11.09.2015

Já chegou o vestido da menina das alianças!

A Isabel vai ser menina das alianças, juntamente com a Vitória, uma menina mais velha. Já as estou a imaginar, de mãos dadas, quais princesas sorridentes e eu a chorar baba e ranho com tudo aquilo. Choro em todos os casamentos. Todos. Então este... este vai ser especial. 

O que vai muito provavelmente acontecer: a Isabel sair disparada a correr na nossa direcção e ser a Vitória a tratar do resto. E aí vou rir-me, vai ter piada.

O vestidinho chegou ontem, já fizemos a prova e ficou um amor, com o laço para o cabelo a condizer!






Vestido - C and F newborns

Tenho de ver se até lá aprendo a fazer um laço de jeito (e tem de ser passado a ferro, eu sei hehe)

Os avós dos nossos filhos que nos desculpem!

Desculpem-nos!

Desculpem
estas mães galinhas, que querem fazer tudo certinho, que querem que nada falte aos filhos, nem limites, nem mimo e carinho e que, às vezes, exageram.

Desculpem quando vos parecemos intransigentes e de nariz empinado, mas nisto de se ter a vida dos filhos nas nossas mãos e todos nos apontarem o dedo e mandarem bitaites, não é fácil. Temos de nos impor, quando temos de nos impor. 

Desculpem quando desconfiamos, quando duvidamos, quando pomos aquele ar de detective. Às vezes temos o faro mais apurado que o Rex. 

Desculpem quando vos desautorizamos, por sermos nós as mães e por termos nós a responsabilidade e o dever de definir o que queremos para a educação dos nossos filhos. E se as palmadas não entram na nossa equação, não vão ser os avós a trazê-las para cima da mesa. Se o leite de vaca não entra sequer na alimentação deles, não vão ser os avós a dizer-lhes que podem e devem beber leite achocolatado.

Desculpem quando vos chamamos à atenção com um tom paternalista, dando o ar de que vos estamos a tratar como crianças. Não é nada disso, às vezes estamos só a tentar procurar o registo mais meigo que temos, para não ferir muito a vossa sensibilidade e porque queremos evitar conflitos, mas não sabemos bem como.

Desculpem quando vos contrariamos à mesa e não queremos que dêem açúcar ou chocolates aos nossos filhos. Estamos demasiado informadas e conscientes de que há outras opções melhores para eles (e não, quando têm 8 meses não precisam de um bocadinho de açúcar na maçã. Não conhecendo, não têm necessidades dessas). Desculpem se às vezes parecemos demasiado obcecadas com este assunto, mas se calhar temos mesmo de empolar a "proibição" para que alguma parte da mensagem fique desse lado. Se admitíssemos à vossa frente que "dias não são dias" talvez estivéssemos a abrir margem para "todos os dias serem dias que não são dias".

Desculpem quando não confiamos desde logo que eles fiquem a dormir em vossa casa. Este corte do cordão umbilical não ocorre quando os outros desejam, mas sim, quando nós, mães e filhos, nos sentimos preparados.

Desculpem quando os queremos engolir e não vos damos espaço e tempo de qualidade para desfrutar dos netos sozinhos. Não é por mal, é a nossa ânsia de estar por perto. Mas muitas vezes esquecemo-nos de que os laços que vocês criam com eles, a cumplicidade e os vossos segredos são das coisas mais marcantes na vida de uma criança.


Obrigada, avós, pela compreensão do nosso mau-feitio. Desculpem-nos, mas estamos a dar o nosso melhor e queremos que os vossos netos sejam as pessoas mais felizes e equilibradas à face da Terra. 

Continuem a fazer-lhes os pratos preferidos, a dar-lhes um quadradinho (eu disse um quadradinho!) de chocolate às escondidas, a deixar que eles façam de vocês cavalos de corrida, a piscar o olho em tom de segredinho, a "estragá-los" com mimos. Não os vão estragar, não. As excepções fazem-lhes bem. Vocês fazem-lhes bem.

11.08.2015

Coisas boas de voltar ao trabalho.

Para quem acompanha o blog, foi sabendo (nunca escondo nada) que o meu regresso ao trabalho estava a deixar-me muito ansiosa e triste. "Separar-me" da Irene, deixar de estar 100% presente em tudo o que ela faz, saber que o tempo não volta para trás, etc. 

Amanhã conto-vos mais ao pormenor (está tudo louco para saber, não está?) como aconteceu tudo na prática e na minha cabeça. Hoje, porém, queria deixar-vos - ao contrário do que tem acontecido (sorry) - coisas positivas sobre o regresso ao trabalho. Não estou a abrilhantar nada, é mesmo o que sinto. 

Voltar a ter vontade de me arranjar.

Sejamos vaidosas ou não, o facto de passarmos muito tempo em casa e só com o nosso filho faz com que nos tornemos um pouco mais preguiçosas ou, vá, práticas. Para ir "ali ao jardim" não me apetecia propriamente maquilhar ou, às vezes, até tomar banho. Agora voltei a ter a minha rotina até está estabeleci o domingo para dia de esfoliante e máscara hidratante. São mariquices que fazem toda a diferença e vocês sabem disto. Tenho-me maquilhado todos os dias (menos na sexta que era maquilhar-me ou tomar o pequeno almoço em família) e tenho adorado escolher a roupa no dia anterior e trocar malas para condizer. 

Voltar a comunicar com pessoas. 

Claro que comunicava antes, mas é diferente de chegar ao trabalho e ter 17 pessoas (não me apetece contar) que façam de público para as minhas palhaçadas e vice-versa. É giro voltar a almoçar em grupo, voltar a saber da vida das outras pessoas e não ter que ter um "olho no burro e outro no cigano" por termos sempre a bebé possivelmente a atirar-se à ração dos gatos. 

Voltar a ter glúteos. 

O meu corpo está mais mole que um arroz demasiado cozido. Praticamente parecia uma anémona ou uma ameba. Com uma semana a subir ruas e escadas (vou de transportes) desde o Rossio até ao Chiado e vice-versa, acho que voltei a ter um músculo na perna. Glúteos vão demorar muito mais tempo, eu sei, mas gémeos já começam a aparecer. 

Estar silenciosamente muito ocupada. 

De repente tenho um milhão de mails para responder e escrever. Telefonemas, pessoas com quem falar, eventos para distribuir, planear, etc. A melhor diferença é que não tenho de fazê-lo enquanto respondo que "sim é um hipopótamo". Sinto que a minha cabeça agora está de férias e que posso potenciar justamente os 2% do meu cérebro que ainda uso. 

Estar 100% presente quando estou em casa.

A Irene agora está menos tempo com a mãe. E, apesar da mãe estar cansada, estamos as duas juntas a 100%. A mãe agora larga o telemóvel mais vezes. A mãe deita-se mais vezes na cama para lhe dar beijinhos no corpo e dizer que cheira a bebé cozido, tem mais paciência para lhe dar o jantar, para a por a dormir, para lhe dar banho e brincar com ela... 

Sinto-me apaixonada e grata o dia inteiro.

Ser mãe a tempo inteiro é um máximo, é mágico mas ficamos facilmente adormecidas pelo cansaço, pela rotina, pela "solidão". Temos momentos muito muito intensos todos os dias, é verdade, mas a saudade é especial. A saudade faz-nos ter corações nos olhos o dia inteiro e que eles dupliquem quando chegamos a casa. 


Há coisas boas nisto de voltar ao trabalho. Seja como for, concordo muito com esta imagem: