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3.28.2020

Precisam de mais sanidade? Isto vai ajudar tanto... e é gratuito.


A minha psicóloga - de quem já vos falei por aqui e que me ajudou a mudar a minha vida toda, tal como tantos outros profissionais da área, está a dar o que pode para se manter útil não só para os seus pacientes, mas para todos no geral. 

Há uns meses, teve uma ideia brilhante e que se chama "Vamos Escutar o Silêncio".


Se já antes era tão complicado aceitarmos a velocidade dos nossos pensamentos e o impacto que têm não só no nosso corpo, mas também na consciência das nossas acções, agora, em isolamento (e, ainda para mais com filhos) é mais difícil estarmos bem, calmos. 

Tenho aprendido que a vulnerabilidade e a flexibilidade nos dão força. Fazem com que tenhamos a capacidade de nos adaptar sem violência, sem esforços, além de nos permitirem crescer de forma sustentável.

E aqui não há sucessos, nem insucessos. Tudo acontece ao ritmo que nos for mais adequado e, seja ele qual for, não há hipótese nenhuma de não evoluir nem que seja por só estarmos a tentar, a querermos estar melhor e sermos melhores. 

São 21 dias neste grupo de Facebook em que a Eugénia irá publicar desafios e exercícios. É já a terceira edição e a eficácia tem sido comprovada por centenas de pessoas que já a têm acompanhado, nomeadamente eu. 

Vamos escutar o silêncio? 

Juntem-se aqui e aprendam neste momento a fazer a respiração abdominal que vos vai ajudar a obterem serenidade nos momentos mais apertados - tanto jeito que nos dá agora, não é?



Aqui vamos falar sobre estratégias de redução de stress, ansiedade e medo, sobre como o corpo nos pode ajudar a acalmar...
Publicado por PsiMater em Quarta-feira, 25 de março de 2020


Podem saber mais sobre a Eugénia aqui, neste site.




3.24.2020

Querem que os miúdos vos chateiem menos durante o isolamento?

Acho que descobri o Santo Graal. 

Percebi que um dos motivos pelo qual estar com a Irene me estava a azucrinar tanto - além de não conseguir ter tempo para mim - era não me "entregar" ao que estava a acontecer. 

É um bocadinho aquele dizer do "Se não os consegues vencer, junta-te a eles". Melhor do que estar sempre a ser interrompida e a perder demasiado tempo na internet, é a diversão que podemos retirar daquilo que nos está a ser proposto, estando presentes. 

Isto também traz a necessidade aguda de termos que dizer que não estamos disponíveis quando não estamos. E, li algures, uma coisa que podemos pôr em prática é haver "a hora da mãe ou a hora da brincadeira sozinha". Se virem bem, estamos a treinar skills importantíssimas também para eles (dependendo da idade, vá) e combinar-se que, nessa "hora", ter-se-á de respeitar o espaço de cada uma. 


Tive uma professora na faculdade que instituiu uma hora de silêncio nos dias de fim-de-semana e, apesar de no início ser mais complicado, passaram todos a gozar muito esse momento. É impensável conseguir fazer isso com a Irene neste momento, sem lhe espetar um iPad pela goela abaixo, claro, mas poderá ser algo a pôr em prática daqui a um ano ou dois, vá. 

Bom, já antes escrevi aqui sobre coisas que me apercebi que devia começar a fazer na minha vida para ser mais feliz, podem encontrá-las aqui. E isto é praticamente um sublinhado do que já escrevi, mas notei mesmo uma diferença gigante hoje e não queria deixar de partilhar convosco: 



DESLIGUEM AS NOTIFICAÇÕES DO VOSSO WHATSAPP/REDES SOCIAIS DURANTE O DIA.

Já chegam as nossas próprias interrupções com os pensamentos a mil, a casa para tratar, o almoço para fazer. Não haverá nada de urgente no Whatsapp ou nas Redes Sociais. Controlemos nós quando é que deixamos que os outros "nos interrompam".  E vão ver (eu vi hoje) a diferença que faz. Faz imensa, imensa. 

Querem experimentar e depois dizem algo? 



3.23.2020

1 ponto para as divorciadas!

Não sei quanto a vocês, mas não tenho tido muita paciência para estar a ler sobre parentalidade, blogs de maternidade (quanto a escrever também já perceberam que não) ou até ver stories de malta super activa e toda à educadora de infância (como é o caso da Joana Paixão Brás). 

Confesso que estive em perfeita negação sobre o que estava a acontecer para aí até 3ª feira da semana passada. Foi só quando o meu ex-marido me disse para ir às compras que o pessoal estava a começar a esgotar coisas que me apercebi que a situação era séria. Não me perguntem porquê, mas talvez tenha sido porque o meu cérebro me quis proteger de colapsar com a ansiedade e, então, preferiu ignorar. 

O que vos posso dizer é que, quando me bateu, bateu forte! Fiquei ansiosa e em modo caótico: tenho de fazer compras, vou ficar 3 meses fechada em casa com a miúda, o Frederico não vai estar em isolamento (entretanto já está) e eu vou estar sozinha nisto. 

Como vou conseguir respirar? 


E, de facto, temos muita sorte. Por acaso, mesmo não tendo uma casa com varanda ou jardim, temos uma luz muito boa que entra por três lados da casa (embora sendo um apartamento). Não sei o que o arquitecto fumou, mas agrada-me a luz em tanto lado. 

Ainda assim tem sido muito difícil gerir. Inicialmente achei que tinha alguma dificuldade em brincar com a Irene por não terem brincado comigo quando era pequena. 

Agora, tenho-me apercebido que vai além disso: por causa da velocidade da minha cabeça não tenho grande capacidade de concentração em actividades que não me sejam directamente úteis e, ainda para mais, num momento de "emergência" como esse. 

Os dias estavam a ser muito complicados, intercalados entre esforços meus muito grandes em acompanhá-la nas brincadeiras e na minha demanda sofrida por uns minutos a só. Até que, quando foi o aniversário dela, fui pô-la a casa do pai e agora sim, depois de ter passado um dia inteiro a dançar e a comer no sofá a ver séries rascas (como o The Circle, americano e brasileiro) sinto que já recuperei um pouco mais de mim. 

Credo! É que a brincar, a brincar, fomos apanhadas de surpresa com isto e não sabemos quando vai acabar, não é?

O título deste post tem a ver com o facto de, neste caso, sentir que as divorciadas (com pais presentes e com quem possam contar) são umas privilegiadas. Porque, ainda assim, nesta altura em que temos de estar praticamente 100% disponíveis para eles, conseguimos arranjar maneira e pretexto para estarmos sozinhas e respondermos a uns e-mails ou para comermos os doces deles, sem eles saberem. 

Estão a conseguir respirar? Como fazem?

Entretanto, deixo-vos aqui um exemplo de como tudo passa (mais ou menos).
Esta já foi a minha cara, o meu aspecto no geral. Nem me apercebi que estava neste estado. Tudo passa. "Vai correr tudo bem!". 




3.22.2020

Estes desenhos animados, sim!

Andam loucas à procura de coisas para fazer com os miúdos? Ahhh... Estamos tão solidárias por aqui. Nunca o #estamosjuntos fez tanto sentido, caramba! Não é? 

Fica aqui uma sugestão e que veio em óptima hora: os desenhos animados “Dá a Mão à Floresta” que integram o projecto “Dá a Mão à Floresta” de Responsabilidade Social e Ambiental da The Navigator Company. Para estarem a par das novidades, podem juntar-se ao instagram do projecto “Dá a Mão à Floresta” aqui ou ainda dar a conhecer o website aos vossos miúdos já que está muito divertido!




Se forem ao site, encontram várias coisas muito giras para eles: desde a revista, aos eventos, aos jogos e, agora também, aos desenhos animados. O objetivo é promover a floresta, valorizando os produtos dessa origem e, claro, preservar o ambiente no geral. 

No final do primeiro episódio, ao qual a Irene teve acesso que nem VIP à estreia, ouve-se “A Natureza cuida de quem cuida dela” e a verdade é mesmo essa e estende-se a todas as medidas que enquanto famílias temos vindo a tomar para proteger o ambiente. É bom que se divirtam a interiorizarem estas mensagens mais importantes e que “vistam a camisola” de proteger as nossas florestas, o nosso planeta. A brincar é que se aprende, não é?




Aqui uma dica de mãe que acho que também vão adorar saber: os episódios terão todos durações muito curtas e, por isso, são óptimos para negociar: “sim, filha, claro que podes ver um episódio, mas depois temos de ir arrumar o quarto”. Não fazem com que fiquem presos durante 20 minutos ou meia hora a levarem com a luz do ecrã ;). 

Vejam o primeiro episódio aqui e espantem-se pelos vossos miúdos passarem a saber o que é biodiversidade. 



Que outros desenhos animados gostam de mostrar aos vossos filhos?



3.13.2020

Como falar com as crianças sobre o coronavírus?

Dado que estamos todos e todas no mesmo barco, tomei a liberdade de pedir à minha psicóloga Eugénia Amaro, em quem confio plenamente, para nos dar umas luzes sobre como devemos agir com eles durante esta (até me custa dizer) pandemia.





1.    O medo cresce ainda mais se os PAIS dão inadequados sinais –
A importância de estabilizar as emoções dos pais
O principal fator de desestabilização emocional nas crianças é o desequilíbrio dos pais. Por isso, é importante que nos possamos acalmar antes de falar com as crianças. Devemos lembrar que as crianças (inclusivamente os bebés), por questões biológicas relacionadas com o desenvolvimento e maturidade do cérebro, têm a capacidade de ler sinais muito mais desenvolvida. Sinais, muitas vezes inconscientes para nós, que passam para eles através da linguagem não verbal. Seguramente já reparámos que os nossos filhos ficam mais “difíceis” nos nossos piores dias, ou seja, quando nós, pais, estamos mais alterados. Não cabe mentir-nos ou desvalorizar a nossa inquietação: elas percebem na mesma.
Por isso, a primeira dica é para a regulação emocional dos pais.
O que podemos fazer para conseguirmos ficar calmos, tranquilos, em harmonia? Basta escolher uma ou mais das seguintes, a que melhor nos acomode: 


(1) Regularizar a nossa respiração e os nossos batimentos cardíacos (inspirar em 5 segundos, expirar em 7. 

(2) Exercício físico (pode ir desde 5 mins. de alta intensidade a 20 mins. de alongamentos, pilates ou yoga). 

(3) Isolar-nos e permanecer uns minutos em silêncio. 

(4) Meditação (10 mins. mínimo). 

(5) Fazer uma sequência de afirmações positivas (do tipo “Eu consigo manter a calma”, “Está tudo bem”, “Estamos em segurança” …). 

(6) Escrever sobre o que nos angustia. 

(7) Focar no positivo, fazendo uma lista do que está bem, do que nos tranquiliza, do que podemos fazer para contribuir.

2.    Tempo para conversar (ouvir e falar) tranquilamente sobre o coronavírus.
Se sentimos que não temos regulação emocional suficiente para o fazer, pedimos ajuda a alguém próximo que possa ter estas conversas por nós;

2.1.Fazer perguntas.
·    Tentar saber o que a criança já ouviu sobre o coronavírus e explicar, de forma adequada à idade, aproveitando para corrigir informações erradas e regular o “tom emocional”;
·    Lembra-se da importância de perguntar sobre emoções – “Como é que isso te faz sentir?”
·    Se a criança não for capaz de identificar as emoções que este tema lhe desperta, devemos ajudá-la a dar um nome à emoção. Existir um nome vai sempre fazer com que a emoção seja mais fácil de gerir. Por exemplo: “já sei que esta dor de barriga é medo”.

2.2.Mostrar que também temos emoções difíceis relacionadas com este tema (mantendo a calma). A criança vai perceber que não é a única e que é normal estarmos assustados, inseguros, com medo, ...

2.3.Aproveitar a oportunidade e encontrar juntos formas de lidar com as emoções mais difíceis. “Se temos medo, o que podemos fazer para que ele fique mais pequeno?” Algumas ideias podem ser: 

(1) dar um nome ao medo (se for um nome ridículo ainda é melhor, porque nos dá vontade de rir cada vez que chamarmos o medo dessa forma); 

(2) desenhar o medo; 

(3) ver o tamanho e a força do medo; 

(4) encontrar/inventar um “exército” (com desenhos ou bonecos, …) para combater o medo;

2.4.Lembrar-nos que os pais somos o exemplo. Todas as dicas do ponto 1 para estabilizar as emoções dos pais servem para as crianças adequando os tempos segundo a  sua idade. Podemos encontrar um momento do dia para fazê-las em conjunto e/ou cada vez que for necessário.

2.5.Colocar o foco no que estamos a fazer para estar em segurança: 

(1) lavamos as mãos enquanto cantamos “parabéns a você” (músicas com associações positivas são uma ajuda fundamental), 

(2) não vamos à escola, 

(3) evitamos os contatos sociais, 

(4) tossimos ou espirramos para o braço… 

Esta consciência ajuda a regular a sensação de controlo e empoderamento que tanto as  crianças como os adultos necessitam para sentir segurança.







3.    A importância de manter uma rotina.
Acordar e respeitar horas para levantar, deitar, tomar banho, vestir, comer. Uma nova “normalidade” é necessária.

3.1.Aproveitar para, em família, decidir como será a rotina. Regular os tempos de ecrã para crianças e adultos, e decidir conscientemente que telejornais serão os que se vão ver, em que horários (e manter a decisão) ajuda a criar um ambiente calmo e de maior controlo (as notícias “a dar a dar” o dia todo só vai alterar os ânimos). Isolar-se das informações e das redes sociais, por algumas horas cada dia, também faz bem.

3.2.Importância de algum tipo de atividade física. Todos sabemos que demasiada energia acumulada vai começar a transbordar sob formas mais difíceis de gerir. Escolha um espaço aberto, em horário de baixa afluência, e leve às crianças a caminhar e correr.

3.3.Ajuda das crianças nas tarefas domésticas: como podem elas colaborar? Tarefas adequadas à idade permitem-lhes sentir-se úteis e que estão a contribuir. Brincar à limpeza (os “mata-bichos”?) ou qualquer maneira criativa que possa ser útil e divertida ao mesmo tempo.

