a teoria da "mãe suficientemente boa".

in Happy de Derren Brown, citando Donald Winnicott. 

Se quiserem saber mais sobre este ângulo podem lê-lo aqui. Claro que a interpretação de cada uma vai variar e vão arranjar maneira de justificar as suas atitudes e comportamentos de forma a se sentirem mais confortáveis convosco para se sentirem mãe mais perfeitas ou, neste caso, a partir de agora, mães perfeitas a serem boas o suficiente. Confuso? 

Acredito que mesmo apesar de todos os nossos esforços de "socorrermos" as nossas crianças ao longo de todo o crescimento muitas irão ser as vezes em que não estaremos presentes e que não conseguiremos. Dificilmente acho necessário que essa atitude seja consciente a não ser em momentos pontuais do crescimento. Acho que talvez isto nos ajude a diminuir a culpa que sentimos e tornar as coisas um pouco mais fluídas.

Ajudou-vos? 


7.01.2019

Afinal deve ser isso: estou grávida.

Ahh pá! Qual Clearblue qual quê! Qual método de andar a medir a temperatura da vaginita (ahah acho que é o melhor nome de todos, aqui entre nós), temos é de confiar no "olhar" alheio. 

Fui a uma festa de aniversário de um amigo da Irene no sábado passado. E, depois de me fazer aos tremoços e aos refrigerantes como gente grande, lá me pus a conversar com quem conseguia. Há sempre um ou dois pais com os quais nos identificamos mais, não é? É preciso ver o copo meio-cheio nestas alturas, ahah. Eram dois ou três pais, mas a "união" faz a força até à hora dos parabéns. Já dizia aquela mãe conhecida que... não, fui mesmo eu agora.  Uma mãe e eu fizemos as contas ao cachet da empresa de animação e já sabíamos que iriam encaminhar os miúdos pelas 17h30 e assim foi - o desespero para fazermos as contas, ahah. 

Ora, estava com um vestido vermelho que até já usei para um espectáculo. Este: 

Obrigada ao Tiago Maltez da Ponte Media por esta fotografia. E, já agora, fiquem a saber que o borracho da direita é casado e tem dois filhos, não estejam aí com coisas. Além disso é também o humorista das manhãs da Rádio do Observador. É o David Cristina ;)
E o que é que aquela senhora já com mais experiência amealhada disse? Qualquer coisa como "olhe que a Coca-Cola depois põe o bebé mais agitado". Ri-me desalmadamente, abracei-a (mesmo sem a conhecer) e disse: "estou só gorda, minha senhora, mas obrigada". 

Pode ter sido das mamas muito salientes (há soutiens que fazem mais magia que outros) ou pode ter sido da barriguita de 3 meses que tenho desde os 27. Nem quis saber mais. Ela estava envergonhada e eu estava a tentar engolir o resto da auto-estima que tenho para ver se não me escapa.

Também pode ser do vestido. De ser um bocadinho mais "adoro viver" que o normal da roupa básica. Mas não. Não estou grávida. Nem faço planos para estar nos próximos séculos (quantas já não engravidaram uma semana depois disto?).

Já me aconteceu isso. Dei os parabéns a uma colega minha e ela respondeu que estava a fazer um tratamento com cortisona, se lhe estava a dar os parabéns por isso. Levou na boa, mas também poderia estar só a engolir o resto da auto-estima que ainda tinha.

Pelo sim, pelo não... Acho que mais vale passarmos por distraídas se não comentarmos a gravidez de uma conhecida (ou desconhecida) mesmo que já esteja de 9 meses ou não? Ou será que estes comentários até nos farão ter uma melhor ideia do nosso estado de saúde actual e ser aquele click para nos começarmos a mexer?



6.30.2019

As maiores vergonhas por que já passámos

Ai gente! Nós estávamos meio embaraçadas (não grávidas, pelo menos que se saiba) a gravar este vídeo mas valeu tanto a pena. Divertimo-nos! Espero que vocês também gostem.

Então... falamos de uma vez em que a Joana Paixão Brás passou uma grande vergonha num restaurante fino e uma vez que a mãe da Joana Gama a apanhou a... VEJAM, VEJAM.


Agora digam-nos: se tivessem de passar por uma destas vergonhas, qual seria?

Subscrevam o canal, façam like e comentem. Queremos saber das vossas maiores vergonhas! E sugiram tema para o próximo vídeo, já agora. O que querem saber de nós? Querem dicas para alguma coisa por que estejam a passar com os vossos filhos?

(Ah! E tentem não reparar muito no meu cabelo e apresentação no geral, tinha acabado de acordar, vá, ciau)


6.26.2019

Faz-me confusão que ela consuma vídeos na internet.

Sei que há coisas que são boas e educativas e quase em tudo na vida há “bom” e há “mau”, mas ver uma criança tão quieta durante tanto tempo faz-me imensa confusão. Claro que até pode aprender a falar inglês - como a Irene aprendeu a falar português do Brasil por ver vários vídeos no YouTube quando estava com o pai - mas acho sempre que não é o melhor. 

Se me deu jeito na viagem a Cabo Verde espetar-lhe uns episódios da Netflix de seguida? Claro que sim. Mas não consigo. Faz-me sentir que a estou a adormecer, como se estivesse a sedá-la. Acho que me encontro mesmo no polo absurdamente oposto de muitas famílias actuais. 


Na minha cabeça, as crianças estão bem a brincar, sossegadas com as suas coisas (algo que envolva destreza ou raciocínio - e até poderão ser jogos no iPad) ou então a subir às árvores ou a pendurarem-se nos baloiços do bairro. Não nego a inovação. Caramba, sou blogger e também sou apresentadora de um programa na internet. Não sou nada contra. 

Mas sinto que tem de ser uma parcela ínfima da vida dela. O mínimo possível. A não ser que descobrisse um conteúdo (como descobri em tempos os desenhos animados da Netflix do Daniel, o Tigre) que compensasse o tempo “limitado” de inoperância, vá. 

No entanto, a maior parte das coisas que vejo e pelas quais a Irene se sente atraída são... consumidores de tempo, apenas. Um bocadinho como os stories que nos caem no instagram de conteúdos instantâneos mas que não “acrescentam” nada à nossa vida, embora nos viciem. Aqueles que nos hipnotizam mas que nos fazem perder tempo de vida. Uma parvoíce continuarmos a cair nisso tanto tempo depois de já termos sido apresentadas a este fascínio. 

Já aconteceu numa noite em que dormi pessimamente ou que fiquei a discutir durante horas não conseguir lidar com ela a manhã inteira e socorrer-me desse babysitter digital, mas não faço disso nem a regra nem sequer a excepção, acho eu.  Tudo por isto. Faz-me confusão. Televisão a mesma coisa. 

Ao fim-de-semana quando me pede para ver desenhos animados, claro que sim. Ponho-me (ou tento) a ler ao mesmo tempo e aproveitamos tempo juntas de outra forma antes de nos prepararmos para sair de casa ou fazermos algo em conjunto. Bom, a verdade é que na maior parte das vezes é quando aproveito para fazer um sprint e arrumar o máximo possível em casa - sabem como é. 

Durante a semana nem vejo tempo para ligar a televisão ou para lhe dar um iPad. Senão como a vejo? Quando é que ela brinca com os brinquedos dela? Como falamos? Como sei como é que ela está? E quando ela adormecer? Vou sentir que o dia nem passou por nós? Penso muito em como dizemos uns aos outros que “o tempo passa rápido” e acho que muito tem a ver com esta falta de tempo uns para os outros e que, às vezes, poderá estar a ser usada noutras coisas menos... úteis ou que menos contribuem para a nossa felicidade. 

Contei-vos em tempos que costumo fazer um desenho para ela levar no lanche com a memória recente mais querida. Tentando sempre que tenha sido algo divertido ou querido dela que tenha acontecido no dia anterior. Sinto que se lhe entregasse o iPad que nem teria nada para lhe desenhar no dia seguinte. 

Faço isso para treinar a visão optimista dela (e a minha também, provavelmente) e é algo que levo a sério.

Não vou desenhá-la agarrada ao iPad. ;)

Posto isto e porque sei que tudo o que seja extremado há de ter mais negativos do que algo “equilibrado”, queria perguntar-vos se conhecem vídeos giros no youtube para os mais novos. Sendo que giros signifiquem ser educativos de alguma maneira. 

E, já agora, se forem das pessoas que pensam nestes assuntos, como é que justificam para vocês que eles estejam no iPad com alguma frequência? 


6.25.2019

O que fariam, no meu lugar?

Agora que estamos em finais de anos lectivos, reuniões de pais e tal e tal, trago este tema à baila.

Já vos falei várias vezes (aqui e aqui) do meu contentamento com a escola onde as miúdas andam. Às vezes tenho pena de não poder revelar, mas isso seria expor (ainda) mais as nossas vidas e rotinas e não gosto. [nunca tive grandes dúvidas em publicar fotografias delas, mas não adoraria a sensação de se saber qual a escola nem onde vivemos]. - Se gostavam de ver escolas alternativas, há já vários grupos de FB sobre o assunto, com testemunhos, ideias e recomendações.

Mas bem, resumindo, elas andam numa IPSS que tem modelo Movimento Escola Moderna e estamos todos muito satisfeitos. Tenho este ano para pensar no que fazer. A Isabel, daqui a um ano, terá de mudar de escola, mas gostava que passasse para outra com o mesmo modelo e, provavelmente, com alguns dos colegas. 

A minha dúvida é se manteria a Luísa na mesma escola, com os colegas actuais ou se, tendo a outra escola pré-escolar, a tentaria mudar logo com a irmã. Por um lado, penso que pode ser bom continuarem as duas juntas, na mesma escola. Além de que - sejamos francos - me facilitaria muito a vida ir levar e buscar apenas a uma única escola. Por outro, fico com alguma pena de afastá-la deste sítio onde é tão, mas tão feliz.




Isto são tudo hipóteses já que nem sei ainda se haverá vagas, mas gosto de começar a levantar estes caminhos com alguma antecedência para ir pensando, devagar, e não tomar decisões já em cima do joelho e com alguma ansiedade. Assim, vou gerindo melhor.

O que fariam (claro que dependerá sempre muito de cada criança e adaptação, etc, etc, mas...)? 

Irmãs na mesma escola e vida dos pais facilitada ou manter o que está bom e mudar só o que tem mesmo de ser? :) 








Fotos lindas!!!: THE LOVE PROJECT 
(marquem sessão com a Joana, que não se vão arrepender)



6.24.2019

Temos de parar de partilhar o vídeo da filha a puxar o cabelo à mãe.

Estou em demasiados grupos com os quais não me identifico. Identifico-me para umas coisas, vá, mas para outras, não. E isso faz com que, de vez em quando, veja coisas que... simplesmente me parecem atrocidades e fique ainda mais chocada com os comentários (vou ver, sim, para saber outras opiniões além das minhas e, também, para perceber "quem são aquelas pessoas"). 

Anda por aí a circular um vídeo no Facebook de uma mãe, filha e pai no meio de um conflito. Um vídeo extremamente chocante, triste e... grave. Uma filha que está a puxar o cabelo da mãe e diz que só larga quando tiver a certeza que a mãe a deixa ir a uma festa e a mãe que chora e implora para que a filha a largue. 

O pai, do que percebi, estava sem saber o que fazer e - não quero ir rever o vídeo - também me pareceu que era ele quem estaria a filmar. Senão, até questiono quem seria a outra pessoa e que "merda" de pessoa seria essa para achar aceitável filmar o incidente a não ser que fosse para obrigar os intervenientes a terem apoio psicológico. Como veio parar à net? Ou foi feito de propósito para aumentar os views de um site rasco qualquer ou foi passado ao amigo da amiga do amigo e, às tantas, já alguém sem ligação emocional nenhuma ao acontecimento (um sociopata ou algo do género) decidiu publicar na internet. 

Aquilo que tenho comentado sempre que apanho o vídeo é "não partilhem mais este vídeo, por favor". E por vários motivos: um deles é porque temos tendência a sublinhar as nossas convicções quando vemos coisas e as pessoas com tendências mais violentas mesmo com crianças vão encher-se de razão - e ninguém quer isso. 



Outro é porque estamos a encorajar uma visão do mundo muito voyeur e pouco responsável. Estamos a assistir a este vídeo como se não fosse "connosco", como se não tivéssemos responsabilidade em cenários semelhantes que acontecem perto de nós ou até mesmo nas nossas casas (numa intensidade maior ou menor). Como se houvesse uma anestesia qualquer, como se ficássemos adormecidos. 

Consigo pensar noutra razão para não partilhar o vídeo: estamos a encorajar a imitação do mesmo. É a mesma coisa com o suicídio nos "media". Incita ao copy-cat, à imitação. Propõe uma "solução", uma "estratégia". E, digamos, que nada do que se passa naquele vídeo, naquela situação (que não é nada mais do que aquilo que descrevi - isto para ver se vos retiro alguma da curiosidade) é para imitar. Nem servirá para discussão junto de quem mais precisa de ser esclarecido por aquilo que apontei lá em cima. Nunca numa situação tão aguda, as pessoas que precisam de ouvir, conseguirão fazê-lo. 

Li comentários como "se fosse comigo, partia-lhe os dentes todos", "comigo era uma lambadona que nem se levantava". Quero acreditar que são coisas que as pessoas escrevem na internet mas que, nessa situação, não o fariam. No entanto, já vi e já li tantas coisas... 

Gostava de poder dizer àquela mãe que não é suposto ter de lidar com tudo sozinha. Que claramente está incapaz de conseguir ser a mãe que aquela menina tem precisado. Não por ela mesma ser insuficiente mas porque não é possível de momento. Seja por não ter tido uma mãe que a tenha ensinado a ser mãe ou como não ser mãe, seja porque tem vários trabalhos, seja porque motivo for e que nós conhecemos. Esta mãe precisa de ajuda. 

A filha claramente está perdida. Está em modo sobrevivência. Para chegar a este extremo é porque sente que não está a ser ouvida e não está a ser vista. Está zangada e, portanto, triste com muita coisa e nem consegue verbalizar ou agir de "forma normal". E, que fique aqui claro - apesar de não ser psicóloga nem nada do género - que a relação entre as duas (ou até os três que, se aquele senhor for o pai, também não está a reagir de forma muito útil) tem influência uns nos outros. Que são "um sistema". Se um não está bem, os outros também não estarão. Se os dois também não, a filha ainda menos, enfim. 

A par disto ainda há que ter atenção a eventuais patologias ou o quer que seja que cada indivíduo possa ter. Mecanismos de defesa, de compensação que os tenham tornado menos funcionais, menos aptos para resolver... sei lá. 

Aquele vídeo é tão mais do que "vou-lhe partir os dentes todos". Aquele vídeo mostra a origem de tudo o que é menos bom neste mundo. A falta de amor, a falta de segurança para haver amor e a falta de apoio para que todos nós consigamos amar e ser amados. Pior: os comentários mostram que nada daquilo é uma coisa que acontece "só ali". Que há muita gente por aí que ainda acha que se resolve zanga com mais zanga. Gritos com mais gritos. Violência com mais violência. Solidão com castigo...

Sei que é algo contraditório estar a falar do vídeo e pedir para que não se partilhe mais o mesmo, mas quero, pelo menos, tentar pegar no ângulo mais pedagógico disto para que todas possamos reflectir e talvez um dia possamos fazer algo que ajude a salvar mais famílias deste comboio de ansiedade, medo, violência que vai atropelando toda a gente pelo caminho, começando por nós. Nós que somos os pais dos futuros pais, não é? Galinha ou o ovo? Galinha, sempre. Sendo que a galinha foi o ovo. 

Que tal interrompermos padrões ao invés de nos identificarmos com os agressores? 

No outro dia encontrei esta imagem... é pseudo-humorística, mas... diz tanto. 




Vamos denunciar sempre que virmos o vídeo por aí? Vamos tentar estar atentos a amigas nossas que precisem de ajuda? Famílias? Crianças? Sinto que ter este blog tem feito parte daquilo que quero fazer, mas em breve terei de fazer mais. Terei mesmo. Se alguém tiver ideias, conte comigo. 



6.23.2019

Glamping: quem quer ir acampar em modo luxo para a Nazaré?

Nós fomos! 

As duas famílias a Mãe é que sabe foram convidadas para experimentar os Glampings na Nazaré. 

O que é o Glamping, perguntam vocês? É Camping com Glamour. Whaaaat? Depois digam que não somos influencers didáticas.

É uma tenda na mesma, é.,. Mas, nesta tenda, até o mais chato dos familiares aceita ir "acampar", digo eu ;)

A Joana Paixão Brás e eu, no último dia, fizémos um vídeo para vos mostrar melhor o Vale Paraíso Natur Park e a nossa experiência como as primeiras Glampadoras ;)



Adoramos saber que estamos a dar este tipo de recordações às nossas filhas e, ainda para mais, também a mostrar-lhes outras formas de férias para que depois tenham muitas ideias quando for a vez delas de planearem tudinho. 

Fiquem aqui com algumas fotografias que tirei para se inspirarem ;) : 





"Mãe, tenho uma prenda para ti!"

Aquele copo do meu lado foi só para enganar ;)





Este é o André ;) O responsável pelo restaurante do Vale Paraíso Natur Park. Foi sempre um anjo com as miúdas e extremamente divertido. Levou a Irene a visitar a Arca do restaurante mas claro que, devidamente protegida do frio. Que amor <3








 Já sabem que temos um passatempo a decorrer no nosso instagram para vos dar a hipótese de Glampar na Nazaré no Vale Paraíso Natur Park? Então, toca a seguir-nos aqui:

Bom Glamping ;)