5.11.2016

Estávamos tão nervosas!

Não costumamos estar nervosas nestas coisas das entrevistas. Eu já não fico (não me estou a armar em boa, mas já tive a minha fase de estar nervosa para estas coisas há uns anos e ficava muito) e a Joana também não. Como falamos de coisas que são mesmo verdade, nossas, não temos que pensar muito no que vamos dizer.

Hoje foi diferente. Hoje, quando chegámos ao estúdio e vimos a Cristina e o Manuel Luís Goucha acho que caiu em cima de nós uma... pedra enorme. Acho que nos apercebemos de que eles, juntos, são uns monstros da comunicação e que, o nosso medo não era que nos saíssemos mal, mas sim que não nos saíssemos super bem. 

Correu muito bem. Calma, não estamos "cheias de nós" e agora estamos armadas "em boas" porque vamos à televisão e não sei quê. Sabemos que correu bem porque não nos apeteceu sair dali. Não estávamos desconfortáveis e apetecia-nos ficar à conversa durante imenso, imenso tempo. 

Aliás, quando depois entrou a VT (videotrack, acho que é assim que se diz "em televisão") eles disseram que tinham adorado conversar connosco, que eramos convidadas muito isto e aquilo. Acho que aí sim, pelo menos para mim, foi como se fosse Natal. Pus a buchazinha se não precisavam de ninguém para umas colaborações e provavelmente não vai colar, mas ao menos sinto que disse o que tinha a dizer, pronto. ;)

Fiquei contente. Estavamos as duas bonitas (a equipa é espectacular) e acho que conseguimos passar algumas mensagens importantes, além de divulgarmos o nosso livro. 

Podem ver a entrevista aqui. E, já agora, digam-nos o que acharam. ;) 

Claro que tivemos de tirar as fotografiazinhas da praxe. Somos fãs. Eu sou. 




Obrigada à equipa que nos pôs tão bonitas. ;)


5.10.2016

HOJE vamos ao Goucha!

Ah pois vamos! 4a feira, dia 11 de maio (ou hoje, se estiverem a ler isto de manhã), vamos ao Goucha e à Cristina, "coisa mai boa"! Sim, estamos entusiasmadas! Sim, é sempre bom sermos entrevistadas pelos maiores! Mas há aqui um problemita.  

NÃO TENHO NADA PARA VESTIR!!! SOCORRO! 

Imagem WeHeartIt

Estão a ver aquela fase da gravidez em que já nada assenta como deve ser (não estou a falar contigo, Carolina Patrocínio! Rrrrrrr...)? Em que ter barriga grande é uma maravilha, mas se não viesse acompanhada por duas asas de panela gigantes de cada lado, óptimas para agarrar, era muito melhor? Sim, isto está tudo muito bem feito, é a natureza a acumular gordura para assegurar a sobrevivência, blá, blá, mas expliquem lá isso aos meus vestidinhos guardados no armário. Até as túnicas fogem a sete pés, cheias de medo que as costuras rebentem.

E uma pessoa, que só vai estar ao lado da elegantérrima da Cristina e com uma Joana Gama que está boa como o milho, não quer ir de pijama (coisa que, por mim, se tornaria farda oficial das grávidas e pronto). Bem. Alguma coisa tem de servir. 

Vamos ao que realmente importa: vamos falar de um tema que nos diz muito (o que será? Bolachas milka? Macramé?) e contamos convosco para sintonizarem o canal, mandarem bitaites na página do Você na TV, dizerem que eu sou a mais linda, o que vos der na gana. :)

Wish us luck! 


Estar grávida do segundo filho.

Confesso que, por muito que me dissessem que a magia era igual, não senti durante muito tempo. Não senti como da primeira. Andei ali que tempos a estranhar tudo, a esquecer-me de que estava grávida tantas e tantas vezes, a não ter uma ligação tão intensa com a minha barriga, pelo menos não tão intensa como da primeira vez. Nem o tempo de gravidez me pareceu o mesmo: passou tudo muito mais rápido. Não escrevi tudo num caderninho, não fiz um diário, não escrevi coisas apaixonantes, não tomei longos banhos de espuma a namorar cada pontapé, não cantei vezes sem conta para a bebé, nem conversei tanto com ela, não pus a barriga a ouvir música clássica. O pai não falou tantas vezes com ela, não beijou tanto a barriga, eu não comentei tanto cada pontapé, não roubei tantas vezes a mão do pai para sentir cada movimento. Não fiz tantas juras de amor. Não saboreei, com aquela paixão descompassada, cada segundo. Não fotografei a barriga todas as semanas. Não tive tantos medos, nem enjoos sequer. Não fiquei ansiosa nem fiz a mala com antecedência. Apesar da curiosidade, não a quis conhecer antes de tempo. Não tive, nem tenho, pressa. 

Acredito que, pela minha descrição, estar grávida do segundo filho possa soar a algo frio e desapaixonado. Não é. É algo sereno, terno, apaziguador. Amo e desejo esta minha filha tal como desejei a primeira. Mas, talvez por já conhecer o Amor na verdadeira acepção da palavra, a paixão louca da primeira gravidez dá lugar a uma experiência mais madura, mais calma, por já adivinharmos que vai culminar num amor maior do que tudo. A gravidez acaba por ser um misto de "já sei o que é" com um "que maravilha!". É um "já não me lembrava que era assim" com um "ficava nisto mais uns tempos". Tirando o episódio da semana que passou, esta foi uma gravidez santa, sem queixumes, sem dores, sem grandes ansiedades, nem sequer metade das idas à casa de banho. E, como não sei se será a última vez que estarei grávida, até já tenho saudades.

Estou grávida de 36 semanas, a um mês - se tanto - de conhecer a Luisinha. No tempo que nos falta, vou fazendo as despedidas, devagarinho, da minha barriga (que tem uma filhota aos soluços neste preciso momento), da Isabel como filha única e, também, de mim, como mãe de apenas uma, que consegue ter um colo sempre disponível. Não sei o que me espera. Assusta-me um bocadinho a gestão inicial, a partilha da atenção entre ambas, mas quero acreditar que o meu coração de mãe vai saber o que fazer e que o meu colo se vai espraiar, como as margens de um rio.

Só sei que vai ser uma aventura e tanto e que vamos ser muito felizes. Para já? Duas gravidezes vivenciadas de forma completamente diferente, mas uma certeza no coração: sou uma sortuda por poder sentir em mim este milagre da Vida.