3.4.Dar-nos tempos de dedicação exclusiva com as crianças. Uma pausa diária, ao menos, só com elas e para elas, é necessária para manter a conexão e a sensação de segurança.

3.5.Deixar correr a criatividade. Mudar os espaços em que se come, se brinca ou se descansa, dentro da casa, ajuda a evitar a saturação ou potenciais claustrofobias. Uma vez por dia fazer uma atividade do tipo “piquenique na sala”, “acampaar por baixo da mesa”, olhar pela janela a brincar (quem descobre…?), jantares “temáticos” ou minifestas em família alegram e descontraem os ânimos.

4.    Definição dos tempos de cuidado.
É importante evitar o desgaste. Se há dois adultos em casa, podem alternar os cuidados aos miúdos. Se só existir um cuidador durante a maior parte do tempo, é importante que o outro (sempre que disponível) possa assumir essa função. O risco maior é quando só existe um cuidador todo o tempo – nestas situações, aconselho o pedido de ajuda a algum familiar ou amigo mais próximo (que já tenha estado em contacto com a criança). Chamadas telefónicas ou videoconferências também podem servir para “arejar a cabeça” e manter o equilíbrio emocional…




5.    Tempo para conversar sobre as mudanças

5.1.Neste momento não vale a pena fingir que está tudo normal. Não está! As crianças saíram da escola, um dos pais ao menos não está a trabalhar e não estamos de férias. É necessário conversar com as crianças sobre isto. Mais uma vez, a preferência é para fazer perguntas e responder de acordo com as necessidades de cada criança.

5.2.Se aparecerem perguntas mais “difíceis”, por exemplo sobre a morte, é importante responder sem alarmismos, com harmonia emocional, mas sempre em verdade. Pode ser uma boa oportunidade para normalizar as questões da morte no universo mental e emocional das crianças: A vida é um ciclo (vida – morte – vida). Todos vamos morrer e é normal que assim seja. Ficar tristes por isso faz parte.

6.    Oportunidades
Todos os momentos são oportunidades de aprendizagem, de crescimento. Vamos aproveitá-los da melhor forma possível. Toda esta agitação relacionada com o coronavírus pode ser aproveitada para conversar com os nossos filhos (evitando sermões) trabalhando valores como a flexibilidade, a adaptação a novas situações, a aceitação da diferença, a capacidade de empatia e ajuda, a calma e a tranquilidade, a capacidade de soltar o que não podemos controlar, o foco no positivo e no viver no presente, a gratidão…

Um beijinho e um abraço! Estamos juntos.
Eugénia Amaro - PsiMater



Obrigada nós, Eugénia. <3 

3.05.2020

Deixem os pais serem pais!

Este post não é para toda a gente, é para mães que, tal como eu, sentiram uma vontade visceral de se ocuparem a 100% dos filhos desde que nasceram e, por qualquer que tenha sido o motivo, a verdade é que, desde que nasceu a Irene que me encarreguei de fazer praticamente tudo o que tinha a ver com ela (excepto a comida porque o meu ex-marido está a passar ao lado de uma grande carreira como chef).




Ontem, ao ver o primeiro episódio do documentário Babies que está na Netflix (recomendo vivamente, pelo menos o primeiro episódio ;)) fiquei a par de algumas descobertas fantásticas que vários investigadores fizeram. Nada que não vos tivéssemos já mostrado num dos vídeos em que entrevistámos a Constança Cordeiro Ferreira do Centro do Bebé. Aliás, vou deixá-lo aqui para verem: 



Sem querer pronunciar-me demasiado aprofundadamente para não vos induzir em erro, fizeram dois tipos de medição, uma que dizia respeito à oxitocina e aos seus níveis durante a gravidez e pós parto na mulher e no pai. E, além disso, depois fizeram scans que evidenciavam a activação da "amígdala" (parte do cérebro que evidencia a preocupação intensa com os filhos) nos casais em que a mãe assumia o papel de "principal" cuidadora e em casais homossexuais só com pais masculinos. 
Do que percebi, a oxitocina é idêntica tanto para a mãe como para o pai. A ligação aos filhos é igual caso haja contacto e envolvimento. E esse envolvimento é estimulado quantas mais "tarefas" cada um desempenhar. Quanto mais estiverem, brincarem e cuidarem dos bebés, maior o apêgo e a ligação. Tanto nos pais como nas mães.  Isto significa que, tal como disse a investigadora, "ser mãe/pai é uma escolha que vai além da biologia", tem muito a ver com a ligação. Coisa que já todas sabíamos, mas vê-lo provado não deixa de ser interessante, não é? 

