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5.20.2019

Estou a pensar fazer uma cirurgia plástica

Desde que escrevi este texto sobre mamas, em 2014, que muita muita coisa mudou. Mais uma filha, que mamou até aos dois anos e tal. E se as minhas mamas já não eram enormes, agora ficaram mesmo mesmo mirraditas e descaídas. Eu já tinha um desejo antigo de pôr implantes. Amigas minhas puseram, ali nos vintes, mas eu não tinha disponibilidade financeira e, verdade seja dita, na altura não era prioridade. 

Neste momento, quero fazê-lo. Apesar de todo o discurso de aceitação e de nos amarmos como somos me fazer sentido, acho também que isto poderá mudar a relação que tenho com o meu corpo. Deixar-me mais confiante, mais feliz. Em podendo e querendo, por que não? A primeira coisa que andei a procurar na internet foi, em caso de querer ter mais algum filho daqui a uns anos, se comprometeria a amamentação. A resposta é não. Seria uma razão para eu não fazer, por exemplo. 

A escolha do médico que fará a operação é, também para mim, muito importante, se não das coisas mais importantes. Nestas coisas, acho que as recomendações são essenciais e ver o trabalho em si também. Por isso, falei imenso tempo com uma amiga que foi operada por este médico, o Dr. João Bastos Martins, e que adorou não só o resultado, como a sensibilidade dele em todo o processo. Minutos antes da cirurgia, ela estava com receio (acho que o facto de sermos mães ainda acrescenta um peso diferente a estas escolhas) e ele disse-lhe, de forma muito calma, que ia a tempo de pensar e que não tinham de avançar. Ainda sem o conhecer pessoalmente, ganhou logo pontos. E depois vi, claro, os antes e depois todinhos (acho que sou um bocadinho viciada em antes e depois de tudo, sejam de operações, casas, dentes, dietas...): e os resultados são incríveis e super naturais, tal como eu quero. 


Agora só falta perceber se estamos em sintonia, na consulta, e se todas as minhas dúvidas e receios se dissipam. 

Qual o tempo de recuperação? 
Qual o tamanho indicado? 
Qual o formato, de forma a ficar com aspecto natural? 
Por onde é mais aconselhado fazer, no meu caso? 

E mais? Querem ajudar-me?
Há desse lado quem já tenha feito esta operação ou que conheça de perto quem terá feito? 
Que perguntas não posso esquecer-me de fazer ao médico?

2.27.2018

Gostava que os médicos dissessem todos a mesma coisa.

Já não é a primeira vez que depois de uma situação estar aparentemente resolvida me apercebo do peso que tinha em cima dos meus ombros. Primeiro foi a mudança de escola da Irene (enganei-me na primeira escola ou, melhor, tive infelizmente uma má experiência) e agora também com esta questão dela ter que ser operada para por tubinhos, tirar amigdalas e adenóides. 

Se, para mim, os médicos sempre representaram um conforto e descanso e tudo o que diriam seria lei, aos poucos tenho vindo a ter mais algum espírito crítico baseando-me, claro, em várias experiências pelo meio. Há médicos que falam de coisas que não lhes competem, causando confusão em todo o lado por usarem a credibilidade que têm numa área para poderem falar de outras e isso deixa-me confusa e com medo. 

Fotografias: Yellow Savages


Havia uma frase que usava muito nos testes de história ou de filosofia para encher uma chouriçada e que era: "o ser humano é falível e, por isso tudo o que daí advenha não poderá ser perfeito". Não tinha tantas palavras, acho que quando era mais nova, tinha mais inspiração. 

Mais do que a culpa ser dos médicos é o meu desejo que fosse tudo simples e directo. Gostava que para cada pergunta só houvesse uma resposta e que toda a gente conseguisse ver o mesmo. Claramente que retiraria o lado interessante das coisas, o lado, lá está, filosófico, emocional, tudo, mas poupar-nos-ia muito tempo e muitas preocupações. 

Nisto da medicina, neste caso da Irene pelo menos, em que foi aconselhada vivamente a retirar e a  pôr coisas por ter muito ranho e ressonar, também há o seu quê de pessoal. Medir o incómodo da criança face o desconforto da cirurgia e respectivo recobro, ter em conta a recuperação física e também, já agora, a violência psicológica, não é unânime. Se compensa ou não talvez só diga respeito aos pais decidir e sabem que mais? Às vezes preferia não ter opção. Claro que aqui pelo meio também há o lado positivo: o alívio, um sono finalmente descansado, o  conforto de saber que os pais a podem ajudar nos seus problemas caso optassemos pela opção. 

Escolher implica pensar, pensar implica ter responsabilidade, responsabilidade implica culpa e, nas nossas mãos, a saúde e o conforto da pessoa mais importante da nossa vida. Cá estamos nós, sem conhecimentos "na área", devorando a internet e perguntando a todos os conhecidos com médicos na família opiniões e acabamos sempre por ficar mais confusos. 

Neste momento estamos a usar a velha técnica da "segunda opinião para ouvirmos o que queremos ouvir". Encontramos um segundo médico, igualmente respeitado que, olhando para os mesmos exames, desvalorizou tudo e disse que não é necessária nenhuma intervenção. E, aqui pelo meio, toda uma vontade de dar ouvidos a procedimentos alternativos - cuja palavra me deixa desconfortável ainda - mas que talvez devam ser sempre considerados. Tenho já para ler o livro Adenóides sem Cirurgia em casa, por exemplo.

Por isso, num mundo de sonho, tudo seria concreto. Não, tudo não, mas pelo menos no que tocasse às doenças e desconfortos, sim, isso agradecia. 

Não faço ideia se é este ou o outro médico que está certo, mas sei que se a Irene estivesse mesmo muito desconfortável que não duvidaria do que teria que fazer. Talvez só se deva intervir quando se tem a certeza. 





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