Depois, por sabermos que as mães são quem tem o sono mais leve (por causa da activação da tal amígdala), quiseram perceber porquê. Comparando com os tais casais em que não há mãe, repararam que os homens também têm essa "capacidade" e que é idêntica. E isto através de exames ao cérebro, por isso não há dúvidas. 
Quis partilhar isto convosco porque no caso de se sentirem assoberbadas por "terem que fazer tudo" e na eventualidade de se sentirem "culpadas" por delegarem o que estão a fazer ou até se tiverem pouca tolerância a que outras pessoas se ocupem dos vossos filhos (falo aqui do pai), percebam que ao fazerem-no estão não só a providenciar maior felicidade a quem se envolva como aos vossos filhos e que estão a permitir que uma relação mais íntima, mais profunda se desenvolva entre eles. 

Só para deixar a nota que "a Mãe é que sabe" como título deste blog, não é para excluir os pais, mas sim para deixar um espaço de segurança grande a quem está a gerir a família, isto é: não comentemos e não nos metamos na vida uns dos outros que "só quem lá está é que sabe". Neste caso, como somos mães, falamos de mães, mas queremos muito que os pais também sabem e, tal como se vê, podem gostar tanto, saber tanto e envolver-se tanto quanto as mães. 

Espero que seja motivação suficiente para não sermos tão fuçonas - nos casos em que isto seja aplicável, claro. 
Ainda no documentário, também foi giro ver os resultados da experiência "Still face" em que puseram uma dezena de mães em frente a bebés, brincando com eles e, de repente, deixando de reagir aos mesmos, ficando com uma cara serena mas sem interagir. Os bebés procuram a reacção da mãe, provando que, desde sempre, estes nascem com skills sociais  de leitura e reacção de quem os rodeia.

Não querendo ser spoiler, também estudaram o impacto do estilo parental no desenvolvimento do cérebro dos bebés e, para agrado de TODAS e TODOS que lêem este blog, também ficou evidente que a resposta rápida de consolo aos nossos filhos lhes providencia um sentimento de segurança que permite que estejam aptos para explorar o mundo de forma saudável e dando um enquadramento mais saudável a todas as aprendizagens. Ainda que, com a experiência STILL FACE se tenha visto que, ao não se responder imediatamente, o bebé se incline para descobrir formas de se auto-acalmar, embora o nível de cortisol possa não descer e possa causar entraves numa relação mais calma entre os dois. 
Não há mimo a mais, malta! :)

3.01.2020

"Ainda és minha amiga, filha?"

Não sei como é que vocês são, mas eu tenho algumas missões importantes (ou prioritárias) daquilo que quero transmitir à Irene. Uma delas é que ela fique bem ciente do amor incondicional que sinto por ela e de que ela merece. 

Digo-lhe muitas vezes, quando há momentos de maior conflito, que ela não se preocupe porque "portes-te bem ou mal, estejas zangada ou contente (ou eu), a mãe nunca deixa de gostar de ti". Porque é verdade.

E tenho-lhe dito isso e mostrado sempre. 

No outro dia, estava furiosa e não consegui lidar bem com uma birra dela de cansaço. Acabei por ser mais assertiva e isso desencadeou nela uma reacção mais descontrolada. Acabou por se ausentar para o quarto porque, como disse ela: "Mãe, não estou disponível para conversar contigo". 


Acabámos por falar as duas sobre o que aconteceu. Expliquei-lhe que estava numa semana difícil e que a paciência não era algo tão fácil quando me sentia daquela maneira. Ela disse que também tinha reagido como reagiu porque não sabia como fazer melhor. Concluímos que é um trabalho que vamos desenvolver as duas em conjunto e que vamos melhorar e ter mais calma sempre que conseguirmos. 

No silêncio, enquanto a adormecia, bateu-me a culpa e saiu-me um "ainda és minha amiga, filha?". 


Ela respondeu:


"Mãe, então mentiste? Disseste que mesmo chateada ou quando nos zangamos que somos sempre amigas e agora perguntas isso?"


Ela tem razão. E eu tive a confirmação de que estou a fazer um bom trabalho. Não me agrada esta fase de tudo o que não coincida seja mentira, mas tem 5 anos, é normal. 

No entanto, ela deu-me o que lhe dou: amor incondicional. 

Ainda que haja muita coisa que falhe, que não seja exímia (não dá para ser, por favor), fico feliz que, tendo algumas prioridades, esteja a conseguir passá-las à minha filha. 

Quais são as vossas? 


2.06.2020

Adormece-me, por favor.

Saí de ti. 

Estive contigo naqueles nove meses e, antes disso, a pairar na tua cabeça e na do pai. 

Quando nasci conheci a tua pele, o teu calor, o teu cheiro e a tua voz. Quando me abraçavas e quando o pai me dava colo. 

Às vezes continuava a chorar porque podia e queria e precisava. 

Às vezes parava porque eras tudo o que precisava. 

Aprendi o que era bom e mau através dos teus olhos, mãe e dos teus também, pai. 

Aprendi o que posso e não posso fazer e ainda estou a aprender. 

Agora já sou crescida, já vou para a escola. 

Custa-me a acordar, mas sei que tem de ser. Gosto de estar com os meus amigos e gosto muito de aprender coisas novas, mas sinto a vossa falta. 

Quando me vais buscar, estou deserta para que tenhamos tempo para brincar, para que matemos saudades, mas há sempre coisas para fazer. 

Vocês estão cansados - e eu também - e o tempo passa a correr. Parece que o dia é repleto de intervalos em que há pressa e em que não há e que só há tempo para nós nos fins-de-semana. Não deveria ser ao contrário? 5 dias de fim-de-semana e dois de semana? 



Há quanto tempo não adormeço ao teu colo? 
Já não sou bebé, não choro para ter o vosso colo, mas não quer dizer que não queira. 
Sinto a falta da pele, do calor, do cheiro...

Se os adultos também gostam de abraços, também gostam de dormir acompanhados, de fazer conchinha, por que tenho de adormecer sozinha? Sei que consigo, às vezes faço-o, mas tem mesmo de ser? 

É a melhor maneira de acabar o meu dia. 
Saber que apesar de ter o corpo cansado e de ter a cabeça cheia de informação nova, que acabo o dia tal como comecei a vida: enroscada em quem me ama mais. 

Mesmo que não nos enrosquemos, ter-te ali perto faz-me sentir que ainda que o dia seja com cada um de nós a viver as suas vidas, que à noite temo-nos sempre uns aos outros. Ainda que tenha de adormecer rápido, posso adormecer nos teus braços ou aquecer os meus pés no meio das tuas pernas. 

O que está errado aqui? 
Continuo a precisar de ti, ainda que pareça crescida. 
Porque os crescidos também precisam de mimos e de abraços ou não? 




PS - A Irene tem praticamente 6 anos e adormecemo-la todas as noites. Sem vergonha. Ela precisa e nós também.

2.03.2020

E fazer queixinhas? É feio?

Tal como explicamos no vídeo, a ideia surgiu por ter ouvido uns amigos meus a explicarem aos filhos que não se deve fazer queixinhas, que é feio.

Não tenho feito referência "em directo" a isso porque a Irene já sabe o que a mãe pensa. Porém, como sempre, achámos que foi um bom pretexto para reflectir sobre o tema. Porque, seja como for, hão-de haver coisas que façam sentido para pessoas diferentes em ambas as abordagens e queremos ouvir-vos. Querem conversar connosco?




Entretanto saiu ontem o nosso podcast, que podem ouvir aqui, mas também nos Apple Podcasts, caso prefiram:






2.02.2020

Afinal, pomo-nos bonitas por nossa causa ou... por eles?

Fica aqui a provocação e o início do debate: será que nos pomos bonitas por nós... ou por eles? 
Claro que "o importante é participar", mas a questão será até onde é que o fazemos por nós, por insegurança, por pressão da sociedade... 

A Joana e eu partilhámos os nossos receios, fragilidades e opiniões, mas queremo-vos ouvir também ;) Já seguem o nosso podcast nas várias redes sociais? Então porquê? Hã? 






Vá, então bom domingo e bom começo de férias que é a isso que sabe o início da semana para quem tenha andado a responder a todos os "maaaaaããããe" durante o fim-de-semana. Ah! Também estamos nos Podcasts da Apple, mas não sei ir buscar o link. Ou sei e não me apetece ir... hmmm



1.29.2020

O divórcio não estraga o "amor" às crianças.

Foi esta a mensagem que consegui reter no outro dia enquanto a Irene e eu conversámos sobre um dos vários namorados que ela tem. Não é por isso que ando a ler um livro sobre poliamor, no entanto. Não vou a esse extremo de pesquisa para compreender e apoiar a minha filha - ainda. 

Disse que tinha sido ela a pedir, que ele tinha pedido para pensar e que aceitou e que passaram o almoço todo a chamarem-se de namorado um ao outro. Também disse que eram namorados "emprestados" porque não se beijam na boca por causa dos micróbios (that's my girl, a fugir do herpes desde pequenina). 

No entanto, sem querer reforçar o romantismo da coisa - tem apenas 5 anos e acho importante que viva o amor da amizade antes de haver aquela pressão desmesurada para encontrar par romântico e começar nessas lides  - achei importante deixar claro que se um dia o namoro acabar (deve acabar em breve por causa de umas cartas Pokémon), que podem continuar a ser amigos como a mãe e como o pai. 



Sabem o que ela respondeu? 

"Sim, mas também podemos namorar para sempre como os avós". 

Da mesma forma que vamos buscar referências maternas ou paternas quando temos pais menos presentes ou mesmo ausentes, julgo que a cabeça das crianças também estará feita para se auto-equilibrar e ir buscar o que precisem para acreditar. Temos é que lhes dar espaço para fazerem as suas próprias trajectórias e dar-lhes cenários diferentes para estarem informadas e poderem oscilar entre vários parâmetros. 

O amor dos pais da Irene não foi para sempre, mas o dos avós é. E ela sabe disso. 

Um dos vários motivos pelos quais não me arrependo de me ter divorciado é que não proporcionei à Irene um modelo de relação conjugal sem afectividade e sem um ritmo ideal de coisas boas. Prefiro que, assim, veja e conheça uma mãe mais feliz e um pai também, ainda que não estejam juntos. 

Quanto ao amor? Vai surgindo na vida de um e de outro. E ela vai senti-lo sempre que houver.



1.28.2020

Também têm uma cena com números par?




A Joana Paixão Brás e eu temos alguns problemas e, pelos vistos, alguns são em comum. Nomeadamente este de nos termos enervado com o facto dos podcasts terem servido um intervalo no número 9 que é ímpar. Inadmissível. Não sabemos se repararam ou não, mas estivémos algo inactivas durante um mês ou dois, mas nada que não se tenha já resolvido. As comadres já falaram, já lancharam  (até já foram sair à noite) e a explicação está dada aqui em baixo:


Também há nos Apple Podcasts, mas estou a ser naba e não consigo por aqui o link, está bem? De qualquer das formas é procurar por "a Mãe é que sabe" e pronto!
Para quem não conheça o nosso podcast, a ideia é falarmos de tudo menos de maternidade - para desenjoar. O que têm achado? 

1.26.2020

O que fazemos para não prejudicar (tanto) o ambiente?

Nem eu nem a Joana Gama somos ativistas. Somos até bastante imperfeitas no que à protecção do ambiente diz respeito (e em tudo o resto também ahah). Mas começamos, aos poucos, a prestar mais atenção a tudo o que pode estar ao nosso alcance e que até é bem mais simples do que parece. 

Adicionar legenda

Falámos um bocadinho sobre isso no nosso mais recente vídeo no Youtube (we're back!) mas, agora que o revi, percebi que nos faltou falar de uma das coisas que mais tenho feito nos últimos anos e que pode fazer diferença: deixei de consumir tanto, no geral, mas principalmente roupa - sapatos e vestuário. A roupa é a segunda indústria mais poluente no mundo. Já há alguns anos que comecei a reduzir (dantes parecia que só me sentia preenchida se fosse todos os meses comprar roupa), mas agora estou a atingir recordes. A Joana Gama também decidiu deixar de comprar roupa para ela em lojas mais fastfashion e compra marcas melhores, que durem mais. Menos mas melhores. Acho uma ótima decisão também. 



Falamos de escovas de bambu (uma de nós odeia, mas faz o esforço...), de sacos, de copos menstruais, de brinquedos, de carne, de processados, do bio e por aí fora. Vejam! 
Falta-nos experimentar muita, muita coisa e descobrir outras tantas. Deixem aqui por favor mais dicas, mais sites e mais info para que possamos, aos poucos, ver a luz. 

Entretanto, convidamo-vos a virem connosco no próximo fim-de-semana ao Zmar, onde os miúdos vão aprender a fazer sabonetes ecológicos, moinhos de vento, pasta de papel, peddy paper, enfim... mil workshops com a Science4You. Vejam aqui todas as condições e apareçam, se puderem! :) 



1.13.2020

Ao meu ex-marido.

Que viagem, hã? 

Viste-me pela primeira vez naquela noite, num dos meus vários regressos a palco. Em que estava mais nervosa que sei lá o quê e agarrada a cábulas discretas em folhas coloridas. A ler dos papéis, envergonhada entre risinhos. 

Seguiram-se entrevistas, conversas intermináveis e finalmente o encaixe de expectativas e a pressa de viver o resto da vida. 

O casamento que não foi com o Elvis (também te perguntam sempre isso?) e alguns restaurantes e passeios bem curtos perto do hotel. 

Milhares de papelinhos e de alcunhas fofas, muitos jantares, muitos programas de televisão e, finalmente, o choque de ter decidido que sim, que era altura. 

Aproximou-nos mais saber que podíamos gerar vida os dois, estando os dois confiantes de que uma mistura nossa seria algo bom para o Mundo. E assim veio a verificar-se. 

Pegaste-a ao colo e, apesar de sentir tão pouco, senti tudo nesse momento. Entendi que fui a fábrica de um milagre e que te dei o bem mais maravilhoso que alguma vez terias tido até então. Fez sentido. 

Começou a angústia. Subiu o volume do meu medo, da minha loucura, da morte da minha vida anterior e todas as minhas inseguranças tomaram conta dos nossos ritmos, deixamo-nos de nos ver ainda que estivéssemos juntos praticamente 24h por dia. 

Era uma luta entre mim e a minha filha, nós contra o mundo e nunca soube bem explicar porquê, mas deixei de te ver. Deixei de te ouvir e inclusivé de sentir que pertencias a essa luta. Porquê luta? Porque foi difícil, porque doeu e porque estava cheia de medo. 

Foi tudo muito. E sei que ambos demos tudo o que tínhamos para que o sonho continuasse. Talvez tenha sido cedo, talvez tenha sido errado, talvez tenha sido tudo certo, mas com a mãe errada, não sei. 

Sei que, mesmo neste desafio grande que tem sido criar uma menina, ainda que não concordemos em tantas coisas e às vezes não saibamos falar um com o outro, que tens e temos honrado o compromisso que fizemos quando nos casámos (sem o Elvis) que foi amar, respeitar e cuidar até que a morte nos separe. 

Quero agradecer-te. Temos a sorte gigante de nos ter um ao outro e do amor ser sempre aquilo que está em primeiro lugar. Somos as duas pessoas mais apaixonadas pela nossa filha e, por muito que o tempo passe, ou que as nossas opiniões divirjam, já sabemos quando nos calar. 




Resta-nos o carinho e a amizade que sempre foi tanto. Tanto ao ponto de lhe termos chamado de amor. Impossível, mesmo sem filha, que nos deixássemos de falar porque temos o dom de escangalhar o outro a rir e o quão raro é fazerem-nos rir assim, não é? 

Fizeste 42 anos ontem e sinto que já tivemos a melhor prenda de todos os aniversários até hoje e os que ainda virão. Além de uma filha mais incrível do que alguma vez poderia imaginar, ganhei um amigo para a eternidade e que juro a pés juntos que não quero mais do que a sua felicidade, a sua plenitude e satisfação. 

Obrigada por amares e tanto a pessoa que construímos. 
Obrigada pela fé e vontade de melhorares o Mundo comigo. 

Sabes que poderás sempre contar comigo, a mãe da tua filha e tua amiga. 

Parabéns, velhote




1.11.2020

Este blog vai acabar?

Tem sido como uma relação: com altos e baixos. Com paixão e desencantamento. Com fases de maior euforia e, depois, fases de menor interesse. Já houve uma altura em que publicávamos quase sem falhar 3 posts por dia, depois passámos a dois e depois passamos a poucos mas bons e a um vídeo e um podcast por semana. 

Mas, entretanto, a vida vai acontecendo. Ambas saímos dos nossos trabalhos e, por isso, dedicámo-nos com força e alma a este projecto. Creio que a alma continua a cá estar, mas talvez nos tenha falhado a força e o tempo. A Joana agora trabalha algures com um horário fechado e, por isso, não nos temos conseguido encontrar. 

Sempre tive medo que o blog acabasse. Sei como sou com compromissos. Mesmo que me doam os pés ou as mãos ou o coração, não consigo evitar continuar. Fui educada assim o que tem o seu lado bom e mau. Bom porque sou de "confiança", mau porque mesmo quando não gosto das coisas ou quando naquele momento não me estão a saber bem, continuo com elas na mesma. 

Olha que lindas e novas, ahaha ;)


Para além disso, sempre senti que era a menos "estrela" deste blog. As publicações que a Joana Paixão Brás escreve são, normalmente, na mouche. E eu, com os meus estádios emocionais vários desde que a Irene nasceu e também ter passado pelo final de um casamento, não tinha muita personalidade para dar, a não ser uma escrita meia automática e sempre com um instrumental soturno a acompanhar. Entretanto já estou viva. E bastante viva. Demasiado talvez. ;)

Isto de dizer que a Joana é a "estrela", não tem a ver com ego, acho eu. Tem a ver com sentir que ela é que é a alma realmente blogger daqui - basta verem pelo instagram dela - e que eu tenho sido mais uma espécie de marketeer e de, bem, pensadora geral, vá. 

Acho que a Joana deveria escrever um livro e acreditar nela ao ponto de perceber que tudo o que quiser fazer, consegue. Ao mesmo tempo pensava que, se ela acreditasse nisso, que desaparecia aqui do estaminé. 

A vida vai acontecendo, também tenho um pouco mais focada no banana-papaia, isto dos mundos digitais, dos blogs e dos algoritmos também tem mudado e não que andemos um pouco "à toa", mas temos sentido que não é "necessária" uma presença constante, mas sim estruturada e variada. 

Gostaríamos, no entanto, de saber mais sobre o que gostariam de saber. Quais as idades dos vossos filhotes. Que dúvidas têm, tudo. Não nos falta inspiração, mas não queremos que a nossa relação convosco falhe. Tem sido uma longa e ópppptima viagem. E não gostaria que terminasse. 

É só uma fase, mas cá estamos ;)